24 dezembro, 2012

Dois mil e doze

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O ano não começou nada bem para o Dragão. O empate do FC Porto em alvalade permitiu ao clube do regime passar para a liderança da liga com 2 pontos de vantagem. No entanto, estava guardado para o final do mês o único desaire no campeonato de toda a época 11/12. A derrota em Barcelos num jogo em que o FC Porto para além de não ter jogado nada, também teve contra si Bruno Paixão, um verdadeiro artista que em Barcelos repetiu o mítico “trabalhinho” feito há uns anos atrás em Campo Maior. O FC Porto ficava a 5 pontos da liderança, e a partir dali perder mais pontos para o 1º seria entregar todas as hipóteses de revalidar o título. A única boa notícia do mês de Janeiro foi o regresso de Lucho, um dos melhores médios do futebol europeu e cobiçado por clubes italianos e espanhóis, que preferiu vir para o FC Porto mesmo com um ordenado inferior ao que ganhava em França e ao que provavelmente iria ganhar em Espanha ou Itália! Um grande jogador e um grande HOMEM!

Fevereiro foi um mês importante no que à revalidação do título diz respeito. Depois de ficar a 5 pontos da liderança após a trágica derrota de Barcelos parecia claro que a equipa tinha de arrepiar caminho rapidamente, encurtando o mais rápido possível a diferença que a separava do topo. O 2º lugar para além de ser desconfortante, era algo de raro no Dragão, do outro lado era a fanfarronice do costume, “eles” estavam excitadíssimos com a rara liderança (o lugar natural do FC Porto) e começaram a sua habitual campanha denominada pela generalidade da comunicação social de “onda vermelha”. Enquanto o FC Porto recompunha-se do valente “soco no estômago” e lá ia ganhando os seus jogos com maior ou menor dificuldade, eis senão quando os patetas do costume lá se espetaram em duas saídas difíceis, perdendo em Guimarães e empatando em Coimbra, resultados que segundo os seus dirigentes apenas se deviam ao fator do costume: os árbitros. Nada a que não estivéssemos habituados, ou seja, os árbitros como únicos culpados de toda e qualquer derrota! Claro está, incompetência, fanfarronice e o pensamento de que o “campeonato já estaria no papo” foram os ingredientes suficientes para os encornados perderem 5 pontos para o FC Porto que reassumiu a liderança do campeonato, antes da fundamental visita ao “salão de festas”.

Ao 2º dia do mês de Março foi fundamental para o FC Porto. Era a visita ao galinheiro, as duas equipas empatadas no topo da tabela, num jogo em que claramente quem saísse vencedor daria um passo importante rumo ao título. No jogo propriamente dito, foi uma grande vitória baseada na melhor capacidade dos jogadores do FC Porto e também numa astúcia (nunca antes vista) de VP que arriscou tudo quando o resultado estava em 2/1 e virou o resultado na última meia hora, muito por culpa também de um génio chamado James Rodriguez. O FC Porto ganhava um alento importante para o caminho do título. O que se seguiu depois foi a um trabalho fantástico de branqueamento da comunicação social, junto à habitual demagogia de se arranjar um único lance como causador do resultado. Não deixou de ter piada o imenso choradinho à volta do 3º golo do FC Porto, em que Maicon estava adiantado, quando uma análise à totalidade dos lances desse jogo demonstrou uma outra verdade, alicerçada em vários lances que ocorreram antes mesmo desse golo de Maicon. Desde o 2º golo encornado que surgiu de uma falta inexistente, passando ao ridículo lance de cardozo a jogar andebol na sua área, foram várias as razões de queixa do FC Porto. No entanto, o que ficou para a história foi mesmo a vitória do FC Porto num estádio em que parece ser mais fácil vencer do que quando vamos ao Restelo. Por incrível que pareça, até final do mês o FC Porto voltou a demonstrar a sua irregularidade exibicional, perdendo pontos na Mata Real, e em casa frente à Académica. Chegamos ao final do mês em 2º lugar atrás do Braga, mas à frente dos encornados, aquele que realmente era o nosso rival na luta pela liderança. Para além disso, jogamos os 16 avos da liga europa numa eliminatória para esquecer com o Man. City. Ainda assim a pesada derrota em Inglaterra, não traduziu o que se passou em campo, num jogo em que o FC Porto equilibrou durante grande parte do jogo, mas acabou por ser traído por erros infantis que ditaram o resultado final.

Abril foi o mês da consagração do título nacional. A vitória em Braga e nos barreiros selou mais um saboroso título de campeão nacional. A aselhice e incompetência do adversário fez o resto. A 2 jornadas o fim o FC Porto lá conquistava mais um título, difícil, numa época com grandes contrariedades, vários altos e baixos, muita inconstância exibicional, mas com o principal objetivo cumprido.

Em Maio mais uma vez se voltaram a abrir muitas garrafas de champanhe nos lares dos Portistas. Festejar foi a palavra de ordem, mas também houve espaço para reflexão do que tinha corrido mal na época. O principal objetivo tinha sido conquistado, mas a eliminação prematura na taça de Portugal, e uma fraca prestação europeia acabaram por levar a uma época não totalmente satisfatória. Havia portanto lugar a muita reflexão, corrigir erros e sobretudo começar a época 12/13 com muito menos turbulência do que em 11/12.

Claramente a 2ª metade do ano foi bem mais tranquila do que os primeiros meses do ano. Como era necessário o FC Porto procedeu a uma mini-remodelação no seu plantel, procurando libertar vários jogadores do plantel (alguns “amuados”) e reforçar os sectores mais necessitados para atacar a longa e difícil época desportiva 12/13. Jackson Martinez foi uma brilhante contratação. Os 9M€ pagos pelo colombiano, e que na altura da sua contratação foram alvo da habitual demagogia de alguns portistas que criticaram o seu elevado preço, foram pouco para a valia que o colombiano tem demonstrado. Após a saída de Hulk, um jogador que marcou uma era no Dragão, era mesmo de um grande ponta-de-lança que precisávamos no plantel, e Jackson tem provado em campo todos os € que por ele foram investidos.

O balanço da primeira metade da época 12/13 é positivo. Passagem tranquila aos oitavos da champions, o segundo objetivo mais importante da época e um campeonato bem melhor em termos exibicionais do que o que foi visto na época transata. Não fosse o adiamento do jogo de Setúbal e bem podíamos ter terminado o ano em vantagem pontual no topo da tabela. Nota menos positiva apenas para a eliminação da taça, num jogo em que perdemos por culpa própria e que se calhar foram feitas poupanças desnecessárias num jogo muito difícil em Braga.

No entanto, as perspetivas para 2013 só podem ser as melhores. Temos de ter o máximo cuidado na eliminatória com o Málaga, uma equipa difícil que até ganhou este fim-de-semana ao Real Madrid. Mas passados os oitavos, tudo é possível no caminho rumo à final. No campeonato é o costume. Muito histerismo para os lados da 2ª circular com a liderança do campeonato, o FC Porto apenas tem de continuar o seu trabalho, com competência, humildade e confiança. Acredito nesta equipa e neste treinador!

Termino o meu post com os meus mais sinceros votos de bom natal a todos os colaboradores e leitores deste blog, e um feliz 2013 cheio de felicidades!

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