30 dezembro, 2012

Moutinho manteve intactas as esperanças

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Estoril Praia 2-2 FC Porto

Taça da Liga, 3ª fase, grupo A, 2.ª jornada
30 de Dezembro de 2012.
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.
Assistência: 3.287 espectadores.


Árbitro: Paulo Batista (Portalegre).
Assistentes: Inácio Pereira e João Loureiro Dias.
Quarto árbitro: Manuel Oliveira.

ESTORIL: Mário Matos; Anderson, Bruno Miguel, Steven Vitória e Tiago Gomes; Gonçalo, João Coimbra (cap.) e Evandro; Carlitos, Luís Leal e Licá.
Substituições: João Coimbra por Elizeu (69m), Luís Leal por Carlos Eduardo (85m) e Evandro por Pedro Henrique (90m).
Não utilizados: Vagner, Bruno Nascimento, Jefferson e Dieguinho.
Treinador: Marco Silva.

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Kelvin, Jackson e Varela.
Substituições: Jackson por Defour (46m), Fernando por Atsu (67m) e Kelvin por Sebá (79m).
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Castro e Abdoulaye.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Steven Vitória (15m e 61m, pen.), Jackson (31m) e João Moutinho (89m).
Cartões amarelos: Danilo (14m), João Coimbra (21m), Lucho (26m), Steven Vitória (58m) e João Moutinho (90m+2).

Um golaço de João Moutinho, num remate de fora da área, aos 89 minutos, permitiu ao FC Porto empatar no terreno do Estoril (2-2), num jogo em que os Dragões encontraram uma forte oposição do adversário e adversidades em momentos-chave. O carácter demonstrado pela equipa permite-lhe chegar à última jornada da fase de grupos da Taça da Liga dependendo apenas de si própria para passar às meias-finais.

Num estádio em que estiveram, tal como no encontro da Liga, em Outubro, muitos portistas, foi precisamente o FC Porto a dar o primeiro sinal de perigo. Jackson, aos oito minutos, cabeceou para a defesa de Mário Matos, após canto de João Moutinho. Seriam porém os "canarinhos" a chegar ao golo, por intermédio da Steven Vitória, na conversão de um livre sem hipóteses para Helton.

O Estoril é uma equipa organizada, lutadora e com avançados bastante rápidos, mas não tinha até aí criado lances de perigo. De resto, sem deixar de incomodar a defesa do FC Porto, não obrigaria Helton a mais jogadas de apuro na primeira parte. Os Dragões, por seu lado, veriam Otamendi ser derrubado à entrada da grande área do Estoril, sem que Jorge Ferreira assinalasse qualquer falta. Segundos depois, o juiz não hesitou em mostrar o cartão amarelo a Lucho, num lance praticamente idêntico. Seguindo esse critério, fica igualmente por mostrar o segundo amarelo a João Coimbra, num derrube a Lucho.

Apesar das adversidades, Jackson voltou a marcar no terreno do Estoril, aos 31 minutos, antecipando-se de cabeça a Mário Matos. Aos 40, uma "bomba" de Danilo saiu um pouco acima do poste da baliza dos visitados e João Moutinho teve ainda uma oportunidade para chegar ao segundo golo antes do intervalo.

Com Defour no lugar de Jackson após o descanso, o FC Porto prolongou a superioridade que vinha evidenciando desde o golo do colombiano. Defour atirou por cima da trave aos 51 minutos e depois foi Kelvin, após cruzamento de Varela, a cabecear para fora, no coração da área. O Estoril respondeu e, aos 53, Helton defendeu dois remates consecutivos de Luís Leal.

O FC Porto tinha mais posse de bola, mas foi o Estoril a chegar ao golo, num lance em que o árbitro assinalou um toque de Otamendi com a mão num lance completamente involuntário. Steven Vitória converteu o penálti, aos 61 minutos, e a formação estorilista passou a defender a magra vantagem. João Moutinho esteve perto de a anular, aos 70, mas Mário Matos defendeu o remate rasteiro.

A justiça no marcador chegou já perto do fim, aos 89 minutos: João Moutinho teve uma nesga de espaço à entrada da área estorilista e disparou sem hipótese de defesa para Mário Matos. O FC Porto nunca desistiu de chegar ao golo e conseguiu-o com justiça, recorrendo ao carácter e ambição do grupo de trabalho.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

O treinador Vítor Pereira enalteceu o comportamento dos jogadores do FC Porto no Estoril, onde o empate alcançado (2-2) permite aos Dragões manter-se na liderança do grupo A da Taça da Liga. Uma vitória frente ao Vitória de Setúbal, na última jornada, dá direito a apuramento para as meias-finais.

"Foi um jogo complicado, frente a uma boa equipa, bem organizada, com bons jogadores. Foi um encontro competitivo, em que fomos buscar o resultado ao nosso carácter como equipa. A qualidade neste relvado é complicada, porque há muitos ressaltos. Não estamos completamente satisfeitos porque não chegámos à vitória, mas estou muito satisfeito com o comportamento da equipa. Com este resultado, dependemos apenas de nós próprios para chegar à meia-final", afirmou o técnico na sala de imprensa do Estoril.

Vítor Pereira sublinhou que as suas escolhas estiveram relacionadas com a necessidade de dar ritmo aos jogadores para os próximos desafios: "Esta paragem provoca uma quebra de ritmo. Saímos da Taça de Portugal, não ficámos satisfeitos e queremos seguir em frente e se possível vencer a Taça da Liga. Mas esta paragem também vem na altura certa para poder descansar um bocadinho e estar junto das famílias".

O treinador explicou ainda a saída de Jackson Martínez ao intervalo: "É a única opção que temos de raiz para jogar como ponta-de-lança. Depois da viagem que fez, com um jet-lag muito grande, é natural que sinta algum cansaço. Não quisemos arriscar a sua continuidade porque temos jogos importantes e tivemos de o retirar".



RESUMO DO JOGO

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