http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
08 abril, 2016
07 abril, 2016
ESTE É O TEMPO DO PORTISMO!
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- NOTA INICIAL - Quem quiser VOTAR NULO nas próximas eleições, tem que levar consigo uma CANETA e RISCAR O BOLETIM DE VOTO. Isto, porque o procedimento será apenas o de entrega do boletim de voto ao associado, e o mesmo apenas o dobra e coloca na urna... não há, portanto, hipótese de votar em branco, pois não existe quadrícula para colocar o tradicional “X”. Por inerência, quem não levar consigo uma caneta para riscar o boletim de voto, transformando-o num voto “nulo”, estará a votar em favor na futura direção.
Torna-se difícil não falar do passado, apesar de que aquilo que todos temos que mais nos preocupar é o futuro, pois o mesmo é o que pode estar em causa.
Sobre o PASSADO, apenas duas notas:
1) A nossa estratégia, ou falta dela, tem tido custos tremendos nas mais pequeninas coisas e detalhes da nossa atividade. O universo portista tem sido abalado com as mais diferentes notícias relacionadas quase sempre com Alexandre Pinto da Costa, e pergunta-se o porquê de tudo estar a surgir agora. Simples: devido a um erro estratégico na escolha da operadora televisiva, onde ao invés de termos dado a última palavra a quem muito nos ajudou nos últimos 35 anos, escolhemos a Altice, negócio liderado por Alexandre Pinto da Costa. A quem me refiro? Joaquim Oliveira.
2) Ninguém pense que o “esquema” de comissionamento de jogadores que tantos €€€ tem dado a empresas do “Pinto mais jovem”, é alguma novidade! O mesmo acontece há mais de uma década, mas naturalmente com outros protagonistas. Não o vou estar aqui a detalhar, mas apenas sublinhar o seguinte: a SAD não tem administradores e/ou colaboradores suficientemente bem pagos e/ou competentes para fazerem negócios de compra e venda de jogadores? Se sim, porque razão é preciso um intermediário para negociar com o V. Setúbal a compra do Suk ou com o Inter a venda do Guarin? É que tudo passa por isto, ou seja, não faz sentido ter uma estrutura principescamente paga, quando depois é preciso pagar a intermediários para se fazerem negócios.
Dadas estas duas notas sobre o passado, o FUTURO!
Sim, essa tem que ser a nossa preocupação e é para ele que as nossas atenções têm que estar viradas. Não podemos dar “pérolas a porcos”, temos que ter consciência clara de que no presente momento qualquer palavra é escrutinada pelos parasitas da comunicação social, os quais apenas querem “fazer sangue” com tudo aquilo que mexe de azul e branco.
Temos que parar de dar “tiros nos pés”, não combater os adversários internos mas sim convencê-los, não estar preocupados em atacar blog's (Allô Dragões Diário e Fernando Saul!!!) quando os nossos adversários são outros, não ter funcionários ou familiares a escrever nas redes sociais, etc, etc, etc.
O Futebol Clube do Porto está doente! Temos que perceber isso e pensarmos a forma como nos comportamos quando temos um ente querido doente: somos mais tolerantes, mais pacientes, mais carinhosos, mais cuidadosos, sempre e apenas com o pensamento de que ele vai melhorar e volte a ser o que era. Procuramos que nada nem ninguém o perturbe, somos o primeiro a protegê-lo, estamos mais próximos e mais unidos do que nunca em redor dele. Não é isto que fazemos a um ente querido doente? Pois, e percebem que o nosso Porto está gravemente doente, portanto toda esta receita pode mesmo assim não ser suficiente! E não, isto não é um apelo ao silêncio dos adeptos ou como muitos fazem, apelar ao agradecimento de quem tudo nos deu. Não, para isso existe o museu, para eternizar aqueles que mais marcaram a nossa história. Temos de ser exigentes com aqueles que nos servem, pois quem não tenha essa exigência na mente, por muito que já nos tenha dado, não pode agora tudo destruir. Mas também é importante que na ânsia de querer ajudar o clube e dizer tudo o que vai mal, não agudizemos ainda mais a doença, e querendo fazer o bem, estejamos a fazer pior ao clube que todos amamos!
A quem manda, pede-se que não seja como a banda do Titanic que toca feliz e contente como nada estivesse a acontecer, mesmo estando o barco a ir ao fundo. É tempo de acordarem, reagirem, atuarem, e recuperarem aquilo que fez de nós diferentes. A nossa marca distintiva e a nossa identidade, foi o que nos trouxe até aqui. Perder estas características, é fazer de nós apenas “mais um”. Se nos tornamos em apenas “mais um”, como somos menos, como temos menos poder institucional, somos engolidos pela máquina.
Sempre fomos mais organizados, melhor preparados e estruturados, mais capazes de antecipar cenários e prever o futuro. E tudo isso acontecia não por sermos mais espertos que os outros, mas sim por sermos mais profissionais, dedicados e apaixonados que os outros, por sabermos que tínhamos que ser muito melhores que os outros para ganhar. Ex: neste momento, temos que ter bem claro quem será o futuro treinador da próxima época (Peseiro ou outro qualquer) e essa escolha não pode estar dependente de ganhar ou não uma taça de Portugal... o caminho faz-se com decisões firmes, decisões pensadas e levadas à prática com eficácia, e não podemos em Abril ainda não saber qual vai ser o caminho efetivo na próxima época.
Mais não quero dizer, a não ser que TE AMO MUITO MEU PORTO!
NOTA FINAL – Não posso deixar passar em claro o posicionamento do Lucho e Delindro neste espaço. Duas referências do blog e daquilo que é “fazer Porto” com Amor, Paixão e Dedicação. Para eles, um forte abraço da minha parte!
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06 abril, 2016
“BÊS” PERDEM EM MAFRA MAS MANTÊM LIDERANÇA.
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MAFRA-FC PORTO B, 2-1
Segunda Liga, 39.ª jornada
6 de abril de 2016
Estádio do Parque Desportivo Municipal de Mafra
Árbitro: Hélder Lamas (Braga).
Assistentes: Nelson Cunha e Pedro Costa.
Quarto árbitro: Fábio Piló.
MAFRA: Leão; André Teixeira, Rafael Goiano, Diouf e Joel Ferreira; Kiki, Kaká, Alisson e Vasco Varão (cap.); Luís Carlos e Mailó
Substituições: Luís Carlos por Leo Tomé (69m), Vasco Varão por Abou (69m) e Mailó por Ivan Fidalgo (73m).
Não utilizados: Mory Diaw, Caipiro, Sandro e Adelaja.
Treinador: Jorge Paixão.
FC PORTO B: José Sá; Víctor García, Palmer-Brown, Verdasca e Rodrigo; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Cláudio, André Silva e Ruben Macedo.
Substituições: Palmer-Brown por Rui Moreira (intervalo), Ruben Macedo por Gleison (intervalo) e Graça por Fede Varela (65m).
Não utilizados: Caio, Zitouni, Leonardo e Sérgio Ribeiro.
Treinador: Luís Castro.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Diouf (23m), Francisco Ramos (pen., 52m) e Kiki (73m).
Disciplina: cartão amarelo a Joel Ferreira (51m), Graça (53m), Kaká (80m), Víctor García (82m), Kiki (90m) e Francisco Ramos (90m+2).
O FC Porto B perdeu esta quarta-feira no terreno do Mafra, por 2-1, em encontro da 39.ª jornada da Ledman LigaPro. A equipa local abriu o marcador aos 23 minutos, por intermédio de Diouf, Francisco Ramos empatou o encontro de penálti, aos 52, e Kiki estabeleceu o resultado final, aos 73. No entanto, os Dragões continuam líderes da Segunda Liga, com 70 pontos, mais um do que o Chaves, segundo, e três do que o Famalicão, terceiro, sendo que os dois rivais também perderam nesta ronda.
Os azuis e brancos entraram melhor no encontro, com Ruben Macedo a protagonizar o lance de maior perigo, com um remate por cima da barra, mas o Mafra chegou à vantagem graças a um golo de Diouf, na sequência de um livre. Luís Castro fez duas substituições ao intervalo, fazendo entrar Rui Moreira e Gleison para os lugares de Palmer-Brown e Ruben Macedo. E seria precisamente Gleison a sofrer uma falta para grande penalidade de Joel Ferreira, após lance individual; Francisco Ramos converteu o castigo máximo.
Porém, a equipa local acabou por conquistar os três pontos com um golo de Kiki, aos 73 minutos, pouco depois de André Silva, isolado, ter falhado o toque final. Na sequência de um canto, Diouf apareceu ao segundo poste e, de cabeça, assistiu o cabo-verdiano, que, à boca da baliza, fez o 2-1.
fonte: fcporto.pt
RESUMO DO JOGO
Segunda Liga, 39.ª jornada
6 de abril de 2016
Estádio do Parque Desportivo Municipal de Mafra
Árbitro: Hélder Lamas (Braga).
Assistentes: Nelson Cunha e Pedro Costa.
Quarto árbitro: Fábio Piló.
MAFRA: Leão; André Teixeira, Rafael Goiano, Diouf e Joel Ferreira; Kiki, Kaká, Alisson e Vasco Varão (cap.); Luís Carlos e Mailó
Substituições: Luís Carlos por Leo Tomé (69m), Vasco Varão por Abou (69m) e Mailó por Ivan Fidalgo (73m).
Não utilizados: Mory Diaw, Caipiro, Sandro e Adelaja.
Treinador: Jorge Paixão.
FC PORTO B: José Sá; Víctor García, Palmer-Brown, Verdasca e Rodrigo; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Cláudio, André Silva e Ruben Macedo.
Substituições: Palmer-Brown por Rui Moreira (intervalo), Ruben Macedo por Gleison (intervalo) e Graça por Fede Varela (65m).
Não utilizados: Caio, Zitouni, Leonardo e Sérgio Ribeiro.
Treinador: Luís Castro.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Diouf (23m), Francisco Ramos (pen., 52m) e Kiki (73m).
Disciplina: cartão amarelo a Joel Ferreira (51m), Graça (53m), Kaká (80m), Víctor García (82m), Kiki (90m) e Francisco Ramos (90m+2).
O FC Porto B perdeu esta quarta-feira no terreno do Mafra, por 2-1, em encontro da 39.ª jornada da Ledman LigaPro. A equipa local abriu o marcador aos 23 minutos, por intermédio de Diouf, Francisco Ramos empatou o encontro de penálti, aos 52, e Kiki estabeleceu o resultado final, aos 73. No entanto, os Dragões continuam líderes da Segunda Liga, com 70 pontos, mais um do que o Chaves, segundo, e três do que o Famalicão, terceiro, sendo que os dois rivais também perderam nesta ronda.
Os azuis e brancos entraram melhor no encontro, com Ruben Macedo a protagonizar o lance de maior perigo, com um remate por cima da barra, mas o Mafra chegou à vantagem graças a um golo de Diouf, na sequência de um livre. Luís Castro fez duas substituições ao intervalo, fazendo entrar Rui Moreira e Gleison para os lugares de Palmer-Brown e Ruben Macedo. E seria precisamente Gleison a sofrer uma falta para grande penalidade de Joel Ferreira, após lance individual; Francisco Ramos converteu o castigo máximo.
Porém, a equipa local acabou por conquistar os três pontos com um golo de Kiki, aos 73 minutos, pouco depois de André Silva, isolado, ter falhado o toque final. Na sequência de um canto, Diouf apareceu ao segundo poste e, de cabeça, assistiu o cabo-verdiano, que, à boca da baliza, fez o 2-1.
fonte: fcporto.pt
RESUMO DO JOGO
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ATÉ BREVE...
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Quando, em JULHO/2014, o dono do tasco me convidou a opinar regularmente nesta tribuna privilegiada, não sabia durante quanto tempo os leitores me iriam aguentar. Alguns dos textos foram arrancados a ferros, outros foram fruto de alguma investigação, e alguns até, tive mesmo que pedir ajuda a amigos, também colaboradores deste espaço, para eleger um tema.
Em 2014, vínhamos já de um ano de derrota, pelo que me sinto mais aliviado de não ter sido a minha entrada nesta equipa de comentadores a despoletar o insucesso desportivo.
O insucesso tem-se perpetuado, porque um largo conjunto de más decisões têm sido tomadas.
Quando ontem abri o blog e vi uma espécie de despedida, quiçá um ATÉ BREVE do amigo Lucho, pensei que este texto deveria ser adiado, mas o momento que vivemos é demasiado difícil para permitir conciliar apoio ao clube com crónicas.
Assim, HOJE é o dia de fazer um BALANÇO destes quase 2 ANOS e 38 TEXTOS.
Alguns deles, permitiram conjugar a minha formação de base económica com o Portismo militante que vivo desde 1986, mas outros, foram uma espécie de lamento/desabafo. Por vezes, a vontade era ir mais longe e algumas críticas mereciam ser mais profundas. Fica o lamento que, no momento, a opção tivesse sido outra. Quando falo em críticas, falo nas críticas a ti assobiador, tu que com os teus comportamentos, prejudicas mais a equipa do que a ajudas. O clube, tem que ser reinventado, mas tu, que assobias todo e qualquer treinador, não mereces outro caminho que este que o clube atravessa. Tu, que assobias o jogador ao 1º passe falhado, mereces voltar ao período 1959-1978, mesmo que não o tenhas vivido.
NÃO PERGUNTES O QUE O TEU CLUBE PODE FAZER POR TI, MAS ANTES, O QUE PODES TU FAZER PELO TEU CLUBE.
Estimados leitores, queria agradecer a vossa paciência e o tempo que disponibilizaram a ler os meus textos, mas, ESTE É O DIA que um dia teria que acontecer.
O PORTISMO, MAIS QUE O APREGOAR, DEVE SER PRATICADO NOS ESTÁDIOS, PAVILHÕES, PISCINAS E OUTROS RECINTOS ONDE ENTREM AS NOSSAS CORES.
NUNCA TE ESQUEÇAS QUE, ENQUANTO FOMOS BONS RAPAZES, FOMOS SEMPRE COMIDOS. Vamos voltar a fazer dos nossos recintos desportivos, verdadeiros ambientes aterrorizadores para os nossos adversários.
Até breve, num qualquer recinto desportivo perto de ti.
COM O FC PORTO SEMPRE!
PELO FC PORTO TUDO!
Um Abraço.
Delindro
--» O MEU ARQUIVO: todos os meus textos AQUI.
Em 2014, vínhamos já de um ano de derrota, pelo que me sinto mais aliviado de não ter sido a minha entrada nesta equipa de comentadores a despoletar o insucesso desportivo.
O insucesso tem-se perpetuado, porque um largo conjunto de más decisões têm sido tomadas.
Quando ontem abri o blog e vi uma espécie de despedida, quiçá um ATÉ BREVE do amigo Lucho, pensei que este texto deveria ser adiado, mas o momento que vivemos é demasiado difícil para permitir conciliar apoio ao clube com crónicas.
Assim, HOJE é o dia de fazer um BALANÇO destes quase 2 ANOS e 38 TEXTOS.
Alguns deles, permitiram conjugar a minha formação de base económica com o Portismo militante que vivo desde 1986, mas outros, foram uma espécie de lamento/desabafo. Por vezes, a vontade era ir mais longe e algumas críticas mereciam ser mais profundas. Fica o lamento que, no momento, a opção tivesse sido outra. Quando falo em críticas, falo nas críticas a ti assobiador, tu que com os teus comportamentos, prejudicas mais a equipa do que a ajudas. O clube, tem que ser reinventado, mas tu, que assobias todo e qualquer treinador, não mereces outro caminho que este que o clube atravessa. Tu, que assobias o jogador ao 1º passe falhado, mereces voltar ao período 1959-1978, mesmo que não o tenhas vivido.
NÃO PERGUNTES O QUE O TEU CLUBE PODE FAZER POR TI, MAS ANTES, O QUE PODES TU FAZER PELO TEU CLUBE.
Estimados leitores, queria agradecer a vossa paciência e o tempo que disponibilizaram a ler os meus textos, mas, ESTE É O DIA que um dia teria que acontecer.
O PORTISMO, MAIS QUE O APREGOAR, DEVE SER PRATICADO NOS ESTÁDIOS, PAVILHÕES, PISCINAS E OUTROS RECINTOS ONDE ENTREM AS NOSSAS CORES.
NUNCA TE ESQUEÇAS QUE, ENQUANTO FOMOS BONS RAPAZES, FOMOS SEMPRE COMIDOS. Vamos voltar a fazer dos nossos recintos desportivos, verdadeiros ambientes aterrorizadores para os nossos adversários.
Até breve, num qualquer recinto desportivo perto de ti.
COM O FC PORTO SEMPRE!
PELO FC PORTO TUDO!
Um Abraço.
Delindro
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05 abril, 2016
O MEU ADEUS…
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TUDO TEM O SEU INÍCIO E O SEU FIM.
Há quase 9 ANOS que colaboro neste espaço e muito me orgulho disso. Fiz muitos amigos à conta dessa situação e julgo que, na medida do possível, procurei incentivar os adeptos do FC PORTO no apoio e acompanhamento das modalidades de alta competição.
A minha luta foi sempre demonstrar que o clube era bem mais que uma equipa de futebol. Julgo que, mesmo que me acusem de falta de modéstia, consegui puxar muitos adeptos aos pavilhões por onde o FC PORTO tão bem dignifica a nossa camisola e o nosso símbolo.
CHEGOU A HORA DA DESPEDIDA.
Nove anos pesam, mas também pesa e muito o lento desaparecimento do imponente FC PORTO que o atual Presidente ajudou a erguer.
O PORTO de hoje, preocupa-se demasiado no combate aos inimigos "internos" e ignora os verdadeiros inimigos que um País cada vez mais centralizado tem potenciado a todo o gás. É um PORTO cansado, amorfo, que vai definhando e não se vislumbra uma luz de esperança em lado algum.
Não pensem que a decisão tem a ver com as recentes derrotas nas modalidades. Nada disso. Para que conste, escrevo a esta data e nesta minha crónica, que os lampiões ainda vão voltar a dizer que não gostam de andebol. Para que conste, acredito piamente que os HEPTACAMPEÕES vão dar a volta ao texto.
Para que conste também, o PORTO amorfo não é o PORTO do pavilhão. Acredito e muito na competência de Moncho, Cabestany e Ricardo Costa. O PORTO amorfo, passivo, abúlico e conformado, está na sua cúpula e tresanda fundamentalmente na estrutura e na sua equipa de futebol há já alguns anos...
Saio cansado, mas de cabeça levantada. Continuarei a apoiar o FC PORTO ao vivo, nos pavilhões por onde actuar, mas chegou a hora de dizer BASTA a quem de direito.
Nós, adeptos, sofremos com os ataques que nos são feitos e desgastamo-nos defendendo sempre o clube do inimigo, enquanto quem nos dirige, vai assobiando para o lado, convivendo alegremente com quem nos ataca. Por mim, é um PONTO FINAL.
Fica um abraço a todos os elementos do blog, em especial, ao mentor de tudo isto. E podem crer que tudo isto é uma família. Uma família que adoro e que tem um sentimento em comum, o FC PORTO.
Se não for antes, dia 16 Abril, estarei no Dragão Caixa.
Um grande abraço a todos, e até sempre.
Lucho
--» O MEU ARQUIVO: todos os meus textos AQUI.
Há quase 9 ANOS que colaboro neste espaço e muito me orgulho disso. Fiz muitos amigos à conta dessa situação e julgo que, na medida do possível, procurei incentivar os adeptos do FC PORTO no apoio e acompanhamento das modalidades de alta competição.
A minha luta foi sempre demonstrar que o clube era bem mais que uma equipa de futebol. Julgo que, mesmo que me acusem de falta de modéstia, consegui puxar muitos adeptos aos pavilhões por onde o FC PORTO tão bem dignifica a nossa camisola e o nosso símbolo.
CHEGOU A HORA DA DESPEDIDA.
Nove anos pesam, mas também pesa e muito o lento desaparecimento do imponente FC PORTO que o atual Presidente ajudou a erguer.
O PORTO de hoje, preocupa-se demasiado no combate aos inimigos "internos" e ignora os verdadeiros inimigos que um País cada vez mais centralizado tem potenciado a todo o gás. É um PORTO cansado, amorfo, que vai definhando e não se vislumbra uma luz de esperança em lado algum.
Não pensem que a decisão tem a ver com as recentes derrotas nas modalidades. Nada disso. Para que conste, escrevo a esta data e nesta minha crónica, que os lampiões ainda vão voltar a dizer que não gostam de andebol. Para que conste, acredito piamente que os HEPTACAMPEÕES vão dar a volta ao texto.
Para que conste também, o PORTO amorfo não é o PORTO do pavilhão. Acredito e muito na competência de Moncho, Cabestany e Ricardo Costa. O PORTO amorfo, passivo, abúlico e conformado, está na sua cúpula e tresanda fundamentalmente na estrutura e na sua equipa de futebol há já alguns anos...
Saio cansado, mas de cabeça levantada. Continuarei a apoiar o FC PORTO ao vivo, nos pavilhões por onde actuar, mas chegou a hora de dizer BASTA a quem de direito.
Nós, adeptos, sofremos com os ataques que nos são feitos e desgastamo-nos defendendo sempre o clube do inimigo, enquanto quem nos dirige, vai assobiando para o lado, convivendo alegremente com quem nos ataca. Por mim, é um PONTO FINAL.
Fica um abraço a todos os elementos do blog, em especial, ao mentor de tudo isto. E podem crer que tudo isto é uma família. Uma família que adoro e que tem um sentimento em comum, o FC PORTO.
Se não for antes, dia 16 Abril, estarei no Dragão Caixa.
Um grande abraço a todos, e até sempre.
Lucho
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Rui Saraiva
abril 05, 2016
dragões de azul forte, equipamentos, história, minha camisola azul de rui saraiva
4 comments
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Manto Azul e Branco - 1987-1988 a 1989-1990 – Adidas com calções da moda
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Este equipamento abrange o período de 1987 a 1990. A camisola é idêntica à de 1986-1987. A grande diferença nesta roupagem, que vestiu o FC Porto durante 3 épocas, está nos calções. Assim, estabelecendo as distinções para o equipamento de 86-87 e entre estes:
- Calções azul liso ostentando uma larga risca branca no início do cano. Diga-se que esta risca foi moda em muitos equipamentos por esse mundo fora, com diversas e variadíssimas cores.
- A camisola mostrava a habitual publicidade “Revigrés” mas aquando da disputa da Taça Intercontinental o FC Porto apresentou-se com camisolas sem propaganda.
- A questão dos emblemas é… complicada. Repare-se na primeira foto (aquela em que está Semedo): os emblemas não são todos iguais! Uns estão estampados ou cozidos sobre ovais brancas mais abertas, outros não. Em 1988-1989 vêm-se quase todos com a oval branca e o contrário sucede na época de 1989-1990.
Rui Barros, um dos melhores futebolistas portugueses da sua geração e um ídolo do FC Porto.
Começou a jogar nos Aliados de Lordelo, aos 12 anos. Depois de passar pelos juniores, em 1987-88 fez parte do plantel do FC Porto e, lançado por Tomislav Ivic na equipa principal, contribuiu para as vitórias na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeia (1987). Nesta competição, marcou o único golo com que o FC Porto derrotou o Ajax, na primeira mão, na Holanda. Este golo consubstanciou as qualidades que fizeram dele um jogador de eleição na Europa: rapidez e técnica. Jogou na Juventus, no Mónaco e no Marselha antes de regressar ao FC Porto, em 1994-95, para ser um dos obreiros do pentacampeonato. Retirou-se no fim da época 1999-2000. Foi internacional por 36 vezes. Rui Barros, futebolista e profissional excecional, uma carreira brilhante!
Tomislav Ivic – Novo técnico em 1987-88, conduziria a equipa às vitórias no Campeonato, na Taça, na Supertaça, na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeia. Um vencedor, um ano de ouro!
Na época 1993-94 voltou às Antas, mas nesta segunda passagem pelo FC Porto, o sucesso nada quis com Ivic que acabou por ser substituído – a seu pedido, segundo Pinto da Costa – a meio da época (Janeiro) por Bobby Robson.
Artur Jorge Braga Melo Teixeira (n. Porto, 13 Fev.1946), o pupilo, o treinador intelectual. Trabalhara com Pedroto e por este fora recomendado a Pinto da Costa. Artur Jorge, antigo júnior do FC Porto, antigo jogador sénior da Académica, Benfica e Belenenses, chegou às Antas. Um estilo novo, processos modernos, "futebol bonito"... Começava uma era! Começava um período dourado do FC Porto!
Manteve o estilo de Pedroto, com muita posse de bola, mas deu-lhe dinâmica e capacidade atacante. Artur Jorge era um seguidor das ideias e da forma de trabalhar do "mestre” De carácter sereno, intelectivo, Artur espantava os críticos que não percebiam como é que este amante de Proust, Eugénio de Andrade, Kafka e Saramago mantinha a lisura nos piores momentos e usava expressões como "jogo bonito".
Artur acabou por impor o seu estilo e conquistar importantes e inesquecíveis vitórias para o clube da Invicta. Ganhou 2 Campeonatos seguidos e a sua moderna conceção de jogo deu-lhe o sucesso internacional em 1987, quando o FC Porto venceu a Taça dos Campeões Europeus.
Foi para o estrangeiro e regressou ao FC Porto época e meia depois (Jan.1989), com a incumbência de renovar a equipa. Voltou a ser Campeão e a ganhar uma Taça de Portugal (épocas 1989-90 e 1990-91).
Depois teve uma experiência… e dela resultou isto: "o Benfica é um circo", referiu o treinador poeta. A seguir correu meio mundo, qual "globe trotter".
Artur Jorge, um nome perpetuamente ligado ao FC Porto. O primeiro treinador português a conquistar a Taça dos Campeões Europeus! Depois dele, só Mourinho… também no FC Porto.
Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos
Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU
CLIQUE no banner localizado na parte superior direita do blogue e identificado com “MANTO AZUL-E-BRANCO”; o ÍNDICE abre; CLIQUE na hiperligação que escolher e ei-lo no POST pretendido.
- Calções azul liso ostentando uma larga risca branca no início do cano. Diga-se que esta risca foi moda em muitos equipamentos por esse mundo fora, com diversas e variadíssimas cores.
- A camisola mostrava a habitual publicidade “Revigrés” mas aquando da disputa da Taça Intercontinental o FC Porto apresentou-se com camisolas sem propaganda.
- A questão dos emblemas é… complicada. Repare-se na primeira foto (aquela em que está Semedo): os emblemas não são todos iguais! Uns estão estampados ou cozidos sobre ovais brancas mais abertas, outros não. Em 1988-1989 vêm-se quase todos com a oval branca e o contrário sucede na época de 1989-1990.
| FC Porto na sua primeira Supertaça Europeia. Em cima, da esquerda para a direita: Melynarzich, Geraldão, Inácio, Jaime Magalhães, Lima Pereira e João Pinto; em baixo: André, Gomes, Sousa, Rui Barros e Bandeirinha. |
| Nas Antas, após a disputa da 2.ª mão da final, festejando a conquista da Supertaça da Europa! |
| A equipa, no Restelo, em jogo com o Belenenses na 20.ª jornada do Campeonato. Em cima, da esquerda para a direita: Celso, Inácio, Semedo, Jaime Magalhães, Geraldão e Melynarzich; em baixo: André, Gomes, Rui Barros, Sousa e João Pinto. |
| No Jamor, na Final da Taça de Portugal 1987-1988. Rui Barros em disputa com dois jogadores do Vitória de Guimarães que o FC Porto derrotou por 1-0. |
Rui Barros, um dos melhores futebolistas portugueses da sua geração e um ídolo do FC Porto.
Começou a jogar nos Aliados de Lordelo, aos 12 anos. Depois de passar pelos juniores, em 1987-88 fez parte do plantel do FC Porto e, lançado por Tomislav Ivic na equipa principal, contribuiu para as vitórias na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeia (1987). Nesta competição, marcou o único golo com que o FC Porto derrotou o Ajax, na primeira mão, na Holanda. Este golo consubstanciou as qualidades que fizeram dele um jogador de eleição na Europa: rapidez e técnica. Jogou na Juventus, no Mónaco e no Marselha antes de regressar ao FC Porto, em 1994-95, para ser um dos obreiros do pentacampeonato. Retirou-se no fim da época 1999-2000. Foi internacional por 36 vezes. Rui Barros, futebolista e profissional excecional, uma carreira brilhante!
| Tóquio, 13 Dez. 1987: equipa que defrontou o Peñarol, de Montevidéu (Uruguai), para disputa da Taça Intercontinental. O FC Porto haveria de sair vitorioso (2-1 após prolongamento). Em cima, da esquerda para a direita: Lima Pereira, Inácio, João Pinto, Jaime Magalhães, Geraldão e Melynarzich; em baixo: Madjer, Rui Barros, Sousa, Gomes e André. |
| O “capitão” do FC Porto, Fernando Gomes, celebrando a grande vitória, em Tóquio, sob condições climáticas adversas. |
Na época 1993-94 voltou às Antas, mas nesta segunda passagem pelo FC Porto, o sucesso nada quis com Ivic que acabou por ser substituído – a seu pedido, segundo Pinto da Costa – a meio da época (Janeiro) por Bobby Robson.
| Uma equipa na pré-época 1988-89. Atrás, da esquerda para a direita: Zé Beto, Vermelhinho, Eduardo Luís, Kongolo, Rui Águas e Branco; à frente: Frasco, Rui Manuel, Bandeirinha, Domingos e Quim |
| Campeões 1989-90! Em cima, da esquerda para a direita: Vítor Baía,Demol, Semedo, Nascimento, Branco e João Pinto; à frente: Geraldão, Bandeirinha, André, Jorge Couto e Madjer. |
Manteve o estilo de Pedroto, com muita posse de bola, mas deu-lhe dinâmica e capacidade atacante. Artur Jorge era um seguidor das ideias e da forma de trabalhar do "mestre” De carácter sereno, intelectivo, Artur espantava os críticos que não percebiam como é que este amante de Proust, Eugénio de Andrade, Kafka e Saramago mantinha a lisura nos piores momentos e usava expressões como "jogo bonito".
Artur acabou por impor o seu estilo e conquistar importantes e inesquecíveis vitórias para o clube da Invicta. Ganhou 2 Campeonatos seguidos e a sua moderna conceção de jogo deu-lhe o sucesso internacional em 1987, quando o FC Porto venceu a Taça dos Campeões Europeus.
Foi para o estrangeiro e regressou ao FC Porto época e meia depois (Jan.1989), com a incumbência de renovar a equipa. Voltou a ser Campeão e a ganhar uma Taça de Portugal (épocas 1989-90 e 1990-91).
Depois teve uma experiência… e dela resultou isto: "o Benfica é um circo", referiu o treinador poeta. A seguir correu meio mundo, qual "globe trotter".
Artur Jorge, um nome perpetuamente ligado ao FC Porto. O primeiro treinador português a conquistar a Taça dos Campeões Europeus! Depois dele, só Mourinho… também no FC Porto.
Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos
Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU
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04 abril, 2016
Pedro Cardona
abril 04, 2016
a videoteca do 4lusos, arbitragem, liga 2015-16, tribunal d'o jogo, videos
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AINDA É POSSÍVEL BATER MAIS FUNDO?
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
FC PORTO-TONDELA, 0-1
Primeira Liga, 28ª jornada
seg, 4 Abril 2016 • 19:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 16.217
Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).
Assistentes: Rui Teixeira e Valter Pereira.
4.º Árbitro: Renato Gonçalves.
FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Sérgio Oliveira, Herrera (c), Corona, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton, Rúben Neves, Varela (79' Layún), Marega (87' Brahimi), José Ángel, Suk (61' Sérgio Oliveira), Tomás Podstawski.
Treinador: José Peseiro.
TONDELA: Cláudio Ramos, Oto'o Zué, Pica, Kaká, Nuno Santos (c), Lucas Souza, Luís Alberto, Hélder Tavares, Nathan Júnior, Wagner, Romário Baldé.
Suplentes: Zubikarai, Tikito (88' Wagner), Murillo, Erick Moreno, Sebaihi, Menga (73' Romário Baldé), Karl (79' Luís Alberto).
Treinador: Petit.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Luís Alberto (59').
Disciplina: cartão amarelo a Luís Alberto (37'), Danilo (40'), Lucas Souza (61'), Menga (81'), Brahimi (83').
Esta crónica vai ser tão vazia como o actual estado crítico do FC Porto. O clube e, mais propriamente, a equipa estão como aqueles doentes ligados às máquinas. E mesmo assim só por milagre se mantêm vivos.
Eu pergunto se o FC Porto já bateu bem no fundo ou se é preciso acontecer como aconteceu na A14 com o abatimento da via. Perder com o último classificado da liga, condenado à descida de divisão e que o FC Porto B bateria sem apelo nem agravo, é vergonhoso, inacreditável e inaceitável em qualquer parte do mundo. É inqualificável!
Ver no fim do jogo o presidente do clube, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, a ser enxovalhado e insultado é um acontecimento histórico e inédito. Nem mesmo no regresso de Belém em 2000 se viu tal coisa.
Ver a sua postura na cadeira presidencial é confrangedor como se não se importasse nada com o que se está a passar com o clube.
Ver o presidente a virar costas para o público e cumprimentar o presidente da liga como se não fosse nada com ele é deprimente e irreconhecível.
Ver o presidente a ser amparado e levado do camarote presidencial pelo bi-bota Fernando Gomes como se fosse uma criancinha é lamentavelmente triste.
Eu não reconheço este FC Porto. Eu não fui habituado ao longo de muitos anos a ver o FC Porto como estou a ver o presente FC Porto. É um autêntico filme de terror. Fico até com dúvidas se é mesmo o FC Porto que vejo jogar semana após semana.
É tão mau, tão mau que eu já tenho sérias dificuldades em escrever as crónicas semanais pois os adjectivos para qualificar o clube e a equipa esgotaram-se e falar no que se passou no jogo está fora de questão. Há problemas e coisas bem mais graves do que falar nos primeiros 20 minutos da partida, do golo de belo efeito marcado pelo Tondela ou a flagrante oportunidade de Corona na 2ª parte.
Isto é muito pouco para um clube que durante 34 anos me habitou a vitórias e a lutar por vitórias. Não reconheço este clube. Jamais vi o clube como se apresenta agora, desde 1980. Ano em que comecei a acompanhar o clube.
Algum dia o presidente estaria impávido perante uma situação destas?
Algum dia o presidente não reagiria a tamanha crise no seio do clube?
Algum dia o presidente viraria as costas aos sócios no fim do jogo e subiria os degraus do camarote presidencial amparado a caminho do seu leito?
Algum dia o presidente não reagiria aos protestos e contestações de sócios e adeptos?
Algum dia o presidente mentiria numa assembleia-geral sob o risco de ser desmentido, tal como acabou por ser à posteriori, sobre a tão propalada presença do director do jornal A Bola na Gala dos Dragões de Ouro?
É isto que os sócios vão votar no próximo dia 17 de Abril?
É isto que 57 delegações apoiantes desta direcção pretendem para o futuro?
É isto que vai ser o futuro do clube?
É isto que nós todos vamos aceitar?
Não há ninguém que possa constituir-se como uma verdadeira alternativa, credível que queira dar um novo rumo ao clube?
Estamos no charco.
Estamos na lama.
Estamos completamente à deriva, sem rumo!
FC Porto-Tondela? Resultado justo, sem espinhas, sem qualquer contestação. O Tondela condenado apresentou-se ambicioso. O FC Porto, com aspirações ao 2º lugar que dará entrada directa na champions league da próxima temporada, apresentou-se para jogar futebol durante 20 minutos. Quem se apresenta assim, merece o que tem.
Os jogadores? A maioria teria guia de marcha no fim da época. Ficaria com meia dúzia deles e o resto é para despachar. Não vou particularizar mas há jogadores que podem brincar no quintalzinho. E que se ponham a milhas!
O treinador? Veio para cá para ser autenticamente chamuscado. Nunca quis perceber o que alguns consócios me disseram sobre a substituição de Lopetegui. Hoje dou-lhes razão. Porque para chamuscar um treinador, então que fosse Lopetegui. Poupar-se-ia dinheiro e trabalho.
José Peseiro é bom homem, mas não é treinador para o clube. Esqueçam. Peseiro será mais um Couceiro. Está a prazo e com guia de marcha. Com Peseiro no próximo ano ou com outro treinador competente a diferença não será muita SE (e deixem-me vincar o SE) esta direcção continuar.
Acreditar que esta direcção e este presidente possam virar o momento actual do FC Porto é como uma criancinha de 4 ou 5 anos acreditar que o Pai Natal é de carne e osso.
O Presidente está debilitado a nível de saúde. É indesmentível. E depois também está muito mal rodeado. E por estes factos, o clube irá ser arrastado pela lama até ao momento em que todos vão perceber que o FC Porto de Pinto da Costa acabou!
A minha participação neste blogue de excelência está prestes a chegar ao fim e tenho pena. Mas é inevitável. Começam a faltar as forças e a vontade de fazer algo por um clube que adoro, mas que está infestado por todo o lado, é cada vez menor.
Próxima paragem: Paços de Ferreira!

DECLARAÇÕES
José Peseiro: “Faltou-nos agressividade, intensidade e eficácia”
José Peseiro assumiu a responsabilidade pela derrota do FC Porto diante do Tondela (0-1), no jogo da 28.ª jornada da Liga NOS. O treinador reconheceu que faltou à equipa agressividade, solidariedade, sentido coletivo, capacidade de reação e ainda eficácia para concretizar as várias oportunidades criadas ao longo dos 90 minutos: “Não fomos a equipa que já mostrámos ser noutros jogos e que foi capaz de dar a volta a resultados desfavoráveis. Este clube, a sua história e os seus adeptos merecem mais do que aquilo que fizemos hoje”.
Na conferência de imprensa após o encontro desta segunda-feira, o técnico dos azuis e brancos começou por identificar as causas que ditaram “um jogo menos conseguido” e a segunda derrota em casa para a Liga: “Não estivemos juntos, solidários, não fomos tão ambiciosos e tão coletivos, não fomos tão equipa como já mostrámos noutros momentos e que nos permitiram superar as dificuldades. Faltou-nos ambição, motivação, consistência e combatividade”. Mas faltou mais, prosseguiu José Peseiro, insatisfeito com a reação da equipa à desvantagem no marcador: “Um golo sofrido não nos pode deitar abaixo, não nos pode desestabilizar ao ponto de não conseguirmos impor um futebol mais intenso, aglutinador, pressionante e ofensivo”.
O FC Porto atacou mais, rematou muito mais e teve “várias situações de golo para sair desta partida com outro resultado”, sublinhou o treinador. Porém, faltou-lhe eficácia na hora do remate, aquilo que, aliás, sobrou ao Tondela: “Começámos muito bem o jogo, mas depois deixámos de ser a equipa que temos sido. Mesmo assim, mesmo não tendo sido afirmativos como temos sido, criámos oportunidades suficientes para vencer este jogo”, defendeu Peseiro, lamentando ainda que “o único remate do Tondela enquadrado com a baliza” tenha resultado em golo .“Tudo nos acontece”, desabafou.
Agora, o momento é de reflexão, de “mudar o chip” e de “reconstruir a equipa” para regressar às vitórias já na próxima jornada, em Paços de Ferreira (domingo, 18h15). “Infelizmente esta é uma derrota que nos deixa mais longe e a única resposta que devemos dar é recuperarmos e vencer o próximo jogo, porque temos condições para fazer melhor”, sublinhou o técnico, que reconheceu “ser normal” a manifestação de desagrado dos adeptos perante este resultado negativo: “Temos que reagir rapidamente e perceber que temos que ser muito melhores do que fomos hoje, porque a história deste clube assim o merece”, insistiu.
ARBITRAGEM

RESUMO DO JOGO
Primeira Liga, 28ª jornada
seg, 4 Abril 2016 • 19:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 16.217
Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).
Assistentes: Rui Teixeira e Valter Pereira.
4.º Árbitro: Renato Gonçalves.
FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Sérgio Oliveira, Herrera (c), Corona, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton, Rúben Neves, Varela (79' Layún), Marega (87' Brahimi), José Ángel, Suk (61' Sérgio Oliveira), Tomás Podstawski.
Treinador: José Peseiro.
TONDELA: Cláudio Ramos, Oto'o Zué, Pica, Kaká, Nuno Santos (c), Lucas Souza, Luís Alberto, Hélder Tavares, Nathan Júnior, Wagner, Romário Baldé.
Suplentes: Zubikarai, Tikito (88' Wagner), Murillo, Erick Moreno, Sebaihi, Menga (73' Romário Baldé), Karl (79' Luís Alberto).
Treinador: Petit.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Luís Alberto (59').
Disciplina: cartão amarelo a Luís Alberto (37'), Danilo (40'), Lucas Souza (61'), Menga (81'), Brahimi (83').
Eu pergunto se o FC Porto já bateu bem no fundo ou se é preciso acontecer como aconteceu na A14 com o abatimento da via. Perder com o último classificado da liga, condenado à descida de divisão e que o FC Porto B bateria sem apelo nem agravo, é vergonhoso, inacreditável e inaceitável em qualquer parte do mundo. É inqualificável!
Ver no fim do jogo o presidente do clube, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, a ser enxovalhado e insultado é um acontecimento histórico e inédito. Nem mesmo no regresso de Belém em 2000 se viu tal coisa.
Ver a sua postura na cadeira presidencial é confrangedor como se não se importasse nada com o que se está a passar com o clube.
Ver o presidente a virar costas para o público e cumprimentar o presidente da liga como se não fosse nada com ele é deprimente e irreconhecível.
Ver o presidente a ser amparado e levado do camarote presidencial pelo bi-bota Fernando Gomes como se fosse uma criancinha é lamentavelmente triste.
Eu não reconheço este FC Porto. Eu não fui habituado ao longo de muitos anos a ver o FC Porto como estou a ver o presente FC Porto. É um autêntico filme de terror. Fico até com dúvidas se é mesmo o FC Porto que vejo jogar semana após semana.
É tão mau, tão mau que eu já tenho sérias dificuldades em escrever as crónicas semanais pois os adjectivos para qualificar o clube e a equipa esgotaram-se e falar no que se passou no jogo está fora de questão. Há problemas e coisas bem mais graves do que falar nos primeiros 20 minutos da partida, do golo de belo efeito marcado pelo Tondela ou a flagrante oportunidade de Corona na 2ª parte.
Algum dia o presidente estaria impávido perante uma situação destas?
Algum dia o presidente não reagiria a tamanha crise no seio do clube?
Algum dia o presidente viraria as costas aos sócios no fim do jogo e subiria os degraus do camarote presidencial amparado a caminho do seu leito?
Algum dia o presidente não reagiria aos protestos e contestações de sócios e adeptos?
Algum dia o presidente mentiria numa assembleia-geral sob o risco de ser desmentido, tal como acabou por ser à posteriori, sobre a tão propalada presença do director do jornal A Bola na Gala dos Dragões de Ouro?
É isto que os sócios vão votar no próximo dia 17 de Abril?
É isto que 57 delegações apoiantes desta direcção pretendem para o futuro?
É isto que vai ser o futuro do clube?
É isto que nós todos vamos aceitar?
Não há ninguém que possa constituir-se como uma verdadeira alternativa, credível que queira dar um novo rumo ao clube?
Estamos no charco.
Estamos na lama.
Estamos completamente à deriva, sem rumo!
FC Porto-Tondela? Resultado justo, sem espinhas, sem qualquer contestação. O Tondela condenado apresentou-se ambicioso. O FC Porto, com aspirações ao 2º lugar que dará entrada directa na champions league da próxima temporada, apresentou-se para jogar futebol durante 20 minutos. Quem se apresenta assim, merece o que tem.
O treinador? Veio para cá para ser autenticamente chamuscado. Nunca quis perceber o que alguns consócios me disseram sobre a substituição de Lopetegui. Hoje dou-lhes razão. Porque para chamuscar um treinador, então que fosse Lopetegui. Poupar-se-ia dinheiro e trabalho.
José Peseiro é bom homem, mas não é treinador para o clube. Esqueçam. Peseiro será mais um Couceiro. Está a prazo e com guia de marcha. Com Peseiro no próximo ano ou com outro treinador competente a diferença não será muita SE (e deixem-me vincar o SE) esta direcção continuar.
Acreditar que esta direcção e este presidente possam virar o momento actual do FC Porto é como uma criancinha de 4 ou 5 anos acreditar que o Pai Natal é de carne e osso.
O Presidente está debilitado a nível de saúde. É indesmentível. E depois também está muito mal rodeado. E por estes factos, o clube irá ser arrastado pela lama até ao momento em que todos vão perceber que o FC Porto de Pinto da Costa acabou!
A minha participação neste blogue de excelência está prestes a chegar ao fim e tenho pena. Mas é inevitável. Começam a faltar as forças e a vontade de fazer algo por um clube que adoro, mas que está infestado por todo o lado, é cada vez menor.
Próxima paragem: Paços de Ferreira!
DECLARAÇÕES
José Peseiro: “Faltou-nos agressividade, intensidade e eficácia”
José Peseiro assumiu a responsabilidade pela derrota do FC Porto diante do Tondela (0-1), no jogo da 28.ª jornada da Liga NOS. O treinador reconheceu que faltou à equipa agressividade, solidariedade, sentido coletivo, capacidade de reação e ainda eficácia para concretizar as várias oportunidades criadas ao longo dos 90 minutos: “Não fomos a equipa que já mostrámos ser noutros jogos e que foi capaz de dar a volta a resultados desfavoráveis. Este clube, a sua história e os seus adeptos merecem mais do que aquilo que fizemos hoje”.
Na conferência de imprensa após o encontro desta segunda-feira, o técnico dos azuis e brancos começou por identificar as causas que ditaram “um jogo menos conseguido” e a segunda derrota em casa para a Liga: “Não estivemos juntos, solidários, não fomos tão ambiciosos e tão coletivos, não fomos tão equipa como já mostrámos noutros momentos e que nos permitiram superar as dificuldades. Faltou-nos ambição, motivação, consistência e combatividade”. Mas faltou mais, prosseguiu José Peseiro, insatisfeito com a reação da equipa à desvantagem no marcador: “Um golo sofrido não nos pode deitar abaixo, não nos pode desestabilizar ao ponto de não conseguirmos impor um futebol mais intenso, aglutinador, pressionante e ofensivo”.
O FC Porto atacou mais, rematou muito mais e teve “várias situações de golo para sair desta partida com outro resultado”, sublinhou o treinador. Porém, faltou-lhe eficácia na hora do remate, aquilo que, aliás, sobrou ao Tondela: “Começámos muito bem o jogo, mas depois deixámos de ser a equipa que temos sido. Mesmo assim, mesmo não tendo sido afirmativos como temos sido, criámos oportunidades suficientes para vencer este jogo”, defendeu Peseiro, lamentando ainda que “o único remate do Tondela enquadrado com a baliza” tenha resultado em golo .“Tudo nos acontece”, desabafou.
Agora, o momento é de reflexão, de “mudar o chip” e de “reconstruir a equipa” para regressar às vitórias já na próxima jornada, em Paços de Ferreira (domingo, 18h15). “Infelizmente esta é uma derrota que nos deixa mais longe e a única resposta que devemos dar é recuperarmos e vencer o próximo jogo, porque temos condições para fazer melhor”, sublinhou o técnico, que reconheceu “ser normal” a manifestação de desagrado dos adeptos perante este resultado negativo: “Temos que reagir rapidamente e perceber que temos que ser muito melhores do que fomos hoje, porque a história deste clube assim o merece”, insistiu.
ARBITRAGEM
RESUMO DO JOGO
ALGUNS PORTISTAS “MERECEM” ISTO.
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
Quinze dias após o último jogo e após muitas ausências devido aos compromissos para as seleções, o FC Porto volta ao campeonato para jogar no Dragão frente ao último classificado, um jogo com pouco a ganhar e muito a perder.
Neste período sem jogos, deu para confirmar algumas coisas. Nomeadamente, para confirmar pela milésima vez a mediocridade do plantel do FC Porto, com o Casillas a salvar a Espanha de uma derrota certa, com Danilo Pereira a ser fundamental na vitória frente à Bélgica, com Maxi Pereira a contribuir para cimentar o 1º lugar do Uruguai na zona de qualificação sul-americana para o Mundial-2018, com Herrera e Layún titulares na vitória do México, com Corona a marcar um fantástico golo nessa mesma vitória, com Suk a marcar um golão na Tailândia ou com Brahimi a ser fundamental mais uma vez na Argélia.
Nesta altura, há obviamente 2 dimensões no que ao discurso do FC Porto diz respeito. Uma, é logicamente o discurso, atitude e sobretudo o comportamento dos profissionais do FC Porto nas últimas semanas de competição oficial de que ainda estamos na luta pelo título e de que ainda há muito para ganhar; outra, é obviamente aquilo que possivelmente 99% dos Portistas pensam no seu íntimo: o título de campeão já se foi há muito tempo, apenas restam dois objetivos que dependerão não só da competência própria mas também de terceiros, ou seja, obtenção do 2º lugar e conquista da taça de Portugal.
É dilacerante para mim, enquanto Portista, chegar a esta altura e constatar que com mais de um mês de competição pela frente lutamos pelo 2º lugar e por uma taça de Portugal. Pior é pensar que se esses dois objetivos forem conseguidos, a época até nem seria má... Em suma, este não é a bitola a que nos habituamos!
Infelizmente, nos últimos 3 anos, todos nós caímos num pesadelo difícil de imaginar há uns anos atrás. E sabem o que vos digo, é verdade que muitos de nós não merecemos aquilo que nos está a acontecer, mas há uma parte significativa de Portistas que merece, vírgula por vírgula, tudo aquilo que está a acontecer.
Merecem aqueles que durante anos tinham como dogma irrefutável aquela peregrina ideia de que no FC Porto: “qualquer macaco sentado no banco servia para ser campeão”... Merecem aqueles que durante anos consideravam o título de campeão nacional como um dado adquirido, que os adversários eram meros pinos que seriam derrubados naturalmente, não dando valor nenhum ao mérito e competência de todos os profissionais do FC Porto.
A isto, chama-se egocentrismo e arrogância. 30 anos de muitas vitórias transformaram infeliz e naturalmente muitos de nós em seres arrogantes e com níveis de exigência que muitas vezes se tornam em pura e simples estupidez.
Merecem aqueles que durante dois anos achincalharam, insultaram e chatearam o último treinador campeão nacional no FC Porto. Até ao resto dos meus dias, não me esqueço do cabrão (é o termo mais simpático que encontro!) que na festa do tricampeonato de 2013, afirmou em plena festa do título: “O VP deveria ir para o olho da rua, para o centro de emprego”.
Merecem os que queriam bom futebol porque o futebol de VP era enfadonho e triste...
NOTA FINAL: Quando não se ganha, é muito fácil encontrar “bodes expiatórios”. Nos últimos 3 anos, praticamente tudo tem servido de argumento para explicar o insucesso do FC Porto. Ultimamente, o tema das comissões tem sido particularmente esmiuçado no universo do FC Porto, e pelo que às vezes ouço e leio, é um fator fundamental no insucesso recente do FC Porto. Sim, é verdade que se têm cometido erros de gestão desportiva nos últimos anos, que se calhar escolheu-se mal treinadores, errou-se no timing de algumas decisões, tudo isto (e muitas outras coisas) é a mais pura das verdades. Mas, no meio de toda esta gritaria, se calhar, importa também questionarmos a nós próprios com calma sobre o seguinte:
1) Será o FC Porto o único clube à face da terra, excessivamente dependente dos chamados agentes FIFA nos tempos que correm, pagando comissões exageradas e muitas vezes indo buscar verdadeiras "ameixas" em vez de apostar em jovens da formação?
2) Basta recuar 5 anos para encontrarmos um ciclo de 3 anos em que o FC Porto ganhou tudo, com a exceção da Champions League, nomeadamente um tricampeonato, taças, supertaças e uma Liga Europa, tudo isto entre 2011 e 2013. A questão é: também nesse período não se pagavam chorudas comissões, também não se cometiam erros na contratação de alguns jogadores (Walter em 2011?!?!), logo, também não se tinha demasiada dependência de agentes exteriores ao clube?
Quando se perde, tudo parece errado e errático, mas nem está mal quando se perde, como nem tudo está bem quando se ganha. Este é um bom principio de análise à atual situação do clube.
Neste período sem jogos, deu para confirmar algumas coisas. Nomeadamente, para confirmar pela milésima vez a mediocridade do plantel do FC Porto, com o Casillas a salvar a Espanha de uma derrota certa, com Danilo Pereira a ser fundamental na vitória frente à Bélgica, com Maxi Pereira a contribuir para cimentar o 1º lugar do Uruguai na zona de qualificação sul-americana para o Mundial-2018, com Herrera e Layún titulares na vitória do México, com Corona a marcar um fantástico golo nessa mesma vitória, com Suk a marcar um golão na Tailândia ou com Brahimi a ser fundamental mais uma vez na Argélia.
Nesta altura, há obviamente 2 dimensões no que ao discurso do FC Porto diz respeito. Uma, é logicamente o discurso, atitude e sobretudo o comportamento dos profissionais do FC Porto nas últimas semanas de competição oficial de que ainda estamos na luta pelo título e de que ainda há muito para ganhar; outra, é obviamente aquilo que possivelmente 99% dos Portistas pensam no seu íntimo: o título de campeão já se foi há muito tempo, apenas restam dois objetivos que dependerão não só da competência própria mas também de terceiros, ou seja, obtenção do 2º lugar e conquista da taça de Portugal.
É dilacerante para mim, enquanto Portista, chegar a esta altura e constatar que com mais de um mês de competição pela frente lutamos pelo 2º lugar e por uma taça de Portugal. Pior é pensar que se esses dois objetivos forem conseguidos, a época até nem seria má... Em suma, este não é a bitola a que nos habituamos!
Infelizmente, nos últimos 3 anos, todos nós caímos num pesadelo difícil de imaginar há uns anos atrás. E sabem o que vos digo, é verdade que muitos de nós não merecemos aquilo que nos está a acontecer, mas há uma parte significativa de Portistas que merece, vírgula por vírgula, tudo aquilo que está a acontecer.
Merecem aqueles que durante anos tinham como dogma irrefutável aquela peregrina ideia de que no FC Porto: “qualquer macaco sentado no banco servia para ser campeão”... Merecem aqueles que durante anos consideravam o título de campeão nacional como um dado adquirido, que os adversários eram meros pinos que seriam derrubados naturalmente, não dando valor nenhum ao mérito e competência de todos os profissionais do FC Porto.
A isto, chama-se egocentrismo e arrogância. 30 anos de muitas vitórias transformaram infeliz e naturalmente muitos de nós em seres arrogantes e com níveis de exigência que muitas vezes se tornam em pura e simples estupidez.
Merecem aqueles que durante dois anos achincalharam, insultaram e chatearam o último treinador campeão nacional no FC Porto. Até ao resto dos meus dias, não me esqueço do cabrão (é o termo mais simpático que encontro!) que na festa do tricampeonato de 2013, afirmou em plena festa do título: “O VP deveria ir para o olho da rua, para o centro de emprego”.
Merecem os que queriam bom futebol porque o futebol de VP era enfadonho e triste...
NOTA FINAL: Quando não se ganha, é muito fácil encontrar “bodes expiatórios”. Nos últimos 3 anos, praticamente tudo tem servido de argumento para explicar o insucesso do FC Porto. Ultimamente, o tema das comissões tem sido particularmente esmiuçado no universo do FC Porto, e pelo que às vezes ouço e leio, é um fator fundamental no insucesso recente do FC Porto. Sim, é verdade que se têm cometido erros de gestão desportiva nos últimos anos, que se calhar escolheu-se mal treinadores, errou-se no timing de algumas decisões, tudo isto (e muitas outras coisas) é a mais pura das verdades. Mas, no meio de toda esta gritaria, se calhar, importa também questionarmos a nós próprios com calma sobre o seguinte:
1) Será o FC Porto o único clube à face da terra, excessivamente dependente dos chamados agentes FIFA nos tempos que correm, pagando comissões exageradas e muitas vezes indo buscar verdadeiras "ameixas" em vez de apostar em jovens da formação?
2) Basta recuar 5 anos para encontrarmos um ciclo de 3 anos em que o FC Porto ganhou tudo, com a exceção da Champions League, nomeadamente um tricampeonato, taças, supertaças e uma Liga Europa, tudo isto entre 2011 e 2013. A questão é: também nesse período não se pagavam chorudas comissões, também não se cometiam erros na contratação de alguns jogadores (Walter em 2011?!?!), logo, também não se tinha demasiada dependência de agentes exteriores ao clube?
Quando se perde, tudo parece errado e errático, mas nem está mal quando se perde, como nem tudo está bem quando se ganha. Este é um bom principio de análise à atual situação do clube.
JOSÉ PESEIRO: “TEMOS DE FAZER UM JOGO SÉRIO E DE QUALIDADE”
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
Para José Peseiro, “não há dúvidas” de que o FC Porto é melhor do que o Tondela, mas a maior valia que é reconhecida aos azuis e brancos tem de ficar expressa em campo no jogo da 28.ª jornada da Liga NOS, marcado para segunda-feira, às 19h00, no Estádio do Dragão. O técnico dos Dragões lamentou ainda a ausência de vários jogadores na preparação para este encontro, devido aos compromissos internacionais, mas sublinhou que isso demonstra “o valor e a qualidade” do plantel portista, a quem pediu “o máximo compromisso e a máxima concentração” no desafio que se segue.
“O Tondela está em último lugar, mas sabemos as dificuldades que sentimos para os vencer na primeira volta, em Aveiro. É uma equipa que já tirou pontos ao Sporting, em Alvalade, mas somos melhores do que o Tondela, não há dúvidas. De qualquer forma, não basta falar, temos de demonstrar dentro do campo que somos melhores do que o Tondela, cientes do que temos de fazer. Temos de fazer um jogo sério e de qualidade para conseguir os três pontos e uma vitória que é importante para nós, com o máximo compromisso e a máxima concentração”, começou por afirmar José Peseiro, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, pouco depois de orientar a sessão de trabalho deste sábado, mais uma tendo em vista a partida com os tondelenses.
Congratulando-se pelos muitos internacionais que comanda, o técnico espera que a equipa se apresente de “forma séria” e comprometida no jogo de segunda-feira. “É bom termos tantos jogadores nas seleções, pois demonstra o valor e a qualidade do nosso plantel. Era bom estarmos todos durante este tempo para trabalharmos mais e melhor as ideias que temos, mas não foi possível e o que interessa agora é estarmos preparados para vencer o próximo jogo. Os jogadores vêm moralizados das seleções e queremos que transportem essa confiança para o próximo jogo. Tivemos muita gente fora e temos de reforçar a ligação entre todos para jogarmos de forma séria e sermos capazes de vencer o Tondela. Queremos manter-nos na luta e por isso temos de ganhar”, prosseguiu José Peseiro.
A luta pelo título não está fácil para o FC Porto, mas o treinador dos Dragões não quer que estes fiquem afastados da mesma por responsabilidade própria e apontou à vitória no próximo jogo. “O nosso desafio é vencer o próximo jogo, mas sabemos que não dependemos só de nós para chegar ao topo. Não queremos ficar fora da luta por nossa responsabilidade. É evidente que desejamos que os outros percam pontos, mas só nos podemos preocupar e concentrar em vencer os nossos jogos. Os meus jogadores não vão relaxar. Vamos entrar motivadíssimos e determinadíssimos em somar os três pontos no próximo jogo”.
fonte: fcporto.pt
LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas e Helton.
Defesas: Maxi Pereira, Indi, Chidozie, Layún e José Ángel.
Médios: Danilo, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Tomás Podstawski, Herrera, Silvestre Varela, Brahimi e Corona.
Avançados: Aboubakar, Marega e Suk.
“O Tondela está em último lugar, mas sabemos as dificuldades que sentimos para os vencer na primeira volta, em Aveiro. É uma equipa que já tirou pontos ao Sporting, em Alvalade, mas somos melhores do que o Tondela, não há dúvidas. De qualquer forma, não basta falar, temos de demonstrar dentro do campo que somos melhores do que o Tondela, cientes do que temos de fazer. Temos de fazer um jogo sério e de qualidade para conseguir os três pontos e uma vitória que é importante para nós, com o máximo compromisso e a máxima concentração”, começou por afirmar José Peseiro, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, pouco depois de orientar a sessão de trabalho deste sábado, mais uma tendo em vista a partida com os tondelenses.
Congratulando-se pelos muitos internacionais que comanda, o técnico espera que a equipa se apresente de “forma séria” e comprometida no jogo de segunda-feira. “É bom termos tantos jogadores nas seleções, pois demonstra o valor e a qualidade do nosso plantel. Era bom estarmos todos durante este tempo para trabalharmos mais e melhor as ideias que temos, mas não foi possível e o que interessa agora é estarmos preparados para vencer o próximo jogo. Os jogadores vêm moralizados das seleções e queremos que transportem essa confiança para o próximo jogo. Tivemos muita gente fora e temos de reforçar a ligação entre todos para jogarmos de forma séria e sermos capazes de vencer o Tondela. Queremos manter-nos na luta e por isso temos de ganhar”, prosseguiu José Peseiro.
A luta pelo título não está fácil para o FC Porto, mas o treinador dos Dragões não quer que estes fiquem afastados da mesma por responsabilidade própria e apontou à vitória no próximo jogo. “O nosso desafio é vencer o próximo jogo, mas sabemos que não dependemos só de nós para chegar ao topo. Não queremos ficar fora da luta por nossa responsabilidade. É evidente que desejamos que os outros percam pontos, mas só nos podemos preocupar e concentrar em vencer os nossos jogos. Os meus jogadores não vão relaxar. Vamos entrar motivadíssimos e determinadíssimos em somar os três pontos no próximo jogo”.
fonte: fcporto.pt
LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas e Helton.
Defesas: Maxi Pereira, Indi, Chidozie, Layún e José Ángel.
Médios: Danilo, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Tomás Podstawski, Herrera, Silvestre Varela, Brahimi e Corona.
Avançados: Aboubakar, Marega e Suk.
01 abril, 2016
AGENDA DRAGÃO: 01-Abr a 07-Abr
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
31 março, 2016
OS DIAS DO FIM DO MUNDO.
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Que são. Estes.
Aqueles que vimos vivendo nos últimos três anos, equivalentes a mais de mil dias de horror, apocalipse, trevas e decadência moral (que a física ainda não se materializou… ainda não). Os dias do fim do nosso mundo. O mundo, nosso habitat natural, como nós o conhecíamos. Bonito que ele era. Perfeito, tão redondinho, azulinho.
Algum dia teria de ser, todos o sabíamos. Apenas esperávamos que o amanhã não fosse a véspera dele. Chutávamos a bola para a frente e esperávamos que isso fosse adiando a coisa, prolongando os minutos de jogo. Que a bola entrasse por algum golpe de sorte ou tiro certeiro de um qualquer jogador de empresário certo e nacionalidade incerta. E assim íamos indo.
Afinal o fim auto se anunciou e proclamou. Confortavelmente, instalou-se bem mais rápido do que o previsto. E, pelo volume da bagagem visível a olho nu e do tamanho do balde de pipocas, veio para ficar durante uns tempos. Largos. Botem largos nisso.
Serão meteoritos. Bué deles. Napalm. O cheiro primeiro, a recordação dele depois... Será chuva pardacenta, morrinhenta, alternando com dias armados em parvos de grandes e gordas nuvens cinzentas e outros de pura tempestade e inclemência. Será sol impiedoso e tórrido num deserto a atravessar, sem água, sinal de verde ou sombra de oásis fortuito. Será a ausência de luz, em mais um túnel escuro e sinuoso que teremos de ser capazes de atravessar e calcorrear até ao fim, indiferentes ou resistentes a tropeções sucessivos e às pancadas com a cabeça. Serão vales profundos e montanhas altas, quase sem oxigénio. Tudo subitamente inóspito. Já não redondinho. Com as cores de outros. Como é aquela frase que agora o universo SDiano apregoa como se não houvesse amanhã? Ah, sim. “Só os mais fortes sobrevivem. Nós seremos eternos”.
Pois é… o Amanhã não está garantido, gente. Teremos de lutar, combater por ele. Tentar que chegue rápido e que nos seja simpático. Até lá, será como disse. Agonia, muita. Dor atroz. Fenómenos climáticos extremos e extremados. Provações e privações. Provocações. Limpezas. Purgas. Sedimentações. Eliminações cirúrgicas. Formatações. Perseguições. Caças às bruxas. Injustiças. Exterminações. Perdas. Erradicação de toda a espécie de regimes e esquemas, estatutos de deuses e semideuses. Fontes de rendimentos e luxos e vício$ já secas. Galinhas com ovos normais, já não de ouro. A decadência finalmente física.
Sobreviveremos. E um Clube como o nosso saberá ser Eterno. É Eterno.
Isso sei. Recomeçaremos do quase zero, seguiremos e revisitaremos exemplos de sucesso felizmente ainda bem enraizados dentro de nós, reconstruiremos o que foi demolido intramuros. Voltaremos a erguer a Alma Azul e Branca. O Imenso Orgulho Tripeiro. O Famoso e Lendário Espírito, a Mítica Raça de Dragão. Com o mesmo ou outro Líder. No fundo, não interessa o nome: Fernando, André, Paulo, Pedro, Nuno, Ruka, Eduardo, Joaquim, Vasquinho, Rui, Vítor, Manelinho, Jorge ou José, o objectivo comum que todos partilhamos e partilharemos é o bem do clube que veneramos e amamos acima de tudo. O Mágico Emblema e a Mágica Camisola. Só isso perdura, acima de qualquer obra, gratidão, homem ou nome…
Quanto a mim, já tenho o meu plano de acção devidamente delineado, o meu kit de sobrevivência analisado e repensado para os tempos madrastos deste estúpido Armagedão, o nosso Apocalipse Now. Vou ficar mais zen, praticar a meditação, procurar implementar e interiorizar a calma e a total aceitação dos elementos que se nos atravessem à frente. Mantas fofinhas, guarda-chuvas, impermeáveis, tendas. Livros. Revistas. Contentores de kleenex. Lanternas recarregáveis, capacete com luz incorporada para a noite do longo túnel, óculos de sol, tank tops, um espelho, protector solar e GPS para a travessia das areias do deserto… coisas assim. Oxigénio, água, latas de atum. Baralhos de cartas não, que não gosto.
Vou continuar a ver jogos, a ouvir relatos, a torcer e a sofrer, a puxar cabelos, a atirar-me para o sofá, a dar saltos e pinotes, a criticar este ou aquele, mesmo o pateta do treinador, mas sempre com uma atitude profundamente holística, construtiva, serena e muito, fantasticamente, desesperadamente zen. Imbuída do motivacional espírito do “perder e ganhar tudo é desporto”, “não interessa ganhar, importa é participar”, “os campeões crescem nas derrotas”, “ri melhor quem ri por último”, “grão a grão, enche a galinha o papo”, whatever!, serei uma adepta fiel, apaixonada, equilibrada, pura e simplesmente desinteressada. Ou seja, alguém que não quer ficar no clube e com o clube porque ele ganha, mas ficar nele e com ele mesmo quando perde… fundamentalmente quando perde. Dar sem pedir nada em troca. Sem nada exigir. Um Portismo, um orgulho sempre maior.
Na saúde e na doença, Porto.
São estes os votos que hoje te faço, neste horrível texto que nunca quis escrever.
Demore um, quatro ou até mais anos. Décadas.
Bastará o teu emblema, vê-lo, adorá-lo, dar-lhe um mimo ou um beijo e tudo ficará bem.
Outros mundos virão.
Bonitos, redondinhos. Azulinhos.
Aqueles que vimos vivendo nos últimos três anos, equivalentes a mais de mil dias de horror, apocalipse, trevas e decadência moral (que a física ainda não se materializou… ainda não). Os dias do fim do nosso mundo. O mundo, nosso habitat natural, como nós o conhecíamos. Bonito que ele era. Perfeito, tão redondinho, azulinho.
Algum dia teria de ser, todos o sabíamos. Apenas esperávamos que o amanhã não fosse a véspera dele. Chutávamos a bola para a frente e esperávamos que isso fosse adiando a coisa, prolongando os minutos de jogo. Que a bola entrasse por algum golpe de sorte ou tiro certeiro de um qualquer jogador de empresário certo e nacionalidade incerta. E assim íamos indo.
Afinal o fim auto se anunciou e proclamou. Confortavelmente, instalou-se bem mais rápido do que o previsto. E, pelo volume da bagagem visível a olho nu e do tamanho do balde de pipocas, veio para ficar durante uns tempos. Largos. Botem largos nisso.
Serão meteoritos. Bué deles. Napalm. O cheiro primeiro, a recordação dele depois... Será chuva pardacenta, morrinhenta, alternando com dias armados em parvos de grandes e gordas nuvens cinzentas e outros de pura tempestade e inclemência. Será sol impiedoso e tórrido num deserto a atravessar, sem água, sinal de verde ou sombra de oásis fortuito. Será a ausência de luz, em mais um túnel escuro e sinuoso que teremos de ser capazes de atravessar e calcorrear até ao fim, indiferentes ou resistentes a tropeções sucessivos e às pancadas com a cabeça. Serão vales profundos e montanhas altas, quase sem oxigénio. Tudo subitamente inóspito. Já não redondinho. Com as cores de outros. Como é aquela frase que agora o universo SDiano apregoa como se não houvesse amanhã? Ah, sim. “Só os mais fortes sobrevivem. Nós seremos eternos”.
Pois é… o Amanhã não está garantido, gente. Teremos de lutar, combater por ele. Tentar que chegue rápido e que nos seja simpático. Até lá, será como disse. Agonia, muita. Dor atroz. Fenómenos climáticos extremos e extremados. Provações e privações. Provocações. Limpezas. Purgas. Sedimentações. Eliminações cirúrgicas. Formatações. Perseguições. Caças às bruxas. Injustiças. Exterminações. Perdas. Erradicação de toda a espécie de regimes e esquemas, estatutos de deuses e semideuses. Fontes de rendimentos e luxos e vício$ já secas. Galinhas com ovos normais, já não de ouro. A decadência finalmente física.
Sobreviveremos. E um Clube como o nosso saberá ser Eterno. É Eterno.
Isso sei. Recomeçaremos do quase zero, seguiremos e revisitaremos exemplos de sucesso felizmente ainda bem enraizados dentro de nós, reconstruiremos o que foi demolido intramuros. Voltaremos a erguer a Alma Azul e Branca. O Imenso Orgulho Tripeiro. O Famoso e Lendário Espírito, a Mítica Raça de Dragão. Com o mesmo ou outro Líder. No fundo, não interessa o nome: Fernando, André, Paulo, Pedro, Nuno, Ruka, Eduardo, Joaquim, Vasquinho, Rui, Vítor, Manelinho, Jorge ou José, o objectivo comum que todos partilhamos e partilharemos é o bem do clube que veneramos e amamos acima de tudo. O Mágico Emblema e a Mágica Camisola. Só isso perdura, acima de qualquer obra, gratidão, homem ou nome…
Quanto a mim, já tenho o meu plano de acção devidamente delineado, o meu kit de sobrevivência analisado e repensado para os tempos madrastos deste estúpido Armagedão, o nosso Apocalipse Now. Vou ficar mais zen, praticar a meditação, procurar implementar e interiorizar a calma e a total aceitação dos elementos que se nos atravessem à frente. Mantas fofinhas, guarda-chuvas, impermeáveis, tendas. Livros. Revistas. Contentores de kleenex. Lanternas recarregáveis, capacete com luz incorporada para a noite do longo túnel, óculos de sol, tank tops, um espelho, protector solar e GPS para a travessia das areias do deserto… coisas assim. Oxigénio, água, latas de atum. Baralhos de cartas não, que não gosto.
Vou continuar a ver jogos, a ouvir relatos, a torcer e a sofrer, a puxar cabelos, a atirar-me para o sofá, a dar saltos e pinotes, a criticar este ou aquele, mesmo o pateta do treinador, mas sempre com uma atitude profundamente holística, construtiva, serena e muito, fantasticamente, desesperadamente zen. Imbuída do motivacional espírito do “perder e ganhar tudo é desporto”, “não interessa ganhar, importa é participar”, “os campeões crescem nas derrotas”, “ri melhor quem ri por último”, “grão a grão, enche a galinha o papo”, whatever!, serei uma adepta fiel, apaixonada, equilibrada, pura e simplesmente desinteressada. Ou seja, alguém que não quer ficar no clube e com o clube porque ele ganha, mas ficar nele e com ele mesmo quando perde… fundamentalmente quando perde. Dar sem pedir nada em troca. Sem nada exigir. Um Portismo, um orgulho sempre maior.
Na saúde e na doença, Porto.
São estes os votos que hoje te faço, neste horrível texto que nunca quis escrever.
Demore um, quatro ou até mais anos. Décadas.
Bastará o teu emblema, vê-lo, adorá-lo, dar-lhe um mimo ou um beijo e tudo ficará bem.
Outros mundos virão.
Bonitos, redondinhos. Azulinhos.
30 março, 2016
ESTA EQUIPA NÃO É PARA VELHOS.
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Aproveitando a boleia do último artigo do meu colega de blog RCBC, a ideia de que temos um plantel de toscos e marretas, é quase um dado adquirido no universo portista. Como tal, pudesse o comum adepto ter o condão de gerir o plantel como lhe aprouvesse, em Junho próximo teríamos o balneário do Dragão a brilhar de forma mais cintilante do que as tijoleiras nos anúncios da TV.
Arrisco-me a dizer que provavelmente só Helton, Ruben Neves, André André, Danilo, Layun e talvez Maxi escapariam incólumes aos piaçabas da vassoura. Quanto aos restantes, uns mais unânimes, outros nem tanto, teriam porta aberta para outros destinos, segundo o senso de justiça popular.
Como se tem visto em tempos recentes, este caminho também não parece ser indesejado de todo para a direcção da SAD. Quanto mais rotação de jogadores, mais empresários, mediadores, fundos, comissionistas, administradores e até familiares contentes.
Se juntarmos a estas duas vontades, a necessidade premente de facturação, cuja emergência pode ser mais grave ou não, consoante a garantia mínima do 2º lugar no campeonato, e consequente acesso directo à Champions, temos em vista mais uma revolução para a época 2016/2017.
Do actual plantel, apenas 3 jogadores, sim isso mesmo, três jogadores têm mais de 3 épocas como séniores no FC Porto: Helton, Varela e Herrera. Sendo bastante provável a saída de Varela, e Herrera um dos activos mais valiosos do plantel, arriscamo-nos a começar a próxima temporada com 1 jogador (de banco) que saiba minimamente o que é uma equipa do FC Porto. Uma equipa que entre em todos os jogos com fome de vencer.
Como se pode criar uma equipa vencedora, quando os jogadores dessa equipa não sabem o que é vencer juntos?
Dir-me-ão que no tempo do Artur Jorge e do Mourinho se fizeram profundas limpezas de balneário, com brilhantes resultados. Verdade!
Contudo, os jogadores no tempo do Artur Jorge, ou Mourinho, quando vinham para o Porto, não era apenas para brilhar nos jogos de Champions por um par de anos, o suficiente para adquirir um bilhete para um colosso da Europa. Eram jogadores que olhavam para os colegas de balneário e sentiam que tinham que lutar e suar muito para lhes ganhar o respeito (e o lugar). Ter sentados ao seu lado João Pinto, Jaime Magalhães e André, ou Vitor Baia, Paulinho Santos e Jorge Costa pesa no espírito de um jogador que chega ao clube. A experiência e os títulos dos mais velhos valoriza a camisola que vestem. E no momento da derrota, acredito que seria muito complicado olhar nos olhos qualquer um destes nomes.
Não sendo possível fabricar títulos para os que cá estão, podemos no entanto começar por tentar fabricar uma equipa para os ganhar. Assim, o primeiro passo para o sucesso da próxima época não é começar de novo do zero, acreditando em milagres e milagreiros. Não é contratar uma dúzia e meia de jogadores, cedendo duas outras. O primeiro passo para o sucesso será estabilizar uma estrutura base de equipa que possa receber e integrar novos colegas. E nas saídas, apostar no critério, com prioridade para quem sonha acordado com outras camisolas mais mediáticas.
Há posições orfãs de jogadores, e outras com jogadores a mais. Há jogadores do clube cá dentro sem qualidade suficiente para envergar a camisola, e outros jogadores do clube lá fora a esbanjar qualidade em equipas adversárias. Antes de se queimarem milhões em incógnitas e enchendo bolsos alheios, aposte-se no que já é nosso. Os rumores dos regressos de Ótavio e Rafa a confirmarem-se, são um passo no caminho certo.
A pintura do nosso presente pode não ser a mais bonita. Mas antes de terraplanar tudo, aproveitemos os alicerces. Foi sobre eles que crescemos e nos tornamos em quem somos.
Falando em alicerces, li recentemente esta declaração de Lucho Gonzalez:
Mais do que especular sobre causas, culpas ou responsáveis, deveríamos reflectir se não seria um investimento muito mais seguro mantermos na equipa uma voz respeitada, uma cabeça de génio, e uns pés de qualidade, mesmo que com menos velocidade, e só jogando a espaços, do que esbanjar 4 milhões em porteiros de discoteca vindos da Madeira?
Arrisco-me a dizer que provavelmente só Helton, Ruben Neves, André André, Danilo, Layun e talvez Maxi escapariam incólumes aos piaçabas da vassoura. Quanto aos restantes, uns mais unânimes, outros nem tanto, teriam porta aberta para outros destinos, segundo o senso de justiça popular.
Como se tem visto em tempos recentes, este caminho também não parece ser indesejado de todo para a direcção da SAD. Quanto mais rotação de jogadores, mais empresários, mediadores, fundos, comissionistas, administradores e até familiares contentes.
Se juntarmos a estas duas vontades, a necessidade premente de facturação, cuja emergência pode ser mais grave ou não, consoante a garantia mínima do 2º lugar no campeonato, e consequente acesso directo à Champions, temos em vista mais uma revolução para a época 2016/2017.
Do actual plantel, apenas 3 jogadores, sim isso mesmo, três jogadores têm mais de 3 épocas como séniores no FC Porto: Helton, Varela e Herrera. Sendo bastante provável a saída de Varela, e Herrera um dos activos mais valiosos do plantel, arriscamo-nos a começar a próxima temporada com 1 jogador (de banco) que saiba minimamente o que é uma equipa do FC Porto. Uma equipa que entre em todos os jogos com fome de vencer.
Como se pode criar uma equipa vencedora, quando os jogadores dessa equipa não sabem o que é vencer juntos?
- «No FC Porto o mais importante é perceber o espírito daquele grupo e aquela vontade de ganhar. Havia jogadores como o João Pinto e o Jaime Magalhães que tratavam logo de passar a mística do clube», diz Latapy numa entrevista saudosista sobre a sua passagem pelas Antas.
Dir-me-ão que no tempo do Artur Jorge e do Mourinho se fizeram profundas limpezas de balneário, com brilhantes resultados. Verdade!
Contudo, os jogadores no tempo do Artur Jorge, ou Mourinho, quando vinham para o Porto, não era apenas para brilhar nos jogos de Champions por um par de anos, o suficiente para adquirir um bilhete para um colosso da Europa. Eram jogadores que olhavam para os colegas de balneário e sentiam que tinham que lutar e suar muito para lhes ganhar o respeito (e o lugar). Ter sentados ao seu lado João Pinto, Jaime Magalhães e André, ou Vitor Baia, Paulinho Santos e Jorge Costa pesa no espírito de um jogador que chega ao clube. A experiência e os títulos dos mais velhos valoriza a camisola que vestem. E no momento da derrota, acredito que seria muito complicado olhar nos olhos qualquer um destes nomes.
Não sendo possível fabricar títulos para os que cá estão, podemos no entanto começar por tentar fabricar uma equipa para os ganhar. Assim, o primeiro passo para o sucesso da próxima época não é começar de novo do zero, acreditando em milagres e milagreiros. Não é contratar uma dúzia e meia de jogadores, cedendo duas outras. O primeiro passo para o sucesso será estabilizar uma estrutura base de equipa que possa receber e integrar novos colegas. E nas saídas, apostar no critério, com prioridade para quem sonha acordado com outras camisolas mais mediáticas.
Há posições orfãs de jogadores, e outras com jogadores a mais. Há jogadores do clube cá dentro sem qualidade suficiente para envergar a camisola, e outros jogadores do clube lá fora a esbanjar qualidade em equipas adversárias. Antes de se queimarem milhões em incógnitas e enchendo bolsos alheios, aposte-se no que já é nosso. Os rumores dos regressos de Ótavio e Rafa a confirmarem-se, são um passo no caminho certo.
A pintura do nosso presente pode não ser a mais bonita. Mas antes de terraplanar tudo, aproveitemos os alicerces. Foi sobre eles que crescemos e nos tornamos em quem somos.
- "... Tinha a ideia de acabar a carreira no FC Porto, mas depois fui para o Qatar e agora estou no River."
Mais do que especular sobre causas, culpas ou responsáveis, deveríamos reflectir se não seria um investimento muito mais seguro mantermos na equipa uma voz respeitada, uma cabeça de génio, e uns pés de qualidade, mesmo que com menos velocidade, e só jogando a espaços, do que esbanjar 4 milhões em porteiros de discoteca vindos da Madeira?




















