10 agosto, 2018

QUANDO O ZELO É IGUAL A ESTUPIDEZ.


Depois da polémica com o bombo do célebre Manolo no último Mundial, eis que a segurança contratada para a Supertaça em Aveiro decidiu seguir exemplos de pura estupidez e colocar entraves ao "nosso" António Lourenço, o mítico "Lourenço do Trompete".

É estúpido. É ridículo. É um ataque ao que de mais belo tem o futebol e os seus adeptos. É até uma questão de ingratidão por quem ao longo de décadas deu um colorido especial ao jogo.

Cresci a ouvir o Sr. Lourenço nas Antas e no Américo de Sá. No último dia da Piscina das Antas saltei para a água e nadei ao som do famoso trompete, num momento que guardo na memória com saudade e orgulho.

Não sei o que o FC Porto pode fazer para que isto não se repita. Nem sei se o excesso de zelo terá ligação ao facto do trompete ser azul. O que sei é que já é tempo de termos gente que verdadeiramente ama o desporto à frente das diferentes organizações, sejam federações ou clubes.

Porque é nestas pequenas coisas que se mata mais um pouco um jogo maravilhoso, popular e vibrante, que está gradualmente a ser transformado num negócio asséptico, com cada vez menos princípios e menos alma.

Entretanto um abraço especial ao Sr. Lourenço e que este contratempo não o iniba de continuar. Força!

09 agosto, 2018

ADMIRÁVEL MUNDO VELHO.


A última semana foi um regresso nostálgico a um passado bem conhecido de todos nós portistas:
  • A sempre fiel e "isenta" Imprensa nacional, a tentar criar brechas na união portista, regando com gasolina e uns pacotes de acendalhas a situação do Marega;

  • A nomeação para uma final, de dois árbitros que reúniam todos os critérios para uma arbitragem tendenciosa, como o vieram a comprovar Luís Godinho e Bruno Esteves;

  • Mais uma Supertaça para o Museu, resposta que o FC Porto do passado sempre deu a estas situações.

Começando por Marega, a primeira ilação a tirar, é constatar que o que fez é comum a 99% dos jogadores de futebol com mais de 1 temporada no clube, em época de mercado de transferências abertas. Os restantes 1% são para coxos e estropiados sem colocação possível. Se a birra é mais, ou menos barulhenta, depende sempre da idade mental do jogador, e no exibicionismo do seu agente. O que sabemos, é que TODOS, desde o birrento Marega ao Capitão Herrera, têm um olho no Porto, outro noutra liga. A diferença, é que uns foram abençoados com neurónios, outros com centímetros a mais na língua, ou noutro sítio qualquer. Depois de uma época fantástica como a que fez, é compreensível que o Maliano visse uma oportunidade de ouro para dar o pulo para uma liga mais competitiva que a nossa. Aliás, não acredito que a própria SAD não visse (veja) com bons olhos uma mais-valia de 400% ou 500% em relação ao que custou o avançado. A questão aqui prende-se unicamente com Sérgio Conceição. Ou melhor, com a inexistência de alternativas válidas que o treinador continua a ter para a frente de ataque. Entrando no domínio da pura especulação, acredito numa conversa acalorada entre treinador e jogador. O que não acredito, até pela própria personalidade de Conceição, é que ela tenha resvalado para ultimatos ou braços de ferro. Se tal fosse o caso, Marega teria seguido de imediato para Londres ou para um baldio no parque da Cidade. O que conhecemos do nosso treinador, é que prefere jogar com um júnior, do que algum dia ficar preso a vontades de jogadores. Como tal, o futuro é muito simples. Se entrarem os milhões, porreiro. Se Marega ficar, decerto irá dar o máximo pela camisola, tal como outros o fizeram em idênticas situações no passado. Não nos cabe a nós, adeptos, sermos juízes de situações em que o encanto dos cifrões ultrapassa a nossa imaginação.


Quanto a questões de arbitragem, vamos fazer um pequeno histórico das nomeações para as últimas 5 edições da Supertaça:
  • 2013/14 FCP - Vitória Guimarães - Artur Soares Dias
  • 2014/15 slb - Rio Ave - Duarte Gomes
  • 2015/16 slb - Sporting - Jorge Sousa
  • 2016/17 slb - Braga - João Capela
  • 2017/18 slb - Vitória Guimarães - Artur Soares Dias
  • 2018/19 FCP - Aves - Luís Godinho
Olhando para os nomes, e considerando a edição de 16/17 um jogo de confraternização entre amigos (quem não se lembra dos falhanços de Rafa, poucos dias antes de trocar Braga pela Luz...), onde o nome de João Capela assenta como uma luva ao interesse de ambas as equipas, todos os restantes encontros tiveram um denominador comum na arbitragem: Experiência!

Comparando então a experiência do árbitro deste ano, com a dos seus antecessores, porque carga de água a escolha recaiu em Luís Godinho?!

Um árbitro proveta, de ascenção duvidosa, no centro de um dos momentos mais ridículos, e ridicularizados internacionalmente no futebol mundial, como o foi a expulsão de Danilo em Moreira de Cónegos, um árbitro fortemente contestado pelo FC Porto, mas aparentemente nas boas graças benfiquistas. Basta lembrarmo-nos do inenarrável Setúbal - slb da temporada passada numa altura em que os vermelhos ficaram em vantagem no campeonato... todos estes indícios desaconselhavam vivamente a escolha deste senhor.

Não tendo sido minimamente tomados em conta os indícios enunciados, a questão que mereceria uma resposta adequada, seria:

Quais as motivações do Sr. Fontelas Gomes para tão "criativa" escolha?

Ficamos à espera. Sentados.

Quanto ao resto, só quem não esteve atento ao passado deste Luís Godinho, é que poderá ficar surpreendido.

Por fim, de realçar que não há sensação melhor do que voltarmos a entrar em velocidade de cruzeiro nas conquistas. Continuemos nós com a nossa humildade, união e apoio, e o futuro próximo será risonho.

Continuando ainda a ser prematura uma análise final da (real) valia das equipas portuguesas, diria que neste momento temos um ligeiro favoritismo face aos restantes.

Mesmo tendo em conta o inestimável contributo que as vedetas da APAF têm no rendimento da equipa benfiquista, a confirmar-se a saída de Jonas, é inegável que o slb fica mais fraco. Jonas é, porventura, o jogador mais inteligente que passou por Portugal nos últimos anos. Jogador com técnica boa, sem contudo ter qualquer característica que o torne num fora de série, como o provam os fracos desempenhos perante equipas de superior valia, é no entanto, um atleta que sabe aproveitar como ninguém as benesses arbitrais com que o slb sempre foi favorecido, ao ponto de somar com facilidade mais de 30 golos por época. Não me parecem números ao alcance de Ferreyra, muito menos de Castillo ou outra qualquer coqueluche que inventem por aqueles lados. Quanto à restante análise táctica benfiquista, com um Rui Vitória como timoneiro, de esperar o bom e velho biqueiro para a frente e a fortuna, a momentânea inspiração ou o árbitro lá hão-de aparecer em seu favor.

Se atravessarmos a rua, e visitarmos os vizinhos esverdeados, apesar da sangria de BdC ter sido relativamente estancada, com o regresso de jogadores influentes como Bruno Fernandes ou Bas Dost, a verdade é que o treinador continua a ser José Peseiro. Como infelizmente bem conhecemos a sua capacidade, só por aí penso que o destino verde e branco estará traçado. Se somarmos o clima de divisão que por lá existe, a um maníaco disposto a tudo fazer para voltar ao poder, não será necessário comparar-me a Nostradamus para prever que Alvalade é um barril de pólvora prestes a explodir. Dois ou três maus resultados deverão ser combustível suficiente para Rio Ave, Guimarães ou Marítimo terem um adversário de peso nos seus campeonatos

Se internamente podemos estar, neste momento, uns furos ligeiramente acima dos rivais, no plano externo há que ter a noção que descemos vários degraus. Se as insuficiências internacionais eram gritantes na época passada, onde tivemos que jogar nos limites para arrecadar pontos a adversários de média valia europeia, como o eram Besiktas e Leipzig, para esta temporada a única boa notícia é a maior experiência de Sérgio Conceição. Aboubakar, o nosso abono Champions, continua na sua espiral depressiva, Marega de cabeça ausente, Soares lesionado... mesmo levando o optimismo ao extremo, se Brahimi e Corona (em dia sim) são jogadores capazes acrescentar qualidade à frente de ataque, acreditar na incógnita André Pereira, ou pior ainda, em Hêrnani ou Adrian Lopez para serem soluções, é abusar em demasia da sorte.


Mesmo com a boa notícia da chegada de Militão, não chega. Os senhores da SAD têm a última palavra. Se querem um FC Porto agarrado à âncora em queda livre que se está a tornar a Liga Portuguesa, ou ainda querem manter a dignidade que meritoriamente granjeamos no nosso passado europeu. Só com discursos de superação, não vamos lá.

08 agosto, 2018

O Nº 76… E A "RECUSA" DE MOUSSA.


Após 4 anos sem qualquer título conquistado, o FC Porto voltou aos bons velhos tempos. No espaço de um ano, venceu o campeonato de uma forma tão limpa, justa e meritória que até os mais fanáticos anti-Portistas terão dificuldades em contrariar e arrecadou mais uma supertaça num jogo duríssimo frente a um adversário complicado.

Foi assim o título nº 76 no riquíssimo e vasto palmarés do nosso FC Porto, ficando agora a 5 títulos de um desiderato que já nos pertenceu: o de clube português mais titulado.

Sobre o regresso do FC Porto aos bons e velhos tempos, para além da enorme alegria por ver o clube a regressar às vitórias e sucesso, é bom que se diga sem qualquer tipo de complexo ou problema: o regresso de um FC Porto competente e triunfador dentro de campo não se deve à SAD, cujos erros atrás de erros redundaram numa intervenção da UEFA com custos altíssimos que agora se estão a pagar, não se deve só aos jogadores que são muitos dos mesmos que durante os 4 anos de seca estavam no plantel sem um rendimento próximo do que agora exibem (Brahimi, Herrera, Marcano, Marega, etc...), mas SIM deve-se sobretudo a um homem, alguém que através da sua enorme vontade/comprometimento em vir para o clube (prescindiu de um chorudo e vantajoso contrato no Nantes onde tirou a equipa do fundo da tabela e a levou quase a lugares europeus!), através da sua enorme competência (foi um jogador de altíssimo nível orientado por excelentes técnicos ao longo da carreira) consubstanciada em várias dimensões, nomeadamente, comunicacional, foi construindo um trajeto muito bom que culminou com o impensável recorde de pontos conquistados pelo clube num campeonato a 34 jornadas.

Não vou no entanto desenvolver muito, pela enésima vez aliás, o desagrado com que vejo a forma como o processo de construção do plantel deste ano se está a desenrolar, ora pelo atraso na vinda de jogadores para um sector depauperado (saídas de Ricardo, Marcano, Reyes, Dalot) sendo que o processo Mbemba durou seguramente mais de um mês e o processo Militão apenas ficou concluído a uma semana do início do campeonato, bem como aquilo que acho já devia ter sido feito sobretudo para o sector ofensivo, ou seja, saída de "inúteis" e reforço de jogadores que acrescentem qualidade. Dir-me-ão que não há dinheiro. Pois, o problema é que nesse mesmo período onde se diz não haver dinheiro contratou-se Paulinho, Waris, Janko, Ewerton. Pois, não há dinheiro.

Resta apenas desejar que o que não foi feito em tempo útil, ou seja, antes do inicio do campeonato, seja pelo menos remediado no tempo que falta para o mercado fechar. Há um departamento de prospecção, há um diretor geral para o futebol, há dinheiro para se comprar jogadores a granel aos 3/4M€ cada um (que meses ou semanas depois são dispensados!), houve vários milhões encaixados com vendas de jogadores, custa-me a crer que não haja possibilidades de fazer um esforço para dar a Sérgio melhores condições do que aqueles de que dispõe o técnico campeão nacional.

A excitação, quebrada um dia depois com a vitória do FC Porto, com que os meios de comunicação social anunciaram alto e bom som o facto de que "Marega se tinha recusado a treinar" veio a perceber-se nas horas seguintes que em vez de um facto não passava de uma invenção, de uma mentira com o único objetivo de desestabilizar o FC Porto e os seus profissionais antes de um jogo que valia um título. Após o que disse Sérgio na conferência e mesmo tendo em conta o que o empresário e o próprio maliano disseram, não houve qualquer recusa de Marega nem de ir a jogo nem de ir a treino. Existe sim a vontade do jogador em sair e existiu sim uma decisão do treinador em colocar de parte Marega pela sua atitude (ou falta dela) nos treinos. Tudo o que depois se inventa em cima disso tem apenas um só objetivo, lançar a discórdia e a poeira entre adeptos e profissionais no clube. Que todos tenham a noção disso.

Não existem soluções mágicas para resolver problemas de recursos humanos que existem em todos os clubes do mundo, nomeadamente as birras de jogadores que querem ganhar mais dinheiro ou ir para o seu "sonho de menino". Sobre isto, apenas dizer as seguintes coisas:
  • Marega é um jogador fundamental no esquema tático e ideia de jogo preconizada por Sérgio Conceição;

  • Marega no caso de sair seja por que valor for, terá de ser substituído por alguém com qualidade reconhecida, sob pena do FC Porto pretender dar um enorme tiro no pé e ajudar brutalmente os seus "queridos" rivais;

  • Marega assinou um contrato com o FC Porto sem que ninguém lhe tenha apontado uma pistola à cabeça;

  • Os clubes ingleses gostam de pagar 50, 60, 70 milhões de euros ou mais por jogadores ingleses medianos que jogam na Premier League fomentando assim que o dinheiro permaneça na Inglaterra e tornando assim todos os clubes mais endinheirados mas depois gostam de pagar muito pouco pelos jogadores das restantes ligas, nomeadamente de países periféricos como Portugal;

  • Tenho dúvidas sobre qual o valor mínimo que o FC Porto devia aceitar para transferir o maliano. Mas não tenho dúvidas de que o FC Porto dos últimos anos tem atacado mal e tardiamente o mercado de transferências, por isso tenho muitas dúvidas de que se o maliano sair por 30M€ depois se invista devidamente num jogador de qualidade para lhe suceder. É uma equação de difícil resolução em que as coisas não são tão lineares como parecem.
No meio de tudo isto, é bom que depois não se peça tudo e mais alguma coisa ao treinador tendo em conta os "ovos" que lhe estão a dar. Que comece o campeonato!

07 agosto, 2018

OFICIAL - ÉDER MILITÃO ASSINA ATÉ 2023.


Éder Militão: "Vou dar tudo por esta camisola"
Defesa brasileiro de 20 anos, ex-São Paulo, é reforço do FC Porto

Éder Militão é reforço do FC Porto. O jogador brasileiro de 20 anos já está em Portugal e assinou um contrato válido por cinco temporadas, até 30 de junho de 2023.

Filho de um antigo jogador de futebol (Valdo), Éder Gabriel Militão nasceu em Sertãozinho, município brasileiro no interior do estado de São Paulo, a 18 de janeiro de 1998.

O reforço do FC Porto chegou ao São Paulo FC com 13 anos e fez a sua estreia pela equipa principal a 14 de maio de 2017, frente ao Cruzeiro, com 19 anos.

Internacional sub-20 pelo Brasil, Éder Militão vai reencontrar Luizão e Inácio, jogadores do FC Porto B que também evoluíram nos escalões de formação do São Paulo FC.

Com capacidade para jogar como defesa central, lateral direito ou médio, o reforço vai ser integrado de imediato nos trabalhos do plantel às ordens de Sérgio Conceição.

Sonho e emoção
“É uma emoção muito grande estar a realizar o sonho de jogar na Europa, ainda por cima no FC Porto, uma equipa grande e que já conquistou muitos títulos. Estou num clube vencedor. Aqui fala-se a mesma língua e acredito que me vou adaptar rapidamente. Vou dar tudo para dar certo.”

Polivalência
“Passei 16 meses incríveis no São Paulo, clube no qual fui conquistando o meu espaço, primeiro como central, depois como médio e, por fim, como lateral. Seja qual for a posição em que o treinador me coloque, vou dar sempre o meu melhor. Sinto-me confortável em qualquer posição, o importante é jogar.”

Os amigos do FC Porto B
“O Luizão e o Inácio deram-me excelentes indicações sobre o FC Porto e colocaram o clube lá em cima.”

Mensagem aos adeptos
“Podem esperar um cara determinado em tudo dentro de campo, que luta até ao fim. Vou dar tudo por esta camisola.”


fonte: fcporto.pt

04 agosto, 2018

NOVA ÉPOCA, VELHOS HÁBITOS.


FC PORTO-AVES, 3-1

Aí esta a época 2018-19 oficialmente aberta.

Num jogo intenso, num dia de calor tórrido, assim se disputou a Supertaça “Cândido de Oliveira”, em Aveiro entre o FC Porto, campeão nacional, e o Desportivo das Aves, vencedor da Taça de Portugal. Quatro golos, muita intensidade, disputa useira e vezeira de lances à margem das leis pela parte do Aves e, no fim, o regresso aos títulos e mais uma actuação paroquial vergonhosa da família de padres.
Portanto, estamos, na nova época, de regresso aos velhos hábitos. Regresso às vitórias e regresso às encomendas de paróquia.

Preparem-se que este ano vai doer mais ainda. O polvo continua forte e bem vivo. Aparenta ter tudo controlado: comunicação social, arbitragem e órgãos do futebol português, num país onde tudo assobia para o lado e ninguém se atreve a mexer seja o que for. Vivemos num estado de direito?


O Estádio Municipal de Aveiro, um dos elefantes brancos deste país, pintou-se de azul-e-branco, pincelados por vermelho no topo norte do recinto. Disputou-se a 40.ª edição da Supertaça “Cândido de Oliveira”, com o FC Porto a vencer o seu 21º título na prova. O Dragão não vencia esta competição há cinco anos, época em que os azuis-e-brancos também jogaram neste estádio, diante do V. Guimarães.

Os Dragões apresentaram-se num 4x2x3x1, com Iker na baliza atrás da defesa habitual, o meio-campo com Octávio apoiado por Sérgio Oliveira e Herrera e o ataque com Brahimi e André Pereira (no lugar de Marega) no apoio a Aboubakar.

O FC Porto começou muito bem o jogo, na procura do golo. Com mais bola, com mais circulação, com mais intensidade, o Dragão encostou a equipa das Aves na sua zona defensiva. Nos minutos iniciais, a equipa portista teve uma grande oportunidade de inaugurar o marcador. André Pereira fugiu pela esquerda, cruzou atrasado e Aboubakar rematou forte ao canto da baliza com Beunardeau a responder com uma enorme defesa para a linha de fundo.

O Desportivo das Aves reagiu e começou a sair para o ataque a dois-três toques, de forma a chegar à baliza de Casillas em contra-golpe. Aos 14 minutos, um cruzamento para a área portista é aliviado para a entrada da área, onde o padre de serviço, com a perna, coloca a bola à disposição de Falcão e remata colocadíssimo, fora do alcance de Casillas. Estava aberto o marcador. À entrada inicial forte dos azuis-e-brancos, responderam os avenses com um golo.


O FC Porto reagiu na procura do empate. Continuou a pressionar e a criar espaços na defensiva contrária. Até que aos 25 minutos dava-se um pouco de justiça ao resultado. Combinação perfeita de Brahimi com Aboubakar, com o argelino a rematar por entre as pernas de Beunardeau.

A primeira parte mostrou-nos ainda duas oportunidades para o Desportivo das Aves. Primeiro com um cabeceamento para defesa apertada de Casillas, num lance em que a dupla de centrais ficou mal vista. E depois num remate a rasar o poste do guarda-redes espanhol.

A fechar o primeiro tempo, numa jogada soberba de Corona (substituiu Brahimi por lesão) na direita, a bola é cruzada para a área, Diogo Leite desvia para Felipe e Beunardeau segura o esférico em cima da linha.

No reatamento, os Dragões mostraram desde cedo que estavam ali para levar o troféu pela 21ª vez. Sentiu-se que a vitória seria uma questão de tempo, mas a bola ameaçava não entrar perante um tampão chamado Beunardeau.

Otávio desperdiçava uma oportunidade soberana dentro da área contrária com um remate fortíssimo à figura do Guarda-redes avense.


O FC Porto a ameaçar com golos feitos e o Aves “a dar lenha” perante a complacência vergonhosa, incompetente ou não, do condutor das leis deturpadas do jogo. Ignorância perante faltas claríssimas sobre jogadores do FC Porto e apito a funcionar, alto e bom som, para tudo o que caísse no relvado em tons de vermelho.

Para pintar ainda mais o cenário vergonhoso, Herrera em cima da área avense é agredido no sobrolho, numa falta grosseira e o homem do apito encravado manda seguir o jogo. Na sequência do lance, Sérgio Oliveira é admoestado com um cartão amarelo por falta sobre Braga e os ânimos ficam completamente exaltados.

Uma expulsão incrivelmente perdoada e outra sentenciada para Sérgio Conceição por reagir energicamente e por palavras, perante a vergonha a que se assistia. Estávamos com cerca de meia hora para cumprir. Brahimi, no primeiro tempo, tinha sido castigado com entradas a destempo dos jogadores do Aves e, no segundo tempo, Herrera e, mais tarde, Soares sofreram na pele a permissão de um sujeito que de árbitro só se for pela indumentária que veste e pelo apito que mete na boca.


Aos 67 minutos, Maxi Pereira combinou, na perfeição, com Otávio, entrou pela direita na área e rematou sem ângulo por entre as pernas do Guarda-redes do Aves. Estava operada a reviravolta no marcador. Aquilo que já toda a gente, com dois dedos de testa, via no estádio e na televisão.

A vantagem deu algum descanso e conforto ao FC Porto. Ficou mais tranquilo em campo e com mais espaço para explorar as costas da equipa da Vila das Aves. O treinador meteu a carne toda no assador e o FC Porto respondeu com Óliver e Soares para os lugares de André Pereira e Aboubakar.

O Desportivo das Aves jamais conseguiu ameaçar a baliza de Iker Casillas e os Dragões sentenciaram a partida num remate colocadíssimo de Corona de fora da área, com a bola a entrar junto ao poste da baliza de Beunardeau.

A justiça do resultado chegava a seis minutos do fim. Um bom jogo de futebol ficou manchado com as cenas lamentáveis promovidas e protagonizadas pelo elemento da partida que deve passar sempre despercebido.

O jogo terminou e depois veio a festa. Jogadores e restante comitiva chamados ao palco para receber as medalhas e mais uma taça erguida a caminho do Museu do FC Porto.


Destaques finais para a grande exibição do homem do jogo,  Maxi Pereira, na manobra ofensiva da equipa e para o endiabrado Corona que, na esquerda, correspondeu, na perfeição, ao substituir o lesionado Brahimi. Herrera encheu o meio-campo e Aboubakar parece querer voltar aos melhores momentos. Por fim, André Pereira, até ver, poderá ser uma solução muito interessante para o FC Porto versão 2018-19.

Os azuis-e-brancos regressam à competição no próximo sábado com a recepção ao Desportivo de Chaves, jogo a contar para a 1ª Jornada da Liga NOS 2018-19.



DECLARAÇÕES

Jogadores destacam arranque de época vitorioso

Casillas
“Sofremos lesões e o nosso treinador foi expulso, por isso esta Supertaça saiu-nos cara, mas estamos contentes. Espero que os jogadores que saírem lesionados recuperem o mais rápido possível. Estou muito feliz pela conquista desta Supertaça, que é o meu segundo troféu pelo FC Porto.”


Maxi
“O golo foi graças à equipa, que fez um esforço muito grande. Felizmente consegui fazer um golo e estou muito contente por ter ajudado a equipa a conquistar mais um troféu.”

Felipe
“Falámos muito sobre este jogo. Era importantíssimo, mas sabíamos que era continuação do que fiemos o ano passado. Era importantíssimo, mas ganhámos. A nossa equipa estava bem preparada psicologicamente e sabíamos que o só jogo termina após 90 minutos.”

Diogo Leite
“Melhor não podia pedir. É um dia inesquecível do qual me orgulho muito.”

Alex Telles
“Todos são figuras importantes, todos aqueles que trabalham diariamente. Do guarda-redes ao roupeiro, toda a gente que trabalha em prol do FC Porto. Este troféu é merecido, pois só nós sabemos o quanto trabalhamos diariamente. Temos de lutar para conquistar o máximo de títulos possível. Tudo pode acontecer numa final como esta, mas o importante foi o espírito da equipa, que mostrou o quanto o FC Porto é grande.”


Herrera
“Estou muito feliz por esta conquista. Sabíamos que este título era importante para começarmos a época da melhor maneira. Estou muito feliz por ajudar a equipa e o clube, pois este clube está habituado a isto, a conquistar títulos. Sinto-me bem física e animicamente, com confiança. Essa confiança, devo-a ao mister. Tento trabalhar sempre de forma a não o desiludir e para que nunca deixe de confiar em mim. Esta equipa está habituada a jogar contra tudo e contra todos. Somos como uma família e é este caminho que nos vai levar a grandes vitórias e a grandes títulos.”

Óliver
“É um trabalho de toda a época passada. Começar esta a ganhar outra vez é muito bom. Estamos muito contentes pelos adeptos, por este mar azul, que voltou a ser muito importante. Não foi fácil. O Desportivo das Aves jogou muito bem, mas reagimos bem e somos justos vencedores.”

Corona
“Ambas as equipas queriam a taça, pois era só um jogo, mas creio que fomos superiores e melhorámos ao longo dos 90 minutos. Queríamos muito entrar com o pé direito e começar a época a ganhar. Quando fiz o golo, pensei na minha família. Desde que estou aqui, sempre fomos a equipa a abater, por isso temos de trabalhar para sermos ainda mais fortes esta época.”


Brahimi
“É um grande dia para nós. Queríamos começar a época com um título e conseguimo-lo. Queremos ganhar, ganhar e ganhar. Temos de nos acostumar a ganhar. Agora temos de continuar a trabalhar para melhorarmos e lutarmos pelos outros títulos. Estou a desfrutar do FC Porto e sinto-me feliz por ter conquistado mais um troféu pelo meu clube.”

André Pereira
“É sempre um prazer jogar com este símbolo ao peito. Foi especial por termos conquistado mais um título, que queríamos muito levar para o nosso Dragão. Tenho a confiança do mister e sei das minhas capacidades, por isso só tenho de fazer o meu trabalho para ajudar a equipa. Jogue dez ou 90 minutos, vou entrar sempre de alma e coração.”

Soares
“Senti um estalo no adutor e vi que não dava mais para continuar. Agora é recuperar bem e voltar o mais rápido possível. Estou feliz pela conquista de mais um troféu, que é o meu segundo no FC Porto. Que venham muitos mais.”



RESUMO DO JOGO

27 julho, 2018

SE NOS FALTAR APTIDÃO, QUE NOS SOBRE ATITUDE!


A competição está finalmente aí ao virar da esquina e convém imitar a época transata começando com tudo, mas mesmo com tudo. Com tudo o que temos, seja muito, seja pouco. É, pois, momento de fazer um curto balanço da pré-época até agora, perspetivando o horizonte no curto e médio prazo.

Comecemos por analisar de forma muito sumária o plantel atual. Na baliza, não teremos problemas e é apenas necessário dispensar pelo menos um guarda-redes para rodar, dado que quatro guarda-redes parece demasiado.

Nas laterais, é preciso um substituto para Telles para a esquerda, sendo que na direita a experiência de Maxi deverá permitir o crescimento e maturação do talento (inequívoco, a julgar pelo trato da bola e mais ainda pela velocidade no movimento e execução) de João Pedro.

No eixo central, poderá ser mais difícil. Há Felipe. E agora Mbemba. E pode haver muito em breve (quiçá ainda antes desta publicação, ou não) Militão. Há ainda Chidozie, que parece contar muito pouco a julgar pela pré-época. E há Diogo Leite, que tem grande chance de se vir a tornar o próximo grande central português. A maturidade que revela no posicionamento e a forma como orienta o corpo nos duelos fazem antever um grande central. E sem esquecer o pé esquerdo, característica para o tornar ainda mais distintivo. Porém, precisa ainda de solidificar e acabar de crescer, pelo que é imperativo garantir uma dupla de centrais que ofereça totais garantias no imediato. Quer isto dizer que é verdadeiramente importante que ou Mbemba ou Militão (para não exagerar a pedir os dois dado as nossas últimas aquisições) sejam um verdadeiro reforço para formarem uma dupla sólida com Felipe. No fundo, não nos podemos esquecer que a defesa foi um dos grandes pilares da nossa vitória do ano passado, sendo também o sector mais fustigado na silly season e, portanto, aquele que se perfila como fator crítico de sucesso para a época que agora vai começar.

Pois bem, no meio-campo creio que não teremos problemas: Danilo, Sérgio Oliveira, Herrera e Oliver. Mais Bruno Costa. Creio ser suficiente para 2 (muitas vezes) ou 3 (algumas vezes) lugares no onze. Ideal seria ter mais um elemento com características diferentes, mas creio que não será por aqui que as coisas poderão falhar. Questões que muito influenciarão a amplitude do sucesso: Sérgio Oliveira manterá o nível da época passada ou aquele jogo contra o Sporting no Dragão foi mesmo once in a lifetime? Oliver será capaz de se adaptar ao jogo da equipa, com mais movimento, mais vertigem e mais choque? Bruno Costa tem pedigree para começar a ser lançado já com mais frequência? Danilo e Herrera estão a salvo dos ímpetos de última hora do mercado?

Nas alas, Brahimi e Corona. Otávio também lá pode jogar. E Hernâni. Parece demasiado curto. Primeiro porque é aqui que deverão estar os abre-latas, que tanto jeito dão. E segundo porque Corona insiste em fazer jogos em que faz uma coisa excelente e duas péssimas, e terceiro porque Otávio é do mesmo género, e quarto porque Hernâni é única e exclusivamente (apenas e só, estão a ver a ideia?) rápido. Pois que um verdeiro reforço aqui não seria de descartar, até porque basta uma lesão de Brahimi e as coisas complicam-se muito. É verdade que Brahimi exagera em rotundas e formas semelhantes, soltando a bola demasiadas vezes depois do tempo, mas também não é mentira que atrai dois ou três adversários de cada vez, sendo na maioria das vezes o principal criador de lances com potencial de golo. Se tivéssemos outro a fazer coisas parecidas, a equipa subiria muitíssimo de nível. Não temos, pelo que ter pelo menos um já será bem bom.

No ataque, Aboubakar, Soares e Marega oferecem garantias. André Pereira poderá ser um bom quarto elemento, embora tenha algumas dúvidas sobre se não seria melhor ser emprestado para jogar mais. E Adrian L. (deixo o resto do comentário para vossa imaginação e gosto)

Em suma, o plantel não estará assim tão deficitário quanto se apregoa. Em comparação com o ano passado, esclarecimento imprescindível. E creio que será por aqui também que Sérgio Conceição fez aquelas declarações. Talvez não só por estar ainda sem reforços na defesa que substituíssem Ricardo, Dalot, Marcano e Reyes (Layun já estava fora), mas também por saber que a manta pode ser demasiado curta. Porque, pura e simplesmente, já o era no ano passado. Será prudente e inteligente da nossa parte percebermos que fomos campeões nos limites da vontade, da garra e da motivação, disfarçando de todas as formas e feitios todas as limitações que tínhamos. E acredito mesmo que é isso que o treinador também pensa e quer: depender menos das bolas paradas, do sucesso dos dribles do Brahimi e das cavalgadas de Marega a esticar o jogo.

Portanto, são precisos e bem-vindos reforços. Não contratações, mas reforços. Não Jankos, Ewertons, Paulinhos e Waris. Se foram dispensados, é porque o treinador achou que não tinham qualidade para a equipa, ou que no mínimo não lhe acrescentariam nada. Foram então contratações recomendadas por quem? Com o aval de quem? E quem ganhou com elas? E o que ganhou? E o que ganhou também a equipa? E o clube? Numa fase de assumidas dificuldades financeiras, é verdadeiramente difícil de explicar o fenómeno das últimas contratações. Agora é difícil de voltar atrás, pois que a melhor lição é não repetir! Uma curta nota para o caso de Ewerton e Paulinho também. Será demasiado cedo para tirar conclusões claras. O Portimonense retratou-se, mas não pediu desculpas pelos danos (de imagem, que não foram poucos) causados pelo tal presidente da SAD. E o Porto também ainda não o exigiu, pelo que na falta de esclarecimentos mais clarividentes, importantes e necessários, acho imprudente elaborar muito mais sobre o assunto.

Com mais ou menos asneiras de mercado, com mais ou menos necessidades na equipa e no plantel, está na hora de pôr o pé a fundo e começar a acelerar. Cerrar fileiras, encher o peito e ir à luta. Não são esperadas grandes facilidades, mas também já nem me lembro de quando as tivemos. E embora seja desejável e altamente recomendável mais qualidade, convém lembrar que o sucesso é mais atitude que aptidão. E a sagrada história deste clube diz-nos isso! Pois então que “Se nos faltar aptidão, que nos sobre atitude!”

26 julho, 2018

SADismos.


Hosana Hosana!

Após uma novela de mais de um mês, e a sensivelmente semana e meia da disputa do primeiro troféu da época, contra o Aves, finalmente conseguimos um happy end, e assim completar uma dupla de centrais para a equipa titular. Benvindo Mbemba!

Acima de tudo, desejo-te a ti (e ao Felipe) muita saúdinha. Com a rapidez que a SAD trata de reforços urgentes para a equipa principal, se um de vós se constipa, Sérgio Conceição ainda terá que escolher entre o "buraco" Chidozie, ou Danilo e a sua muleta, para o vosso lugar.

Contudo não sejamos injustos com a SAD. Mais uma vez estão atentos à nossa sede de conquista.

Troféus europeus, títulos nacionais, taças... bah! Coisas que já estamos habituados a comemorar. A nossa próxima grande conquista será o campeonato das beatificações. Seremos o clube campeão de Santos no mundo inteiro. Duvidam? Só essa razão pode explicar como, em altura de vacas magras, gastamos tantos milhões (12 ao todo), em jogadores medianos do colosso Portimonense, mas somos incapazes de comprar o único jogador que percebe alguma coisinha de bola (Nakajima) por aqueles lados. Já para não falar nos vários (grandes) jogadores que deixamos escapar, por uma pequena porção deste valor. Como cereja no topo do bolo, ainda emprestamos o jogador que lhes acabamos de comprar!?! Se isto não é altruísmo...

Valha-nos a equipa B, onde reforços não são problema.

Num curto périplo pelos nossos rivais, foi com grande pena minha que Bruno de Carvalho não se tivesse conseguido aguentar mais um par de mesitos na direção do clube. Além do Amor comum que ele, e nós, temos pelo slb, o trabalho desenvolvido na destruição do Sporting estava a ser absolutamente brilhante. Haja fé, e com jeitinho, ainda o deixam concorrer às próximas eleições. Bas Dost ia adorar!

Já do outro lado da circular, confesso que me sinto algo apreensivo. Estamos habituados em todas as pré-épocas, ao alarido e endeusamento das paletes de "craques" que por lá se compram para rebanho benfiquista comer. Todo este relativo silêncio é preocupante. Querem ver que afinal este ano finalmente acertaram nas contratações? Ter Rui Vitória ao comando, dá-nos algumas garantias quanto à "qualidade" do jogo deles, mas é de bom tom sempre desconfiar.

Até porque, e detesto dizer isto, na luta de bastidores eles conseguiram equilibrar a contenda. Por muitas investigações que tenham em cima, por muito corruptos que sejam, e sabemos que são, por mais sujidades que tenham feito, e as fizeram, a verdade é que tudo esfriou no espaço mediático.

Com o Sporting entretido na sua guerra civil, perderam-se dois "aliados" verdes na luta conta o polvo, como o eram o Mister do Café e o Artista do Dia. Para piorar, Francisco J. Marques começa a ter a sua imagem algo desgastada. Sem ele, a comunicação portista regressa ao deserto que tem sido no passado recente. É tempo de rejuvenescer caras e formas de luta, pois ninguém duvide que esta época os vermelhos de tudo farão para vencer. Não pelo benfica em si, mas pelo próprio pescoço de Luís Filipe Vieira.

Não nos deixemos embriagar pelo feito que a equipa conseguiu no ano passado. Até prova em contrário, ou movimentações maiores à vista, partimos para 2018/19 como outsiders. Comparando com o passado recente, não só os vermelhos estão mais fortes fora das 4 linhas, como mantiveram a base da equipa com alguns reforços pontuais no plantel. Com os dados actuais, precisamos de uma boa dose de humildade, e outra ainda maior de união para os batermos. Milagres e golos do ano aos 90 minutos, não acontecem sempre.

Espero que quem habite nos gabinetes do Dragão tenha noção disso. Deixem de uma vez por todas o SADismo com toda a Nação Portista, e vistam por uma última vez que seja, a camisola que tão bem vos assentou em tempos. Acordem!

Cumprimentos Portistas

Nota:
Texto escrito antes da contratação, a oficializar-se, de Éder Militão.
O que não isenta a SAD na estranha e ziguezagueante política de contratações para a presente época, onde nem sempre os interesses do FC Porto pareceram ter sido devidamente acautelados.

25 julho, 2018

A ÉPOCA DAS NOSSAS MODALIDADES - BASQUETEBOL.


Continuando o ciclo de posts iniciado há duas semanas atrás, vou hoje debruçar-me sobre a época passada da equipa de...
  • BASQUETEBOL
A época iniciou-se com a fase de apuramento para a FIBA Europe Cup numa eliminatória perante os israelitas do Bnei Herzliya. A vitória em Israel deixava antever uma boa perspetiva para o jogo no Dragão Caixa, que melhor ficou quando os jogos foram decorrendo e apenas uma derrota por vários pontos nos impediria de aceder à fase de grupos.

O jogo aproximava-se do final e os israelitas venciam por 2 pontos, quando abdicaram de tentar empatar a eliminatória e forçar o prolongamento que poderia significar uma vantagem significativa do FC Porto que os afastaria da fase de grupos quando esta vitória no jogo mas derrota na eliminatória também lhes permitia o apuramento.

No meio da eliminatória, aconteceu a estreia no campeonato com a receção ao Illiabum, num jogo muito atípico já que uma liderança por 11 pontos no fim do 3º período não permitiu chegar à vitória final devido a uma derrota por 15 pontos no último período. Esta derrota significou o início de um ciclo negativo com 6 derrotas (3 nacionais e 3 europeias).

Depois destes jogos menos positivos, a jornada dupla nos Açores permitiu iniciar um ciclo de 5 vitórias, sendo que as 2 europeias permitiam alimentar o sonho do apuramento. Uma deslocação à Madeira para defrontar um limitadíssimo CAB quebrou este ciclo e deixou marcas na derrota caseira perante os finlandeses do Kataja Basket que nos colocava dependentes de terceiros para alcançarmos o apuramento.

A época era claramente marcada pela inconsistência, e depois destes 2 jogos, a equipa arrancou para uma série de 7 vitórias, sendo que a europeia na Áustria não permitiu o apuramento. A série terminou com uma derrota perante a besta negra da época UD Oliveirense na taça Hugo dos Santos.

A equipa superou este momento negativo e alcançou 4 vitórias nos últimos 4 jogos da 1ª fase.

O fim da 1ª fase coincidiu com a Final 8 da Taça de Portugal e o jogo com o benfica ficou marcado por um momento caricato de Marcus Gilbert que nos afastou do apuramento, depois de ter sido este atleta a manter-nos vivos.


A equipa não conseguiu superar o trauma, e o início da 2ªfase ficou marcada por 2 derrotas na receção à Oliveirense e na deslocação ao alto dos moinhos. No resto da 2ª fase, só apenas mais 1 derrota perante a besta negra da época e que nesse momento apresentava um score de 5 derrotas em outros tantos jogos.

A entrada nos play-off perante o Illiabum foi coroada de êxito com um score de 3-0 e o apuramento para a meia-final. A entrada desta eliminatória era com um duplo confronto com o recreativo do alto dos moinhos no pavilhão destes. Contra a generalidade das previsões, o 1º jogo significou a liderança na eliminatória a nosso favor. O 2º jogo que poderia significar um arrumar da eliminatória, significou o empate da eliminatória.

Quando a eliminatória veio empatada para o Dragão Caixa, esperavam-se 2 vitórias e o consequente apuramento para a final. Mas logo no 1º jogo, nova derrota colocou a equipa sobre brasas e sem margem de erro. É nesses momentos que se vê a fibra dos vencedores e a nossa equipa empatou a eliminatória e foi buscar o apuramento no OT do 5º jogo.

Passados 3 dias, iniciava-se a final do play-off e a equipa não estava nada bem fisicamente, o que significou 2 derrotas em 2 jogos. A equipa parecia incapaz de vencer os oliveirenses. O 3º jogo ficou desde cedo sentenciado a favor dos oliveirenses que com a 8ª vitória em 8 jogos mostrou ser claramente a equipa merecedora de se sagrar campeã nacional.

A época ficou assim marcada por 0 títulos e por uma clara inconsistência.

2018/19 vai iniciar-se com a fase de apuramento para a Liga dos Campeões de basquetebol perante os russos do Nizhny Novgorod com 1ª eliminatória no Dragão Caixa a 20 Setembro e a deslocação à Rússia a 22 do mesmo mês.

Relativamente ao plantel à disposição de Moncho Lopez, pouco se sabe, apenas que dos estrangeiros, iremos só contar com Will Sheehey e Sasa Borovnjak. Já quanto aos atletas nacionais, vimos partir André Bessa que irá reforçar os campeões nacionais, e de Miguel Miranda que termina a carreira. Olhando para as movimentações do mercado, parece que iremos partir atrás de Oliveirense e do recreativo do alto dos moinhos.

Num dos próximos textos irei analisar um pouco o adversário europeu e o que nos poderá trazer a competição europeia.

Abraço,
Delindro.











24 julho, 2018

MBEMBA, FINALMENTE.


Demorou uma eternidade mas finalmente lá chegou o internacional congolês, um jogador que ocupa uma posição depauperada no plantel do FC Porto após as saídas de Marcano e Reyes. Ainda assim, fica a faltar do meu ponto de vista a contratação de mais 1 ou 2 defesas-centrais, dependendo da saída ou não de Chidozie.

Basicamente aquilo que conheço do novo reforço do FC Porto é pelo que vou lendo na comunicação social, um central titularíssimo na sua seleção, foi peça fundamental do eterno campeão belga Anderlecht, tendo saído depois para o Newcastle por 12M€, onde foi titular na primeira época, perdendo depois preponderância nas duas épocas seguintes, sobretudo depois da entrada de Rafa Benitez.

Resta desejar a Chancel Mbemba a maior das sortes para o percurso que agora inicia e há que dar, sobretudo nos primeiros jogos, a natural margem de compreensão para um jogador que está num clube novo, num campeonato novo, cujas duas últimas épocas estiveram longe de ser perfeitas a nível pessoal. Marcano, por exemplo, veio com mais idade e experiência do que o internacional congolês e apenas na 3ª época atingiu um nível interessante, sendo que apenas na 4ª e última época atingiu um nível de excelência, que felizmente contribuiu para o saborosíssimo título de campeão nacional, que interrompeu o ciclo hegemónico de um clube que ameaçava almejar algo que apenas se encontra no lindíssimo museu do FC Porto: o pentacampeonato!

Espero que fique consumada o mais rápido possível a contratação de mais um defesa-central, que também pode atuar do lado direito, este sim um jogador cuja qualidade não deixa duvidas a ninguém. Se nada de anormal acontecer, Éder Militão atingirá um nível altíssimo e poderá ser uma grande mais-valia para o FC Porto. Seria importante garanti-lo até final de julho, mesmo que para isso seja necessário desembolsar 4 ou 5 milhões de €. Voltamos à conversa do costume e que sinceramente já me chateia. Pelo que se sabe, o FC Porto desembolsou 3M€ na contratação de Saidy Janko, quando até já tinha garantido um promissor jovem lateral-direito no caso João Pedro (essa sim, uma contratação com lógica, apesar de não sabermos o que vai dar). Janko nas últimas épocas não conseguiu ser titular no Celtic (!!!) e pouco jogou no Barnsley e Saint-Étienne.

A questão não é criticar uma contratação por criticar. Todos os clubes do mundo falham contratações, têm flops e jogadores que não correspondem às expetativas. Mas há uma divisão que eu faço, mais do que contratações acertadas/não acertadas, algo que só se sabe depois de “abrir o melão”, eu faço a repartição entre aquisições com lógica e aquisições sem lógica. E que me desculpem, mas desembolsar 3M€ num defesa-direito com os factos enunciados no paragrafo acima não faz sentido nenhum. Ora aí está, semanas depois o suíço foi dispensado por Sérgio Conceição.

Ainda assim, creio que faltam ainda várias arestas e situações pendentes por limar no plantel do FC Porto noutros setores que não a zona central da defesa. Mas claro, já se sabe que as limitações financeiras são mais que muitas e tenho a triste sensação de que se não sair mais ninguém do meio campo para a frente, dificilmente virá alguém que realmente acrescente e aumente o nível qualitativo do plantel. Na melhor das hipóteses ficaremos com um plantel com qualidade similar ao do ano passado, muito dificilmente por aquilo que se tem visto (dificuldades de ação no mercado de transferências) ficaremos com um plantel de nível superior ao que ganhou o título 2017/2018. E mais do que ninguém Sérgio Conceição merecia melhores ovos para fazer uma omeleta mais interessante.

23 julho, 2018

OFICIAL - MBEMBA ASSINA ATÉ 2022.


Mbemba: "Quero dar tudo o que puder pelo clube"
Defesa central contratado ao Newcastle lembra-se do FC Porto campeão europeu em 2004

Chancel Mbemba assinou contrato com o FC Porto até 2022 e garante que está a chegar a um clube que acompanha há vários anos. O defesa central contratado ao Newcastle lembra-se do FC Porto campeão europeu em 2004 e revela o jogador que acompanhou desde essa altura: Deco.

O jogador de 23 anos, internacional pela República Democrática do Congo, agradece a confiança dos dirigentes do FC Porto e fala de nomes como Sérgio Conceição ou Vincent Aboubakar, com quem irá partilhar o balneário na época 2018/19. Leia a entrevista do reforço azul e branco:

Recordações do FC Porto
“É um grande orgulho para mim, porque conheço, toda a gente conhece, o FC Porto. Estou muito contente por estar aqui, é um sonho que tenho desde que estava em África e via os jogos do FC Porto na Liga dos Campeões, conheço os grandes jogadores que já passaram por este clube e quero mostrar que também sou capaz e dar tudo o que tenho. Vou dar o máximo de mim com esta camisola.”

Encantado com Deco
“Lembro-me do FC Porto que ganhou a Liga dos Campeões, com José Mourinho. O meu jogador preferido nesse ano era o Deco, vi-o jogar muitas vezes quando estava em África. Nessa altura, não pensava que um dia poderia jogar nesta grande equipa e por isso tenho que agradecer a toda a gente, aos dirigentes do FC Porto, que quiseram que eu viesse jogar para aqui. Quero dar tudo o que puder pelo clube.”

Objetivos pessoais e coletivos
“Vou trabalhar para ganhar o meu lugar, porque eu prefiro ter concorrência. Quero dar tudo o que tenho para mostrar aquilo de que sou capaz a toda a gente. Vim para cá para conquistar títulos, mas em primeiro lugar vou continuar a trabalhar para ganhar. Se trabalhar bem, acredito que vou conseguir. Quero dar tudo, como todos vão dar, mas temos que trabalhar.”

O que conhece de Sérgio Conceição?
“Vi jogos do Standard quando ele foi lá treinador. Quando soube da oferta do FC Porto, comecei a observar a forma como o Standard jogava quando ele era treinador, sobretudo nos grandes jogos entre o Standard e o Anderlecht, onde eu joguei. O treinador não me conhece pessoalmente, mas vou fazer tudo o que está ao meu alcance para ele conhecer as minhas qualidades.”

E jogadores do atual plantel?
“Conheço o Aboubakar, já joguei contra ele em alguns jogos amigáveis e jogos de qualificação para a CAN 2015. Sim, conheço-o muito bem.”

Com quem se aconselhou sobre o FC Porto?
“Com o Christian Atsu, que conheço do Newcastle, não falei muito sobre o FC Porto, mas sei que ele jogou aqui. Partilhei a notícia com o Defour, que é um grande amigo, e com quem já joguei no Anderlecht.”


fonte: fcporto.pt

22 julho, 2018

MAREGA DECIDE.


EVERTON-FC PORTO, 0-1

Avançado maliano assinou uma vitória justa do FC Porto no particular frente ao Everton (1-0), no Algarve

O FC Porto bateu este domingo os ingleses do Everton, por 1-0, no Estádio do Algarve, em jogo de preparação referente à Algarve Football Cup. Moussa Marega, aos 51 minutos, fez o único golo do encontro e deu o triunfo aos campeões nacionais.

A primeira parte do FC Porto-Everton até foi animada, mas não há registo de oportunidades flagrantes de golo. Ainda assim, é justo dizer que foi a equipa inglesa a estar mais perto de abrir o ativo, sobretudo nos 30 minutos iniciais: Mirallas (9m) e Kieran Dowell (15m) testaram os reflexos de Casillas, que ainda viu Cenk Tosun acertar em cheio no poste (24m). Em jeito de resposta, Otávio ofereceu o golo a Aboubakar, mas o avançado camaronês falhou o desvio por muito pouco (27m).

Os campeões nacionais foram crescendo com o passar do tempo e voltaram a ameaçar aos 41 minutos, com Felipe a cabecear para defesa atenta de Stekelenburg, após canto de Alex Telles. No último lance do primeiro tempo, Aboubakar marcou mesmo, mas estava em posição irregular quando Alex Telles bateu o livre. O descanso fez bem ao FC Porto e a etapa complementar começou com Otávio a decidir-se pelo cruzamento quando se pedia o remate (47m), mas foi o brasileiro que deixou Marega na cara de Stekelenburg.

Num lance tantas vezes visto em 2017/18, o avançado maliano ganhou as costas da defesa contrária e, servido por Otávio, não perdoou no frente a frente com o guarda-redes do Everton (51m). Os Dragões foram claramente melhores do que o adversário nos segundos 45 minutos e estiveram perto do 2-0: Sérgio oliveira ficou a centímetros da glória (63m) e João Pedro obrigou Stekelenburg a aplicar-se (69m). Triunfo justo e teste com nota muito positiva para o FC Porto.



RESUMO DO JOGO

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21 julho, 2018

FOTO MÍSTICA #11 - Fernando Couto [1993]


O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com .


Época: 1992/1993
Local: Estádio das Antas
Data: 06.05.1993
Resultado:  FC Porto 2 x 0 Marítimo SC
Aparecem na fotografia: Fernando Couto e apoiantes do FC Porto

Os momentos de total comunhão entre adeptos e futebolistas de um clube acontecem menos vezes do que seria desejável. No entanto, quando sucedem, é como se a mística se explodisse em milhares de partículas ao vento, enfeitadas de ouro sobre azul.

Foi o que aconteceu naquela tarde em que o sol se espreguiçava pelo relvado das Antas, ao minuto 30 da jornada 34, quando Fernando Couto inagurou o marcador da derradeira partida do campeonato nacional 92/93, lançando em definitivo o FC Porto para a conquista do ceptro de campeão nacional. Kostadinov, aos 74 minutos, havia de sentenciar a partida e, consequentemente, as contas do campeonato, deixando o rival Benfica a 2 pontos de distância.

Fernando Couto, natural de Espinho, não jogou muitos anos como sénior do FC Porto (apenas 4), mas foi o suficiente para marcar indelevelmente a nação portista. Vários factos se juntam para isso: o facto de ser um menino da casa, pelo porte imperial que apresentava, pela longa cabeleira, pelo temor que inspirava nos avançados contrários, pela brutalidade da sua marcação, pelo facto de ter cimentado a expressão central à Porto e por ter sido um dos primeiros imigrantes da famosa geração de ouro do futebol nacional.

Couto era daqueles que não pedia licença para nada. Saltava como queria, cabeceava como queria, marcava como ninguém. Se por acaso a bola passava por ele, o jogador esse não podia passar.

Protagonizou episódios memoráveis, nomeadamente as batalhas campais que alimentou com Mozer. Jogador à moda antiga, para a história fica uma entrevista sua, à entrada do túnel de acesso aos balneários do antigo estádio das Antas, quando após uma pergunta de um repórter de campo sobre o que se tinha passado com Mozer, respondeu alto e bom som, chutando o assunto para canto: “O que se passou ali dentro foi futebol”.

Foi com Mozer também que viveu um dos piores períodos com a camisola portista, quando cedeu a uma provocação do central brasileiro e respondeu com uma cotovelada. Veiga Trigo não deixou passar o lance em claro e deu ordem de expulsão ao defesa nortenho. No final do jogo, Sir Robson sentenciava o sucedido com um humor tipicamente britânico: Benfica 2 x Fernando Couto zero. Logo de seguida, obrigou Coutro a treinar uma semana afastado do grupo de trabalho, no relvado do antigo campo de treinos das Antas.

Nada que impedisse Robson de, anos mais tarde, ir resgatar Couto àquela mítica equipa de Parma, onde o português havia alinhado com Buffon, Sensini, Cannavaro, Dino Baggio, Brolin, Asprilla e Zola.

Protagonizou ainda uma das melhores duplas de centrais de sempre do futebol mundial, ao lado de Jorge Costa, que veio a ser considerada a melhor dupla do Euro 2000. Foi, aliás, o primeiro internacional português a ultrapassar a barreira das 100 internacionalizações, o que atesta bem a relevância da sua carreira a nível internacional.

Fez também uma excelente parelha com Sinisa Mihajlovic na Lázio, vencendo uma Taça das Taças e o Scudetto em 2000, pondo fim a um jejum de 26 anos do clube laziale.

Deixou o FC Porto e nunca voltou a envergar a nossa camisola, embora o regresso fosse algo que vinha à baila todos verões no imaginário portista. Venceu 3 campeonatos e 3 Taças de Portugal de azul-e-branco.

Rodrigo de Almada Martins

20 julho, 2018

EFICÁCIA FRANCESA FEZ A DIFERENÇA.


LILLE-FC PORTO, 2-1

FC Porto perdeu frente ao Lille, por 2-1, no primeiro encontro da Algarve Football Cup

O FC Porto perdeu esta sexta-feira frente aos franceses do Lille (2-1), no Estádio do Algarve, em jogo de preparação referente à Algarve Football Cup. Xeka (64m) e Mothiba (87m) marcaram para o Lille, enquanto Hernâni fez o golo dos Dragões (72m), que voltam a entrar em campo no próximo domingo (20h00, Sport TV), diante dos ingleses do Everton.

Em mais um desafio de preparação para a temporada que arranca oficialmente a 4 de agosto, com a Supertaça, o FC Porto entrou melhor e o primeiro aviso foi dado logo aos quatro minutos: num bom desenho ofensivo dos Dragões, Óliver Torres deixou Marega na cara de Maignan, mas o guarda-redes do Lille negou o golo ao avançado maliano. Pouco depois, Soumaoro fez o mesmo a André Pereira com a baliza deserta, impedindo mais um remate certeiro do português nesta pré-época (15m).

O FC Porto teve mais posse de bola e rematou mais vezes do que o Lille na primeira parte, mas a velocidade dos homens mais adiantados da equipa francesa criou dificuldades à defensiva portista em alguns momentos. Pépé (20m) e Bamba (34m), que até foram os melhores elementos do Lille nos 45 minutos iniciais, ficaram perto de desfeitear Fabiano. Apesar dos lances de golo registados em ambas as balizas, o 0-0 não se desfez e o jogo chegou ao intervalo na mesma.

A etapa complementar começou com uma oportunidade flagrante para o FC Porto: Marega arrancou pelo lado direito e cruzou para Adrián López, que colocou a bola mesmo ao jeito do pé esquerdo de Hernâni. O avançado, em ótima posição, rematou ao lado (48m), tal como Pépé no frente a frente com Fabiano (64m). Minutos depois, o guarda-redes dos Dragões nada pôde fazer para evitar o golo de Xeka, servido por Soumaoro na sequência de um pontapé de canto (64m).

A reação portista não demorou muito e chegou pelo pé esquerdo de Hernâni, mas é justo dizer que o desvio em Souamoro foi determinante para os campeões nacionais chegarem ao empate (72m). O jogo partiu-se com o passar do tempo e foi num contra-ataque bem explanado que o Lille chegou à vitória: El Ghazi serviu Mothiba e este não deu hipóteses a Vaná, estabelecendo o 2-1 final favorável à equipa francesa (87m). Nas grandes penalidades, fator que poderá decidir o vencedor da Algarve Foorball Cup, o Lille também levou a melhor (4-3).



RESUMO DO JOGO

NOVA TEMPORADA, NOVOS DESAFIOS.


Campeões.

Uma palavra tão usada no FC Porto pós 1977, que quase se tornou banal. No Futebol, no Hóquei em Patins, no Andebol e até no Basquetebol (embora em menor escala) ou noutras modalidades como o Bilhar, Natação, Boxe, Ciclismo ou o Desporto Adaptado (não referindo também as entretanto extintas e não retomadas), o FC Porto tomou de assalto o desporto português e trouxe para o Norte uma imensidão de troféus que nos encheram de orgulho, ao mesmo tempo que fomos ficando um pouco insensíveis ao sucesso, de tão regular que ele foi.

Ganhar era obrigatório, a noção da dificuldade cada vez se tornou menos consciente. Até ao momento em que acabou mais uma geração de ouro no Hóquei, no Andebol fechou-se o melhor ciclo da história, no Basquetebol tivemos decisões que nos afastaram dos títulos importantes e no Futebol chegamos a uma encruzilhada histórica, com insucessos repetidos. Seria o fim do FC Porto dos mil e um troféus, como tantos sentenciaram?

Felizmente o funeral terá sido feito de forma prematura. Sem esquecer que passamos um ano muito difícil nas modalidades sinto que temos margem de manobra para pensar que poderemos voltar rapidamente ao sucesso nesse particular. No entanto no Futebol, que é necessariamente a força motriz do FC Porto, o ano foi de sucesso, mesmo com contratempos nas Taças e com uma noite de humilhação histórica no Dragão às mãos do Liverpool. O campeonato nacional voltou à Invicta, enchendo-nos de alegria e esperança no futuro.

O caminho está desbravado e os sucessos em catadupa estarão assim de volta de forma irresistível? Não necessariamente...

Externamente o polvo continua vivo e intocável apesar das buscas e da pressão num ou noutro peão do regime. O caminho de luta tem de continuar a ser trilhado sob pena do trabalho ficar a meio, custe a quem custar, por mais desagradável que a nossa postura possa ser para uma capital cansada do constante vasculhar na lama. É sujo e pouco agradável um clima de constante suspeição, sobretudo quando as suspeitas recaem sobre o venerável Clube do Regime? Claro que é, mas quem com ferros mata com ferros tem de morrer e quem se lembra do período 2004-2009 não pode sentir remorsos por travar esta guerra que como dano colateral torna o futebol português naturalmente irrespirável.

Internamente temos de estar atentos e unidos em prol dos interesses do FC Porto, não deixando que questões particulares se sobreponham às necessidades do Clube. Ter uma equipa recheada de campeões dá-nos outra segurança para a nova temporada em relação às anteriores mas também é regra no desporto que para uma equipa se manter competitiva e no top deverá ter uma injeção de talento e ambição de ano para ano. Paralelamente temos também de ser capazes de perceber que o plantel do ano passado foi espremido ao máximo e que a mesma estratégia nem sempre resulta da mesma forma, daí que entenda a preocupação tornada pública pelo Sérgio Conceição, mesmo que aqui a forma provavelmente se tenha sobreposto ao conteúdo, o que nem sempre resulta da melhor maneira.

O tempo é pois de muito trabalho e concentração nos desafios que o Clube enfrenta, cabendo a cada um dos decisores e atletas fazerem o melhor possível para atacarmos 2018/19 com o máximo de probabilidades de obtenção de sucessos.

Quanto a nós, Sócios e Adeptos, cabe-nos o papel de mantermos a ambição bem lá no alto, cumprindo um papel de apoio naturalmente exigente para com quem faz parte do FC Porto. Sem dramatismos nem histerias, mas sempre com muita frieza e realismo, saibamos todos ter a noção do que terá de ser feito de modo a podermos acrescentar mais “páginas de glória ao livro da nossa História”.


19 julho, 2018

PROBLEMA CENTRAL.


Uma semana se passou sobre a minha última crónica, e igual marasmo continua pelo reino do Dragão. Entre avanços e recuos em contratações e renovações, é o jovem André Pereira que vai brilhando nos jogos-treino, estatisticamente seguido de... Adrian Lopez!

Neste período tão embrionário da época, dados destes valem o que valem, não sendo contudo despiciente que, mantendo este nível de eficácia, André Pereira possa agarrar o lugar de Gonçalo Paciência, entretanto exportado para a Bundesliga.

Sendo sempre benvindos reforços para a frente de ataque, de preferência tendo qualidade, neste momento que escrevo, essa não me parece ser a zona mais deficitária da equipa. Saiu o jovem Paciência, cuja intervenção na última época foi mais de reforço de portismo no banco, do que propriamente grandes feitos no relvado. Dos pesos-pesados propriamente ditos, para além dos boatos típicos do mês em questão, certo é que todos continuam de azul e branco vestidos.

Como tal, se na passada semana era já tarde para avançar na questão "centrais", hoje começa já a entrar em modo de alarme. Confesso que não acompanhei com a devida proximidade a época de Chidozie no Nantes contudo, a não ser que tenha duplicado a sua maturidade, do que lhe conhecemos por épocas passadas, é um central esforçado e rápido, mas com muitas lacunas a nível do posicionamento. Se juntarmos esta relativa inexperiência, a um jogador pujante como Felipe, mas por vezes emocionalmente instável, não nego algumas (muitas) reservas sobre a intransponibilidade do nosso último reduto. Ao momento, sublinho, são estes os nomes mais fortes para dupla central. Diogo Leite, precisa ainda de mais rodagem a um nível competitivo mais elevado, pelo que seria injusto para o jogador lançá-lo já às feras. De Osório, já nem sequer mora no Dragão.

Este desleixo no centro da defesa poderia, deveria, e tinha de ser tratado bem mais cedo. Quer com a renovação atempada de Marcano ou mesmo com o "desempregado" Reyes (?). Sendo esses valores proibitivos como se constou, deveria ter sido prioritária a aquisição de um jogador já na época passada, para ser trabalhado com tempo, e agora estar em condições de ser uma alternativa válida. É incompreensível que quem tem facilidade de gastar milhões em jogadores de duvidosa valia, negoceie com intransigência de tostões, jogadores com algumas provas dadas, como o são por exemplo, Militão ou Mbemba.

Num campeonato como o português, de fraca competitividade nos lugares cimeiros, qualquer perda de pontos pode ser fatal na renovação do título. A solidez defensiva tem sido invariavelmente uma imagem de marca dos vários "Portos" campeões. Colocar esta premissa em causa, é dar pontos de avanço ao nosso principal rival. 
 
Eu espero, vocês esperam, Sérgio Conceição espera, que a SAD acorde para esta realidade, e bem rápido. A conjugação quase "milagrosa" de factores que permitiu o título do ano passado, foi uma excepção, não a regra.

Cumprimentos Portistas

18 julho, 2018

DOIS MINUTOS FATAIS.


PORTIMONENSE-FC PORTO, 2-1

Golo de André Pereira não evitou a derrota do FC Porto por 2-1, diante do Portimonense, no Algarve

Dois golos em dois minutos em cima do intervalo ditaram a primeira derrota do FC Porto na pré-temporada 2018/19. Na noite desta terça-feira, no Municipal de Portimão, perdeu por 2-1, diante do Portimonense, um adversário que está mais adiantado na preparação da nova época. André Pereira foi o autor do golo dos portistas que, face àquilo que produziram durante os 90 minutos, mereciam outro resultado.

No onze, surgiram duas caras novas em relação à época passada: o lateral brasileiro João Pedro, o primeiro reforço contratado neste defeso, e o central Chidozie, que esteve emprestado aos franceses do Nantes em 2017/18 e que fez dupla com Felipe no centro da defesa. Na ficha de jogo não constavam todos os 27 jogadores que trabalharão em Lagos até dia 25, porque Danilo e José Sá ainda estão entregues aos cuidados do departamento médico.

Fiel à imagem da época passada, o FC Porto teve uma entrada forte no jogo, com a baliza adversária sempre na mira, e depressa obrigou o guarda-redes algarvio a aplicar-se perante um remate de Soares, após assistência de Brahimi (7m). Os dois voltaram a estar em destaque mais tarde, quando o brasileiro, na cara de Ricardo, não conseguiu concluir com sucesso uma excelente jogada do argelino (22m).

Nessa altura, já o Portimonense estava a crescer no jogo e quem deu o primeiro sinal foi Manafá com um remate a que Casillas respondeu com uma grande defesa (25m). Os algarvios estavam mais atrevidos, apoiados em transições rápidas e foi assim que, em apenas dois minutos, marcaram dois golos: o primeiro apontado por Pires (42m), num lance em que parece partir em posição de fora de jogo, e o segundo por Bruno Tabata (44m).

Na segunda parte, o FC Porto apareceu com seis caras diferentes para pôr em prática a reação. Entra elas estava André Pereira, que não precisou de muito tempo para por a defesa algarvia em sentido com um remate ao poste (51m). Não foi à primeira foi à segunda que o jovem avançado, emprestado ao Setúbal na segunda metade da época passada, conseguiu marcar após um cruzamento de Oleg (82).

Era um golo que os portistas há muito justificavam – já antes, Hernâni tinha visto o guarda-redes negar-lhe a festa por duas vezes -, mas que surgiu tarde, no último quarto de hora de uma segunda parte em que Sérgio Conceição aproveitou para dar minutos a todos os jogadores disponíveis.

Os Dragões ainda tentaram um forcing final e Adrián López teve nos pés uma excelente oportunidade para fazer o golo de um empate que, face ao que se passou nos 90 minutos, não tinha ficado mal no marcador.

No calendário azul e branco segue-se a participação na Algarve Football Cup, que contempla um jogo com os franceses do Lille, na sexta-feira, e com os ingleses do Everton, no domingo (ambos têm início às 20h00 e transmissão em direto na Sport TV).



RESUMO DO JOGO

A ÉPOCA DAS NOSSAS MODALIDADES - ANDEBOL.


Na sequência do ciclo de posts iniciado na semana passada, vou hoje debruçar-me sobre a época passada da equipa de...
  • ANDEBOL
A época iniciou-se com a dispensa de um treinador ainda com um jogo por disputar, uma vez que se aguardava o desfecho do processo que analisava a queixa do FC Porto sobre a arbitragem de um jogo. Essa queixa, totalmente provida de razão como o processo cashball veio demonstrar, mas a federação de andebol resolveu ser conivente com os crimes e com os criminosos, ignorando aquilo que toda a gente viu.

Em virtude desta decisão errada da Federação de Andebol de Portugal, a época iniciou-se com um jogo entre ABC e sporting, quando deveria ter sido o FC Porto a ter marcado presença.

No campeonato nacional, o calendário era tudo menos favorável a uma equipa em crescimento e ainda a consolidar a mensagem de um novo timoneiro, com a receção ao ABC e as deslocações ao alto dos moinhos e à Madeira, terreno muito difícil nas últimas épocas para a nossa equipa.

A 1ª vitória só iria aparecer na 4ª jornada na receção ao S. Bernardo, o que marcaria o início de um ciclo de 10 vitórias consecutivas, apenas interrompida pelos jogos do play-off da EHF onde nos calhou em sorte o Fuchse Berlin, clube que viria a vencer a competição.

No que a competições nacionais diz respeito, a série vitoriosa saldou-se por 19 jogos.

A entrada para a 2ª fase deu-se com uma diferença pontual de 2 pontos para o sporting, e qualquer passo em falso significaria comprometer as aspirações de resgatar o título nacional. Arranque com deslocação a Avanca, e nada fazia antever um empate, o que colocou logo uma pressão nos comandados de Lars Walther sendo a 2ª jornada uma deslocação à Madeira onde, surpreendentemente, face aos resultados dos últimos anos, conseguimos uma vitória tranquila por 29-18.


Se as nuvens do empate em Avanca pareciam querer dissipar-se com a vitória na Madeira na 3ª jornada, na receção ao ABC, novo empate, o que deixava logo antever que a época seria coroada de insucesso, com 3 derrotas consecutivas na deslocação ao alto dos moinhos e nas receções ao sporting e ao Avanca, o que significou desde logo o adeus ao título - as duas últimas derrotas, já com Carlos Martingo ao leme da equipa. A partir desse jogo, 4 vitórias que não foram suficientes para passar do 3º lugar.

A Final 4 da Taça de Portugal proporcionou novo embate e derrota com o sporting, o que significou desde logo terminar a época sem um título pelo 3º ano consecutivo, época essa que poderemos classificar de desastrosa.

A nova época 2018/2019, vai-se iniciar com a 1ª eliminatória da Taça EHF, podendo a 1ª jornada vir a ser jogada por meados da 1ª semana de Setembro.

Nova época que vai ter um novo timoneiro, Magnus Andersson (CV: link1, link2 e link3).

Relativamente ao plantel à disposição do timoneiro, perde Cuni Morales e Jose Carrillo, ganhando um lateral direito com experiência da Liga Alemã, Djibril M'Bengue, e ainda o rumor Fábio Magalhães para reforçar a posição de central. Faltará um ponte esquerdo para competir com Branquinho.

Pelo curriculum do novo treinador, espera-se uma nova época positiva, no entanto, os adversários partirão claramente à nossa frente.

PS - O sorteio de ontem da Taça EHF ditou que na 1ª eliminatória o adversário seja AHC Potaissa Turda com jogos a 1 e 8 de Setembro e a 2ª eliminatória irá significar um embate com o SKA Minsk com jogos a 6 e 13 de Outubro. Num dos próximos textos irei analisar um pouco estes adversários e o que nos poderá trazer a competição. O sorteio pode ser AQUI revisto.

Abraço,
Delindro.