27 dezembro, 2012

Calcanhares de Aquiles portistas

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O Porto tem um onze base a roçar a perfeição (para um equipa portuguesa) em termos de simbiose e qualidade da equipa, em termos de juventude e experiência, mas será que não tem os seus calcanhares de Aquiles?

Na minha opinião sim, mas esses não residem no onze base, no onze base temos um grupo de jogadores com muita qualidade tendo em Varela um ponto menos forte em termos de qualidade individual (não um ponto fraco), mas compensando com a sua voluntariedade para defender e Danilo pela incerteza de saber se a evolução que se verifica será rápida o suficiente para na altura H desta época ser considerado um ponto forte da equipa.

Então onde residem os pontos fracos deste Porto? Simples, no banco.

Mas não em todas as posições, por exemplo para defesas centrais, guarda redes, defesas laterais ou até mesmo extremos (não com tanta qualidade como nas posições atrás referidas); temos soluções fantásticas, que seguramente serão as primeiras opções do futuro.

O problema reside principalmente no meio-campo, o Porto tem 3 jogadores no onze-base que fazem do meio campo portista um dos 5 melhores da Europa, pois não só têm qualidade individual nas suas tarefas como essas estão bem atribuídas para as características de cada um, ou seja, existe nestes 3 jogadores, Moutinho, Fernando e Lucho uma qualidade idêntica à sua complementaridade.

A questão é quando falta um destes jogadores ou mais do que um. E nesse caso temos um e só um jogador para substituir Lucho, Moutinho e Fernando, que é Defour, que é um excelente jogador, na minha opinião um 6 que faz bem a posição 8 e não o contrário, ou seja, a substituir Fernando a equipa perde, mas não perde muito, a substituir os outros dois a equipa perde e perde muito. E não existe mais ninguém, Castro como sempre disse é um jogador banal com um carácter fora de série, mas não chega para jogar no Porto.

O outro lugar onde não existe alternativa é para o melhor ponta de lança a jogar em Portugal de longe, é que se Martinez tem essa condição, também não é menos verdade que a alternativa é bem pior que as disponíveis no rival da Luz, Kléber é um jogador a precisar de ser emprestado para ganhar confiança e voltar.

Concluindo, o Porto continua a ser o plantel mais equilibrado do futebol nacional, mas já foi mais equilibrado do que o é hoje. Com sorte até poderemos acabar a época sem que isso se note, mas mesmo sem muito azar isso irá notar-se inevitavelmente.

fonte: relvado.sapo.pt

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