30 agosto, 2008

O primeiro Clássico

Jorge Sousa, da A.F. do Porto é o feliz contemplado para o jogo de logo mais. Árbitro desde a época 1993/1994, nascido a 18 de Junho de 1975, natural da Cidade do Porto é Escriturário de profissão. Será auxiliado pelos árbitros assistentes, José Ramalho e José Luís Melo.
(quando quiserem informações da APAF é só dizer…)

Apitou no passado dia 01 de Dezembro de 2007 o tão famigerado SL Benfica vs Futebol Clube do Porto, no qual Ricardo Quaresma calou - é verdade! – calou os seis milhões (não estavam lá todos) com um golo que valeu por muitos.

Um jogo sem casos de maior, onde conseguiu manter um fio de jogo coerente tendo-se tornado o mais indicado para jogos considerados proprícios a desentendimentos. Ao contrário do exuberante Carlos Xistra aquando da sua nomeação para a final da Taça de Portugal, Jorge Sousa é comedido nos comentários, tendo vindo a remeter-se ao silêncio.

O jogo terá início às 20:45 e para os que não podem marcar presença no estádio, a transmissão estará disponível na Sport TV1.

Lisandro Lópes, que já marcou por duas vezes aos encarnados no Estádio do Dragão, referiu que gostaria imenso de marcar na Luz… nós, enquanto adeptos estamos contigo! Vai em frente! Marca e dá a marcar!!

Julgo não estar enganada, ao dizer que as atenções estarão viradas para Christian Rodriguez… a ver vamos como se sai o rapaz.

Aqui, que ninguém nos ouve, vamos ganhar por três a zero, golos de Lisandro (não o vamos contrariar), Hulk e … Christian.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Benítez, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Fucile, Lino, Sapunaru e Rolando.
Médios: Raul Meireles,Tomás Costa, Guarín, Lucho González, Cristian Rodríguez e Fernando.
Avançados: Hulk, Lisandro, Candeias e Farías.


Mais logo, veremos se a minha intuição não falhou…
Heliantia.

17 comentários:

  1. portuense-portista30 agosto, 2008

    Já todos sabemos que o Cebola vai ser bombardeado com assobios amanhã. Por isso nada mais doce que um golinho, ou mais, da melhor contratação desta época para os ver sofrer. Tenho a impressão que amanhã os laterais do Benfica vão sofrer muito com o Rodriguez e o Hulk. Isto se o Jesualdo não se lembrar e colocar o Farias de novo. Mas acho que depois daquele golão ele nem se atrevia.

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  2. Diz Suazo: «Benfica tem projecto bonito»

    Rapaz, se tu soubesses o que é mesmo bonito, bonito...

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  3. FC Porto vs Benfica

    Confronto Directo

    Total
    Jogos: 203
    Vitórias do FC Porto: 76 (37%)
    Empates: 51 (26%)
    Vitórias do Benfica: 76 (37%)

    Liga Portuguesa
    Jogos: 148
    Vitórias do FC Porto: 57 (39%)
    Empates: 39 (26%)
    Vitórias do Benfica: 52 (35%)

    Taça de Portugal
    Jogos: 31
    Vitórias do FC Porto: 7 (23%)
    Empates: 5 (16%)
    Vitórias do Benfica: 19 (61%)

    Supertaça
    Jogos: 24
    Vitórias do FC Porto: 12 (50%)
    Empates: 7 (29%)
    Vitórias do Benfica: 5 (21%)

    Curiosidades:

    FC Porto: Maior vitória em casa - Liga Portuguesa - 1970/71 - FC Porto 4-0 Benfica
    FC Porto: Maior vitória em casa - Taça de Portugal - 2000/2001 - FC Porto 4-0 Benfica
    FC Porto: Maior vitória fora - Taça de Portugal - 1938/1939 - Benfica 1-6 FC Porto

    Resultado Típico: FC Porto-Benfica - (11 Jogos) - FC Porto 2-1 Benfica
    Resultado Típico: Benfica-FC Porto - (12 Jogos) - Benfica 1-1 FC Porto

    Curiosidades: FC Porto (Todos os Jogos) vs Benfica - 203 Jogos - 76V 51E 76D (Golos: 288-327)

    Média de golos marcados pelo FC Porto: 1,42/J Média de Golos Sofridos pelo FC Porto: 1,61/J

    Última Derrota do FC Porto: 2006.02.26 - Benfica 1-0 FC Porto (desde então: 3V 1E)
    Última Vitória do FC Porto: 2008.04.20 - FC Porto 2-0 Benfica

    4 Jogos consecutivos a marcar golos ao Benfica
    2 jogos consecutivos sem sofrer golos do Benfica: desde 2007.04.01 - Benfica 1-1 FC Porto

    Perdeu apenas 3 dos últimos 17 Jogos com o Benfica.

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  4. Benfica - FC Porto: pedaços de História do Clássico

    O PRIMEIRO CLÁSSICO EM LISBOA. Foi a 24 de Março de 1935 que Benfica e FC Porto se encontraram pela primeira vez em Lisboa para disputar um jogo da Liga, no velho Campo das Amoreiras, com arbitragem do lisboeta Manuel Marques. A partida, a contar para a 10ª jornada da prova, a apenas cinco jogos do final do Campeonato, levava um FC Porto extremamente moralizado a Lisboa, fruto de cinco vitórias consecutivas, que lhe garantiam a liderança da Liga, com 3 pontos de vantagem sobre Belenenses e 4 sobre Sporting e Benfica. O jogo, que criou enorme expectativa no País, levou 20.000 pessoas a encherem por completo o Campo das Amoreiras, sendo que do Porto viajaram dois comboios especiais repletos de adeptos. A recepção à equipa do FC Porto, quando os jogadores azuis e brancos entraram em campo, não foi a melhor: adeptos do Sporting e Belenenses juntaram-se à falange encarnada e criaram um ambiente de enorme agressividade, com gritos hostis de "fora, fora, fora". O Benfica venceu por 3-0, com o médio Gaspar Pinto, beneficiando de um desvio do defesa portista Jerónimo, e o avançado Rogério Sousa a garantirem no último quarto de hora da primeira parte uma vantagem de 2-0 ao intervalo. Vítor Silva, avançado, concretizaria o 3-0 final, a 12 minutos do fim, relançando a luta pelo título, já que o Sporting, com uma vitória no Estádio do Lima, diante da Académica do Porto, por 3-2, e o Belenenses, que derrotou a Académica, nas Salésias, por 4-0, também aproveitaram o deslize do líder. Joseph Szabo, o luso-húngaro que orientava tecnicamente o FC Porto, queixou-se no final do jogo do ambiente hostil criado pelos adeptos dos três grandes clubes lisboetas, mas garantiu que o título não escaparia ao FC Porto, o que se concretizaria, na última jornada, com um empate em Lisboa, no Campo Grande, diante do Sporting, que necessitava de uma vitória para se sagrar Campeão Nacional.

    FICHA DO JOGO:

    BENFICA: Augusto Amaro - Gatinho, Gustavo Teixeira - Francisco Albino, Lucas, Gaspar Pinto - Torres, Fernando Cardoso, Vítor Silva, Rogério Sousa, Alfredo Valadas.
    Treinador: Vítor Gonçalves.

    FC PORTO: Soares dos Reis - Carlos Pereira, Jerónimo Faria - João Nova, Álvaro Pereira, Raul Castro - Waldemar Mota, António Santos, Lopes Carneiro, Pinga, Carlos Nunes.
    Treinador: Joseph Szabo.

    GOLOS: 32' Gaspar Pinto (1-0) ; 40' Rogério Sousa (2-0) ; 78' Vítor Silva (3-0).

    O PRIMEIRO CLÁSSICO NA LIGA. Menos de dois meses antes da primeira viagem do FC Porto a Lisboa para defrontar o Benfica, as duas equipas encontraram-se, no Porto, para disputarem o primeiro clássico da história da Liga, num jogo a contar para a 3ª jornada, e que se disputou no Estádio do Lima. A partida, disputada a 3 de Fevereiro de 1935, e que se iniciou às 14:40, com um atraso de dez minutos em relação à hora prevista, foi arbitrada pelo conimbricense Manuel Oliveira. O FC Porto venceu por 2-1, com o avançado Lopes Carneiro, aos 15 minutos, a adiantar os portistas no marcador, fixando o resultado ao intervalo. O Benfica procurou reagir, mas, aos 58 minutos, Manuel Oliveira assinalou uma grande penalidade favorável ao FC Porto. O goleador Pinga chamado à conversão do castigo máximo, desperdiçou a oportunidade, mas numa decisão muito contestada pelos jogadores do Benfica, o árbitro conimbricense mandou repetir a penalidade. Pinga voltaria a falhar, permitindo a Augusto Amaro entrar na história do Benfica, ao ser o primeiro guarda-redes a defender uma grande penalidade em jogos na Liga, mas não conseguiu impedir que o avançado portista marcasse na recarga, colocando o FC Porto a vencer por 2-0. Era o seu terceiro golo no Campeonato. Alfredo Valadas, avançado do Benfica, ainda reduziria, dois minutos depois, marcando o 4º dos seus 13 golos na Liga 1934/35, mas o FC Porto conseguiria segurar a vantagem até ao final, mantendo a liderança da prova a par do Belenenses, com o Benfica a ficar a 2 pontos de ambos.

    FICHA DO JOGO:

    FC PORTO: Soares dos Reis - Avelino Martins, Jerónimo Faria - João Nova, Álvaro Pereira, Carlos Pereira - Lopes Carneiro, Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Pinga, Carlos Nunes.
    Treinador: Joseph Szabo.

    BENFICA: Augusto Amaro - Gatinho, Gustavo Teixeira - Francisco Albino, Álvaro Pina, Gaspar Pinto - Domingos Lopes, Luís Xavier, Torres, Rogério Sousa, Alfredo Valadas.
    Treinador: Vítor Gonçalves.

    GOLOS: 15' Lopes Carneiro (1-0), 60' Pinga (2-0), 62' Alfredo Valadas (2-1).

    O PRIMEIRO JOGO. Em Abril de 1912, já com a vitória no Campeonato de Lisboa garantida a uma jornada do fim da prova, o Benfica deslocou-se ao Porto para efectuar um duplo confronto particular com o FC Porto: de manhã defrontaram-se as segundas categorias, com o Benfica a sair vencedor por 2-1 ; à tarde um jogos entre as primeiras categorias, em que o Benfica saiu também vencedor por um concludente 8-2. O primeiro registo de uma partida oficial reporta-se a 28 de Junho de 1931, quando Benfica e FC Porto defrontaram-se na final do Campeonato de Portugal 1930/31, numa partida disputada no Campo do Amado, em Coimbra, sob a arbitragem do lisboeta António Palhinhas. Vítor Silva, ao marcar dois golos, foi o "herói" encarnado, sendo que Denis apontou o outro golo do Benfica na vitória por 3-0.

    FICHA DO JOGO DA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL 1930/31:

    BENFICA: Artur Dyson - Ralph Bailão, Luís Costa - João Correia, Aníbal José, Pedro Ferreira - Augusto Dinis, Emiliano Sampaio, Vítor Silva, João Oliveira, Manuel Oliveira.
    Treinador: Artur John.

    FC PORTO: Miguel Siska - Pedro Temudo, Avelino Martins - Felipe Santos, Álvaro Pereira, Euclides Anaura - Lopes Carneiro, Waldemar Mota, Norman Hall, Acácio Mesquita, Francisco Castro.
    Treinador: Joseph Szabo.

    GOLOS: 37' Vítor Silva (1-0), 44' Denis (2-0), 62' Vítor Silva (3-0).

    BENFICA DOMINA EM CASA. Este sábado, Benfica e FC Porto disputarão o 74º clássico em casa dos encarnados em jogos da Liga, que possuem uma clara supremacia: 40 vitórias, 22 empates e 11 derrotas, 155 golos marcados e 72 golos sofridos. Apesar do domínio portista das últimas duas décadas do futebol português, nos últimos 21 anos apenas por 4 vezes conseguiram alcançar triunfos na Luz: em 1991/92, por 3-2 ; em 1996/97, por 2-1 ; em 2002/03, por 1-0, era Camacho o treinador do Benfica ; e em 2004/05, também por 1-0. A maior vitória do Benfica ao FC Porto, em jogos em casa, ocorreu em Fevereiro de 1943, com um estrondoso triunfo por 12-2, com o avançado Júlio a destacar-se ao apontar 4 golos ; enquanto que os portistas, em jogos do Campeonato, apenas venceram uma vez por mais do que um golo de diferença: em Janeiro de 1951, uma vitória por 2-0, com um "bis" de Monteiro da Costa.

    MAIS AZUL. É o FC Porto que tem vantagem no confronto directo com o Benfica se contarmos todos os jogos (146) disputados entre os dois clubes na Liga: os azuis e brancos somam 55 triunfos, enquanto que os encarnados venceram em 52 ocasiões, tendo-se registado 39 empates. É, contudo, ao Benfica que pertence o maior registo de golos (243) face aos 218 do FC Porto.

    CAMACHO - 3 JESUALDO - 0. Depois de ter substituído Jesualdo Ferreira no comando técnico do Benfica, José António Camacho teve a oportunidade de "apadrinhar" a estreia do Professor no Sp. Braga, triunfando no Municipal bracarense por 3-1. Na época seguinte - 2003/04 - Camacho voltou a levar a melhor sobre Jesualdo: 2-0 na Luz e 3-0 em Braga. Contudo, Camacho nunca conseguiu vencer o FC Porto em jogos a contar para o campeonato: 3 jogos, 1 empate e 2 derrotas ; enquanto que Jesualdo, que já defrontou o Benfica em 12 ocasiões, soma 4 triunfos - apenas 1 na Luz, pelo Alverca (2-0) -, 3 empates - 2 na Luz, um pelo FC Porto (1-1) e outro pelo Sp. Braga (0-0) - e 5 derrotas.

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  5. Ignorem o texto a partir de "BENFICA DOMINA EM CASA.". Esta parte está desactualizada.

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  6. Estórias da história do Benfica vs FC Porto

    19 de Junho de 1932. Eram tempos que acentuavam o distanciamento entre Benfica e FC Porto, a divisão do País entre Sul e Norte. Os encarnados recebiam os azuis e brancos em jogo das meias-finais da Taça de Portugal. Sobrevivia na memória a recordação da lesão do duro Aníbal José sobre Norman Hall, a vedeta portista. Uma lesão provocada e mais tarde admitida pelo próprio defesa do Benfica: "O capitão Vítor Silva pediu-me para dar uma pancada no Hall, inutilizá-lo, caso contrário estaríamos feitos." A pancada foi tão forte que deixou o adversário inutilizado e obrigou-o mesmo a abandonar o futebol. O Benfica venceu por 3-0. No ano seguinte, no Estádio das Amoreiras, a vingança serviu-se fria. Avelino Martins já tivera conhecimento da história e tratou de desbaratar Vítor Silva. Por entradas maldosas e muita porrada, chegou mesmo a esbofetear o capitão encarnado. O FC Porto venceu por 2-1.


    11 de Junho de 1933. O Benfica recebia o FC Porto para a segunda mão de uma eliminatória da Taça de Portugal. Venceu por 4-2, mas foi uma glória vã. A derrota humilhante (0-8) da semana anterior na Constituição permitia ao FC Porto seguir em frente na prova. Cegos de raiva, os jogadores encarnados andavam de cabeça perdida. Também para evitar males maiores, a federação convidou um espanhol (Ramón Melcón) para dirigir a partida. Andavam mosquitos por cordas, o árbitro tentava deitar água na fervura, mas não resistiu a expulsar o capitão Vítor Silva depois de um entrada sobre o guarda-redes Siska. O problema foi tirar o benfiquista de campo. Melcón chegou mesmo a pedir a intervenção da GNR, mas nem as forças da autoridade o arrancavam do relvado. Chegaram a dar-lhe voz de prisão e nada. Só mesmo a intervenção do histórico treinador Ribeiro dos Reis, que arrastou o furioso avançado por um braço, é que tirou Vítor Silva de campo e permitiu que o jogo continuasse.


    Primeira reconciliação

    5 de Abril de 1936. Esta história começa três anos antes. Precisamente no jogo em que o FC Porto venceu na Constituição por 8-0. Um encontro que ficou marcado pela mudança da hora, sem que o clube lisboeta tivesse sido avisado com a devida antecedência. No final da partida, os encarnados reagiram mal, o jogador Guedes Gonçalves agrediu o presidente da FPF nos balneários e foi suspenso por seis meses. O FC Porto acusa então o Benfica de querer monopolizar o futebol, acusa Lisboa de querer centralizar o poder e avança para o primeiro corte de relações oficiais. Durante três anos não existe qualquer tipo de contacto. As relações são reatadas a 5 de Abril de 1936, quando o Benfica vence o rival por 5-1 e conquista o título. Com o orgulho vingado, os encarnados propõem a reaproximação, aceite pelos azuis e brancos e celebrada num jogo particular na Constituição.


    A maior goleada

    7 de Fevereiro de 1943. O dia em que o FC Porto cobriu a cara de vergonha. Em jogo disputado no Campo Grande, em Lisboa, o Benfica venceu por 12-2. Um resultado que ainda é um recorde na história dos clássicos. Uma tarde gloriosa para os encarnados, que haveriam de ser campeões, perante um rival eterno teve um ano horrível, terminando em sexto lugar. Perante a felicidade do treinador Janos Biri, o Benfica marcou quatro golos na primeira parte, fez o quinto a abrir a segunda parte, deixou que o FC Porto fizesse o tento de honra, mas logo aumentou para 9-1. Até final os azuis e brancos marcaram mais um golo, enquanto os encarnados fizeram três. No final 12-2. Para desespero de Luís Mata, terceiro guarda-redes do FC Porto, entretanto promovido a primeiro devido às lesões de Andrasik e Valongo. A estreia não podia ter sido pior.


    Despedida do capitão

    8 de Setembro de 1952. O jogo da despedida do eterno capitão Francisco Ferreira, um homem nascido em Guimarães mas criado no recinto do FC Porto. Aos 11 anos deixou a Cidade-Berço para acompanhar o pai, que tinha encontrado trabalho como guarda do Campo da Constituição. Francisco Ferreira começou então a jogar futebol e cedo se revelou um prodígio precoce. Ao ponto de aos 17 anos já ser uma das figuras do clube. Foi então que, embalado pelos altos salários que o FC Porto já pagava, pediu um aumento que até era humilde: 300 escudos por mês. Como resposta, os dirigentes chamaram-lhe malandro. Francisco Frederico sentiu-se traído e mudou-se para o Benfica. Onde rapidamente ganhou um espaço especial, tornando-se até capitão durante nove anos. Depois da vitória na inauguração do novo Estádio das Antas, por 8-2, disse que para ele chegava e que deixava naquela altura o futebol. Por pressão dos colegas, ainda aceitou jogar a final da Taça de Portugal e ajudar o Benfica a ganhar mais um título. Depois arrumou mesmo as chuteiras. Na festa da despedida, marcada para o Jamor, convidou o FC Porto e reconciliou-se com o clube por quem sempre torcera.


    Árbitro perde a cabeça

    5 de Maio de 1968. O Benfica recebia o FC Porto em jogo do campeonato. Eram os tempos áureos encarnados no futebol de Eusébio, Simões, Zé Augusto, Torres, Coluna, Germano ou Costa Pereira. No final empatou por 1-1. Mais do que pelo resultado, o clássico ficou marcado pelo insólito de um árbitro. Marcos Lobato, juiz de Setúbal. Um homem que era a prova viva de que um árbitro não é de ferro. Sobretudo quando se sente enganado. Aconteceu, por exemplo, quando Djalma caiu no terreno e ficou a queixar-se de dores. O árbitro percebeu que era teatro, desatou a correr, afastou os jogadores, agarrou Djalma pelos cabelos e tratou de o levantar assim mesmo: arrastando-o. O brasileiro percebeu o toque e saiu a correr pelo campo como se nada tivesse acontecido. Fez-lhe bem o aviso. Quase sobre o final da partida, marcou o golo do empate. Apesar de tudo, o Benfica foi campeão. Fez a dobradinha, aliás.


    Descalabro encarnado

    18 de Setembro de 1996. O Benfica recebia o FC Porto em jogo da Supertaça. Depois de uma derrota na Antas por 0-1, era preciso inverter o resultado. Mas a noite acabou em descalabro. Vitória do FC Porto por 5-0, naquela que ainda se mantém como a derrota mais pesada de sempre dos encarnados na Luz. Só o Santos e o Manchester, de resto, marcaram cinco golos na casa encarnada, mas em nenhum deles o resultado foi desnivelado. Nessa noite tudo correu bem à formação de António Oliveira. Que nem precisou de Jardel, o matador brasileiro que até começou no banco. Artur, Edmilson, Jorge Costa, Wetl e Drulovic marcaram os golos de uma noite que ainda teve outra tragédia: quando saía da Luz, o histórico fotógrafo Nuno Ferrari, amigo de Eusébio e assumido adepto encarnado, teve um ataque cardíaco que acabou por ser fatal. Uma outra curiosidade: João Manuel Pinto, Drulovic e Zahovic festejaram com a camisola do Benfica vestida. Um prenúncio.


    Golo ou não?

    17 de Outubro de 2004. Poucos clássicos fizeram correr tanta tinta. Corria o minuto 78 quando Petit rematou forte de fora da área, Vítor Baía largou a bola, deixou que batesse no relvado e saltasse em direcção à baliza, tirando-a com um soco de recurso. O guarda-redes levantou-se de pronto a dizer que não com um gesto da mão, os jogadores do Benfica cercaram o árbitro assistente e o ambiente ficou quente até ferver. Olegário Benquerença mandou seguir, no final o FC Porto venceu graças a um golo de McCarthy, mas o Benfica foi campeão. O árbitro é que acabou por passar momentos complicados. Tanto que uma semana depois, em Olhão, num jogo da Liga de Honra, teve de levar uma protecção especial de trinta polícias. A verdade, porém, é que ainda hoje ninguém sabe se realmente a bola entrou ou não. Por cada estudo que diz que sim, existe outro que diz que não. Se alguém do contrário, que as apresente.

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  7. Delicioso texto sobre a avó benfiquista.

    "Se a minha avó fosse viva, provavelmente sentá-la-ia a meu lado diante do computador só para lhe mostrar a Internet. E mesmo que a idade e o cansaço a impedissem de aprender ou tomar-lhe o gosto, passaria bons momentos a rir-me à gargalhada só com as reacções dela.

    Sempre me fez rir, sobretudo quando nos sentávamos a ver o Benfica. Adorava futebol e era benfiquista ferrenha. Nos jogos com o FC Porto enervava-se muito porque já nessa altura o clube andava a usurpar ao Benfica o direito à glória que ela julgava ter-lhe sido concedido à nascença. O Benfica não ganhava títulos, era o título. A camisola não era uma camisola, mas o manto sagrado que cobre os reis. Ainda bem que não viveu o suficiente para ver o seu Benfica equipado de cor de rosa, pois nem ela teria aguentado ver um rei transformado em princesa.

    Nunca vi uma pessoa tão imparcial a ver futebol. Se um jogador do Benfica desse a traulitada num do FC Porto, inclinava-se no sofá para emendar a injustiça do lance: «O árbitro marcou falta porquê, coitadinho do rapaz bateu-lhe sem querer!». Jogador do FC Porto que desse a cacetada já não beneficiava da mesma benevolência: «Bem-feita, levas um cartão amarelo para não seres tão bruto».

    Qualquer aparição de Pinto da Costa na televisão provocava-lhe as mesmas fúrias que Leôncio Almeida, o mau da fita de uma telenovela que fazia furor na época, Escrava Isaura. E mesmo que o presidente do FC Porto tivesse umas saídas mais espirituosas, continuava a dizer mal dele enquanto sorria. Nunca nenhuma pessoa neste mundo foi para mim tão encantadoramente transparente como a minha avó: aos meus olhos, o que ela mostrava e o que tentava esconder coexistiam sempre no mesmo plano de existência."


    Os anos passam. Novas gerações. A mesma mentalidade. As egrégias avós encarnadas. Os netos vermelhos decadentes. A mesma probeza mental e doentia.

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  8. E esta hein???


    Um renomado feiticeiro africano Cissé ao ataque!

    Entrevista

    "SE O BENFICA CUMPRIR GARANTO O CAMPEONATO"

    O ‘CM’ descobriu Dembo Cissé Cassama na Guiné e o sábio aceitou desvendar a sua ligação com o Benfica. Só os seus métodos e as verbas envolvidas ficam no segredo. Mas deixa uma promessa.

    Correio da Manhã – Como é que teve início a sua ligação ao Benfica?

    Dembo Cissé Cassama – A primeira vez que me contactaram para ir a Lisboa foi a 19 de Março. Não estavam bem no campeonato e precisavam de ultrapassar o Sporting no segundo lugar. Queriam ainda ganhar a Taça de Portugal.

    – Quem fez o primeiro contacto foi José Veiga ou outro dirigente?

    – Foi um intermediário ligado ao Benfica. Só estive com Veiga na segunda vez que fui a Lisboa.

    – Mas, nesse primeiro contacto, o que é que lhe prometeram?

    – Disseram-me que se conseguisse o segundo lugar e a vitória da Taça não tinha que me preocupar, porque pagavam tudo o que eu quisesse. Pediram-me também para fazer um trabalho no Estádio da Luz, porque tinham um jogo que não queriam perder. E eu cumpri.

    – Como assim?

    – ... Olhe, desde que saí de Lisboa e até voltar na segunda vez, o Benfica não perdeu em nenhuma ocasião. E a 23 de Julho, foi José Veiga, pessoalmente, quem me chamou para assinar contrato. Esteve comigo duas vezes no Hotel Zurique, mas eu não assinei nada.

    – Porquê?

    – Disse-lhe que me deviam dinheiro referente à vitória na Taça, ao segundo lugar e ao tal trabalho no estádio.

    – E pagaram-lhe?

    – Não. Argumentou e disse que não podia pagar porque esse dinheiro era referente a um período anterior à entrada dele no Benfica, mas deu-me a sua palavra para este novo contrato.

    – Quais os valores acordados?

    – Sobre isso não falo.

    – Mas o que lhe disse Veiga?

    – Na altura, disse-me que queria ser campeão e eu voltei a dizer que sem dinheiro não trabalhava. As pessoas desconhecem, mas há custos grandes, há sacrifícios... Mesmo assim, tranquilizei-o para o jogo com o Anderlecht [Liga dos Campeões], em Lisboa, que eles venceram. Mas avisei que, para o jogo da Bélgica, se não pagassem, não podia garantir nada. E o Benfica foi eliminado.

    – Quando voltou a ser contactado?

    – Logo que o clube regressou da Bélgica, já depois de também ter perdido a Supertaça para o FC Porto. Veiga contactou-me e disse que queria atacar forte o campeonato, e que os adeptos não estavam contentes... Jogavam com o Beira-Mar e não podiam perder, senão era o caos. E eu voltei a mostrar que sou forte. O Benfica venceu e ainda hoje lidera.

    – Mas no último domingo perdeu com o FC Porto?

    – Sim, mas tínhamos combinado uma mensalidade e eles não cumpriram. Veiga sabia que, para preparar o jogo na Guiné, precisava do dinheiro. E fiquei à espera, sem poder trabalhar. Se o Benfica cumprir, se forem honestos, garanto o campeonato. Já dei provas.

    PERFIL

    Dembo Cissé nasceu há 48 anos, na Guiné-Bissau, mas foi no Senegal, junto do seu grande ‘mestre’, que fez os estudos, ao longo de anos. Casado e pai de filhos, rumou ainda à Guiné-Conacri, com o objectivo claro de aperfeiçoar os seus poderes. Hoje é, na Guiné-Bissau, uma figura reconhecida e respeitada, detentor de clientes no Mundo inteiro. O Benfica, contudo, foi a sua primeira experiência com um clube de futebol.


    O FEITICEIRO DA LUZ

    Um renomado feiticeiro africano alegadamente com amplos poderes espirituais está, desde há algum tempo, a colaborar com o Benfica. A estória não é nova, remonta já à última época desportiva, mas, apurou o Correio da Manhã, tem novos desenvolvimentos.

    Aliás, Dembo Cassama – é este o nome do sábio originário da Guiné-Conacri – só na derradeira sexta-feira abandonou o Hotel Zurique, em Lisboa, onde normalmente fica hospedado, rumo ao seu país natal, com o Benfica a suportar directa ou indirectamente todas as despesas. Mesmo as viagens, são normalmente tratadas pela Cosmos, agência que trabalha com o clube. Mas o regresso à Guiné só aconteceu depois de ter acertado com José Veiga os moldes de uma ligação que chegou a estar ameaçada, obrigando mesmo o patrão do futebol a intervir directamente.

    QUANTO VALE O TÍTULO?

    Neste momento, além de uma avença na ordem dos cinco mil euros/mês, estarão já estipulados os valores a pagar ao sábio caso o Benfica concretize os dois grandes objectivos para a presente temporada: a conquista do título de campeão nacional e a vitória na Taça de Portugal valem ao médium um prémio monetário entre os 112.500 e os 175.500 euros.

    Mas a verdade é que, consequência de um alegado desvio de verbas à qual o Benfica será alheio, a relação entre as partes chegou a estar em risco, já depois de alcançados os primeiros objectivos que determinaram a contratação de Cassama.

    Corria então a última época e o Sporting ocupava o segundo lugar na SuperLiga quando o médium entrou em acção. O Benfica precisava de atingir a 3.ª pré-eliminatória da ‘Champions’ e estava ainda apostado na conquista da Taça de Portugal. Foi com este cenário que se acordou a colaboração de Dembo com o clube. E, na verdade, o Benfica haveria mesmo de concretizar os referidos objectivos, com vitórias sobre o Sporting e o FC Porto.

    DINHEIROS A VOAR

    Só que, por esta altura, a ligação era estabelecida através de intermediários, ou seja, sem intervenção directa dos responsáveis ‘encarnados’. Resultado: não terá sido pago ao africano o valor acordado, gerando-se a ruptura. Cassama partiu para a Guiné decepcionado com algumas pessoas mas novo telefonema da Luz acabaria por reaproximar as partes. Afinal, coincidência ou não, o feiticeiro cumpriu.

    Já esta temporada, José Veiga não esperou pelo terceiro desaire dos ‘encarnados’ para patrocinar o regresso do feiticeiro. O Benfica havia já perdido a Supertaça para o FC Porto, mas a tolerância do homem forte do futebol apenas se esgotaria depois da goleada e consequente eliminação em Bruxelas, ante o Anderlecht.

    José Veiga reclamou então a presença de Dembo em Lisboa – foram várias as visitas do ex-empresário ao Hotel Zurique – e novo acordo terá sido celebrado... a poucos dias do Benfica-FC Porto. Talvez se entenda melhor porque razão ostentavam os SuperDragões uma curiosa faixa: “sem o bruxo e a sua magia nenhum bilhete aparecia”.

    O ‘CM’ contactou a direcção benfiquista mas o director de comunicação do clube, Cunha Vaz, recusou comentar o assunto.

    CERIMÓNIA NO ESTÁDIO

    O professor já conhece os cantos à casa. Dembo Cassama esteve mais que uma vez no Estádio da Luz, um dos palcos eleitos para realizar os seus serviços. No relvado ou nos balneários, sozinho ou acompanhado por dirigentes, o feiticeiro aplicou o seu saber, as suas rezas em várias cerimónias.

    DELANE E OS SAPATOS DE VIENA E O PARAPSICÓLOGO PEDROTO

    As crenças e superstições estão desde há vários anos enraizadas no futebol português. De Norte a Sul abundam histórias de feitiçarias e banhos de madrugada, em noites de lua cheia, nos locais de peregrinação espírita, parte delas ligadas a alguns dos mais marcantes momentos do futebol luso. Basta recordar a ligação do brasileiro Delane Vieira aos grandes sucessos do FC Porto no reinado de Artur Jorge e Tomislav Ivic. Os episódios proliferam e perduram na memória de todos quantos os conheceram. Pudera...

    Quem se esquece de tudo quanto foi dito sobre a mágica noite de Viena, em 1987, quando o FC Porto de Pinto da Costa, Artur Jorge e... Delane Vieira, se sagrou campeão europeu. Conta-se que, na véspera do jogo, Delane soltou dois sapos no Estádio do Prater e que havia garantido que se transformariam em golos. O FC Porto venceu o Bayern por 2-1, e de pouco valeu o desmentido de Delane. Mas para o jogo de Viena, já depois de uma das célebres ‘fitinhas’ criadas pelo mago ter – assim se diz – afastado Jaime Pacheco da final, outra magoa foi preparada. Há quem garanta que aquele ‘onze’ portista, o mesmo que Madjer obrigou a tocar o Corão antes do apito inicial, entrou no relvado com uma das tais ‘fitinhas’ mágicas por cada jogador.

    O FC Porto seguia então para Tóquio e novo episódio marcou a comitiva. Na véspera do jogo, a cidade nipónica apresentava um sol radiante; um dirigente disse, na brincadeira, que o melhor era nevar, pois beneficiaria o FC Porto. Delane intercedeu e terá garantido que no dia seguinte nevaria. E nevou! O FC Porto venceu o Penarol.

    Nos tempos de Pedroto, Zandinga, seu parapsicólogo oficial, dizia mesmo que o sucesso do FC Porto estava também ligado a banhos do presidente e treinador, altas horas da madrugada e em noites de lua cheia, sempre nas proximidades da Capelinha do Mar, local de peregrinação espírita. Nunca se provaram os tais banhos de Pinto da Costa, mas é conhecida a sua devoção a Nossa Senhora de Fátima.

    CORROPIO NO HOTEL

    Não têm passado despercebidas as passagens de Dembo Cisse Cassama pelo Hotel Zurique, em Lisboa. Não que o sábio africano goze de mediatismo entre nós – ao contrário do que acontece na Guiné-Conacri onde é enorme o seu prestígio e credibilidade –, ou que o seu comportamento torne a sua presença indiscreta, excepção feita às roupas tradicionais que veste, mas, pelas visitas que ali recebe. José Veiga várias vezes irrompeu pela unidade hoteleira, entre outras figuras ligadas, directa ou indirectamente ao futebol do Benfica. Até mesmo Simão Sabrosa, que terá conhecido o médium através de um amigo comum. Dembo, aliás, é bem conhecido pelos funcionários do hotel. Fonte contactada, que solicitou o anonimato, recorda-se bem, não da última presença mas da penúltima, quando o sábio ali esteve hospedado até 14 de Setembro.

    A CRENÇA E A FÉ DO JOVEM SIMÃO

    Simão Sabrosa, uma das jóias da coroa ‘encarnada’, conheceu Dembo Cisse Cassama, durante uma das passagens deste por Lisboa, e terá mesmo aproveitado para recorrer aos serviços daquele mestre africano. Desconhece-se qual o trabalho realizado, mas, de acordo com informações a que o CM teve acesso, Simão terá mesmo, em determinado momento, presenteado Dembo Cisse Cassama com alguns equipamentos desportivos que este transportou para a Guiné-Conacri.

    Refira-se que Simão privou durante muitos anos, nas selecções jovens, com Ednilson – chegaram a partilhar quarto durante os estágios – também ele um guineense, admitindo-se algumas conversas entre os dois sobre estas crenças, muito respeitadas na Guiné.

    COM JOSÉ VEIGA CONTRA INVEJA

    José Veiga, administrador da SAD para o futebol, também terá recorrido a título particular aos serviços do professor africano. Dembo Cisse Cassama, depois de algumas conversas com o responsável ‘encarnado’, ter-se-á mesmo deslocado à sua residência, onde habita com a família, para realizar alguns trabalhos com uma finalidade específica. José Veiga dizia-se alvo de fortes invejas, motivo pelo qual apelou o professor.

    BRUXO ZANDINGA EMPATA NAS ANTAS

    Em 1980, com António Oliveira a técnico e Zandinga a... bruxo, o Penafiel foi às Antas empatar a dois. Fonseca, guarda-redes portista, nunca esqueceu a imagem de Zandinga, antes do jogo, a esgravatar atrás da sua baliza. A táctica resultou. Era conhecido o terror de Fonseca relativamente aos misticismos.

    O LADO OCULTO DO BOTA DE OURO

    Ano de 1985. Gomes lutava pela conquista da Bota D’Ouro e havia igualado McGaughey, com 34 golos, quando uma lesão ameaçava deitar tudo a perder. Delane, assim se conta, terá intervindo e resolvido o problema. Pediu a Gomes o nome completo e a data de nascimento do irlandês do Linfield e disse-lhe que não se preocupasse. Uma semana depois, McGaughey lesionava-se gravemente e comprometia as suas ambições.

    O ESCORPIÃO DO CENTRAL EURICO

    Na segunda época de Artur Jorge nas Antas, mais uma estranha... curiosidade. Jogava-se um FC Porto-Benfica e, pouco antes da partida, Eurico descobre um escorpião metálico embrulhado em papel no seu fato de treino. Decide entregá-lo ao roupeiro, pensando que o mesmo pertencia a um colega mais supersticioso. Enganou-se: aos 20’ saiu lesionado, com uma perna partida.

    VELAS, GALINHAS E O ALEXANDRINO

    Com Zandinga era normal a existência de velas, folhas de eucalipto e incenso a arder nos balneários. Mas outras práticas são conhecidas. Desde as galinhas pretas, às imagens de Santos. Scolari não passa sem N.S. do Caravagio. E muito se falou sobre os alhos de Oliveira no Mundial da Coreia. Até o divertido Alexandrino já se intrometeu no futebol.

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  9. Hoje é para esmagar o SL Benfica eu aposto:

    0-2 , marca Hulk e Rodriguéz.

    passem em

    http://www.campeoesfcporto.blogspot.com/

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  10. Os de Guimarães não se calam, e também já tentam colar a imagem, que os batoteiros foram o FCP.

    Se não formos ponderados, até os mandamos logo para a p.q. os pariu.

    Com calma e analisando friamente a situação, acabamo-nos a rir.

    Então não é que o Platinado continua a afirmar a todos os ventos que não admite batoteiros e quêm fica de fora e da maneira que foi, foram os branquinhos de guimarães??? Eh..eh...eh.

    Até parece o outro..."Não olhes para o que eu digo, mas para o que eu faço".

    No final lá levaram uma palmadinha nas costas e um "é seguir pela sombrinha..."

    Eu sei que lhes custa a etender, mas será que não percebem mesmo que quêm tentou ser batoteiro foram eles. Levam 5 e querem passar a equipe que foi campeão com 20 pontos?

    Escrevam que ao SLRosinhas, vai-lhes acontecer o mesmo.

    Sintomático, que até lhes calhou o Nápoles. Topam???

    Lembram-se de alguêm que afirmou que a cidade do Porto fazia lembrar Nápoles...

    Boa.

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  11. Força Porto vamos calar os lampiões...
    Hoje a derrota não entra no nosso pensamento!!
    Vamos mostrar quem manda...

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  12. Viva !

    Eu apostaria em Candeias pela sua velocidade de arranque em vez de Rodriguez. Ou seja : Hulk, Lisandro e Candeias.

    Mas Lisandro sempre no centro !

    Quanto ao resto concordo. Talvez se pudesse discutir o lugar de Fucile que me parece melhor a atacar que Benitez, mas talvez pior a defender.

    A ver vamos !

    Bravo Olimpus : Essa do Djalma que foge a correr do árbitro está excelente. Lembro-me de falarem do nome Djalma , mas desconhecia esse episódio.

    Quanto ao resto é verdade que há sempre superstição no mundo do futebol. Mas, segundo reza a lenda, parece que Artur Jorge foi o primeiro treinador Português, senão um dos primeiros do mundo, a utilizar as estatísticas para melhor conhecer os adversários. Os seus resultados foram brilhantes.

    Gosto dos seus comentários Olimpus.

    O meu prognóstico : 2-1 para o Porto !

    E Viva o Porto !

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  13. Benfica - FC Porto

    Esta semana, antes do jogo com o Benfica na Luz, Jesualdo falava com os jogadores durante um treino no Olival:
    - Eu sei que é uma chatice ir a Lisboa, mas temos que jogar contra os mouros. Faz parte do calendário. O que é que querem que eu faça?

    O Pedro Emanuel pergunta:
    -Mas, ó mister, é preciso irmos todos?

    Então, o Hulk levanta-se e diz:
    -Não é preciso, não! Eu jogo sozinho contra esses caras. Eu, sozinho, chego para essa cambada de veados. Vocês podem ir de folga que eu tomo conta do assunto. Eu chego lá e mando meia dúzia de bombas Hulk. Não tem jeito, não. Vai dar eu na parada.

    E Jesualdo lá concordou:
    - Ok, Hulk. Então, vai lá tu dar cabo desses mouros.

    Hoje, o Jesualdo e os restantes jogadores foram para casa do Lucho e começaram a jogar snooker. Estavam eles entretidos até que o Helton se lembra de ir ver o resultado do jogo ao intervalo na Sporttv.

    O marcador assinalava: Benfica 0 - Porto 7 (Hulk aos 5m, 9m, 14m, 19m, 22m, 27m e 32m).

    Voltou à mesa de snooker e contou como estava o jogo:
    - Tudo tranquilo. Estamos a ganhar 7-0. O Hulk é danado.

    Passado uma hora, decidem ir todos ver o resultado final: Benfica 1 (Cardozo aos 89m) - Porto 7 (Hulk aos 5m, 9m, 14m, 19m, 22m, 27m e 32m).

    Ficaram surpresos por o Benfica ter marcado um golo. O Helton pegou no telemóvel e ligou para o Hulk:
    - Então, cara? Você deixou eles marcar um gol? Você está de sacanagem comigo, pô.

    - Helton, amigão. Não tive culpa, não. O cabrão do juíz me expulsou aos 35m. Não pude fazer mais nada, cara.

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  14. F.C.Porto 3 - 2 Benfica

    Dois de Lisandro e no último minuto Rodriguez.

    Abraço, http://varanda-do-dragao.blogs.sapo.pt

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  15. steward49230 agosto, 2008

    Andei a espicaçar a lampionagem toda que conheço... temos que ganhar hoje! Não posso ficar mal. Contra as aves de galinheiro nem sequer o empate aceito!

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  16. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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