09 setembro, 2013

O desafio histórico da Champions

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É provavelmente a maior “espinha encravada” na garganta de VP, bem como na de grande parte dos Portistas, a forma como o FC Porto foi precocemente eliminado na Champions League (CL) nos últimos dois anos. Ainda não saiu da minha memória a forma como em 11/12 fomos eliminados na fase de grupos depois de perder 5 pontos com o Apoel, culminando com o jogo com o Zenit no Dragão onde o FC Porto massacrou os russos mas não teve a eficácia necessária para vencer um jogo que lhe daria o apuramento para os oitavos. E também não fiquei totalmente convencido com a eliminação aos pés do Málaga num agregado de por 1 golo de diferença, numa eliminatória que se poderia ter resolvido no Dragão, mas que em Espanha se complicou depois da lesão de Moutinho e da expulsão de Defour.

Desde que a CL tem este formato, o FC Porto é a par do Manchester United uma das equipas com mais participações na competição. A título de curiosidade, e para se perceber a bonita história do FC Porto numa competição formatada para os “tubarões europeus”, das 17 participações do FC Porto, o saldo é francamente positivo:

• Por 10 vezes, o FC Porto passou a fase de grupos, o que representa 59% do total de participações na competição, sendo que destas: o 5 participações nos oitavos-final; o 3 participações nos quartos-final; o 1 meia-final; o 1 vitória na competição;

• Nas últimas 10 épocas, com a exceção da vitória em 03/04, o FC Porto apenas por uma vez (em 08/09) atingiu os quartos-final. Independentemente do saldo de participações do FC Porto na CL ser positivo, sendo que na maioria das vezes passou a fase de grupos, perduram-me na memória algumas espinhas encravadas na garganta que impedem por vezes o FC Porto de ir mais longe na competição, tendo ainda mais sucesso que aquele que tem tido.

Quem não se lembra da forma inglória como fomos eliminados por 1 golo de diferença frente ao Bayern Munique em 99/00, num jogo em Munique em que um árbitro escocês inclinou completamente a eliminatória a favor dos bávaros e em que sofremos um golo através de um livre inventado a poucos minutos do fim…

Quem não se lembra dos oitavos-final perdidos frente ao Schalke 04 no desempate por penalties, em que no jogo do Dragão surgiu um extraterrestre na baliza alemã de seu nome Neuer...

Quem não se lembra dos quartos-final perdidos em 08/09 frente ao Manchester United, perdidos por 1 golo de diferença, considerado o golo da década do Manchester United. Uma eliminatória perdida por um pequeno detalhe mas que podíamos muito bem, depois da excelente exibição em Old Trafford, ter resolvido a nosso favor.

E finalmente quem não se lembra da forma esquisita como fomos eliminados pelo Málaga no ano passado. Depois de um domínio avassalador no Dragão, um jogo que até tive o prazer de ver ao vivo, uma magra vantagem que depois não foi suficiente no jogo decisivo em Espanha em que aconteceu um pouco de tudo…

Por tudo isso é um desafio histórico aquele que se coloca ao FC Porto de Paulo Fonseca. Não, ninguém pode exigir à equipa coisas irrealistas como a final ou a presença nos semifinalistas. Mas contrariar alguns desses detalhes que referi acima é um desafio histórico que se coloca aos pupilos de Paulo Fonseca. Seria bom, não só do ponto de vista financeiro como desportivo, o regresso aos quartos-final de uma competição como a CL. Como é evidente não será fácil lá chegar sendo que o primeiro passo (e não vai ser fácil!) é mesmo a passagem da fase de grupos. Ainda assim, por tudo aquilo que o FC Porto tem feito nesta competição ao longo destes anos, por ser uma equipa do pote 1 há já duas épocas e por obviamente querer juntar à hegemonia interna sucesso europeu, é normal que a expetativa dos adeptos seja pelo menos um regresso aos quartos-final da liga milionária. A ver vamos no que dá a participação europeia do FC Porto versão Paulo Fonseca! Eu acredito!

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