16 setembro, 2017

MEMÓRIA E COERÊNCIA.


O sabor amargo da derrota chegou esta Semana. O resultado, a meu ver, acaba por ser enganador mas penalizou, essencialmente, a nossa ineficácia no último terço e também a falta de soluções no banco para contrariar o conjunto organizado e experiente do Besiktas. Não era isto que queríamos para iniciar a Liga Milionária, mas também não é o fim do Mundo. O apuramento continua perfeitamente em aberto e acredito que neste Grupo não haverá nenhuma que se irá sobressair, sendo a passagem disputada ao limite pelos quatro conjuntos. É hora de voltar a mudar o chip para a Liga, onde nos espera uma sempre complicada deslocação ao Estádio dos Arcos. 3 Pontos são Ouro, Ouro esse que todos esperemos que se possa espalhar sobre o Mar Azul que voltará a invadir Vila do Conde.

A semana ficou também marcada por um “caso” que envolveu o Aboubakar. Penso que todos conhecem a História, não sendo necessário estar com grandes explicações sobre o que se passou. Ponto prévio: Acho que o Camaronês não esteve bem. Acredito que nunca pensou que aquilo se pudesse alastrar às proporções que são conhecidas, muito por culpa da Imprensa afeta ao regime diga-se de passagem, mas a verdade é que a divulgação daquele vídeo, depois da partida e independentemente de ter sido filmado antes ou depois do jogo, era perfeitamente evitável e o nosso Ponta de Lança deveria ter tido esse cuidado, por respeito ao Clube, aos Colegas e aos Adeptos.

No entanto, isto não é motivo para se fazer um caso como a máquina de propaganda benfiquista o tentou fazer. Acredito que uma conversa séria no balneário seja o suficiente para que o Aboubakar perceba que errou e que isto não se volta a repetir. Porém, na minha opinião, esta situação é também uma boa oportunidade para muito boa gente fazer uma auto-reflexão.


Muitos daqueles que imediatamente criticaram o nosso número 9 pela sua atitude, são os mesmos que aplaudiram de pé alguém que teve atitudes como a que é ilustrada na imagem deste meu artigo. Todos conhecemos o contexto da imagem. O FC Porto empatava na Luz, ficava praticamente fora do título, o Treinador do FC Porto Julen Lopetegui acabava de ter um bate-boca à entrada do túnel com o Treinador do nosso rival Jorge Jesus e passado uns segundos acontecia isto. Então, como é que alguém pode criticar o Aboubakar pelo que se vê naquele vídeo e depois tratar como um Herói alguém que tem uma atitude destas, num jogo onde o FC Porto praticamente perdia o título em casa do maior inimigo?

Este é apenas um exemplo, poderia falar das últimas Épocas com Jesualdo onde as faltas de respeito para com o Treinador, Colegas e Adeptos eram constantes, poderia falar das saídas de campo amuadinho, também poderia lembrar o jogo de Lille (um dos primeiros jogos oficiais de Lopetegui) onde depois de ter sido nomeado um dos Capitães decidiu ser o primeiro a abandonar o terreno de jogo sem sequer agradecer aos adeptos que estiveram em França apenas porque foi lançado em jogo já perto do final da partida, entre outros casos de comportamentos menos felizes e pouco dignos de um Profissional do FC Porto.

Obviamente que gostos não se discutem e aceito que existam muitos Portistas, provavelmente a sua esmagadora maioria, que gostem do número 7 do Besiktas, no entanto, não posso aceitar nem permitir que muitas dessas pessoas, após passarem 70 minutos a aplaudir um adversário no nosso Estádio, venham depois atirar-se para cima de um jogador do FC Porto apenas porque ele teve uma atitude que é bastante menos grave do que aquelas que o jogador que tinham acabado de venerar teve com as nossas cores.

Domingo todos a Vila do Conde na luta por mais 3 pontos!

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

13 setembro, 2017

AS DEBILIDADES DO DRAGÃO.


FC PORTO-BESIKTAS, 1-3

Ao sexto jogo oficial, o FC Porto claudicou. Os Dragões estrearam-se na presente edição da Champions League com uma derrota clara, por números significativos, na sua própria casa e perante um adversário que, apesar de bons jogadores, historicamente é uma equipa sem grande tradição na prova.


As debilidades da equipa portista ficaram completamente expostas. O Dragão já se sabia que tinha um plantel curto para dar as respostas adequadas em todas as provas. Foi preciso apenas colocá-lo à prova na liga milionária sem dois activos seus (Aboubakar e Maxi) e a falta de soluções tornou-se evidente. Aboubakar fez falta, o mesmo não se pode dizer de Maxi. Mas os portistas estão claramente limitados nesta época.

O FC Porto terá de espremer bem este naipe de jogadores se quiser ter algum sucesso e Sérgio Conceição terá de ser capaz de fazer uma gestão mais equilibrada e bastante cautelosa para não perder o controlo nas competições que tem que enfrentar. Para a Liga NOS, o plantel é razoavelmente bom mas para a Champions League poderá não dar para os objectivos mínimos.

Naturalmente que é precipitado da minha parte estar a tirar conclusões no fim da 1ª jornada da prova mas a derrota por 3-1 frente ao Besiktas esta noite é significativamente preocupante. Não quer dizer que o FC Porto não possa chegar ao Mónaco daqui por quinze dias e fazer o que o Besiktas fez no Dragão mas há motivos para uma reflexão imediata sobre a performance da equipa azul-e-branca e o resultado alcançado frente aos turcos.


Este jogo foi a prova de que o esquema de Sérgio Conceição é demasiado curto e insuficiente perante adversários mais fortes. Jogar com dois médios não é fácil e coloca a equipa fragilizada, sujeita a dissabores. Na segunda parte, ao operar substituições e colocando o terceiro homem no meio-campo, o FC Porto já foi capaz de colocar o Besiktas em sentido. No entanto a finalização, a ausência do melhor ponta-de-lança da equipa e o regresso de lesão do segundo melhor ponta-de-lança do plantel, claramente fora de forma, revelaram-se decisivos para o desfecho. No banco, o FC Porto não tinha nenhum avançado, apenas médios e extremos.

Ao onze do FC Porto, o Besiktas respondeu com um meio-campo povoado. Daí retirou dividendos e foi premiado com um golo aos 13 minutos de jogo. Quaresma surgiu na direita, fez um cruzamento milimétrico e Talisca cabeceou para a baliza do estático Casillas. Marcano não foi lesto e deixou-se antecipar pelo jogador da equipa turca.

A este golo inicial, o FC Porto respondeu muito bem. Logo a seguir num cruzamento para a grande área, Soares cabeceou, a bola sobrou para Óliver Torres que rematou com o pé esquerdo estrondosamente ao poste da baliza turca. Mas aos 21 minutos, Alex Telles cobrou um canto, Marega fez-se ao lance e Tosic introduziu a bola de cabeça na própria baliza. Estávamos no melhor período dos Dragões na primeira parte. Acreditava-se que a reviravolta seria uma questão de minutos.


Marega ainda teve ensejo para rematar à baliza aos 23 minutos mas depois veio um balde de água fria. Tosun, jogador do Besiktas, rematou do meio da rua, obtendo um golo de belo efeito mas depois Casillas viu-se que ficou mal na fotografia. O remate apesar de potente, foi mal abordado pelo guardião espanhol.

O FC Porto sentiu bastante este golo. Não conseguiu reagir da melhor forma. Primeiro perdeu dinâmica e depois viu o Besiktas criar mais duas oportunidades junto à baliza de Casillas. Soares ainda rematou a rasar o poste mas o intervalo chegava com um Dragão algo combalido.
Ao intervalo, Sérgio Conceição retirou, surpreendentemente inexplicavelmente, Óliver, e colocou A. André. Fez entrar Otávio para o meio-campo ofensivo e saiu Corona. Marega foi para a direita e o FC Porto aproximou-se do 4x3x3. A reacção foi bastante positiva. Os Dragões ameaçaram a baliza contrária algumas vezes e os turcos foram obrigados a recuar no terreno.

Apesar disso, o FC Porto não foi feliz no último passe e não concretizou as poucas oportunidades criadas. Soares teve uma soberana oportunidade na cara do guarda-redes do Besiktas aos 60 minutos e depois Marcano cabeceou para a zona do poste direito da baliza contrária mas um defesa turco salvou junto à linha de baliza.


Perto do final do jogo, Babel “matou” a partida, colocando o resultado em 3-1 e desfazendo as dúvidas. O resultado é deveras pesado para os portistas que viram os outros adversários do grupo empatarem na Alemanha. Um empate no jogo de abertura teria sido um mal menor. Assim, os Dragões terão de ir buscar os pontos perdidos no jogo desta noite a outro lado se quiserem almejar alguma coisa nesta prova.

Não será nada fácil mas vamos aguardar e continuar a acreditar nesta equipa.

Notas finais para as boas exibições de Óliver (não se percebeu a substituição) e de Brahimi (conseguiu desequilibrar inúmeras vezes).
O FC Porto desloca-se a Vila do Conde no próximo Domingo para defrontar o Rio Ave a contar para a 6ª Jornada da Liga NOS. Três pontos são essenciais para manter a equipa no topo da tabela.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Nada está perdido”

A abordagem ao jogo
“É verdade que encontrámos uma equipa experiente e com qualidade individual, mas não nos podemos refugiar nisso, porque também temos uma equipa capaz, com qualidade. Penso que entrámos mal no jogo, mas aqui o treinador sou eu e assumo essa responsabilidade. Faltou-nos agressividade na primeira fase de construção de jogo do Besiktas. Eles jogaram muito à vontade e conseguiam variar o jogo muito facilmente e isso começou a criar dificuldades à nossa equipa. Eles marcaram o primeiro golo, nós reagimos bem, fizemos o empate e depois disso tivemos oportunidade de fazer o 2-1, o que tornaria tudo muito diferente. Entrámos na segunda parte modificando uma ou outra situação, encostámos o Besiktas e depois na parte final aconteceu o terceiro golo deles, que matou o jogo. Tinha que mudar alguma coisa: o Tiquinho [Soares] estava-me a pedir substituição e tive que o manter porque me faltou uma ou outra solução. Mas isso também não é desculpa. Era com estes que ia para a luta e assim foi. Nada está perdido, pois o Leipzig e Mónaco empataram e está tudo em aberto.”

As mexidas no meio-campo
“Tudo depende da dinâmica da equipa. Depende do que é o nosso processo defensivo. Os jogadores sabem o que têm que fazer para esse equilíbrio existir e não haver inferioridade numérica. Na primeira parte tentei meter o Brahimi mais pelo corredor central porque senti que havia alguma facilidade do Besiktas em jogar. Senti que um meio-campo mais povoado poderia ser benéfico e foi também por aí que mudei na segunda parte.”


O primeiro jogo europeu
“Não houve choque de realidade. Tivemos inúmeras oportunidades. As suficientes para quando o jogo estava empatado termos podido ir para a frente do resultado. Um golo muda em termos emocionais o que é a equipa e sobre os jogadores não há nada a dizer. Se há culpa de alguém é minha, porque a abordagem estratégica para este jogo não foi a melhor, porque se fosse teríamos ganho. Quando não se ganha a estratégia nunca é boa.”

O melhor momento do jogo
“O início da segunda parte foi muito bom e a reação ao golo também foi boa. Sem dúvida que em termos de consistência gostei mais do que fizemos no início da segunda parte.”

O apoio dos adeptos
“As pessoas sabem e nós não temos segredos. Sabem que nós trabalhamos com determinação e com ambição. Nós não somos imbatíveis. Há jogos que podem ser menos conseguidos, mas uma coisa é certa: houve atitude e a equipa procurou sempre o melhor.”



RESUMO DO JOGO

12 setembro, 2017

O PARADIGMÁTICO CASO DE MAREGA.


Façamos todos um pequeno exercício de memória e honestidade, recuando cerca de um ano atrás. Estávamos em Setembro de 2016, poucos meses depois do fim daquela que foi provavelmente a pior época do consulado de Pinto da Costa, 2015/2016, época em que a “cereja no topo do bolo” foi a final da taça perdida ingloriamente (e injustamente, é bom que se diga!) para o braga.

Para ajudar a compreender o que pretendo ilustrar neste post, vou citar alguns excertos de uma crónica escrita pelo site MaisFutebol após um jogo amigável realizado no final da época 2015/16, em 24 de Maio de 2016, num jogo frente ao Oliveira do Douro. Dizia assim o jornalista, Pedro Jorge da Cunha:

“(…) a exibição do atacante maliano até teria sido cómica, não fosse ele profissional, principescamente remunerado e com um contrato de longa duração.”

“Marega lutou, jogou com honestidade e limitações inacreditáveis para alguém que compete a este nível.”

“Podíamos falar das receções deficientes ou da precipitação na hora de rematar. Ou podíamos sublinhar a incapacidade de entregar uma bola jogável, a dois metros do colega. Mas tudo isso pode ser resumido num lance ocorrido a meio do segundo tempo. Em posição de tiro, no coração da área do Oliveira do Douro, Marega recebeu e... escorregou. O estádio reagiu com assobios e gargalhadas, Marega estendeu-se ao comprido no relvado.”
Sejamos completamente sinceros, mais de 95% dos Portistas (eu incluído) concordavam com essas palavras há um ano atrás, muitos de nós provavelmente até diziam coisas bem piores sobre o maliano.

A questão que coloco é muito simples: se há um ano atrás, alguém vos dissesse que em Setembro de 2017, Marega seria titular indiscutível num FC Porto vencedor dos 5 primeiros jogos do campeonato, sendo inclusivamente considerado o melhor em campo em alguns deles, como vocês reagiriam? Possivelmente, muitos de nós, soltávamos uma enorme gargalhada, dizendo que tal seria tão provável quanto vencer o euromilhões.

Dá que refletir como é possível, em apenas um ano, alguns jogadores que pareciam “mortos” no plantel, como Marcano, Aboubakar e Marega, serem agora tão importantes num inicio de época que tem corrido bem ao FC Porto.

15 pontos em 15 possíveis e a liderança isolada no campeonato dizem-me obviamente pouco, tendo em conta que ainda falta jogar praticamente tudo, quer a nível de campeonato, quer a nível das restantes competições onde o FC Porto irá entrar, mas há claramente sinais positivos, sobretudo do treinador. Os jogadores são exatamente os mesmos que todos nós vimos perder tudo nos últimos 4 anos. A diferença este ano só poderá estar em dois fatores: treinador e atitude da estrutura na denuncia das poucas-vergonhas constantes a que vamos assistindo semana após semana, isto porque os jogadores, estes são os mesmos dos últimos anos.

Independentemente de tudo isto, tenho a perfeita noção de que o futebol, por muito que filosofemos sobre determinado assunto, é o momento e sobretudo os RESULTADOS. É importante perceber como irá a equipa reagir quando chegar um resultado mau. Já tenho anos suficientes disto para ter quase a certeza que bastará uma série de 2 maus resultados (e o nível de dificuldade irá aumentar muito nos próximos jogos!) para muita gente colocar imediatamente tudo em causa, nomeadamente que Conceição só dá berros e apenas mete a equipa a correr ou então que o Marega tem uns “pés de tijolo”.

A consistência é muito importante, a capacidade de lidar com a pressão e com o insucesso são fatores fundamentais para se ganhar uma competição longa e de regularidade como um campeonato. Mas em abono da verdade, pelo que se tem visto, Conceição tem sabido lidar bem com as dificuldades que encontrou e que não se dissiparam com o mercado de transferências. Sejamos equilibrados e justos, mesmo e sobretudo quando chegar um mau resultado. Porque estando unidos todos, jogadores, treinador, dirigentes e adeptos, tudo se pode tornar mais fácil.

09 setembro, 2017

A GOLEADA DO SOFRIMENTO.


FC PORTO-CHAVES, 3-0

O FC Porto continua de vento em popa na Liga NOS. Em cinco jogos obteve outras tantas vitórias. Mas nesta noite, no Dragão quase a abarrotar pela terceira vez consecutiva, os azuis-e-brancos não se livraram de dois sustos que quase comprometeram os três pontos. Confuso? Eu explico.

Apesar do FC Porto ter conseguido um resultado folgado de 3-0, o empate esteve mais perto de acontecer do que se possa imaginar. Os portistas fizeram uma primeira parte uns bons furos abaixo do que seria de esperar e o Desportivo de Chaves, apesar de só contabilizar um ponto no campeonato até ao momento, deu excelente réplica.


Sérgio Conceição apostou no onze habitual dos últimos jogos com uma troca. Ricardo Pereira ficou no banco e Layún estreou-se mas com pouca produção. Aliás, o mexicano deve precisar de uma lavagem cerebral. Está irreconhecível. Miguel não defende, parece apático e não ataca como nos habituou. Ficou apenas o registo para o cruzamento que originou a grande penalidade perto do final. Muito pouco para um jogador a que me habituei a apreciar.

Foi preciso trabalhar muito para levar de vencida a equipa flaviense que a jogar, a um e a dois toques, é um regalo. Na primeira parte, o equilíbrio foi a nota dominante. Um FC Porto dominador mas pouco consistente e pouco perigoso. Um Chaves atrevido, com bom toque de bola e controlador a nível do meio-campo.

Ao intervalo, os Dragões tinham apenas o registo de um remate de Brahimi à figura do guarda-redes flaviense. O Chaves contabilizava um remate para defesa apertada de Casillas, anulado por fora-de-jogo. Muito pouco para um jogo da 1ª liga.


Para a etapa complementar, o técnico portista mexeu e mexeu bem. Corona, muito apagado e desgastado com dois jogos intensos que fez pela selecção mexicana, deu o lugar ao regressado Soares. Marega deixou de ser a muleta de Aboubakar e derivou para a direita. Depressa deu frutos esta mudança.

Aos 49 minutos, Soares endossou a bola a Brahimi e o argelino deixou passar sob a ameaça de um adversário. Aboubakar recebeu, fez um slalom e rematou contra Paulinho que enganou o guardião do Chaves.

Esperava-se então que o jogo pudesse ficar mais aberto e o FC Porto pudesse concretizar mais golos. Mas não. O Chaves cresceu e o FC Porto não conseguiu ser mais perigoso. Felipe e Soares ainda ameaçaram mas o Chaves em dez minutos falhou duas clamorosas oportunidades de golo frente a Casillas. Primeiro William aos 70 minutos e depois Galvão imitou o companheiro de equipa.

Sérgio Conceição lançou Otávio e A. André no jogo, retirando Aboubakar e Brahimi para equilibrar o meio-campo. Foi então que nos últimos minutos os Dragões tranquilizaram.


Aos 86 minutos, Soares concretizou uma recarga a uma grande penalidade por si convertida e dois minutos depois, Marega, a passe longo e soberbo de Óliver, rematou cruzado, fazendo o resultado final. Após sofrimento, apareceu a goleada.

Com este resultado, o FC Porto reassume a liderança da prova a par do Sporting, tendo um melhor goal-average que os leoninos.

Notas finais para as belas exibições de Marcano e Marega. Menos exuberantes e desinspirados estiveram M. Layún e Danilo com muitas perdas de bola e Corona completamente alheado do jogo.

A interrupção para compromissos das selecções afectaram alguns jogadores portistas mas o mal foi geral pois os adversários directos do FC Porto viram-se e desejaram-se para vencer os seus jogos. Não fosse a ajuda “divina” e a esta hora o Dragão estaria isolado na Liga NOS.

Os Dragões regressam este Domingo ao trabalho para preparar o jogo da 1ª Jornada do Grupo G da Champions League frente ao Besiktas que se vai realizar na próxima Quarta-feira. A Liga NOS regressa no próximo fim-de-semana com a visita dos azuis-e-brancos ao Estádio dos Arcos.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Triunfo justíssimo num jogo difícil”

Vitória difícil, mas justa
“Já sabia que ia ser difícil. O Chaves tem um bom treinador, boas individualidades e é uma equipa que vai seguramente fazer um campeonato tranquilo. Entrámos no jogo de uma forma algo irregular, que não tínhamos preparado, mas sobre isso há também que dar algum mérito ao Chaves. Foi uma equipa muito mais agressiva do que em jornadas anteriores, que bloqueou bem o nosso jogo interior…e nós pecámos um bocadinho na nossa fase de construção. Muitas vezes pensa-se que a culpa de não haver golos é dos avançados, mas não é assim. É mesmo essa primeira fase de construção que muitas vezes falha. E por causa disso nós chegávamos sem critério à última fase de decisão. Apesar de numa oportunidade o Chaves ter podido empatar o jogo, penso que é uma vitória justíssima do FC Porto, até porque nós também desperdiçámos algumas.”

O 11 e a titularidade de Layún
“Quando eu penso nos 11 jogadores que vão jogar de início, penso convicto de que esses 11 estão no máximo das suas capacidades. Não meteria um jogador que estivesse mais cansado para depois queimar uma substituição. Não faz sentido. Quanto ao Layún, posso dizer que tem trabalhado de uma forma fantástica, não foi à seleção, e eu tinha-lhe prometido antes do jogo em Braga que ele iria ser titular. Ficou connosco 15 dias, tal como o quarteto que hoje foi a nossa defesa, o que facilitou em muito o nosso trabalho.”

Baliza continua a zeros
“Não há segredos. Criar oportunidades tem a ver com o nosso início de construção de jogo e não sofrer tem a ver com a primeira zona de pressão que fazemos. É um trabalho de equipa que não podemos dissociar entre defesas e avançados. Hoje criaram-nos uma ou outra oportunidade, mas os adversários também têm qualidade. Obviamente que há coisas a melhorar, mas faz parte do trajeto natural de uma equipa.”


Jogo de quarta-feira não pesou
“Face a este jogo, o jogo da próxima quarta-feira tinha importância zero. Como viram, até tirei o Aboubakar, que não pode jogar na quarta-feira. O nosso foco era este jogo.”

Golos do trio avançado
“Fico contente porque vocês sabem que os avançados vivem de golos. Mas ficaria também contente com um golo de Casillas. Foi bom, fizeram os três golos, mas o importante é ganhar.”

Análise ao vídeoárbitro
“Sou pela verdade desportiva, sempre de acordo com o que é o jogo verdadeiro. Agora também é verdade que ontem ouvi o Vítor Oliveira [treinador do Portimonense] no fim do jogo com o Benfica a dizer que tem que haver um critério bem definido para as decisões do videooárbitro. Estou-me a lembrar que no segundo golo do Braga contra o Benfica não houve videoárbrito, nem linhas, e neste jogo houve. São as tais diferenças de critério. Não fico satisfeito quando estes erros afetam a nossa equipa e nós já tivemos quatro situações de penaltis claros, ditas no dia seguinte por ex-árbitros, em que não houve dúvida ou intervenção de videoárbitro. Há muita coisa a melhorar, mas nós esperemos que seja cada vez melhor.”



RESUMO DO JOGO

07 setembro, 2017

É COM ESTES QUE VAMOS À GUERRA!


O mercado fechou há precisamente uma semana e, como se foi prevendo com o passar dos dias, o nosso clube não contratou mais ninguém para além do Guarda-Redes Vaná. Desilusão para muitos, um desfecho já esperado e compreendido por outros.

Enquadro-me no segundo grupo, o que não invalida que não ache que o plantel precisava de um ou outro retoque e que isso era de elementar justiça para com o nosso Mister. Ainda assim, não fiquei surpreendido por não termos contratado ninguém, nem acho que isso seja o fim do mundo, bem pelo contrário.

Ora vejamos, na defesa as soluções, a meu ver, são até melhores do que na época passada. Temos 2 laterais para cada posição, sendo que Layun pode fazer os 2 lados e Ricardo é, como tem provado neste início de Época, um Upgrade em relação a Maxi. Nos Centrais temos o mesmo número de jogadores que tínhamos a temporada passada, mas parece-me que Diego Reyes é também uma melhoria em relação a Boly. Dir-me-ão, e com razão, que dificilmente teremos uma Temporada sem lesões nesse sector como na anterior, mas sem grande margem de manobra a nível financeiro e sendo que iríamos atrás de um eventual suplente, percebo que tenhamos ficado quietos em vez de comprar por comparar, gastar por gastar, como no caso do Central Francês que está neste momento emprestado aos Wolves.

No Meio Campo as coisas pouco mudaram. Perdemos Rúben Neves e ganhamos Sérgio Oliveira, sendo que não é uma “troca” direta dado que são jogadores que não jogam exatamente na mesma posição. Na minha opinião, um downgrade, até porque nunca achei que o Médio que esteve emprestado ao Nantes fosse jogador com qualidade suficiente para integrar um Plantel do FC Porto. Ainda assim, a saída do Rúben significa a venda de um enorme talento com grande margem de progressão, mas como já tive oportunidade de dizer aqui neste espaço, na atualidade tratou-se de um ótimo negócio e, factualmente, foi a saída de um jogador que foi suplente a Época passada e que, provavelmente, iria assumir o mesmo estatuto esta Temporada.

Na frente, saiu André Silva e entrou Aboubakar. Não me parece que tenhamos ficado a perder, sendo que o que disse sobre a venda do Rúben no que diz respeito à margem de progressão aplica-se também ao André. Perdemos também o Depoitre, sendo que aqui o perder é bastante relativo porque o Belga pouco ou nada contou, e ficamos com o Marega que é um jogador bastante versátil na zona mais adiantada do terreno. É verdade que se trata de um jogador com algumas limitações técnicas mas, francamente, entre ele e o Depoitre acho que não ficamos nada desfavorecidos, bem pelo contrário. Nos flancos é que me parece que estamos um pouco mais limitados, mantivemos os titulares Brahimi e Corona e fizemos regressar o emprestado Hernani. Bem sei que Otávio pode jogar pelas alas, sem render o máximo que pode render no meio, e que a posição também não é nada estranha ao Ricardo Pereira, mesmo assim, acho que nos falta aqui mais alguém para render os 2 habituais titulares pois a Época será exigente e desgastante.

Resumindo, na minha análise, não parece que tenhamos um Plantel inferior ao da Época passada. E é bom lembrar que na Época passada, mesmo com um Treinador medíocre, não fomos Campeões Nacionais porque as arbitragens tiveram um papel decisivo no Tetra do Regime. É por isso legítimo que com um Treinador substancialmente melhor, com uma Equipa unida e focada no objetivo, com um Clube que deixou de dar a outra face e que há largos meses combate o regime sem dó nem piedade e também com uma massa adepta mobilizada, galvanizada e optimista, possamos aspirar a ser Campeões Nacionais, a vencer as outras duas provas domésticas e a fazer uma boa prestação na Europa mesmo com um Grupo bastante equilibrado.

É verdade que não temos um Plantel perfeito, longe disso, também é verdade que tendo um pouco de azar com castigos e lesões ele pode tornar-se demasiado curto, mas não é menos verdade que, historicamente, sempre soubemos combater as fragilidades com garra, atitude e caráter e isso, ninguém o pode negar, esta Equipa e este Treinador já mostraram ter de sobra.

Para terminar, apenas uma pequena nota sobre a Seleção Nacional. Danilo Pereira foi titular na Hungria e, sem sobra de dúvidas, foi um dos melhores em campo como aliás acontece em quase todos os jogos que disputa. Espero que o facto de ter ficado no banco contra a modesta Seleção das Ilhas Faroé e ter jogado na exigente deslocação a Budapeste tenha significado que, finalmente, o Engenheiro Fernando Santos percebeu que os melhores são para jogar nos momentos mais importantes e que, para a posição 6, não tem melhor opção do que o Danilo Pereira por muito que haja quem nos queira mostrar o contrário.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

06 setembro, 2017

JOGADORES EM FIM DE CONTRATO.


Um dos temas que foi usado até à exaustão pelos jornaleiros e paineleiros do Polvo Encarnado ao longo do defeso, foi o facto de termos alguns jogadores que terminam contrato no final desta época desportiva e que como tal, podem já em Janeiro assinar por outro clube com vista à próxima época. No presente momento, temos nessas condições Marcano, Reyes e Aboubakar, isto para além de Casillas e Maxi Pereira.

Os arautos da gestão desportiva, aqueles que se julgam mais inteligentes que os outros, aqueles para quem os responsáveis pelo departamento de futebol do nosso clube não passam de incompetentes por oposição à competência suprema que reina no Seixal e em Carnide, insistem em menorizar o nosso clube como que dando a entender um certo comportamento negligente. Acharão eles que são os únicos conhecedores desta matéria e que todos os outros andam a dormir? Não, não acham... querem é criar ruído em nosso redor, passar um atestado de incompetência e menoridade a tudo o que se relaciona com o FC Porto e aproveitar o período sem vitórias para potenciar a contestação dos adeptos que obviamente querem é ganhar!

Desengane-se quem pensar o contrário: é óbvio que quem lidera o nosso clube já tentou renovar com estes jogadores (Ricardo Pereira incluído!) e se tal ainda não aconteceu é porque os acordos ainda não foram possíveis e logo se hão-de verificar ou não exequíveis. A verdade é que ninguém pode apontar uma pistola ao jogador para renovar, quando muitas das vezes o próprio empresário lhe está a fazer promessas de futuros grandes contratos, com prémios de assinatura megalómanos e salários muito superiores ao atual.

Perante este cenário, o que deve o clube fazer?
Abdicar da parte desportiva “encostando” o jogador independentemente do seu rendimento?
Fazer todos os possíveis até Janeiro para renovar com ele e até lá é um jogador como os outros?
Continuar a utilizar o recurso que tem ao seu dispor, e pelo qual tem que continuar a pagar mensalmente o seu salário, até ao último dia do seu contrato?
Tentar desesperadamente a venda por valores naturalmente muito abaixo do seu valor de mercado pois o comprador também sabe a frágil posição negocial de quem vende?

Bom, seguramente que há adeptos de todas as alternativas e como tal o unanimismo será absolutamente impossível de obter.
A minha opinião é só uma: desde que renda e esteja envolvido a 100%, o jogador deve estar em campo até ao último dia do seu contrato. O clube não pode nem deve abdicar de um ativo que lhe trás rendimento desportivo. Deve dentro das suas possibilidades e sem entrar em loucuras, tentar renovar com aqueles que possam interessar no projeto desportivo futuro, mas se essas negociações não chegarem a “bom porto”, o lucro desportivo não pode estar em causa.
Mais, a teoria de “prejuízo” financeiro por não venda sairá sempre reforçada se o jogador for “encostado” na medida em que teremos sempre que continuar a pagar o salário ao jogador, pelo que o prejuízo só sairia ainda mais reforçado.

Tudo isto para dizer que acho muito bem que Marcano, Reyes e Aboubakar sejam utilizados dentro das ideias do treinador, independentemente de renovarem ou não.
São nossos jogadores, representam um custo mensal, e desde que estejam a dar o seu máximo e o treinador assim o entenda, o clube só tem que obter deles o rendimento desportivo pretendido.. e afinal de contas não é esse o rendimento primordial que se pretende de um jogador?!

Ano após ano,no final de cada uma das épocas, quantos jogadores vão para o mercado a suposto custo zero? E é por isso que alguém acredita que os dirigentes desses clubes foram todos burros e negligentes nesses dossiers? Burro, na minha opinião, é aquele que paga por algo e não usufrui disso.

Um abraço e até sábado no sítio do costume!

05 setembro, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

Esta semana trouxe-nos o regresso das competições oficiais das nossas modalidades. A primeira a entrar em ação foi o ANDEBOL que sofreu algumas reformulações ao longo do defeso, começando desde logo no timoneiro, onde Ricardo Costa passou o testemunho a Lars Walther. O plantel perdeu Alexis Borges, Ricardo Moreira, Gustavo Rodrigues e Hugo Santos, tendo visto entrar Angel Hernandez, Diogo Branquinho e André Gomes. Dos reforços, apenas o cubano foi utilizado, uma vez que sobre os 2 reforços lusos ainda pendem decisões federativas, para além de que André Gomes se lesionou ao serviço da seleção.

A primeira parte foi favorável aos bracarenses, que terminou com parcial 10-11, onde a “agressividade” defensiva da nossa equipa não foi a desejável. Já na segunda parte, foi um pouco melhor a esse nível, em que a nossa equipa esteve em vantagem uma larga parte do tempo, tendo sofrido o golo do empate (23-23) a escassos segundos do fim, o que impediu uma estreia vitoriosa como era desejo de todos.

Na próxima jornada, deslocação à Madeira, local onde começou a derrocada na fase final da época transata, que esperamos agora possa ser o local de arranque para o resgate do título de campeão nacional.


AS OUTRAS MODALIDADES

O BASQUETEBOL teve um torneio de preparação este fim de semana, tendo ficado em 3º lugar, depois de uma derrota contra o clube de carnide (73-79) e uma vitória ante o Oviedo (90-70). Entretanto, a competição oficial arranca apenas a 7 de Outubro, com a receção ao Illiabum.

Por fim, o HÓQUEI EM PATINS, arranca a época no dia 14 de Outubro com a Supertaça António Livramento, onde vai defrontar o sporting tomar.



Abraco,
Delindro

04 setembro, 2017

FEZADAS E PARÓDIAS.


Nada!

Absolutamente... nada!

Ás 23h59 da passada quinta-feira, dia 31 de agosto, o ponteiro percorreu calmamente os seus 60 passitos, sem que alguém tivesse conhecimento que nós existíamos.

Zero reforços e uma apenas uma contratação bem mais misteriosa que muitas temáticas do paranormal.

Sem alguma vez se escudar na necessidade de reforços para algo, e mostrando trabalho que quase faz esquecer o quanto eles seriam (são) importantes, Sérgio Conceição lá foi piando aqui e ali que eles eram benvindos. Mesmo assim... nada!

Do plantel propriamente dito, poderemos sempre recorrer à velha analogia do copo meio-cheio ou meio-vazio. Uns dirão que foi um sucesso absoluto conseguirmos manter Casillas, Danilo, Brahimi ou Felipe entre outros. Outros dirão que deveríamos ter vendido uma boa meia-dúzia de jogadores de qualidade dúbia, e adquirido 3 ou 4 jogadores de qualidade. Como sempre, a verdade andará algures pelo meio.

Partindo de uma premissa que me parece ao momento pacífica, a de que Sérgio Conceição é superior a Nuno Espírito Santo, o FC Porto estará mais forte na temporada 2017/18, visto que manteve a esmagadora maioria do plantel base. Se até NES conseguiu arrastar o título até às derradeiras jornadas, Conceição decerto fará melhor.

Provavelmente será esta a estratégica (ou fezada?) na mente de Pinto da Costa e seus parceiros de SAD.

Olhando para os diversos sectores da equipa titular, não só não parecemos estar mais fracos, como até existe um ligeiro acréscimo de qualidade na defesa, senão vejamos:

Baliza
Numa equipa que possui uma lenda viva das redes mundiais (Casillas), ter mais 4 jogadores a acompanhá-lo (José Sá, João Costa, Vaná, Fabiano) deverá ser uma tentativa de fazer um mini-clube de fãs do espanhol! Independentemente do inexplicável da situação, até Maio de 2018, por aqui poderemos dormir sossegados.

Defesa
Marcano e Filipe tornaram-se a dupla Bud Spencer e Terence Hill dos tempos modernos. Um limpa tudo com pézinhos de lã, outro arrasa o que aparece. Mais uma temporada onde será muito difícil a intromissão de Reyes nesta sociedade de ferro. Nas laterais, o céu parece o limite para Alex Telles, sempre melhor a cada jogo que passa. No lado oposto, Ricardo Pereira acrescenta juventude, técnica e rapidez às pesadas pernas de Maxi. Remetido para suplente de apenas um corredor, tempos obscuros parecem esperar por Layún.

Meio-campo
O sector que tacticamente mais mudou em relação ao histórico recente azul e branco, relegando o clássico 4-3-3 para plano B, baixando assim as necessidades humanas para as posições. No novo esquema, Óliver e Danilo serão reis e senhores na opções iniciais, cabendo a Herrera, A. André, Octávio e Sérgio Oliveira (!) o papel de substitutos e derivações para outras nuances tácticas.

Ataque
Nas alas, sendo Brahimi e Corona dois dos melhores tecnicistas a actuar em Portugal, estamos muito bem servidos na equipa base. Hernâni parte claramente como uma solução de refrescar pernas quando necessário. Na frente de ataque, Tiquinho e Aboubakar são indiscutivelmente uma dupla capaz de infernizar as defesas contrárias 90m a fio. A estes junta-se o "patinho-feio" Marega, uma interessante surpresa neste início de temporada.

Esta é a exposição sucinta e optimista do plantel. Uma mistura entre os clássicos da Disney e as crónicas de pré-época do jornal A Bola, àcerca do seu cliente preferido.

Quais os problemas aqui?

Se os Deuses, Semi-deuses, Santos, Santinhos, Beatos, Heróis da Marvel, da DC Comics, Trump, Kim Jong-un e o General Nhaga não nos queimarem, temos tudo para conquistar um ou mais títulos esta época. Como a junção destes tipos todos tornam por vezes as coisas instáveis, convém lembrar estes 2 pequenos pontos:

- Não há substituto para Danilo. O mais aproximado serão Herrera ou Sérgio Oliveira. (medo, muito medo...)

- Para as "duplas" Marcano-Felipe, Brahimi-Corona, Tiquinho-Aboubakar só existe uma opção de recurso no plantel para cada uma delas. Reyes, Hernâni e Marega. Caso haja uma gripe, uma gastroenterite, uma lombalgia (só para falar em coisas mais simpáticas), caberá ao treinador... inventar!

Apesar deste texto estar a circular em contra-mão ao presente espírito azul e branco, lembremo-nos que a época é longa, com obstáculos ultrapassáveis, outros intransponíveis pela frente. Para alcançarmos a felicidade teremos que bater um rival que aparenta estar desportivamente mais forte, e outro que todos os anos renova a sua geração episcopal, de bulas e milagres pontíficos ao dispor. Como tal, é imperativo que nos mantenhamos todos unidos e, acima de tudo, com os pés bem assentes no chão. Se assim o fizermos, poderemos tropeçar aqui ou ali, mas dificilmente nos deitarão ao chão.


Comunicado do slb (03-09-2017)

Tendo sido confrontados com diversos pedidos de reação à notícia ontem vinda a público, num especial informação da CMTV, onde surge a revelação de que o atual diretor de comunicação do FCP terá estado na Guiné-Bissau, envolvido na solicitação de prestação de serviços de “Bruxaria”, esclarecemos:

1 – Estão abertos os competentes processos-crime contra a administração do FCP – Futebol SAD, FCP – Media SA, Diretor de Comunicação do FCP e Diretor do Porto Canal, entre outros, pelos crimes de:

- Violação do sistema informático, violação de correspondência e divulgação – já que se gabam de estar a divulgar pretensa correspondência privada e interna de outra sociedade desportiva.

- Prática de concorrência desleal - com as devidas consequências económicas pelos danos causados ao bom nome e reputação de outra sociedade desportiva.

- Prática reiterada de difamação e calúnia – onde terão oportunidade de, na sede própria, provar todas as acusações e insinuações feitas publicamente.

2 – A ser verdade e a confirmar-se o episódio ontem descrito e assumido de viva voz é mais um elemento que prova de forma inequívoca, o grau zero de credibilidade de quem tem sido o porta-voz de toda esta “cabala”, construída com base em sucessivos crimes e práticas ilícitas, típicas de um “submundo” que se considera acima da lei e das regras de um estado de direito.

3 – Importa realçar também, que na notícia ontem veiculada pela CMTV, quem acusa dá a voz e num dos casos a cara a assumir as suas declarações, em contraste com a acusação feita precisamente pelo diretor de comunicação do FCP a elementos do Benfica, onde pelo contrário todas as pessoas invocadas de estarem envolvidas, vieram publicamente desmentir tais factos.

Elemento que certamente contribuirá para reforçar a total ausência de credibilidade e que explica e desmascara talvez a origem da “rocambolesca” imaginação que montou mais este episódio.

4 – A estes factos, acresce a forma profundamente lamentável e leviana como se assiste, a quem se encontra a cumprir castigos no âmbito da justiça desportiva, todos os dias se exiba e faça questão de publicamente desafiar e descredibilizar a autoridade desses órgãos e dos seus responsáveis, continuando a reiterar insinuações e ameaças sobre os mais diversos agentes desportivos, numa clara demonstração de que viola as regras e se considera acima de tudo e de todos.

5 – Estamos certos que no momento oportuno e no local certo, as instituições darão uma resposta cabal, demonstrando aquilo que tem sido um princípio fundamental do estado de direito - de que em nenhumas circunstâncias a prática reiterada de diferentes crimes compensa - apesar de todo o ruído criado nos media - quando se multiplicam as provas de descrédito e de desrespeito pela lei por parte de uma mesma instituição.

Direção de Comunicação slb

Ninguém pode negar o imenso sentido de humor do departamento de comunicação dos vermelhos.

O ponto 1 deveria entrar para os anais da comédia.

01 setembro, 2017

REBENTAR A PEDREIRA.


Quatro jogos, quatro vitórias, nove golos marcados e nenhum sofrido. É este, para já, o FC Porto de 2017/2018. Depois de dois jogos com o estádio do Dragão cheio e uma bela deslocação a Tondela, chegou a hora do primeiro grande jogo, a primeira grande deslocação da temporada. Embora já nos tivéssemos deslocado ao Minho duas vezes na pré-época, uma delas uma sempre aguardada deslocação a Guimarães, esta foi oficial e só por isso é mais importante. Deslocação a Braga é sempre uma deslocação onde os adeptos do FC Porto comparecem em peso. Tem por tradição ser um jogo onde os sócios e simpatizantes se juntam aos ultras para apoiar a equipa.

Perto do Porto, um bom adversário, normalmente bons jogos disputados no relvado e ainda por cima em Agosto, estavam em cima da mesa os condimentos necessários para a invasão.

À semelhança do jogo da última época, há apenas quatro meses, a invasão foi estrondosa! Os adeptos do FC Porto deslocaram-se em massa ao estádio AXA. Sete mil Dragões(!!!!!) pintaram de azul e branco uma das bancadas superiores do estádio. Aquilo que normalmente é reservado aos visitantes é o canto de uma das bancadas superiores, mas pela segunda temporada enchemos por completo a bancada de uma ponta à outra.

Super Dragões, Colectivo e milhares de outros adeptos apoiaram a equipa desde a saída do Porto até ao regresso. Enquanto o grosso das claques se deslocaram de autocarro, muitos elementos viajaram em viaturas particulares, assim como os restantes adeptos. Durante a tarde foram aparecendo os primeiros portistas nas redondezas do estádio e cedo se percebeu que iríamos jogar em casa. Conta quem vê pela TV, que só se ouviam os ultras do FC Porto.


A invasão foi de tal forma que até a roulotte supostamente destinada aos ultras da casa foi tomada pelos nossos rapazes umas quatro horas antes do jogo. Mandámos em Braga e pelo menos, ao contrário do ano passado, não tiveram direito a escolta na própria casa.

O momento de maior tensão fora do estádio registou-se a cerca de meia hora do início da partida, alguns adeptos do Braga tentaram aproximar-se e fazer uma gracinha mas rapidamente deram corda às sapatilhas.

Lá dentro, tanto no relvado como nas bancadas, superioridade absoluta. Doze pontos em doze possíveis, presentes nos quatro jogos para cantar pelo FC Porto. O estádio é bom para o apoio vocal, situados na parte de cima a acústica favorece-nos. No final do jogo e enquanto esperávamos para sair, a única forma que tiveram de não nos ouvir foi deixar nas colunas do estádio músicas do Braga em alto e bom som. E mesmo assim…

Mónaco, Leipzig e Istambul. Uma deslocação perto e que espero que compareça muita gente de Portugal, uma deslocação no coração da Europa, boa para os emigrantes ajudarem no apoio junto dos que viajam daqui e uma última, de sonho, onde os verdadeiros que se atreverem a fazer 4000 KM vão garantidamente tomar bem conta do recado.

Um abraço ultra.

31 agosto, 2017

A IMPUNIDADE DO REGIME.


A impunidade do Clube do Regime foi mais uma vez demonstrada esta semana com o arquivamento do processo contra Eliseu por parte do Conselho de Disciplina. Para quem ouviu os cartilheiros na passada Segunda-Feira nos seus respetivos programas, a decisão acaba por não surpreender pois só faltou pedirem uma condecoração no próximo 10 de Junho para o Dr. Meirim, Presidente do Conselho de Disciplina. Tendo em conta aquilo que sabemos sobre a promiscuidade existente entre os Órgãos do Futebol Português e os de Carnide, também não é de surpreender que tais figuras já soubessem de antemão qual a decisão que seria anunciada no dia seguinte.

Uma condecoração no 10 de Junho para Eliseu foi também apenas aquilo que faltou ser deliberado pelo mesmo Conselho de Disciplina, depois do parecer pedido ao Sr. Vasco Santos, VideoÁrbitro da Partida, onde este senhor foi capaz de dizer que visionou perfeitamente o lance e que não lhe pareceu tratar-se de uma conduta violenta. É preciso não ter um pingo de vergonha na cara para se tecer uma consideração dessas, mas não é nada que seja de admirar por parte de um dos Padres Ordenados pelo Regime que pauta sempre as suas avaliações, dentro e também fora de campo, ao sabor dos interesses do clube para o qual é um lacaio.

Mas, como disse no início, isto é apenas mais um exemplo da forma como esse clube se coloca sempre acima da lei e Eliseu pode ser considerado uma das bandeiras dessa mesma impunidade. Desde que regressou a Portugal para alinhar no seu atual clube que agride colegas de profissão com pisadelas, cotoveladas e joelhadas sem que alguma vez tenha sido sequer expulso. Além de que esse pulha consegue proezas como a de Sábado à noite em Vila do Conde onde, com jogadas passíveis até de amostragem de vermelho direto, terminou a partida sem sequer ver um amarelo.

Também ficamos a conhecer esta semana, através do nosso Diretor de Comunicação Francisco J.Marques, mais uma das ligações do Polvo Vermelho. Bruno Paixão, ou Miguel Duarte, é um árbitro que tem feito carreira a prejudicar o FC Porto e a beneficiar o Regime. Todos nos lembrámos da escandaleira de Campo Maior, ou da única derrota de Vitor Pereira em 60 jogos do Campeonato Nacional onde esse senhor teve papel preponderante numa vergonhosa arbitragem em Barcelos. Se, na minha opinião, como todo este histórico Paixão não teria condições nenhumas para arbitrar jogos dos concorrentes diretos ao Título, depois destas revelações (que não foram desmentidas mesmo depois do próprio ter feito um Post no seu Facebook) este senhor não pode continuar a dirigir partidas de Futebol, tal como todos os outros Padres controlados pelo regime, embora alguns deles ainda andem ai a tentar, e a conseguir, desvirtuar resultados desportivos em favor de quem neles manda.

Quanto a nós, continuamos no bom caminho. Escrevo ainda sem saber qual o desfecho da Janela de Transferências, ainda assim, os sinais dados até ao momento, assim como os resultados, não poderiam ser melhores. Obviamente há uma ou outra posição que poderia ser reforçada, no entanto, caso não saia ninguém das pedras principais, estou em crer que temos um plantel bem preparado para enfrentar todas as Competições em que estamos inseridos.

Uma palavra para o mar de apoio que tem acompanhado o FC Porto desde o início da Temporada. Espero que todo este ambiente positivo em torno da Equipa se possa manter ao longo de toda a Época, independentemente de podermos ter um deslize ou outro como é normal. É muito importante mantermos esta fantástica comunhão entre Equipa e Adeptos, pois ela será, sem sombra de dúvidas, uma das bases do sucesso que todos esperamos ter em 2017/2018.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

30 agosto, 2017

UM FC PORTO QUE DÁ GOZO!


Neste meu regresso pós-férias às lides bloguísticas irei fazer um exercício um pouco diferente do habitual. Ao invés de pegar num tema, enquadrá-lo e desenvolvê-lo conforme normalmente faço nestes meus textos, vou simplesmente partilhar uns pensamentos soltos, uma vez que mesmo com a alma cada vez mais quente os motores ainda estão frios para exercícios mais elaborados. E então cá vamos:
  • Se já tinha essa expectativa desde a sua escolha o jogo de Braga trouxe-me um fortíssimo feeling que temos treinador. O Sérgio Conceição para já pode não ter feito mais do que um Paulo Fonseca em termos de resultados mas ter um timoneiro que sabe ler o que o jogo precisa, que mexe consoante as necessidades e não por dogmas, que no final fala dos jogos que todos vimos e não de uma qualquer realidade paralela que só aconteceu na sua cabeça e que não se deixa inebriar porque está a treinar o Casillas como o outro com o Lucho só pode querer dizer algo de bom. É muito cedo porque ainda nem tivemos um deslize para ver de que massa é feito? Claro que sim, mas este é o meu feeling e feelings não se discutem!

  • Provavelmente o mercado ainda terá reforços mas dá-me um enorme gozo em ver os mouros e companhia a ridicularizarem a falta de contratações no FC Porto. Coitados, ao fim destes anos todos ainda não perceberam que infelizmente para nós parece que quanto maior é a folga maiores as asneiras? Foi assim no pós Penta (Argeis, Alessandros e Rúbens Junior, entre outros craques com o dinheiro inicial da SAD…), foi assim na ressaca de Gelsenkirchen ou durante o tetra de 2006-2009, em que enchíamos o plantel de gente que não serviu para absolutamente nada. Não devíamos ter chegado ao ponto da UEFA ter alguma coisa a dizer sobre a forma como somos geridos? Não. Mas se é este o preço a pagar para voltarmos a ter alguma racionalidade no Clube sinceramente é para o lado que durmo melhor!

  • “Somos menos, com menos meios e temos telhados de vidro, não podemos contra-atacar com eficácia, eles desmontam-nos logo…” dizia-me alguém com algum peso no FC Porto há uns anos. Bullshit! Se há coisa que os últimos meses mostram é que não há um FC Porto a sério sem o espírito de luta, sejam quais forem os adversários ou os riscos que possamos correr. Acham que o “Mar Azul” surge apenas pelo que se passa nos relvados? Pela adoração à direcção do Clube? Pela confiança em jogadores e treinador? O tanas, tudo isto acontece desde o final de 2016 porque finalmente temos razões e gosto em ir à luta, já que deixamos de ver as cúpulas do Clube a terem uma postura de “mansos”, de quem tudo come e tudo cala. E afinal somos muitos mais do que alguns “estrategas” pensavam, já que pelo que temos visto até temos algum impacto neste Portugalzinho! E no meio de toda a surpresa e desabituação os lá em baixo até tremem, porque o que o Francisco J. Marques, o Universo Porto e todos nós estamos a fazer é aquilo que todos os Portistas são obrigados a fazer até ao final dos seus dias sob pena de nunca mais voltarmos a ganhar nada de jeito: não dar tréguas a ninguém, custe o que custar, porque enquanto vivermos neste país profundamente centralista e de provincianos emigrados deslumbrados na capital nada funcionará verdadeiramente bem nem no Futebol nem no resto da sociedade!

  • É tão bonito ver os novos projectos de defesa do Clube a brotar quase todos os meses, a juntarem-se aos que fizeram a tão penosa “travessia do deserto” pós Apito Dourado… Ver tanta gente a dar a cara nas redes sociais para expor o Polvo ao ridículo da sua existência e dos seus procedimentos supostamente invencíveis… E no meio disto tudo ainda se podem achar com sorte: se o nosso Presidente tivesse menos 20 anos então é que eles iam levar tantas que nem em 10 anos se levantariam!
E está partilhado o essencial, que é hora de ver se o “There will be blood” do Francisco J. Marques era a sério ou era só mesmo para os pôr a tremer umas horas…

Mas aconteça o que acontecer um coisa é certa: poucas coisas nos dão mais gozo do que ter deixado de ser o alvo fácil e ter passado ao ataque, seja no campo ou fora dele, como nos bons velhos tempos!

27 agosto, 2017

APROVADO COM DISTINÇÃO.


BRAGA-FC PORTO, 0-1

Antes da 4ª Jornada, a crítica e o “zé da bola” estavam permanentemente a debitar que o FC Porto, esta época, ainda não tinha tido um verdadeiro teste para aferir a qualidade da equipa.

Esperavam que o primeiro teste em Braga viesse a revelar as verdadeiras fragilidades da equipa. Uns já esfregavam as mãos de contentes e outros estavam a afiar as facas para trucidar jogadores e equipa. Quem são tais figuras? Os mesmos de sempre.

São aqueles que nos querem sempre mal. Mas há outros que ainda são piores: os dissimulados que aparecem em algumas das bancadas do Dragão e os que estão sempre com a caneta na mão.


Enganaram-se e tiveram que guardar as suas ferramentas para outra oportunidade. Este é um FC Porto a caminhar para a fase adulta. Com muito para crescer, a equipa mostra bons pormenores, alguma maturidade e gestão correcta do jogo.

É certo que detectamos facilmente fragilidades na equipa mas o Dragão também tem coisas boas. E uma delas é ter tido a capacidade de aproveitar o que de bom foi feito na época passada. Mas com pormenores importantes: melhorou e acrescentou metros no relvado.

A atitude e a postura da equipa são diferentes. Os jogadores são os mesmos mas o toque de midas do técnico faz a diferença. Sérgio Conceição, pois claro! A ele se deve o upgrade operado neste naipe de jogadores.

Frente ao Sp. Braga, uma equipa tradicionalmente difícil, timbrada para conquistar o 4º lugar e, quiçá, beliscar os três grandes, o FC Porto teve uma entrada muito bem conseguida e triunfante.



O Dragão entrou fortíssimo. Aos 7 minutos estava na frente do marcador, num lance de génio de Corona. O mexicano interceptou uma bola junto à entrada da área, picou-a por cima de Sequeira e de primeira fez o resultado do jogo.

Se estivéssemos na época passada, esta equipa com o outro timoneiro, teria logo recuado no terreno e tentaria controlar o jogo longe da baliza adversária. Mas o actual Porto jamais tem essa postura. O chip mudou completamente. Sérgio Conceição jamais se dá por satisfeito e exige mais à equipa. Sempre mais!

As oportunidades surgiram em catadupa. Brahimi, Aboubakar e Felipe desperdiçaram no mesmo lance a baliza de Matheus e pouco depois, Marega rematou contra a cabeça do guardião contrário. Por outro lado, viu-se um Brahimi endiabrado e sempre carregado com faltas para cartolinas que ficaram no bolso do sabujo de serviço.

Foi esta a maior pecha no jogo dos azuis-e-brancos. O desperdício em frente à baliza. Na hora de rematar, os jogadores terão, no futuro, que ser mais eficazes para evitar passar por momentos complicados. O FC Porto não marcou e o Sp. Braga começou a ganhar confiança.


Subiu no terreno e causou algum perigo junto da baliza de Casillas. No entanto, o golo nunca esteve iminente, longe disso. Foram apenas dois momentos de algum perigo para a baliza dos Dragões.

Na etapa complementar, seria importante que o FC Porto tivesse uma boa entrada tal como na etapa inicial. Corona foi substituído por Otávio mas os portistas não precisaram de carregar muito no acelerador.

O Sp. Braga acusou o desgaste físico e os portistas tiveram oportunidades de “matar” o jogo por mais do que uma vez. Aboubakar, desmarcado por Danilo, surgiu isolado à entrada da área e rematou escandalosamente ao lado e, pouco depois, Alex Telles, numa iniciativa individual, enviou uma bola ao poste. Registo ainda para um livre muito bem ensaiado no início da segunda parte que não deu o 2-0 a Otávio por muito pouco.

Sérgio Conceição esteve muito bem na gestão da equipa e nas substituições. Colocou A. André e Herrera no meio-campo, de forma a controlar o jogo, tirando Óliver (desgastado) e Brahimi (em decréscimo).


O jogo terminou com o FC Porto a controlar perfeitamente o jogo e a bola frente a um Sp. Braga a querer fazer mais mas a não ter condições para fazer melhor.

Assim vai o Dragão. Com 4 jogos, o FC Porto alcançou outras tantas vitórias. Marcou 9 golos e ainda não sofreu qualquer golo.

A Liga NOS vai sofrer uma interrupção por motivos de compromissos das selecções nacionais. Depois regressam mais jogos com a Liga NOS a entrelaçar-se com a Champions League. Um novo ciclo de jogos espera o Dragão.

Registo final apenas para o homem que anda lá no meio das duas equipas. Que vergonha de postura e de atitude demonstradas em campo. Dualidade de critérios a nível disciplinar, postura diferenciada para com as duas equipas, conduta vergonhosa e prestação medíocre.

“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem.”




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Este FC Porto é muito competitivo”

Entrada forte
“Globalmente, foi um bom jogo. Entrámos muito forte no jogo, com muita intensidade e vontade de “agredir” o adversário, procurando chegar à baliza. Aqui ou acolá perdemos o equilíbrio defensivo, mas a nossa primeira meia-hora foi fantástica. Nos últimos 15 minutos da primeira parte, o Sporting de Braga cresceu, mas mais por erros individuais da nossa parte. Houve um ou outro momento em que a equipa ficou desconfiada do que estava a fazer em termos defensivos. No intervalo alterámos o 4-4-2 para 4-3-3, de forma a tentar equilibrar o jogo interior e dominar as características apresentadas pelo Sporting de Braga no final da primeira parte.”

Vitória sem contestação
“Não houve um remate enquadrado do Sporting de Braga. Na segunda parte fizemos um jogo consistente, com muita coesão. Poderíamos ter feito mais dois ou três golos e merecíamos. É curto vencer pela margem mínima, mas o futebol é isto e temos de ser mais eficazes. Somos justíssimos vencedores. Quando conseguimos controlar o Sporting de Braga metemos o jogo no bolso, mas o Sporting de Braga é uma equipa competitiva e vai fazer um campeonato de acordo com os pergaminhos do clube.”


Mar azul em Braga
“Tenho de dar uma palavra aos sete mil portistas que estiveram aqui e que foram fantásticos. Este mar azul vai continuar, e vai continuar porque os adeptos acreditam nos jogadores, que são fantásticos. Só com o contributo diário dos jogadores conseguimos ter uma equipa tão competitiva.”

Muito campeonato por jogar
“A procissão ainda vai no adro. Há muito campeonato por jogar e muitos pontos em disputa. Este FC Porto é muito competitivo e vai lutar pela vitória em todos os estádios. Acredita de forma convicta de que, no final, vamos ter mais um ponto do que o segundo classificado.”

Casillas: quatro jogos sem sofrer golos
“Não gosto de individualizar. O FC Porto fez uma exibição fantástica. Não sofrer glos é um processo que envolve todos e não apenas o guarda-redes. Continuamos sem sofrer golos e isso é muito bom, mas depende do Casillas e de todos os outros.”



RESUMO DO JOGO

25 agosto, 2017

AQUI NAS ANTAS NINGUÉM PASSA.


Já dizia o mítico cântico dos Super Dragões entoado desde a Curva Sul do estádio das Antas. O FC Porto entra para ganhar em todos os jogos e terá sempre apoio em qualquer estádio onde suba ao relvado, mas jogando em casa, ultras, sócios, adeptos e simpatizantes têm de estar unidos como nunca em torno da equipa. Em nossa casa, no nosso território, temos de ser um só a puxar 90 minutos pelo FC Porto. Nas nossas bancadas, no nosso relvado, mandamos nós. Os jogadores têm de se sentir confiantes e confortáveis durante o tempo de jogo, têm de sentir que não estão sozinhos, têm de sentir que as nossas almas estão com eles e a empurrá-los para a vitória.

Já vem sendo hábito e é perfeitamente natural que o início da época corresponda sempre a afluências às bilheteiras e casa cheia. Novo treinador, parte tudo do zero, expectativas renovadas, confiança absoluta em resultados positivos e claro, férias, Agosto, sol, calor, tudo se propicia a encher o estádio.


Três jogos realizados no estádio do Dragão, um amigável e já dois para o campeonato, três grandes assistências. O meu apelo vai no sentido de nos mantermos assim. Sei que não vamos ter sempre casas a rondar os 50 mil até Maio mas façam um esforço por manter a militância porque isso é mesmo muito importante para a equipa. O Danilo ainda agora no fim do jogo com o Moreirense veio dizer que os adeptos são sempre importantes, mas mais importantes são neste tipo de jogos, que não são considerados grandes e onde à partida vão apenas “os mesmos de sempre”. Nestes jogos ganham-se campeonatos, mesmo que esteja frio e chuva e no dia seguinte nos tenhamos que levantar cedo para trabalhar.

Vamos manter a postura, continuar a apresentar grandes molduras de suporte ao FC Porto, onde quer que joguemos. O grito no final do jogo, já imagem de marca, devem ser dados pelo FC Porto, jogadores e adeptos, e não só pelos jogadores. É uma comunhão entre todos, é o terminar de mais uma batalha, o festejar de mais três pontos rumo aquilo que todos desejamos.


E próxima é em Braga. A temporada passada (há quatro meses) enchemos por completo uma bancada superior inteira do estádio AXA. Foi a nossa maior enchente desde a inauguração daquele estádio. Fala-se em levar novamente 7000 Dragões ao Minho, façam-se à estrada, é o último jogo antes da paragem para as seleções, vamos conquistar a quarta vitória noutros tantos jogos.

Lá estaremos com o pendão que leva o escudo da cidade.

Um abraço ultra.

24 agosto, 2017

LIGA CAMPEÕES 2017/2018 - SORTEIO FASE GRUPOS.


Mónaco, Besiktas e Leipzig são os adversários na Champions
Recordista de participações na prova, FC Porto integra o Grupo G da edição 2017/18 da Liga dos Campeões

O sorteio da fase de grupos da edição 2017/18 da Liga dos Campeões, que esta quinta-feira decorreu no Forum Grimaldi, no Mónaco, ditou que o FC Porto terá como adversários os franceses do Mónaco, os turcos do Besiktas e os alemães do Leipzig. Os Dragões integram o Grupo G da maior competição mundial de clubes, na qual são recordistas de participações (22), a par de Barcelona e Real Madrid.

O Mónaco, orientado pelo português Leonardo jardim, encabeça o grupo. Apresentando-se como cabeça de série no sorteio, depois de se ter sagrado campeão francês em 2016/17 pela oitava vez, o emblema monegasco reaviva as melhores memórias dos adeptos portistas, uma vez que o único encontro oficial dos azuis e brancos frente aos franceses valeu a conquista da Liga dos Campeões, em 2004. Do lote de estrelas à disposição de Leonardo Jardim, dois nomes destacam-se dos demais: João Moutinho e Falcao. Os dois têm reencontro marcado com o FC Porto, clube ao serviço do qual colecionaram títulos entre 2010 e 2013, incluindo uma Liga Europa.

Quanto ao Besiktas, campeão turco em 2016/17, conta com quatro jogos disputados frente ao FC Porto. O saldo é positivo para os portistas, que entre confrontos na Liga dos Campeões e Liga Europa (4), somam três triunfos e um empate. Na época 2010/11, que terminou com a conquista da Liga Europa, em Dublin, os Dragões cruzaram-se com os turcos no Grupo L, tendo empatado no Dragão (1-1) e vencido na Turquia (3-1). Antes, na época 2007/08, os dois clubes jogaram no grupo A da Liga dos Campeões, com os Dragões a garantirem a vitória em casa (2-0) e fora (1-0). Uma das curiosidades desse duplo confronto tem a ver com um dos marcadores dos golos. Ricardo Quaresma, que agora veste a camisola do Besiktas, foi decisivo, tendo marcado nos dois encontros pelo FC Porto. Outro ex-portista atualmente ao serviço dos turcos é Pepe, que este defeso trocou Madrid por Istambul.

Quanto ao Leipzig, que entra na Liga dos Campeões após um surpreendente segundo lugar na Liga alemã em 2016/17, faz a sua estreia na liga milionária. Orientado pelo austríaco Ralph Hasenhüttl, o clube alemão, que “renasceu” há pouco mais de oito anos, firma mais um passo na sua meteórica ascensão, impulsionada pelo forte investimento da uma conhecida marca de bebidas energéticas. Entre jovens estrelas, como os avançados Timo Werner ou Naby Keita, há também o avançado português Bruma, que integra um plantel que na sua maioria é composto por ​jogadores alemães.

Calendário do Grupo G (horas de Portugal Continental)
1.ª jornada: FC Porto-Besiktas (13/09, 19h45)
2.ª jornada: Mónaco-FC Porto (26/09, 19h45)
3.ª jornada: Leipzig-FC Porto (17/10, 19h45)
4.ª jornada: FC Porto-Leipzig (01/11, 19h45)
5.ª jornada: Besiktas-FC Porto (21/11, 17h00)
6.ª jornada: FC Porto-Mónaco (06/12, 19h45)




23 agosto, 2017

NOTAS CURTAS (MAS PROVERBIAIS) DE AZUL E BRANCO.


Plantel Curto – Quem não tem cão…
3 jogos, 3 vitórias, 9 pontos. No entanto, olho para o plantel do FC Porto e, passada a euforia da pré-época, começo a sentir pequenos calafrios em vésperas do primeiro teste a doer, em Braga. Explico porquê:
- quem joga em 4x4x2 tem que estar dotado obrigatoriamente de vários avançados capazes e em condições de entrar a qualquer momento. Soares, fruto das cargas físicas da pré-época, já está no estaleiro. Sobram Aboubakar, Marega (embora estando a surpreender pela positiva, é curto para um determinado tipo de futebol mais apoiado e rendilhado) e Rui Pedro (uma incógnita ainda, um projecto de jogador). Dificilmente o FC Porto poderá abordar uma época inteira com estes 4 nomes. Basta olhar para o principal rival para perceber a desproporção de forças e de qualidade comparando os sectores;
- a gripe de Ricardo assusta e de que maneira. Ricardo é o melhor lateral do plantel (pese embora a excelente forma de Alex Telles) e pode ainda ser, a meu ver, o principal substituto de Brahimi e Corona, claramente escassos para as duras exigências de uma temporada inteira. Maxi já não é o jogador que era, mas pode ser opção no caso de Ricardo ser chamado a jogar pela ala, pelo que me parece que uma possível saída de Ricardo Pereira seria um forte rombo na planificação da época portista. Hernâni e Octávio têm acrescentado pouco sempre que entram, pelo que a contratação de um extremo veloz deveria ainda estar em cima da mesa. Frente ao Moreirense, a entrada de Layun deu também a entender que Sérgio Conceição vê no mexicano uma possível alternativa para a posição de extremo. Quem não tem cão caça com gato e nos anos 90 era assim que preparávamos as épocas, mas convenhamos que é arriscado. A lavagem que o Jornal O JOGO vem promovendo a favor de Maxi, a fazer lembrar as tácticas do pasquim A BOLA, não augura nada de bom. E é bom que O JOGO não se esqueça que os portistas não se guiam pelos mesmos parâmetros de outros.;
- na zona central, Danilo e Oliver já perceberam que não terão descanso neste sistema engendrado por Sérgio Conceição. Vai-lhes ser exigido muito e sempre em alta rotação. Os substitutos são Herrera e André André. A época é longa, vem aí a Champions League e diria que um box-to-box com capacidade física entraria como uma luva (Wendell ?). A menos que Herrera, claro, confirme finalmente todo o potencial que de facto tem.

Síndromes Gripais – Onde há fumo…
Por falar em Ricardo Pereira, olho para a história mais ou menos recente e recordo-me de ver o supersónico Bosingwa impedido de jogar uma Final da Taça de Portugal frente ao Sporting devido a uma suposta mialgia. João Paulo alinhou no seu lugar e perdemos o caneco com um golo de Tiuí.
Em 2011, VP foi obrigado a colocar Fernando no banco e alinhar com Souza e Guarín frente ao super-Barça de Guardiola. Pese embora uma excelente exibição, Guarín, na zona 6, inventou uma fabulosa desmarcação para Messi inaugurar o marcador.
Por outro lado, lembro-me de Slimani em Alvalade estar no 11 inicial leonino frente ao FC Porto, molhar a sopa e no dia seguinte partir de armas e bagagens para o Leicester.

Kick-Off de Duarte Gomes – Quem te avisa…
O ex-árbitro Duarte Gomes, reconhecidamente anti-Porto, acaba de lançar um projecto a solo, chamado Kick-Off, para já em livro e em formato website com vídeos e textos sobre casos de arbitragem.
Convirá perceber quem está por detrás desta rampa de lançamento de Duarte Gomes. Depois de Vítor Pereira, depois de Pedro Proença, desta vez não nos vão apanhar na curva e adormecidos. Basta aliás ver quem esteve no lançamento deste projecto de Duarte Gomes: Fontelas Gomes, do Conselho de Arbitragem, Pedro Henriques, Rui Costa, Carlos Manuel, Pedro Proença, entre outros.
As perguntas que devem ser feitas: quem paga este projecto de Duarte Gomes? Quem está por detrás desta rampa de lançamento? A quem importa promover Duarte Gomes? Porque está Duarte Gomes no Jornal A Bola? Porque razão Duarte Gomes é agora presença assídua na SIC Notícias? Questões que, com certeza, em breve ficarão nítidas aos olhos de todos.

Seri a caminho do Barcelona – Errar é humano
Poucos se lembrarão de Seri, médio ex-Paços de Ferreira, que passou pelo FC Porto sem grande alarido. Não se pode acertar sempre e só podem jogar 11. Quem não se lembra do centralão Thiago Silva, que passou pela nossa Equipa B e depois acabou por fazer uma grande carreira em Itália e França, assim como ao serviço da Canarinha? O objectivo será sempre acertar mais vezes do que se erra.

Público no Dragão rima com discurso de Conceição – Quem fala assim…
Depor: 50.818; Estoril: 48.011; Moreirense: 46.509. Esperemos que estas assistências não sejam fruto da tradicional silly season e dos vários portuenses e demais nortenhos que no Verão voltam à sua terra natal, mas sim devido a um estreitar de relações entre o clube e os adeptos. Sérgio Conceição, parece-me, tem aqui um papel fulcral ao apresentar um discurso condizente com o que os adeptos azuis e brancos vêm no relvado. Quando o Porto joga mal, o treinador não engonha e não inventa visões paralelas. Imediatamente depois do jogo com o Moreirense, referiu que a partida nem sempre foi bem jogada e que Octávio não havia entrado bem na partida. Uma visão exactamente igual à do adepto comum, bem diferente do discurso para inglês ver do anterior treinador, que não fugia dos lugares comuns e das frases redondas. Conças não tem discurso Somos Porto, mas sim discurso à Porto, que são coisas bem diferentes.

A propósito do manuel machadêsQuem muito fala…
Manuel Machado tem razão em ter dito o que disse. O futebol lusitano é mais desnivelado a cada ano que passa. Esse fenómeno, aliás, assume uma tendência ainda mais pornográfica no país vizinho, enquanto que Itália caminha a passos largos para o mesmo. Só Inglaterra, devido à centralização dos direitos televisivos, escapa para já a essa desproporção de forças.
De facto, o Moreirense e o seu futebol quase deram pena de observar. Fica a questão: os jogadores do Moreirense são fraquíssimos, os jogadores do FC Porto são fortíssimos ou Manuel Machado é que estagnou no tempo?
E a última nota: alguém que recorde a Manuel Machado quem foi o clube que, à revelia do pacto não escrito entre os clubes nacionais para uma negociação centralizada dos direitos televisivos, foi negociar directamente com uma conhecida operadora nacional?

Os mendilhões do templo – Diz-me com quem andas…
Rúben Neves no Wolves custou-nos a todos, atendendo ao conflito de interesses que existe no caso vertente: Rúben foi (mal) treinado durante uma época por NES, que o desvalorizou de forma brutal. No final da época, o empresário do jogador, também empresário do treinador, coloca-o no novo clube do treinador, da II Divisão Inglesa. O FC Porto e o próprio Rúben Neves têm culpas no cartório por porem dentro de casa quem não merece sequer estar à nossa porta.
Por falar em mendilhões, Gonçalo Guedes (30M, não esquecer) não consegue mais enganar o PSG e pelos vistos não irá fazer parelha de ataque com Neymar, ao contrário do que prometiam os jornais lisboetas. Irá para Valência, clube onde já esteve também André Gomes, que agora está no Barcelona, para infortúnio dos catalães, que agora têm ainda que levar com o novo Daniel Alves chamado Nélson Semedo. É caso para dizer que a decadência culé não espanta ninguém. Do Valência sai também João Cancelo, por troca com Kondogbia. Benfica. Rio Ave. Braga. Valência. Atlético de Madrid. Barcelona. Wolverhampton. Fazem quase lembrar aquelas empresas-fantasma criadas pelo Grupo Espírito Santo para ocultar a sua dívida. Quem se mete por atalhos…

Belenenses e Eliseu – Com amigos destes…
Não há grandes palavras para a entrada assassina de Eliseu não ter sido sancionada com vermelho directo (podia ter partido a perna ao jogador do Restelo), nem sequer com falta, muito menos com amarelo. O VAR, pelo que já se começa a ver, é apenas mais uma distracção para inglês ver: não serve para nada e, se servir, vai ser utilizado para beneficiar o mesmo de sempre. O processo sumaríssimo, como já se prevê, ficará na gaveta.
Nada que preocupe muito o Belenenses do Dragão de Ouro Rui Pedro Soares, claro está. Nos últimos 8 jogos entre essas duas equipas, como bem notou o Baluarte Dragão, a contabilidade já vai em 27x0 a favor do Benfique, para vergonha e nojo dos adeptos de uma instituição histórica do futebol português. O caso Miguel Rosa, esse, já pertence à categoria da comédia. O Belenenses de hoje mais não é do que um clube satélite do seu vizinho da segunda circular. Não sou eu que o digo, mas sim os próprios adeptos do Belenenses, conforme podem ler AQUI. Este movimento independente do verdadeiro Belenenses, onde se incluem homens como Jorge Coroado, expõe as bonitas ligações entre Rui Pedro Soares, Portucal Telecom, Sócrates, Santos Silva, BTV, entre outras personagens e instituições. Leiam que vale a pena.
Estive ontem, por acaso, a jantar em pleno Estádio do Restelo, na Petisqueira Matateu, entre amigos, num ambiente que já existe pouco em Portugal, nas instalações de um estádio, ao ar livre, entre o museu, departamento de formação, estátuas de velhas glórias, torniquetes, paredes de cimento bem pintadas, camionetas e restaurantes do clube, pavilhões, entre outras velhas preciosidades que foram destruídas aquando do vendaval chamado Euro 2004. À saída, defronte da estátua de José Manuel Soares (Pepe) ocorreu-me a ideia: se eu fosse dirigente do FC Porto, este seria o ano de quebrar de tradições e, pela primeira vez em muitos anos, não existiria a mítica coroa de flores para o malogrado atleta do Belenenses, pois aos vendidos não se deve oferecer mais do que desprezo. E mais: pela primeira vez na nossa história devíamos dar um Dragão de Ouro como não entregue e exigir a sua devolução imediata (com custos a ser suportados pelo remetente) aos escritórios do FC Porto. Não sem antes pedir desculpas públicas a Pepe e aos verdadeiros adeptos do clube do Restelo.

José Manuel Soares "Pepe", a quem o FC Porto tradicionalmente deposita uma coroa de flores antes do Belenenses x FC Porto.
Jorge Sousa e o politicamente correcto – Com papas e bolos…
O politicamente correcto chegou ao último reduto ainda aparentemente inviolado: o futebol. O caso é caricato, mas merece atenta análise. Um jogador sérvio dirige-se em maus modos ao árbitro da partida, perguntando-lhe se o mesmo está a brincar. O árbitro, e muito bem, impõe o respeito e pergunta-lhe com quem ele pensa que está a falar e para se dirigir para a puta da baliza. Um episódio mais que banal, que ocorre todos os fins-de-semana em qualquer estádio desse país fora, independentemente da região ou do escalão. Claro que em Lisboa o tratamento aos jogadores por “querido” é mais apreciado e Jorge Sousa é clara e obviamente um alvo a abater, por se tratar de um árbitro nortenho, proveniente – Deus do céu – da cidade do Porto.
Jorge Sousa ficará 3 jogos na jarra por ter proferido palavras mais feias – pasme-se – a um atleta num jogo que lhe competia dirigir. E Eliseu, que podia ter acabado com a carreira de um colega de profissão, quantos jogos ficará na jarra? Pergunta para queijinho…

Rodrigo de Almada Martins