27 julho, 2007

Este vício de vencer...

… é uma coisa que começa a dar ar de merecer honras de ser considerado um «case-study», porque não obstante épocas passadas que foram arrebatadoras e épicas para o clube, com o lapidar permanente de diamantes para os tubarões da Europa se deliciarem lá mais para a frente, continuamos a vencer… e a convencer (mesmo que por cá, tenhamos que continuar a sentir na pele a ‘inveja dos medíocres’).

Tendo ontem participado em mais um torneio de preparação para a nova época desportiva que se avizinha, desta vez, o Torneio Centenário da Atalanta (Itália), acabamos por conquistar mais um troféu enriquecendo ainda mais o nosso historial, fruto das vitórias nos 2 jogos realizados, ainda que de 45 minutos cada um e pelo mesmo resultado (1-0).

É caso para dizer que está cumprida mais uma etapa da preparação para a época que se avizinha, desta vez, em dose dupla.

data: 26.07.2007
torneio: Torneio do Centenário da Atalanta
local: Estádio Atleti Azurri D'Italia, em Bérgamo

FC Porto, 1 – Estrela Vermelha, 0
Adriano (9m)

FC Porto: Nuno; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Lino; Paulo Assunção, Raúl Meireles e Luís Aguiar; Lisandro Lopez, Adriano e Quaresma

Não foi tudo, mas os primeiros 45 minutos ficaram de uma forma magistral, marcados pelo monumental golaço de Adriano, quando este amortece a bola no peito, depois de (mais) um cruzamento de trivela do nosso mágico Harry 'Quaresma' Potter, e executa um espectacular pontapé de bicicleta que só acaba com a bola no fundo da baliza adversária, estavam ainda decorridos apenas 9 minutos de jogo … foi um daqueles golos de ‘levantar o estádio’ que merece ser visto, revisto e novamente revisto vezes sem conta.


O FC Porto conseguiu manter neste jogo até bem perto dos 30 minutos, uma já razoável circulação de bola entre os seus jogadores, num onze que era muito próximo do normalmente utilizado na época passada … as excepções eram Nuno, Lino e Luís Aguiar.

Foi conseguindo criar diversas oportunidades de golo para ampliar o resultado, até que à passagem da meia-hora, o árbitro resolveu intervir e procurar dar alguma maior emoção ao jogo, quando inventa literalmente (serão efeitos do ‘apito Bermelho’?) uma grande penalidade que poderia ter alterado o rumo do controle total do jogo que os azuis-e-brancos estavam a mostrar, o que não chegou a acontecer por obra e graça do Nuno “Espírito Santo” que tratou de manter a justiça no resultado do jogo, tendo defendido a grande penalidade.

Pela positiva neste jogo, o fenomenal golo de Adriano, Quaresma com as suas trivelas e Nuno com muito segurança… com nota negativa, apenas o facto de Luís Aguiar me parecer, pelo 2º jogo consecutivo, completamente perdido em campo. Não sei se terão visto o mesmo que eu?

FC Porto, 1 – Atalanta, 0
Lisandro Lopez (8m)

FC Porto: Nuno; Fucile, João Paulo, Bruno Alves e Cech; Bolatti, Kazmierczak, Jorginho; Quaresma, Edgar e Lisandro. -- Jogaram ainda: Lino e Adriano.

Para o segundo jogo, o FC Porto surgiu transformado no seu onze, fruto das muitas mexidas operadas pelo treinado, tendo-se mantido apenas em campo e do 1º jogo, Nuno: Bruno Alves, Quaresma e Lisandro.

Aos 7 minutos de jogo, Lisandro inaugura o marcador aparecendo ao 2º poste para empurrar a bola depois de um passe de cabeça de Edgar, no seguimento de mais uma «obra-prima» de Ricardo Quaresma, que de «letra», faz o cruzamento… mais uma vez, brilhante e só ao alcance dos predestinados.


Contra um adversário mais forte, o da casa (Atalanta), deu para perceber uma já apreciável consistência defensiva, mas onde o sentido ofensivo, alguém que transporte jogo, continua a ser muito deficitário, na maior parte das vezes, disfarçada pela «dependência» dos virtuosismos de Ricardo Quaresma.

Até ao final do jogo, e fruto de alguma pressão ofensiva por parte dos italianos, Nuno tratou de dizer “presente”, tendo segurado o resultado com um punhado de boas e importante defesas.

Pela positiva neste jogo, a consistência defensiva, Nuno imperial, Bolatti em crescendo e toda a jogada que dá origem ao golo de Lisandro… com nota negativa, a falta de alguém que pegue no jogo e leva a bola para a frente, porque apenas e só Quaresma, é pouco, muito pouco.

ps1 – [nova actualização] temos já 15 aliados na divulgação do [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com a colocação do banner respectivo nos seus espaços de discussão. São eles o Portistas de Bancada, Estádio do Dragão, O Gil, Dragalhadas do Dragão, Mundo Azul e Branco, Sangue Azul, Dragão Nortenho, Sou Portista com Orgulho, FC Mangalhões, DragãoPentaCampeão, Blog do Dragão Azul, Anti-Lampião, Tribunal do Futebol, BlogHistórias e Alfrodo… e tu, de que esperas afinal para te juntares a nós nesta causa, que não é nossa!, mas sim de todos os Portistas? Se também estás interessado em aderir a esta causa em prol da 'honra e bom nome do FC Porto', solicita-nos via email o código do banner, mas não te esqueças de nos comunicar qual o endereço do teu espaço de discussão, de forma a que possamos manter devidamente actualizada a lista dos aliados.

ps2 – são já ‘4 cérebros do photoshop’ a trabalhar no estirador. E tu? que esperas?… se te consideras um ‘cérebro em photoshop’, tenho a comunicar-te que está em aberto um concurso de ideias para um projecto em que se pretende acima de tudo, prestar a devida homenagem a um momento muito importante deste espaço de discussão e que tudo indica, irá ocorrer em breve, mas ao mesmo tempo, festejá-lo condignamente com todos vocês que nos visitam e que fazem deste espaço aquilo que ele hoje é na blogosfera azul. Se te sentes motivado, só tens que enviar um email para blogdoblueboy@gmail.com, que de imediato na volta, explico-te o que pretendemos. Agora, despachem-se lá com isso, porque o tempo já não é muito e como tal, há que dar corda na sapatilha.

26 julho, 2007

Branqueamento

Os me(r)dia - Estilhaço, desculpa lá a apropriação indevida, mas esta tua expressão é genial - do costume, encabeçados por essa televisão sensacionalista, pouco credível e anti-portista primária, a TVI, já começou o contra-ataque para branquear as informações de Ana Salgado. Mas vamos lá por partes:

Dizia a douta juíza, essa paladina da Justiça, Maria José Morgado, acerca de Carolina Salgado e da sua importância para o caso "Apito Dourado": "Aliás, a credibilidade da testemunha resulta da razão de ciência dos seus conhecimentos, e não doutras considerações mais ou menos estranhas ao objecto dos autos".

Ora, eu talvez seja um pouco naif e fraco entendedor dos ditames jurídicos mas, sendo assim, não se aplica o mesmo em relação à irmã gémea, Ana Salgado, que vem agora desvendar - podem ver o vídeo aqui - que o livro e filme tiveram a ajuda de um Inspector da Judiciária e outras revelações não tão bombásticas, pois já eram comentadas aqui na blogosfera.? Se a credibilidade de uma testemunha resulta - e adoro esta frase - "da razão de ciência dos seus conhecimentos", Ana Salgado, irmã gémea da alternadeira, convivendo com ela diariamente, aparecendo, numa imagem de enorme amizade e empatia, num programa de Julia Pinheiro, com Carolina, terá também esse estatuto. Ou a ex-militante comunista, agora armada em verdugo de Pinto da Costa, nem se dá já ao trabalho de disfarçar a parcialidade do seu trabalho?

Como dizia eu, surpreendentemente - ou talvez não - alguns meios de comunicação, numa primeira fase, foram aparentemente apanhados desprevenidos. O Correio da Manhã, conhecido pela verborreia sistematicamente destilada contra o Porto, não fosse aquela a casa de Cartaxana, Marcelino e Cª, não chamou o assunto à primeira página, com as costumeiras parangonas. Algo estranho num jornal que, quase diariamente, mantêm um interesse obsessivo pelo caso, conseguindo inclusivé informações que deveriam estar em segredo de justiça - não me digam que o tal Inspector ganha umas massas a vender informações aos pasquins? - e acompanhando os esforços hercúleos de uma equipa de investigação que, pelos vistos, caiu no goto da Cofina.

Se o Correio da Manhã foi apanhado de "calças na mão", a TVI, líder destacada nas audiências cá do burgo, pareceu também alheada do exclusivo da rival SIC. Aparentemente. Porque aquela gentinha, de quem se diz ir financiar o filme de Botelho & Pinhão, não dorme em serviço. 24 horas depois, as declarações de Ana Salgado chegaram, finalmente, às hostes de Moniz. Chegaram? Hummmm....

Quem esteve atento na 6ª feira, dia 20, ao jornal da SIC - eu fui um deles - e matava tempo, no Sábado, em frente à TV, sintonizado na TVI, julgou que a notícia avançada era totalmente distinta. E, no fundo, até era. Abriu assim, o pivô parvónio lá do sítio: "Ana Salgado, irmã gémea de Carolina, com graves acusações". Até aqui, tudo normal. Mal conseguindo esconder a ansiedade, tendo inclusivé titubeado nas palavras, o escorreito jornalista saiu-se com esta: "Ana Salgado implica Fernando Póvoas e Fernando Madureira, o líder dos SuperDragões". Aqui, larguei o que estava a fazer e fiquei atento. Muito atento. "Mas que raio vem a ser isto?", matutei, enquanto esperava, tempos infindáveis, pela notícia, estrategicamente retardada, para aumentar o interesse. Finalmente, quando o desespero se instalava, lá veio a notícia.

Vamos fazer uma pausa. Breve, prometo. Quem viu, abstenha-se de responder. Quem não viu, dê lá o seu palpite. Que reportagem iremos nós assistir? Ao decalque da passada na SIC, com rótulo de exclusivo? A novas e explosivas revelações de uma das filhas de Joaquim Salgado? Ao desmentido do que tinha dito um dia antes?. Vá lá, então...façam um esforço...pensem lá um poucochinho. Pronto, eu não prolongo este suspense muito mais tempo...

A notícia era basicamente a mesma. Mas, num daqueles prodígios só possíveis por passes de mágica, ao bom estilo de David Copperfield, eis que declarações bombásticas do dia anterior... se tornam em suspeitas sobre Pinto da Costa e o FCP. Surpreso com esta reviravolta, caro leitor?

Também eu, apesar do deboche sistemático a que venho assistindo. Maria José Morgado e Luis Filipe Vieira desapareceram, como se apagados por uma mão gigantesca, da reportagem. Em seu lugar, umas pretensas insinuações sobre a promiscuidade, ou apetite sexual intenso, de Carolina, com casos atribuídos a Fernando Póvoas e Fernando Madureira. Confuso? Não convêm, pois ainda existe mais...

Mourinho, que pelos vistos nem em Inglaterra está sossegado, também é lançado para a caldeirada. Alegadamente - e o alegadamente deve-se ao facto de nunca vermos Ana Salgado a proferir as declarações, mas sim o pivô - ofereceu dinheiro à alternadeira para ela...não o colocar no livro. "E então estes gajos não falam do conluio do Orelhas para a realização do livro?", magicava eu, inquieto. "E as acusações de Ana Salgado ao Inspector da Judiciária?", murmurei, ingenuamente. Ouvi então uma voz, grossa e num tom cavernoso,proveniente do céu - e juro que isto é verdade, a sério - que me diz, como numa revelação: "Ó meu grande toino, se a TVI não fala disso, é porque o acontecimento nunca existiu". Ainda em transe, julgando estar a assistir a um fenómeno sucedâneo dos pastorinhos, olhei receosamente para o lado. Mais ninguém, lá em casa, se apercebeu do fenómeno místico a que eu tinha assistido. Temeroso, olhei para a TV. Continuava a reportagem. "Pode ser que falem agora do resto", proferi, esperançoso...

"Ó meu grande toino...", ainda ecoavam as palavras do Messias na minha cabeça, quando entra em cena o pai de ambas. Primeiro, senti alguma piedade do indivíduo. Ter uma filha como a Carolina é motivo suficiente para nos solidarizarmos com ele. Ou não. Como se pode ver à frente. Mostrando orgulho na sua pronúncia nortenha, o dito cujo começa ao ataque. "A Ana Salgado é mentirosa compulsiva". Lá se foi a piedade sentida pelo homem. " O que ela queria era dinheiro e, como a irmã não lho deu...". Pronto, nesta fase fiz um mea culpa por ter tido sentimentos de bom samaritano. E lá continuou o homem, num tom pungente, que faria as delícias dos amantes de melodramas, discorrendo sobre as vicissitudes da sua família, outrora tão honrosa. Para filme lacrimejante até nem estava mal, mostrar um pai pesaroso em directo, mas a TVI queria mais. E teve-o...

"Foi por coisas assim que deixei de ir ao futebol", exclama Joaquim Salgado, a respeito de nada. E chegamos ao ponto capital. A acusação leviana, sem provas, em directo, branqueando o que Ana Salgado tinha dito 24 horas antes. Não me alongo mais. Grosso modo, o que o progenitor das maninhas Salgado insinua é que, antes de um Boavista-Porto - mais precisamente o que envolveu a oferta da bota de Deco ao árbitro - ele sabia que se ia passar algo grave, benéfico a um dos clubes, "de que não digo o nome", mas que equipa de azul e branco. Algo revoltante, nojento, que impediu, vejam lá, um pai de família de frequentar estádios, matando uma paixão de infância. O que é que se passou de tão grave nesse jogo, estarão todos a perguntar?

NÃO SEI. Nem eu, nem o decano Salgado. Provavelmente, não lhe disseram. Não era importante. A reportagem e entrevista acabaram ali, cirurgicamente. O manto diáfano da suspeita tinha cumprido o seu dever. Abateu-se sobre quem já é apontado pelo zé povinho. O mais importante estava feito. Com um bónus, tipo ovo kinder. Descredibilizou-se o depoimento de Ana Salgado e procedeu-se ao branqueamento de quem, por ela, foi envolvido no escândalo. O contra-ataque foi mortífero.

Já se aperceberam da estirpe perigosa de inimigos que estamos a defrontar? Esta gente não quer, apenas, a ruína de Pinto da Costa. Esta gente, agora apontada a dedo, quer destruir o PORTO! Não se trata, apenas, de um conluio urdido por inimigos figadais do nosso presidente. Ao bom estilo dos Ficheiros Secretos, em que Fox Mulder lutava desesperadamente contra conspirações gigantescas, também aqui o enredo extravasa da simples questiúncula futebolística. Sinceramente, o que mais me choca é o total despudor, a amoralidade desconcertante de uma Instituição em quem deveríamos confiar cegamente: a JUSTIÇA! Inspectores armados em consultores de livros e filmes, procuradoras que ligam a testemunhas, preocupadas com o seu bem estar, depoimentos "cozinhados", tem-se assistido a tudo, revelador de que, provavelmente, não se deterão perante essa "coisa" insignificante chamada VERDADE. Realmente, o que interessa isso?

notas do administrador:

Não esquecer esta noite a participação do FC Porto no Torneio Triangular do Centenário do Atalanta, com a realização de 3 jogos de apenas 45 minutos cada, com a particularidade de podermos rever o nosso ex-treinador Del Neri (se é que alguma vez o chegou a ser) que treina actualmente os italianos do Atalanta.

Mais logo, poderão televisionar estes 3 jogos, via RTP1, pela seguinte ordem:

19h30 - FC Porto - Estrela Vermelha
20h25 - Atalanta - Estrela Vermelha
21h25 - FC Porto - Atalanta


ps1 – [nova actualização] temos já 13 aliados na divulgação do [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com a colocação do banner respectivo nos seus espaços de discussão. São eles o Portistas de Bancada, Estádio do Dragão, O Gil, Dragalhadas do Dragão, Mundo Azul e Branco, Sangue Azul, Dragão Nortenho, Sou Portista com Orgulho, DragãoPentaCampeão, Blog do Dragão Azul, Anti-Lampião, Tribunal do Futebol e BlogHistórias… e tu, de que esperas afinal para te juntares a nós nesta causa, que não é nossa!, mas sim de todos os Portistas? Se também estás interessado em aderir a esta causa em prol da 'honra e bom nome do FC Porto', solicita-nos via email o código do banner, mas não te esqueças de nos comunicar qual o endereço do teu espaço de discussão, de forma a que possamos manter devidamente actualizada a lista dos aliados.

ps2 – já temos ‘3 cérebros do photoshop’ na mesa de inscrições, e tu? porque esperas?… se te consideras um ‘cérebro em photoshop’, tenho a comunicar-te que está em aberto um concurso de ideias para um projecto em que se pretende acima de tudo, prestar a devida homenagem a um momento muito importante deste espaço de discussão e que tudo indica, irá ocorrer em breve, mas ao mesmo tempo, festejá-lo condignamente com todos vocês que nos visitam e que fazem deste espaço aquilo que ele hoje é na blogosfera azul. Se te sentes motivado, só tens que enviar um email para blogdoblueboy@gmail.com, que de imediato na volta, explico-te o que pretendemos. Agora, despachem-se lá com isso, porque o tempo já não é muito e como tal, há que dar corda na sapatilha.

25 julho, 2007

Está um lindo dia lá fora

Bem que a vontade é de rabiscar, à luz das notícias publicadas nos últimos dias, mais umas linhas de revolta pela pouca-vergonha em que se transformou a cruzada de alguns contra um. Mas não, está um lindo dia lá fora, o sol está a brilhar e apesar do vento frio que se faz sentir (culpem o anti-ciclone dos Açores e a sua teimosia em não se querer deslocar para mais próximo do Continente Europeu) até que não se está nada mal.

Vamos portanto deixar as ligações do Presidente a funcionários da Justiça, vamos deixar os encontros em Hotéis de Lisboa, vamos deixar os piscar de olhos cúmplices, vamos deixar o quadro do Cargaleiro e os 20.000 Euros.

Vamos deixar mas apenas por uns momentos. Que ninguém pense que nos deita areia prós olhos. Não será de descansar até que alguém, de seu direito, nomeie não um Simão da Magistratura mas um Quaresma da Magistratura. Siga então a Marinha porque a Força Aérea está parada.

E por falar no Ricardo Quaresma cumpre também bitaitar umas linhas pelas suas afirmações após o jogo com os Mónicos. Numa sociedade onde o materialismo, normalmente, se sobrepõe ao humanismo é agradável escutar palavras como as do Harry Potter.

Claro que todos sabemos, já há bastante tempo, que o mito do atleta amar o clube não pertence mais aos nossos dias. O mundo de hoje, globalizado ou não, deixa de lado a importância, relevante ou não, da paixão e desloca a sua vertente para o status e para o dinheiro. Montes de dinheiro.

Ora como dinheiro não lhe deve faltar pode afirmar facilmente que o dinheiro, às vezes, não é tudo. E não é, pois não compra a felicidade.

Mas felicidade também não lhe deve faltar. Tem ganho montes de títulos, é o mais acarinhado pelos adeptos (mesmo quando faz o que não devia fazer) e agora enverga a braçadeira de (sub) capitão.

Muito provavelmente, porque o futuro nunca aconteceu e embora já tenha dito não por um par de vezes, sairá para outro clube onde o dinheiro não será tudo e não lhe falte a felicidade (é por isso que não compro camisolas do clube com nomes de jogadores).

Mas ficarão as palavras, a fibra afirmada pela diferença, ao aceitar dar o que tem e receber o reconhecimento dos adeptos, o orgulho de envergar a nossa armadura Azul-e-Branca e recusar assim mais uns Euros.

Um bem haja ó Harry Potter do Reino Mágico do Dragão.

Obrigado por ficares e nos obrigares a seguir a bola nos teu pés com atenção redobrada, tentando advinhar qual o feitiço que irás utilizar, sem medo de seres condenado a Azkaban. Que nunca te falte, no nosso Reino, a felicidade que tu mereces. O dinheiro virá atrás.

Penso não me enganar ao afirmar que tu és dos poucos que já conquistas-te, em conjunto com o coração de todos os adeptos, um lugar na nossa história.

E não é que continua um lindo dia lá fora !

Saudações,
Estilhaço

ps 1 - Umas linhas para alguém que talvez merece-se uma oportunidade a sério. Rentería, é claro. Aparentemente vai ser dispensado. Continuo com a opinião que é bom de bola e o pouco, muito pouco mesmo, que jogou não demonstrou, nem de longe nem de perto, o que vale. Por outro lado não posso deixar de concordar quando se afirma no Jogo que 'Jesualdo Ferreira acha que o ponta-de-lança colombiano não tem maturidade suficiente para integrar o plantel do FC Porto e pretende que rode numa equipa que lhe proporcione mais oportunidades para jogar e uma adaptação progressiva ao futebol europeu´. Mas é assim, uns falham às pazadas e seguem em frente, outros nem sequer oportunidade tem. Uma pergunta aos amigos Blues. Alguém explica o alvoroço dos adeptos quando ele toca na bola ?


ps 2 -
Continua em divulgação o [CoNtRa DosSieR] Apito Bermelho com constantes actualizações. Existem já alguns banners nos blogs Aliados mas são precisos mais, muito mais. Coloquem lá o bannerzito no Vosso blog linkado ao dossier e enviem um pequeno email para o admin deste blog apenas para inclusão na lista. Vamos lá, todos juntos somos mais.

notas do administrador:

ps1 – [nova actualização] no [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com o upload de 1 nova imagem (actualmente com 119 slides) bem fresquinha, agora que parece que o “apito vai mesmo apitar”… passem por lá para confirmar

ps2 – [nova actualização] temos já 10 aliados na divulgação do [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com a colocação do banner respectivo nos seus espaços de discussão. São eles o Portistas de Bancada, Estádio do Dragão, O Gil, Dragalhadas do Dragão, Mundo Azul e Branco, Sangue Azul, Dragão Nortenho, Sou Portista com Orgulho, Tribunal do Futebol e Anti-Lampião… e tu, de que esperas afinal para te juntares a nós nesta causa, que não é nossa!, mas sim de todos os Portistas? Se também estás interessado em aderir a esta causa em prol da 'honra e bom nome do FC Porto', solicita-nos via email o código do banner, mas não te esqueças de nos comunicar qual o endereço do teu espaço de discussão, de forma a que possamos manter devidamente actualizada a lista dos aliados.

ps3 – já temos ‘3 cérebros do photoshop’ na mesa de inscrições, e tu? porque esperas?… se te consideras um ‘cérebro em photoshop’, tenho a comunicar-te que está em aberto um concurso de ideias para um projecto em que se pretende acima de tudo, prestar a devida homenagem a um momento muito importante deste espaço de discussão e que tudo indica, irá ocorrer em breve, mas ao mesmo tempo, festejá-lo condignamente com todos vocês que nos visitam e que fazem deste espaço aquilo que ele hoje é na blogosfera azul. Se te sentes motivado, só tens que enviar um email para blogdoblueboy@gmail.com, que de imediato na volta, explico-te o que pretendemos. Agora, despachem-se lá com isso, porque o tempo já não é muito e como tal, há que dar corda na sapatilha.

FC Porto, versão 2007/08 - 11º reforço

Ernesto Farias, também conhecido no mundo do futebol por ‘Tecla’, avançado, 27 anos, ex-River Plate, de nacionalidade argentina, assinou contrato com o FC Porto para as próximas 4 temporadas, com um custo de 3,5 m€ para os cofres do FC Porto.

É um avançado que chega com um bom cartão de visita e famoso pela sua veia goleadora, bastando recordar que era até ontem o segundo melhor marcador argentino em actividade no seu campeonato, só suplantado pelo Martin Delgado, o que não deixa de ser surpreendente.

Aparentemente e segundo rezam as crónicas, claramente uma boa contratação. Nós, esperamos ansiosamente por confirmar todos estes atributos divulgados.

A partir de agora, és dos nossos e como tal, BOA SORTE com as cores do Dragão vestidas.

outras contratações 2007/08: Lino, Fernando, Edgar, Rabiola, Kazmierczak, Nuno Espírito Santo, Luís Aguiar, Mário Bolatti, Mariano González e Leandro Lima.

24 julho, 2007

Momentos de glória (II)

Na semana anterior explanei aqui, nesta coluna de opinião, as conquistas da época 98/99 quando se conseguiu o 1º pleno das modalidades. Segue-se uma viagem a um passado não tão «longínquo», altura em que o FC Porto conseguiu o seu 2º pleno nas 4 modalidades. Vamos recuar então, até 2003/04, época em que pela segunda e última vez, até hoje, um clube conseguiu ganhar todos os campeonatos:



24 de Abril de 2004

O FCPorto de Mourinho preparava-se para o jogo do dia seguinte em que se os Dragões ganhassem ao Alverca sagrar-se-iam, de imediato, bicampeões Nacionais de futebol. O FCPorto ganhou 1-0 com um golo de Bosingwa num Estádio do Dragão completamente lotado (eu incluído), mas a primeira festa tinha sido na véspera desse jogo quando o Sporting perdeu em Leiria e logo ali deu o título aos Portistas. O FCPorto pode assim preparar convenientemente a sua campanha Europeia que terminou 1 mês depois com a conquista da Champions (no ano anterior tínhamos conquistado a Uefa). Este FCPorto bicampeão Nacional era treinado por Mourinho e tinha como principais jogadores Vítor Baía, Nuno, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Ricardo Carvalho, Jorge Costa, Costinha, Maniche, Alenichev, Deco, Carlos Alberto, Derlei, McCarthy, Pedro Mendes, entre outros... O FCPorto terminou a prova com 8 e 9 pontos de avanço sobre Benfica e Sporting, respectivamente.


05 de Maio de 2004

Nessa noite o Sporting perdeu em Braga o que, desde logo, garantiu o tricampeonato de andebol ao FCPorto que no dia a seguir goleou, no Restelo, o Belenenses por 36-28. Dias antes, tinha estado em Santo Tirso a ver o Porto-34-ABC-30 que terá sido a vitória mais importante do FCPorto nesta fase final. O Porto terminou a prova com 10 pontos de avanço sobre o Sporting. Paulo Jorge Pereira era o treinador (sucedera ao categorizado Branislav Pokrajac no final da época anterior) e tinha como principais jogadores Resende, Petric, Dedu, Carlos Ferreira, Ricardo Costa e Rui Rocha, uma equipa fabulosa...


29 de Maio de 2004

Em Queluz, o FCPorto bateu a formação local (treinada por Alberto Babo) por 74-72 e sagrou-se campeão Nacional de basquetebol, 5 anos depois, com Pinto da Costa a assistir ao jogo decisivo ao lado do Presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara. Na final do play-off o FCPorto bateu o seu adversário (Queluz) por 3-1 tendo como treinador Luís Magalhães e como principais jogadores Heshimu Evans, Stewart, Stanback, Paulo Cunha, Rui Mota e Elvis Évora. Até à final, o FCPorto despachou o Seixal por 3-0 e o Belenenses por 3-1. O FCPorto dessa época ganhou todas as provas Nacionais, campeonato Nacional, taça de Portugal e taça da Liga, enquanto o Benfica surpreendeu, pela negativa, ao não conseguir o apuramento para o play-off do Campeonato.


26 de Junho de 2004

No hóquei em patins os Dragões foram tricampeões Nacionais numa época de renovação (Tó Neves saiu mas também Paulo e Pedro Alves) em que no início da fase final o Porto não estava na liderança mas não tinha perdido a esperança... Na fase final os Dragões efectuaram uma bela prova e chegaram à última jornada com possibilidades de se sagrarem (tri)campeões mas para isso tinham a obrigação de ganhar ao líder Barcelos, a quem bastava empatar. O treinador Portista era Franklim Pais que ambicionava chegar à liderança (e ao título) pela 1ª vez durante essa época. Em Fânzeres, uma enorme massa adepta (também lá estava o Lucho) levou o FCPorto à vitória por 7-4, num jogo memorável e assim se celebrou de forma intensa e emocionante um quase impensável tricampeonato. Ainda recordo a emoção de Ilídio Pinto e Franklim Pais, momentos após o final do encontro. A partir dessa conquista, foi sempre a abrir, e, como devem saber, já vamos no hexacampeonato. Em 2003/04 os principais jogadores do Porto eram Bosch, Ventura, Filipe Santos, Reinaldo Garcia, Pedro Gil e Emanuel Garcia (todos eles faziam ainda parte do plantel 2006/07). Em 2004 o Porto foi, de novo, finalista vencido da Taça dos Campeões Europeus, ganha pelo clube em 1986 e 1990.




E pronto, a viagem a 2004 está finalizada. A magia do nosso clube tem, de facto, muitos capítulos gloriosos mas, a partir de agora, é unir forças e encarar a próxima época, 2007/08, com optimismo e confiança. O nosso Porto encarregar-se-á de voltar a fazer história e nós cá estaremos para comentar. E, sempre de forma dedicada e apaixonada. O exército conquistador, como lhe chamou o Paulo Pereira, está já a preparar mais uma época de muitas batalhas, muitas lutas e também de muitas injustiças, acusações e discriminações. Mas, este não é um exército qualquer, é um exército que tem nos seus muitos admiradores a principal mais valia. Porque, como alguém já disse, ser Portista é um estado de alma, um estado de espírito que nos acompanha todos os dias das nossas vidas. Por isso, F.C.Porto, por muito que te ataquem, nunca estarás só! Então, mãos à obra!! Queremos o 3º pleno da história do desporto Nacional!!!




Quando alguém se atrever a sufocar
o grito audaz da tua ardente voz

oh, oh, Porto, então verás vibrar

a multidão num grito só de todos nós.


(Excerto do hino oficial do FCPorto)




Saudações azuis e brancas,

Lucho.

notas do administrador:

ps1 – nova actualização no [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com o upload de 5 novas imagens (actualmente com 118 slides) bem fresquinhas, agora que parece que o “apito vai mesmo apitar”… passem por lá para confirmar [os problemas técnicos ontem detectados com a não visualização automática em slideshow, já foram resolvidos].

ps2 – temos já 8 aliados na divulgação do [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com a colocação do banner respectivo nos seus espaços de discussão. São eles o Portistas de Bancada, Estádio do Dragão, O Gil, Dragalhadas do Dragão, Mundo Azul e Branco, Sangue Azul, Dragão Nortenho e Tribunal do Futebol… e tu, de que esperas afinal para te juntares a nós nesta causa, que não é nossa!, mas sim de todos os Portistas? Se também estás interessado em aderir a esta causa em prol da 'honra e bom nome do FC Porto', solicita-nos via email o código do banner, mas não te esqueças de nos comunicar qual o endereço do teu espaço de discussão, de forma a que possamos manter devidamente actualizada a lista dos aliados.

ps3 – já temos ‘3 cérebros do photoshop’ na mesa de inscrições, e tu? porque esperas?… se te consideras um ‘cérebro em photoshop’, tenho a comunicar-te que está em aberto um concurso de ideias para um projecto em que se pretende acima de tudo, prestar a devida homenagem a um momento muito importante deste espaço de discussão e que tudo indica, irá ocorrer em breve, mas ao mesmo tempo, festejá-lo condignamente com todos vocês que nos visitam e que fazem deste espaço aquilo que ele hoje é na blogosfera azul. Se te sentes motivado, só tens que enviar um email para blogdoblueboy@gmail.com, que de imediato na volta, explico-te o que pretendemos. Agora, despachem-se lá com isso, porque o tempo já não é muito e como tal, há que dar corda na sapatilha.

FC Porto, versão 2007/08 - 10º reforço

Leandro Lima, médio-ofensivo, 19 anos, internacional brasileiro sub-20, que se destacou no último Mundial da categoria, no Canadá, já treina finalmente no Dragão. Terá assinado um contrato por 5 anos, com um custo de 1,5 m€ para os cofres do Dragão.

É um jogador que desde a primeira hora, vá-se lá saber porquê, despertou a curiosidade de toda a imprensa e Portistas, estando, ao que se vai ouvindo e lendo, encontrado um digno sucessor de Anderson que rumou a terras de Sua Majestade.

Rezam as crónicas futebolisticas que tem uma qualidade técnica acima de média, bom toque de bola, boa qualidade de passe e muita rapidez nas desmarcações. Ahh, e joga futebol com o mesmo espírito e disponibilidade com que jogam os miúdos, isto é, com prazer e com um enorme gosto. As expectativas por ora, estão altas, muito altas… a ver vamos.

A partir de agora, és dos nossos e como tal, BOA SORTE com as cores do Dragão vestidas.

outras contratações 2007/08: Lino, Fernando, Edgar, Rabiola, Kazmierczak, Nuno Espírito Santo, Luís Aguiar, Mário Bolatti e Mariano González.

23 julho, 2007

Esta semana…

Sendo esta uma altura em que nenhuma das competições oficiais, quer em Portugal, quer na Europa, se iniciaram, compreendo que seja difícil para qualquer um dos jornais desportivos portugueses publicar notícias minimamente credíveis e lógicas a todas as horas… mais a mais, numa era em que a Internet assume um papel fundamental e que os sites dos três principais jornais desportivos se sentem na necessidade de “deitar” notícias para fora a toda a hora de modo a manter os leitores interessados e atentos…

Só tendo em conta esta tal necessidade é que posso compreender uma notícia que li esta semana num site de um conhecido jornal desportivo português! Refiro-me, claro está, à notícia do interesse do FC Porto no avançado do Chelsea, sim aquele “vulgar” jogador chamado Didier Drogba… quando li esta notícia, não soube se devia rir se chorar… Depois da saída de Pepe e Anderson, ambos devido ao facto deste ser um mundo em que os mais fortes (financeiramente) se sobrepõem aos mais fracos (financeiramente), e então agora o FC Porto interessar-se-ia por um dos melhores avançados mundiais, proveniente de uma das melhores ligas mundiais e, certamente, com um ordenado astronómico?

Obviamente, esta notícia só poderia ser mais um motivo de gozo por parte da comunicação social portuguesa… e como sempre, meus caros colegas, qual o motivo de gozo escolhido? O FC Porto… claro está!!!!!!!!

ps: A minha única interpretação para esta notícia foi a de que a mesma não teria o mínimo fundamento… ou o Drogba tinha bebido de mais ou fez confusão com alguma coisa… porque se é mesmo verdade que alguém do FC Porto pensou ser possível ir buscar Drogba, então isto ainda é mais grave… mas, enfim, prefiro pensar que se tratou de uma mera brincadeira, nada mais!!!

Passando a outro assunto que veio à baila durante esta semana (e que também foi comentado por um colega de blog), falemos um pouco de um dos maiores e mais graves erros da história do nosso clube! Um erro que provavelmente nos valeu o único campeonato perdido nestes últimos 5 anos! Um tipo de erro que espero nunca mais se vir a repetir! Obviamente, refiro-me a José Couceiro! Desculpem mas não resisto a enumerar as FAÇANHAS deste autêntico “destruidor de tudo o que está à sua volta” (não encontrei uma classificação mais simpática para o senhor!): desceu o Alverca à 2ª liga, desceu o Belenenses à 2ª liga, conseguiu a proeza de, no mundial sub-20, ganhar à Nova Zelândia, essa potência mundial, mas perdeu todos os outros jogos, conseguiu a proeza de ser eliminado na 1ª fase do Europeu de sub-21 na Holanda e, pior que tudo isso, ninguém me tira da cabeça que naquela época de 04-05, na altura em que Fernandez foi despedido a meio do campeonato, entrando para o seu lugar o tal “destruidor”, foi aí que perdemos mesmo o campeonato! Mas enfim, são os tais erros que se cometem e que não se podem rectificar… Couceiro foi um deles!!

Finalmente, esta foi também a semana em que o FC Porto iniciou os jogos de preparação mais a sério, defrontando na quarta-feira o Genk da Bélgica e no sábado o Mónaco, num jogo realizado no Dragão. Por motivos de férias, não tive oportunidade de ver os dois jogos… seria, pois, precipitado fazer qualquer comentário aos mesmos! No entanto, espero em breve ver, pela primeira vez, este FC Porto renovado, recheado de caras novas e com um grande desafio pela frente: continuar, tranquilamente, a ganhar tudo a nível interno e procurar ir além dos oitavos na Champions League. Não só em termos de prestígio, como também em termos financeiros é DECISIVO que o FC Porto faça melhor que nas últimas duas participações… o historial do clube assim o exige!

notas do administrador:

ps1 – nova actualização no [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com o upload de 16 novas imagens(actualmente com 113 slides), umas antigas, outras nem tanto e ainda outras bem fresquinhas, agora que parece que o “apito vai mesmo apitar”… já podem passar por lá para confirmar.

ps2 – se te consideras um expert em photoshop, tenho a comunicar-te que a partir de hoje, está em aberto um concurso de ideias para um projecto em que se pretende acima de tudo, prestar a devida homenagem a um momento muito importante deste espaço de discussão e que tudo indica, irá ocorrer em breve, mas ao mesmo tempo, festejá-lo condignamente com todos vocês que nos visitam e que fazem deste espaço aquilo que ele hoje é na blogosfera azul. Se te sentes motivado, só tens que enviar um email para blogdoblueboy@gmail.com, que de imediato na volta, explico-te o que pretendemos. Agora, despachem-se lá com isso, porque o tempo já não é muito e como tal, há que dar corda na sapatilha.

22 julho, 2007

Deu para matar saudades


data: 21.07.2007
local: Estádio do Dragão, Porto
resultado: FC Porto, 2 – Mónaco, 1
marcadores: Lisandro Lopez (37m) e Hélder Postiga (52m, g.p.)

FC Porto: Nuno; Bosingwa, João Paulo, Pedro Emanuel «cap.» e Cech; Jorginho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Lisandro, Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Lino, Bolatti, Luís Aguiar, Kazmierczak, Hélder Postiga, Fernando, Tarik e Renteria

Verdade seja dita, mas penso que poucos estariam há espera de muito mais do que assistir à estreia dos ‘nossos’ no verdadeiro Palco das Emoções e porque não, manter a rotina habitual de vitória para os lados do Dragão. Definitivamente, mais um jogo de pré-época, numa altura em que os resultados mesmo que não contando para o totobola, servirão sempre para aumentar os índices de motivação e se criar automatismos de jogo e de integração das novas caras no ambiente para o qual se terão que preparar para a próxima época desportiva.

Neste jogo de apresentação aos sócios e simpatizantes, vencemos os franceses do Mónaco por 2-1, com os nossos golos a serem facturados por Lisandro Lopez (37 min) e Postiga (52 min)Juan Pino (80 min) reduziu para os monegascos.

O onze escalonado pelo Prof. Jesualdo Ferreira para esta apresentação, comportava apenas uma cara nova, com a chamada à titularidade de Nuno, na ausência de Hélton que ainda se encontra por esta hora a gozar mais uns dias de férias em virtude da sua presença até há bem pouco tempo na Copa América ao serviço da selecção brasileira.

Foram uns primeiros 45 minutos muito sonolentos e sem grandes motivos de interesses, apesar de um constante maior controle de bola por parte dos azuis-e-brancos, sempre mais atacantes e com mais remates à baliza, mesmo que sem muito perigo.

Já perto do final da 1ª parte, estavam decorridos 37 minutos, quando na sequência de um livre marcado por Ricardo Quaresma, Lisando Lopez aproveitou para inaugurar o marcador, fazendo o 1-0. Ainda antes do final, Adriano teve a oportunidade de aumentar a vantagem, mas cabeceou muito por cima da baliza adversária.

Para os segundos 45 minutos, várias mexidas na equipa, com a entrada de novas caras do plantel para o centro do relvado e diga-se de passagem, houveram outros mais motivos de interesse, do que na 1ª parte. Estavam apenas decorridos 7 minutos, quando Ricardo Quaresma é derrubado (?) na grande área, com o árbitro peremptoriamente a marcar grande penalidade que Postiga se encarregou de marcar para elevar a contagem para 2-0, estavam decorridos 52 minutos.

O ritmo mantinha-se de uma forma mais rápida e prática do que na primeira parte, podendo aqui e acolá vermos algumas jogadas de envolvimento que na hora da verdade, mereciam melhor sorte. Lentamente, o jogo foi perdendo fulgor até que aos 80 minutos, os monegascos reduzem para 2-1.

Poucos mais motivos de interesse houveram até ao final do jogo, que terminou no compute geral, com uma boa imagem dos jogadores perante todos os presentes.

Individualmente, destaco Bosingwa pela classe a que já nos começa a habituar (uma lateral que é simplesmente toda dele) e uma cara nova, pelo que de novo e foi muito bom o que mostrou, seu nome: Bollati, que me parece claramente um daqueles jogadores que não engana, é como o algodão. A ver vamos.

Entretanto, aguardemos pelos regressos de Lucho (de saída para o Valência? será?), Hélton e Fucile… e pela entrada pela porta grande do central Stepanov e do ponta-de-lança Ernesto Farias. Com mais estes jogadores, mantemos um plantel com qualidade mais que suficiente para internamente, «limpar o tri».

21 julho, 2007

Silêncio, que a festa vai começar!

Daqui por umas horas, quando soarem as 21 horas lá bem do alto da Igreja das Antas, estará ao rubro a festa de apresentação FC Porto aos seus associados e adeptos. Será um momento há muito esperado por todos nós que amamos o FC Porto… a primeira aparição dos Bi-Campeões Nacionais no nosso palco, e parafraseando o amigo Estilhaço, no nosso Estádio do Reino Mágico do Dragão.

Para além da já habitual animação que irá acontecer no Estádio, a noite será abrilhantada pela entrada dos jogadores um a um para a merecida ovação à boa moda do Dragão, e de seguida, pelo jogo contra os franceses do Mónaco.

Eu vou lá estar, nós vamos lá estar, e tudo faremos para que depois de lotado o nosso palco, haja animação qb, porque o resto é para ser vivido ao vivo. Com emoção azul e branca!

ps – convocatória já foi afixada para o ‘habitual local do crime’r/c do Dolce Vita, bem juntinho às «ninas» da Vodafone.

20 julho, 2007

O meu plantel… com os tais 25/26

Agora que se acabou o estágio por terras holandesas, aproximam-se a passos largos as «trancas na porta» do plantel para a próxima época desportiva que se espera venha novamente a ser vitoriosa, o que aliás, não sendo nenhuma novidade nenhuma para nós no decorrer das últimas décadas, há o aliciante de reconquista para o nosso livro de memórias, de um novo «tri».

Antes mesmo de passar a uma «individualização» dos meus eleitos, será para mim legitimo, apesar de uma aparente razia “qualitativa” feita ao plantel da época passada (mais Anderson e Pepe, do que Ricardo Costa e Hugo Almeida que este já cá nem morava), continuamos, quanto a mim, a ter senão de longe, o melhor plantel do futebol PORTOguês. E a esta hora, faltará ainda saber se Lucho estará «in» ou em «out» para a próxima época. De Ricardo Quaresma, e apesar d'uns supostos milhões, penso que o PdC já nos terá a todos elucidado com um bem sonoro: “no way”.

A lista de dispensados que se saberá, o mais tardar, pelas 21h00 do próximo sábado, quando se realizar o encontro de apresentação aos sócios, adeptos e simpatizantes do FC Porto, terá obrigatoriamente que contemplar uma visão de futuro que será até digamos que natural, dado o «rejuvenascimento» do grosso do plantel, mas sempre com uma perspectiva de aposta e não o deixar ficar só por ficar. Para isso não, até porque não é de todo desejável um quadro destes para nenhuma das partes envolvida: clube e jogador. Se não vão ser apostas, senão firmes, mas pontuais, mais vale «emprestar» do que estar apenas e só para fazer número nos treinos de conjunto.

Portanto, para esse tal grupo de 25/26 jogadores que o Prof. Jesualdo Ferreira pretende para a próxima época, eu apostaria em:

baliza: Hélton, Nuno e Ventura;

defesa: Bosingwa, Fucile, Bruno Alves, Pedro Emanuel, João Paulo, Lino e Cech;

médios: Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho (?), Kazmierczak, Luís Aguiar, Bollati e Leandro Lima – caso se confirme a saída de Lucho, eu apostaria na manutenção de Jorginho;

avançados: Adriano, Quaresma, Lisandro Lopez, Postiga (?), Rentería, Edgar e Mariano González;

Como podem verificar, enumerei 24 jogadores do actual plantel, faltando para completar o tal 25º jogador que ao que tudo indica, está já a caminho – seu nome: Stepanov. A haver 26º jogador, seria quanto a mim, e não saindo Lucho, claramente Jorginho, mas isso sou só eu a falar alto apenas porque gosto pa’carago do «jovem», que querem que faça?

No meio destas complicadas decisões que todos os anos surgem por esta altura para o treinador, há que imaginar que Lucho e/ou até mesmo Postiga, podem no sábado já nem cá morar, o que obrigaria obviamente a ir ao mercado na procura d’um ‘matador’ assim pó baratinho (desculpem a insistência no raio do moço, mas o Saganowski, ex-Guimarães, com aquele estilo brigão e combativo, não nos poderia ser útil?) - [adenda: vem hoje na imprensa um tal de Ernesto Farias… pelas imagens, parece ter pinta; a ver vamos] - e ou não para o meio-campo, dado que poderia ser dada uma oportunidade de evoluir a um tal de Castro, de quem sempre ouvi falar muito bem (mas de quem nunca vi a dar um pontapé n'uma bola!).

Portanto, a minha lista «oficial» de dispensas passaria pelos seguintes nomes: Paulo Ribeiro, Jorginho e/ou Fernando e/ou Castro (dependentes de Lucho), Tarik e Rui Pedro… para o bem ou para o mal, eram as minhas escolhas, mas também porque não sou pago para isso, com os meus erros de casting, posso eu bem... aliás, muito bem!

Por isso digo que embora o actual treinador, hoje muito mais que ontem, não sendo o meu favorito, desejo que tome as melhores decisões em consciência e em prol do FC Porto… e que no final, todos juntos, nós e ele, possamos festejar e brindar a esse «sucesso».

E vocês? Quais seriam as vossas escolhas?

ps1 – devido a imponderáveis de última hora, o Tiago Teixeira não irá poder postar esta noite conforme estava previamente programado, pelo me solicitou que apresentasse desculpas a todos os amigos que por aqui nos visitam diariamente; por tal motivo, essa tarefa será de minha responsabilidade… por isso, tenham lá paciência e aturem-me só mais um bocadinho.

ps2 – nos útimos retoques mais uma actualização do [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho"... aguardem.

ps3 – ahhh, e é verdade… o «apito vai mesmo apitar». Não percam esta noite, pelas 20h00, no Jornal da Noite na SIC.


19 julho, 2007

A vantagem do factor casa

data: 18.07.2007
local: Estádio Cristal Arena, em Genk (Bélgica)
resultado: Genk, 1 - FC Porto, 0

FC Porto: Nuno; Fernando, Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Lino; Paulo Assunção, Jorginho, Raul Meireles e Kazmierczak; Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Cech, Bolatti, João Paulo, Luís Aguiar, Hélder Postiga, Tarik e Edgar

O teste final do estágio holandês não terminou de acordo com as previsões apenas porque o F.C. Porto joga sempre para vencer, independentemente da importância da partida. De resto, o jogo de Genk teve um Dragão com qualidade interessante, condição física para discutir ser receios e fôlego para aguentar a inferioridade numérica. Vencer teria sido mais um estímulo. Mas o «factor casa» não deixou.

Mas convém explicar porquê. O Genk, equipa que terminou o último campeonato da Bélgica no segundo lugar e tem mais uma semana de trabalho que os azuis e brancos, jogava no seu estádio. Mas não foi por isso que o F.C. Porto saiu derrotado. A equipa de Jesualdo Ferreira não fechou o estágio holandês como desejava porque o adversário foi mais feliz no aproveitamento das oportunidades e, essencialmente, porque não beneficiou de uma arbitragem justa.

Os juízos do árbitro belga não beneficiaram um espectáculo que até teve momentos muito interessantes, com duas equipas decididas a vencer e a dirimir argumentos. Ficaram duas penalidades claras por marcar, verificou-se uma estranha dualidade de critérios nos cartões amarelos, assistiu-se à ausência de pulso firme nas reclamações.

Com um meio-campo em movimentações constantes e Quaresma e Adriano a tentar romper para a grande área contrária, o F.C. Porto foi capaz de criar excelentes oportunidades, que começaram logo aos dois minutos, quando Kaz rematou para fora, quando se encontrava em excelente posição para marcar. Ainda antes do intervalo, Adriano esteve pertíssimo de festejar e Quaresma acertou no ferro, numa altura em que o Genk já tinha inaugurado o marcador.

Na segunda metade, não obstante encontrar-se em inferioridade, o Dragão apresentou-se igualmente personalizado, revelando uma saúde física já interessante e soluções que podiam ter redundado em golo. Após o descanso, todavia, e no decalque de um lance que envolvera Jorginho, o árbitro não sancionou uma carga do guarda-redes sobre Adriano, reforçando a tendência caseira.

fonte: site oficial do fc porto

Vou abrir só um parêntesis para dizer que devido a um compromisso inadiável, não pude televisionar todo o jogo, mas apenas os primeiros 45 minutos, e mesmo esses, o foram sendo com muitas e muitas interrupções pelo meio… admito, não gostei muito do (pouco) que pude ver, verdade seja dita, mas embora tudo o resto que possam dizer, até mesmo falar numa arbitragem cirurgicamente habilidosa que tudo deixava passar, queria apenas destacar a expulsão estapafúrdia (mas justa) do nosso jovem «capitão» e deixar-lhe aqui um recadinho de orelha: “Óh Bruno, ganha-me juízo, carago! Começamos mal, carago!”.

O adeus do caçador de águias

1 - Lembrei-me agora que ainda não dediquei nenhuma linha a um dos meus ódios de estimação, o mui elogiado Scolari. Sobre a personagem já muito foi dito mas, nestes tempos de vitupério, com hossanas repetidas até à exaustão, elogiando as capacidades e sagacidade do brasileiro, é difícil passar outra ideia. Aliás, salvo um ou outro jornalista, que lá tenta, de tempos a tempos, mostrar a verdadeira faceta do homem vindo do outro lado do Atlântico, a imagem que passa para a opinião pública é sempre a mesma: depois da sétima maravilha do Mundo, Scolari vem logo coladinho, como algo de benéfico e salutar que aconteceu ao futebol português. Eu cá, como nunca gostei de pessoas intratáveis, casmurras e com pose de coloniador, confesso que sempre fiquei com o dito cujo atravessado na garganta. Faz-me lembrar o inenarrável Graeme Souness, que ia para as conferências de imprensa comer maças. Adulado até ao limite do suportável por uma imprensa submissa, o homem lá vai vivendo como um nababo, vendo as suas diatribes serem estrategicamente esquecidas pela comunicação social. A última, que teve como vítimas a Selecção de sub-21 que participou no Europeu e por inerência o seu seleccionador, foi demasiado gritante, para cair no limbo do esquecimento. As armas foram rapidamente viradas para José Couceiro, cuja cabeça foi colocada no cadafalso, oferecida numa bandeja de prata aos seus detractores e aos interessados no lugar. Atentem apenas na seguinte declaração de Miguel Veloso: “Faltou trabalho de equipa por 3 jogadores terem chegado em cima da hora à Holanda”.

Acham que uma opinião assim, tão desassombrada, saindo do status quo pantanoso em que caem todos os lugares comuns, foi questionada por algum jornalista? Claro que não. Era o Big Boss das Selecções que ficaria em causa. Foi o capricho dele que levou Nani, João Moutinho e Antunes ao Kuwait, sujeitando os jogadores a uma viagem desgastante, para a realização de um encontro a “feijões”.

No meio disto tudo, quem se “queimou” foi Couceiro, provando que, em terra de cegos, quem tem olho é rei. E Scolari, apesar da estupidez que vai exibindo, sem o mínimo pudor, continua a contar com a estrelinha de ter uma boa imprensa. Enquanto assim for…

ps - Não se afira aqui que nutro alguma afeição especial por José Couceiro. Nada de mais errado. Não gosto dele e, sinceramente, acho-o pior treinador do que o Luís Campos, e julgo que isso já diz tudo. A folha de serviços de Couceiro, ao serviço da Selecção, é verdadeiramente assustadora. Mas detesto quando se pactua com injustiças e crucificações na praça pública. O insucesso no Europeu ficou logo com um cordeiro para imolar, em fogo brando.

2 - Racionalmente, é tempo de analisar a venda de Pepe. Estará o Porto fadado para ser um entreposto de jogadores? Não, claro que não. Antes de mais, um ponto prévio e isento de discussões. Negócios destes, com montantes verdadeiramente significativos, cá em Portugal, só o Porto. Não me falem de Nani, que é uma espécie de excepção à regra. O Porto é, também aqui, nas transferências, o dominador incontestado, o campeão absoluto, o recordista perpetuado. Onde alguns tentam, sem sucesso, impingir pretensos melhores jogadores da Liga, ou desfazer-se de centrais cujo único dom é o de gostar de “bordeaux”, o Porto realiza, quase com uma regularidade britânica, uma gestão brilhante dos seus activos. Só que isto de estar a tecer loas à sagacidade dos dirigentes, também não é para aqui chamado. Em primeiro, porquê me irrita profundamente a perda de jogadores com a estirpe de Pepe. A “Marca”, o mais parecido com o pasquim “a Bola” que existe em Espanha, catalogou o central brasileiro, recém-adquirido pelos merengues, de uma forma sublime: “Pepe, el central perfecto”.

Num ápice, mudando de país, mas ainda dentro da mesma península, Pepe passa para um estatuto galáctico. Exagero jornalístico? Ao contrário da imprensa de cá, que coloca rótulos de craque a todos os que aterram em latitudes sulistas, não é muito comum nuestros hermanos proferirem tais barbaridades. Pepe é jovem, logo com uma enorme margem de progressão. Pepe é rápido, por isso capaz de “caçar” os mais mortíferos avançados que por lá jogam. Pepe é imperial no jogo aéreo, tornando praticamente intransponível o último reduto do Real. E isto tudo, diria um bom vendedor, por apenas 30 milhões. Não serão propriamente trocos, mas um valor que, atendendo a tudo o que foi dito, facilmente será deduzível nas exibições esperadas. E nós, como ficamos? Para já, órfãos. E como tal, lá teremos que partir para a árdua tarefa de adopção de alguém que nos faça esquecer, de preferência rapidamente, a passagem de Pepe de dragão ao peito. A nível interno, como já tinha escrito, a ausência dele não interferirá na competitividade prevista para a Superliga.

Isto é, nós à frente e aquele duo de papalvos, os viscondes e os rosadinhos, sempre atrás de nós, procurando encurtar distâncias. Isso não me preocupa, pois não conseguem, por muito que tentem, que Lucilio Baptista apite os jogos todos. E se, depois de vendermos a equipa que se sagrou campeã europeia, vencemos 2 dos 3 campeonatos seguintes, acham que alguma coisa mudará na nossa hegemonia esmagadora? Caro que não! Lá fora, aí é que reside o busílis da questão. Que Porto queremos? Não, não se dêem ao trabalho de escrever. Pergunta retórica. É unânime que todos nós, aqueles que comungamos da causa portista, querem um Porto dominador. Um Porto que orgulhe o seu passado, que ombreie com os colossos europeus, apesar da disparidade orçamental. Em suma, um Porto competitivo, ao nível de épocas não muito longínquas. Se o dealbar da época ainda não permite a aferição da qualidade do plantel, parece-me indubitável que esse desiderato se tornou bem mais complicado de atingir com as saídas de Anderson e Pepe. Mas, nestas coisas, é sempre de esperar um daqueles rasgos de sagacidade a que o nosso presidente nos habituou. Confio, por isso, que os reforços já contratados sejam garante suficiente para uma época na Europa condizente com o nosso estatuto.

Já sinto saudades. Existe um momento que recordo com enorme prazer. Pepe acabara de silenciar o estádio da Luz, marcando o golo do Porto na última época. Olhou para o céu, esticou um braço, agarrando firmemente o cano da arma. Com toda a calma, puxou o cão para trás, armadilhando-a. E depois, com uma frieza glaciar disparou. A águia – mais uma – ficou moribunda. E assim, melhor do que um golo, só mesmo uma comemoração original para perdurar nas memórias de todos. Adeus Pepe, que sejas feliz. Para mim, serás sempre o CAÇADOR DE ÁGUIAS!

3 - E por falar em estatuto, um dos textos lidos nas últimas semanas que mais me marcou, faz referência precisamente ao estatuto do Porto, num manual de conduta escrito com a mestria habitual de Miguel Sousa Tavares. Nunca a um escritor se colocou o rótulo, que é também um dos lugares-comuns mais aplicados, de “ama-se ou odeia-se”. MST é assim. Pouco consensual, opinativo sobre quase tudo, inflama com a sua escrita feita de paixão, conseguindo a proeza de aliar, numa empatia difícil de atingir, a emoção e a razão. É também, quer se queira ou não, o nosso ponta de lança mais mortífero. Escreve num jornal assumidamente anti-portista, dando voz semanalmente a um clube que é uma espinha na garganta deste país. E assim continuará a ser. Orgulhosamente só. Era bom, digo eu para terminar, que os novos reforços lessem – ou alguém por eles – o que se pretende de um jogador que enverga aquela camisola. Meus caros, só vos digo: São uns felizardose é bom que rapidamente se apercebam disso – por sentirem na pele a macieza da camisola, com as riscas verticais azuis e brancas, por saberem que em qualquer lugar em que joguem, seja no norte, sul ou ilhas, ou mesmo num longínquo país de nome impronunciável, estará lá alguém, a gritar por vocês, numa demonstração de paixão, de amor e de crença num clube secular. Orgulhem-se por estarem onde estão. Apoio nunca, mas mesmo nunca, vos faltará! Tratem é de jogar e...de VENCER POR NÓS!

18 julho, 2007

taBa a Ber que nunca mais...

Pois é, estava a ver que nunca mais recomeçava a bola, carago.

Está quase a soar o clarim para que marchemos novamente pró Reino Mágico do Dragão e reocupemos o nosso lugar, pomposamente apelidado de 'dragon seat'. E este ano somos, pelo menos, mais um. Além do velhote 'Dragão de Prata' e aqui o je, que nasceu benfiquista mas depois cresceu, vai mais um. O júnior que apesar de nem uma dúzia de anos ter nunca se equivocou (contrariamente ao pai mas na senda do avô) quanto às cores do seu clube.

Fartos das acusações no defeso, da diarreia oral e escrita dos mé(r)dia a preparar, para os outros, o terreno das próximas batalhas, das novelas das aquisições, dos milhões à Tio Patinhas, do 4-3-3, do 4-4-2 e inclusive do tudo ao molhe e fé em Deus, chegou a hora de cerrar fileiras, vestir a camisola (até que gostava de ter uma nova mas 69,00 Euros parece-me um pouco exagerado, não ?) e rever aquela emoção de, após descer as escadas e enveredar pelo túnel de acesso, deparar com a magnitude e a excelência do imponente Estádio do Reino Mágico do Dragão.

O jogo, a feijões e como apresentação aos adeptos, terá como adversário o AS Mónaco ou, como uma ilustre e desconhecida tripeira de gema tão carinhosamente os apelidou, os Mónicos, tornando-se uma assim uma curiosa re-edição da final de Gelsenkirchen.

Portanto, meus amigos deixem-se lá de merdas, sábado pelas 21:00 não há desculpas.

É verdade que agora alguns dos Guerreiros Mágicos do Reino são outros mas o Comandante prevalece e a luta é e será sempre a mesma. Haverá então que sair da praia um bocado mais cedo para evitar os engarrafamentos, vestir a armadura Azul-e-Branca e tomar o trilho até ao Estádio do Reino, o Estádio do Dragão.

Eu vou estar lá e sei que Vocês também.

Saudações,
Estilhaço

ps1 - Passou, semana passada na Sic Radical, em horário nocturno e com direito a bolinha encarnada, a bolinha dourada não ficava tão bem, uma entrevista com o Sr. Fernando Alvim, que rezam as crónicas ser um homem do Porto (que conseguiu até ser premiado ao vivo com uma camisola Bermelha, pois ao que parece a rosa estava esgotada e com um número cheio de significado nas costas), duas figuras típicas dos adeptos do clube da 2ª circular. Desde atender telemóveis ao vivo, o despachar de uma quantidade razoável de whisky e o insultar constante, tudo serviu para que fosse demonstrada a paixão clubista.

A democracia é assim mesmo e quem não gosta faz uso de um direito que lhe assiste que é mandá-los, baixinho ou de maneira bem audível, todos prá aquele sitio e mudar de canal. Pena que, ao que consta, o programa vai terminar e o tempo de antena se tenha esgotado para aquelas bandas demonstrando assim o verdadeiro fair-play, ou falta dele, da estação, do apresentador ou a quem sirva a carapuça. Ou, até possa ser que me engane, e o Sr. Alvim vá efectuar um programa extra com adeptos de outras cores.

Importante tb, seria que os telespectadores não fossem induzidos em erro em afirmações que qualquer tripeiro sabe estarem erradas (até me admiro o Sr. Alvim ter deixado passar em claro): as pessoas que residem no Porto não são Portistas, são Portuenses.

Boa noite, Sr. Alvim. Durma bem e sonhos cor de rosa.

ps2 - E ouve-se por aí na caserna que da acusação no maior dos processos conexos ao Apito Dourado, aquele que se reporta a uma presumível viciação das classificações dos árbitros nas épocas de 2002/2003 e 2003/2004 o Comandante poderá sair ilibado. Mas claro, não convém que se faça muito alarido nem tão pouco publicidade , não vá ser lançada uma nova ópá, ou até aqueles-que-nós-sabemos-quem-são-mas-não-podemos-dizer poderão voltar, novamente, com a palavra atrás e não participar na Taça da Liga.

Cada Maomé tem a montanha que merece.
.

FC Porto, versão 2007/08 - 9º reforço

E ai está mais um sul-americano para reforçar o plantel do FC Porto, seu nome: Mariano González, internacional argentino, 26 anos, e diz ele: «posso jogar em várias posições, seja na direita, na esquerda ou no centro. Sou dinâmico e veloz, e procuro jogar simples e rápido. Se os defesas me permitem, remato sempre que posso».

Segundo as informações oficiais, chega por empréstimo dos italianos do Palermo por uma temporada, com opção de compra por mais 3 anos, caso seja accionada a respectiva cláusula no final da época. Por confirmar, apenas os números que saíram na imprensa escrita nos últimos dias (2 milhões de euros?).

Um conhecido de Lisandro, onde jogaram juntos no Racing Club de Avellaneda, e de Lucho, na selecção argentina. Vai ter também a companhia de outro argentino no plantel, Bollati.

A partir de agora, és dos nossos e como tal, BOA SORTE com as cores do Dragão vestidas.

outras contratações 2007/08: Lino, Fernando, Edgar, Rabiola, Kazmierczak, Nuno Espírito Santo, Luís Aguiar e Mário Bolatti.

17 julho, 2007

Momentos de glória (I)

Na semana anterior expressei, aqui nesta coluna de opinião, um desejo que penso ser exequível, e que consiste “apenas” no seguinte: «Tenho a firme esperança que na nova época desportiva o FCPorto vai vencer os campeonatos Nacionais das 4 modalidades principais do Desporto Nacional». Esta situação só ocorreu em dois anos, em 1999 e em 2004 e em ambas o clube triunfante foi o FCPorto, campeão no futebol, andebol, basquetebol e hóquei em patins. Foram 2 plenos nas modalidades que deixaram o País boquiaberto e, porque não, alcançarmos agora um 3º pleno, mesmo tendo que lutar contra os efeitos colaterais de apitos dourados, «Morgadinhas», «Cornelinas» e «Botelhos»?

Vou tentar “levar-vos” nas asas da magia azul e branca até a um passado recente, numa primeira fase recuamos até 1999 e depois na próxima semana seguimos até 2004. Vamos então até ao 1º pleno, época 98-99:

12 de Abril de 1999

Imaginem o Pavilhão Américo de Sá completamente lotado com mais de 5 mil Dragões ávidos de uma conquista no andebol que já escapava há 31 anos. Nessa tarde o FCPorto recebia o tetracampeão ABC e uma vitória seria suficiente para os Dragões conseguirem o título. O Lucho, bem cedo, tomou o seu lugar tendo à distância vislumbrado Pinto da Costa. O jogo foi electrizante com um final dramático, a 2 minutos do fim Kavalenka fez o 17-15 para o Porto mas logo de seguida o ABC reduziu, na jogada seguinte perde-se a bola e o último ataque é para o ABC! Os corações quase que param, algumas pessoas desviam o olhar mas o remate é defendido por Sérgio Morgado! É a explosão no Pavilhão! Milhares de pessoas em perfeita euforia saltam, gritam, choram, uma emoção extraordinária que ainda hoje me faz «pele de galinha». O Porto ganhou 17-16 e sagrou-se campeão Nacional de Andebol, 31 épocas depois. O treinador era José Magalhães e como principais jogadores tínhamos o Eduardo Filipe, Kavalenka, Sérgio Morgado, Ricardo Costa, Rui Rocha e Bogdanovic.

21 de Abril de 1999

Nessa noite o Barcelos perdeu em Barcelinhos e o FCPorto já nem sequer precisava de ganhar o último jogo em casa diante do mesmo Barcelinhos (os Dragões ganhariam por 7-3). Estava, desde logo, consumado o retorno aos grandes triunfos. O jogo mais importante da fase final terá sido o Porto-Benfica que os Dragões ganharam por 6-4 depois de estarem a perder por 4-2. O FCPorto voltou aos títulos no hóquei 8 anos depois, destronando o bicampeão Benfica e o sempre incómodo Barcelos. Os Dragões eram treinados por António Livramento (faleceu algumas semanas depois, no dia 7 de Junho) e tinham como principais jogadores Filipe Santos, Tó Neves, Reinaldo Ventura, Paulo Alves, Pedro Alves e Edo Bosch. Nessa época o Porto perdeu a taça dos Campeões no desempate por penaltys.

2 de Maio de 1999

Em Ilhavo o FCPorto bate o Illiabum por 78-62 e sagra-se campeão Nacional 2 anos depois (sucede ao Estrelas da Avenida). Na final do play-off o FCPorto bateu o seu adversário por 3-1 tendo como treinador Alberto Babo (que sucedeu a Jorge Araújo, campeão em 96 e 97). Os principais jogadores eram Jared Miller, Wayne Engelstad, Rui Santos, Fernando Sá, Paulo Pinto (já falecido) e Nuno Marçal.

22 de Maio de 1999

O FCPorto entra em Alvalade com 5 pontos de avanço sobre o Boavista e se ganhar é pentacampeão a uma jornada do fim. Duas horas antes o Boavista empata em Faro e, desde logo, a festa invade o relvado Leonino. O FCPorto até já podia perder que o penta era já uma realidade. Fez-se história no futebol Nacional, nunca ninguém havia conseguido tal feito. Nesse jogo o FCPorto empatou 1-1 (golo de Zahovic) e no jogo da festa, nas Antas, o Porto bate o Amadora por 2-0. No final do campeonato 8 pontos de avanço sobre o Boavista, 14 sobre o Benfica e 16 sobre o Sporting. O treinador era Fernando Santos e como principais jogadores tínhamos Vítor Baía, Jorge Costa, Aloisio, Deco, Capucho, Zahovic, Drulovic, Secretário, Esquerdinha, Peixe, Doriva, Artur, Rui Barros, Chaínho e Jardel.

«Quadrante Norte, o som global»

Já que estamos numa de «recordar é viver», quem é que se lembra de ouvir os relatos do FCPorto através do «Quadrante Norte»? Relatos pelo Brasileiro Gomes Amaro e reportagens de João Veríssimo... No intervalo dos jogos repetiam a narração dos golos que eram sempre seguidos por aquela música «Que bonito é...» Recordo bem que esses relatos davam na Rádio Porto, depois Rádio Press, Comercial Norte e mais recentemente na Festival e Gaia FM... Também recordo que nos anos 90 a Rádio Placard dava os relatos de todos os jogos das modalidades do FCPorto disputados no Américo de Sá... Enfim, belas recordações que me fazem sentir alguma nostalgia... Voltando ao Quadrante Norte, quem é que não se lembra destas músicas?

“Que bonito é, as bandeiras tremulando, a torcida delirando, vendo a rede balançar”

“É gol! Que felicidade! É gol! O meu time é alegria da cidade!”

Relato de um golo do Porto, pelo Gomes Amaro: Clique aqui. Penso ser o golo de Ademir ao Benfica que valeu o título de 1977/78, após 19 anos de jejum.

E pronto, espero que tenham gostado desta viagem. O Amor ao Porto faz com que guardemos o nosso arquivo na melhor (e mais acessível) estante da nossa casa. Por isso os dados foram fáceis de confirmar, se bem que a maior parte ainda circula na minha memória. Esta época, de 1998/99 (1º pleno), foi uma época gloriosa, mas outras se seguiram com paragens obrigatórias em Sevilha, em Genselkirchen... Enfim, o nosso clube é assim... Há coisas fantásticas, não há?

Entram em campo rosto façanhudo
Toda a gente treme à sua chegada
Eles ganham tudo, eles ganham tudo
Eles ganham tudo e não deixam nada.

A todos os desportos onde vão
Arrebanham as taças, ganham pontos
Nunca perderam em quaisquer encontros,
Saem sempre com o timbre: Campeão.

Se passeiam invictos pela nação
Sem adversários dignos de confrontos
Ébrios de fama, reis heróis de contos,
Mitos lendários: Filhos do Dragão.

Eles ganham tudo, eles ganham tudo
Eles ganham tudo e não deixam nada.

(Excerto de um poema do leitor Bento Barbosa)

Saudações azuis e brancas,
Lucho

ps1 - [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" novamente actualizado e desta vez com 18 (!) novos slides de noticias; já levamos um total de 97 slides. Podem ir lá confirmar. Continuamos a aguardar pelas vossa ajuda. Temos mais algumas imagens prontinhas para colocar, mas faltam apenas catalogar devidamente. Oportunamente, comunicaremos nova actualização.

ps2 - aproveitamos também para comunicar que desde há algum tempo que estamos também no Hi5… podem confirmar logo aqui do lado direito, no topo, junto ao e-mail e msn messenger, o endereço do nosso Hi5. Se pretenderem juntar-se «ao grupo», basta adicionar-nos.

16 julho, 2007

Realismo e Descontentamento

Depois da milionária transferência de Anderson para o Manchester Utd e dos excelentes negócios que envolveram as transacções de dois jogadores pouco importantes no FCP campeão nacional do ano passado, eis senão quando sou presenteado com a notícia de mais uma milionária transferência envolvendo um jogador do nosso clube… desta vez, foi o nosso melhor defesa, o GRANDE PEPE, a ser transferido para o campeão espanhol, o Real Madrid!! Simplesmente, a mais cara contratação de um defesa por parte do clube espanhol… nem Cannavaro, nem Roberto Carlos custaram mais ao Real Madrid… só este facto é bem elucidativo da fantástica qualidade do jogador que iniciava a sua 4ª época ao serviço dos Dragões e que agora vemos sair para um dos grandes colossos mundiais!!

Meus caros amigos, observei com muita atenção tudo o que se escreveu neste blog acerca da transferência de Pepe.

Sim, eu compreendo perfeitamente a inevitabilidade da transferência nesta altura. 30 milhões de euros é, de facto, muito dinheiro…

Sim, eu compreendo perfeitamente que é impossível um clube como o FC Porto concorrer com as mesmas armas do Real Madrid… Pepe irá ganhar 5 (!!!) vezes mais em Madrid do que aquilo que ganhava no Dragão…

Finalmente, e como é óbvio compreendo perfeitamente a ENORME importância dos mais de 60 milhões de euros encaixados com as transferências de Ricardo Costa, Hugo Almeida, Anderson e Pepe para a necessária procura da estabilidade económica e financeira que uma SAD deve ter! Os 30,5 milhões de prejuízo verificados no fim do 1º semestre de 2006 e os 125 milhões de euros de passivo são valores que não podem tranquilizar nenhum portista com a mínima atenção à situação económica e financeira do seu clube! Deste modo, todos estes negócios constituem, não haja dúvida, um enorme “balão de oxigénio” para o equilíbrio das contas azuis e brancas!

TODAVIA, e porque não há bela sem senão, findas todas estas trocas e baldrocas de jogadores, olho para o plantel do FC Porto e, muito sinceramente, considero a diminuição qualitativa do mesmo por demais evidente… uma diminuição que ainda pode ser agravada com as saídas de Quaresma e Lucho… nesse cenário, faltaria apenas sair Bosingwa, Adriano e Bruno Alves para o cenário ser CATASTRÓFICO!

Meus amigos, obviamente há algum exagero nesse tal cenário CATASTRÓFICO, no entanto, o que quero expressar, de forma muito veemente, é o meu profundo DESCONTENTAMENTO em ver tantos “tubarões europeus” a atacar os melhores jogadores do nosso FCP sem que haja a mínima hipótese de concorrência, sem que haja a mínima hipótese de parar este autêntico “massacre” sobre os jogadores que mais nos fazem sonhar, que mais espectáculo dão e que mais magia transbordam a cada jogada que fazem no magnífico estádio do Dragão!!!!

Concluindo, mesmo sabendo que vivemos numa economia de mercado em que os mais poderosos (financeiramente!) se sobrepõem aos mais frágeis (financeiramente!), ainda me estou a habituar à ideia de que para o próximo ano não vou poder ver Pepe e Anderson vestidos de azul e branco… não, não me quero habituar à ideia de que também não vou ver Quaresma e Lucho de azul e branco…

ps1 - [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" actualizado. Podem ir já confirmar. Entretanto, estão já em marcha novas pesquisas, pelo que em breve, irá ocorrer uma nova actualização; quando concluída, comunicaremos.

ps2 - aproveitamos também para comunicar que desde há algum tempo que estamos também no Hi5… podem confirmar logo aqui do lado direito, no topo, junto ao e-mail e msn messenger, o endereço do nosso Hi5. Se pretenderem juntar-se «ao grupo», basta adicionar-nos.

15 julho, 2007

Arte e força de Dragão

data: 14.07.2007
local: Estádio De Vliert, em S-Hertogenbosch (Holanda)
resultado: Den Bosch, 0 - FC Porto, 4
marcadores: Lisandro Lopez (2m), Hélder Postiga (49m, g.p.), Renteria (72m) e Tarik (79m)

FC Porto: Nuno; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Lino; Bolatti, Kaz e Luís Aguiar; Lisandro Lopez, Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Fernando, João Paulo, Cech, Paulo Assunção, Jorginho, Raul Meireles, Hélder Postiga, Renteria, Tarik e Edgar

Exigência superior, arbitragem imprópria para jogo-treino. O FC Porto deu de caras com dificuldades inesperadas que, somadas ao desgaste acumulado em Tegelen, tornaram o desafio com o Den Bosch ainda mais interessante e o sucesso ainda mais saboroso. O Dragão teve qualidade e rigor e soube sofrer. A vitória é mais um estímulo para a preparação.

Depois da goleada ao SC Irene, o desafio de hoje, frente a uma das melhores equipas da II Divisão holandesa, já constituía um teste importante ao trabalho desenvolvido nos últimos dias.

O FC Porto entrou a ganhar. Logo aos 2 minutos, Luís Aguiar isolou-se, mas permitiu a defesa do guarda-redes contrário. A bola todavia, sobrou para Lisandro Lopez, que não perdoou, abriu o marcador e lançou uma toada muito positiva que podia ter redundado em goleada, caso o guarda-redes contrário não tivesse tirado dois golos a Adriano e um a Kaz. Esse foi também o período em que Quaresma, na esquerda, espalhou o pânico e encantou a assistência, composta por diversos portugueses incansáveis no apoio ao seu clube.

Aos 33 minutos, todavia, quando o FC Porto tinha o encontro perfeitamente dominado, surgiria uma nova característica para este treino. Sem que se perceba muito bem porquê, talvez movido por uma irritante sede de protagonismo, a equipa de arbitragem mostrou o vermelho directo a Lisandro Lopez, numa opção que estragou o espectáculo e podia ter condicionado os planos de trabalho de Jesualdo Ferreira.

O Dragão adaptou-se rapidamente à inferioridade numérica, reposicionou-se e manteve o adversário devidamente controlado, apesar dos constantes desatinos do juiz, que insistia em apitar errado e em puxar dos cartões sem critério.

Na segunda parte, com uma equipa nova, o FC Porto foi ainda mais acutilante, com transposições excelentes e um ritmo atacante muito bom. Os golos de Postiga, de grande penalidade, e de Renteria e Tarik, em lances excelentes, engordaram o marcador e fizeram justiça a quem melhor jogou. O Dragão prossegue em processo de crescimento.

fonte: site oficial do fc porto

14 julho, 2007

Questão Capital

Face ao esquartejamento, quase inevitável – subjectivo – do plantel, com as saídas dos jogadores mais valiosos, aliados a uma fraca aposta nas camadas jovens e ao desaparecimento célere e incontornável dos jogadores imbuídos com a mística do dragão, a tarefa não se afigura nada fácil.

Se o primeiro facto não me suscita grande preocupação, atendendo à confiança que deposito na estrutura directiva e desportiva do clube, as outras, já não me inspiram tanta tranquilidade como amante do FC Porto.

Com a incapacidade dos atletas formados no clube de se imporem na equipa principal e a contínua hesitação da equipa técnica liderada pelo Prof. Jesualdo Ferreira em não arriscar na cantera, é naturalmente visível a consequência: a ausência da verdadeira mística do dragão. A saída – pouco digna – do Bicho conjugada com o recente abandono do Vítor Baía, deixa o Pedro Emanuel (embora não tenha sido formado no clube) com a responsabilidade de comandar a armada azul e branca na batalha que se avizinha. O defesa tem voz de liderança, é guerreiro, carismático, alicerçado a todas essas qualidades a paixão que nutre pelo símbolo que enverga ao peito. Contudo, a sua carreira não se vai alongar por muito mais tempo e urge arranjar sucessores à altura dos pergaminhos do clube.

A formação é indissociável com a questão de capitanear uma equipa, raras são as excepções. Não se pode ser bom capitão se não se foi bom soldado. Isso garante – ou garantia – o romantismo do futebol e a sua verdadeira essência. O capitão da equipa do F.C.P tem de personalizar um povo competitivo, afecto ao seu povo, com uma excepcional intrepidez, força mental, inteligência e bravura. Ele representa o último bastião da nossa superioridade, tem que suportar os silvos das balas e fazer estremecer o chão, ao expelir palavras quentes provenientes de um verdadeiro dragão para que os companheiros cerrem fileiras. Exemplos disso foram jogadores, como: Rodolfo, João Pinto, Fernando Couto, Jorge Costa, Vítor Baía.

Mas tenho que me resignar ao futebol actual e aceitar novas soluções. Jesualdo afirmou que o estágio serviria para definir a hierarquia de capitães (eram quatro na época passada, dois saíram e Lucho está na iminência de sair). Aqui é que o meu texto se torna polémico. Considerando como dado adquirido a saída do Lucho e a intocável posição no topo da hierarquia ocupada pelo Pedro Emanuel, sobejam três lugares. Na minha opinião – muito subjectiva – o número dois seria o Lisandro Lopez relegando o Bruno Alves para terceiro lugar, e por último o Paulo Assunção/Raul Meireles. A minha escolha é simples de justificar: Lisandro é um jogador combativo, abnegado e belicoso – o verdadeiro espírito do dragão – sendo uma peça fundamental no elo de ligação entre os novos reforços sul-americanos e o restante grupo, bem como transmitir os ideais azuis e brancos. Relativamente ao Bruno Alvesteve um excelente desenvolvimento a época transacta – receio que se lhe for atribuída a responsabilidade de sub capitanear a equipa, isso, possa afectar o seu rendimento desportivo devido à enorme responsabilidade, pressão e disponibilidade mental que o posto acarreta.

Quanto ao último lugar na tabela estou renitente entre o Paulo Assunção e o Raul Meireles. O primeiro esteve envolvido num acto de indisciplina no final da época e isso é uma prova inequívoca que não tem arcaboiço para o topo da hierarquia, o segundo é jovem, português e com inteligência e carácter.

Elaborada a minha lista e independentemente de quem ocupe os lugares, espero que em sinal de gratidão, que o próximo capitão incorpore o estigma da bandeira azul e branca num fundo de vitória. E nunca, nunca sair desonrado de uma derrota ocasional.

O fundamental é ser leal e respeitar o adversário e não actuar como os milhafres arraçados de flamingos, que alvitram serem os impolutos e detentores dos verdadeiros valores do futebol – incapacitando atletas dos clubes rivais.

Morrer, se for preciso, mas nunca matar.

Saudações,
CJ

ps1 - Será legítimo acusarem-me de incoerência ao não referir o Postiga nesta estreita relação que formulo entre formação/capitão. Refugio-me na fraqueza mental que esse jogador evidencia e a total inoperância quando desmotivado.

ps2 - Penitencio-me por não ter feito a devida homenagem ao Sr_António. Tardio, é certo, mas cá vai um sentido abraço azul cá do sul. “Bom filho à casa torna”.