24 agosto, 2008

O dia a dia... em «super flash»

Rodríguez: «Seria lindo termos o Estádio do Dragão cheio»

Ultrapassado o jogo da Supertaça Cândido de Oliveira, Rodríguez afiança que o F.C. Porto já só pensa no encontro da 1ª jornada do campeonato. Os Tricampeões Nacionais querem ganhar ao Belenenses e o extremo espera que a equipa receba um forte apoio em casa: «Seria lindo termos o Estádio do Dragão cheio e com os adeptos a puxarem por nós».

«A partida contra o Sporting já passou e agora só queremos pensar no futuro. Estamos concentrados no jogo deste fim-de-semana e o nosso objectivo é apresentarmo-nos bem no domingo.»

«O F.C. Porto é um clube grande e trabalha sempre para ganhar, mas também é passível de perder, como todas as outras equipas.»

«Não acho que o F.C. Porto seja menos forte nas provas a decidir num só jogo. Todos os jogadores são profissionais, sabem o que fazem, e não há nenhum que não queira ganhar uma final ou uma partida.»

«Ao longo desta época, pretendo dar o máximo pelos meus companheiros, treinar e fazer de tudo para ganhar.»

«Fizemos muitas horas de voo e agora vamos ver como nos encontramos fisicamente. Enquanto jogador, quero sempre jogar, mas a decisão de eu jogar ou não no domingo cabe ao treinador.»

«Todas as equipas querem ganhar ao F.C. Porto e o Belenenses não será certamente diferente. Temos pela frente uma partida em que estão três pontos em disputa e, como em todos os fins-de-semana, vamos dar o máximo para ganhar.»

«Neste momento, o único jogo em que penso é o que vamos disputar frente ao Belenenses. Seria lindo termos o Estádio do Dragão cheio e com todos os adeptos a puxarem por nós.»

in fcporto.pt

23 agosto, 2008

E Viva o Futebol de Esquerda !

É uma constante ler e ouvir, no mundo do futebol, o seguinte: “O futebol de ataque incarna a aventura, a abertura, a generosidade, os valores progressistas e, inversamente, o futebol de defesa incarna o silêncio, a falta de argumentos, o espírito conservador“.

Poderíamos, assim, lendo e ouvindo o que se diz, partir da tese seguinte: existe um futebol de esquerda e um futebol de direita. O futebol de ataque, sendo progressista, é o futebol de esquerda e, por sua vez, o futebol de defesa, sendo conservador, é o futebol de direita. Mas, contrariarmente ao que muitos pensam, o verdadeiro futebol de esquerda é o futebol defensivo. Veja-se a demonstração.

No futebol, como em muitos outros domínios, quem toma a iniciativa é aquele que tem meios económicos e sociais. Por exemplo, o Manchester United que pode comprar os melhores jogadores do Mundo não tem qualquer dificuldade em poder jogar ao ataque. Num encontro entre o Manchester United e um clube fraco da Liga Inglesa (pobre e sem talentos individuais, podendo apenas resistir e defender) qual destas duas equipas veríamos, imediatamente, à esquerda? Não o clube de Sir Alex Fergurson. É evidente e claro como “a clara dum ovo”!

Por analogia com a noite do 4 de Agosto de 1789 (1), o futebol de esquerda é aquele que se organiza para abolir a injustiça das “origens naturais“. Ou seja, se o meu adversário é privilegiado por nascimento e, logo, mais forte, eu vou me estruturar para poder resistir. Princípio de base de qualquer movimento de resistência. É assim desde Espartacus até ao nascimento da história do sindicalismo.

É perante esta ordem de ideias que aparece o Catenaccio. Este sistema táctico foi criado pelo Francês Robert Accard, em 1920, e, em seguida, foi popularizado pelo Francês de origem Argentina, Helenio Herrera. Com efeito, este último foi iniciado a este sistema no clube da bela cidade des Ardennes, Charleville, onde jogou futebol.

Contrariarmente às ideias pré-concebidas, o Catennacio não é fascista . É libertador do indivíduo. O Catennacio é o único sistema que não sacrifica jogadores. É o único sistema que permite aos defesas, os proletários do futebol moderno, de atacar e de marcar. Isto é, de existirem. O Catennacio assenta, graças à sua organização colectiva, na unidade e entre-ajuda dos jogadores. E este sistema continua a mostrar as suas provas. Salvo erro meu, a ilustração da sua eficácia é, quer se queira ou não, a vitória da Grécia no Europeu de 2004 e, também, o que muitos esquecem, a vitória da França no Mundial de 1998.

O FC Porto, jogando um futebol de direita ou de ataque, não tem capacidades de poder rivalizar, na Liga dos Campeões, com clubes cujos meios financeiros são poderosos. O FC Porto, infelizmente, não faz parte dos privilegiados, dum ponto de vista económico. E, por outro lado, a estrutura da Liga Portuguesa também não permite ao FC Porto estar, regularmente, em contacto com um futebol competitivo.

Assim, porque não apostar num futebol de esquerda?

O FC Porto, quanto a mim, tem jogadores para construir um excelente Catennacio. Para poder jogar um futebol de esquerda. Para continuar a vencer na Liga dos Campões.

Guardando-se sempre cinco defesas, eis uma hipótese entre outras: Helton, Bruno Alves, Fucile, Pedro Emanuel e Rolando, Sapunaru, Meireles, Lucho, Guarin, Candeias e Lisandro.

Deixo o debate em aberto.

E Viva o Porto!

(1) : Abolição dos direitos feodais e dos privilégios. Início da redacção da Declaração dos Direitos do Homem : “Todos os Homens nascem livres e iguais em Direito “.

(2) Fontes consultadas : Wikipédia e memórias de conversas .

22 agosto, 2008

Jesualdo 'Mal-Amado' Ferreira

Fazendo uma breve passagem pela actualidade do nosso clube, há um tema que importa discutir. Como se tem observado, a derrota na Supertaça frente ao Sporting motivou um abrandamento no optimismo que se instalara no seio dos adeptos e deixaram-nos mais conscencializados da dificuldade da temporada que agora se inicia. O FC Porto continua a ser o principal candidato ao título nacional, mas convém não baixar a guarda nem entrar em facilitismos que nos podem trazer dissabores futuramente.

Um pouco por todo o lado, especialmente na blogosfera azul e branca, as críticas ao técnico Jesualdo Ferreira foram imensas a seguir ao jogo do Algarve. Não é segredo para ninguém que ele é um mal-amado para boa parte dos portistas, porventura até a maioria. Começo por dizer que sou admirador confesso do nosso treinador e que, desde a primeira hora, sempre achei que é o homem certo no lugar certo. Por conseguinte, acho descabida a forma como se condena Jesualdo após cada derrota, à mesma velocidade com que se minimiza o seu trabalho na hora das vitórias. Não sou apologista da ideia de que ele é sempre o principal culpado das derrotas e uma mera figura decorativa nas vitórias, relegado para segundo plano pela superior organização e capacidade financeira do clube ou maior qualidade do plantel face aos adversários. Todos devemos ser coerentes. Se ele é o líder técnico, ele é o principal responsável pela produção da equipa de futebol, devendo ser criticado quando perde, mas também elogiado quando vence. Da mesma forma que a organização do clube deve ser louvada nos triunfos, mas igualmente responsabilizada nos insucessos. Esta é, para mim, a única forma de responsabilização possível num clube/organização que se quer de topo.

Jesualdo Ferreira conquistou para o FC Porto os dois últimos campeonatos, daí que o seu trajecto no Dragão deva ser considerado positivo. No entanto, no FC Porto existe uma cultura de exigência máxima e de permanente insatisfação que nos faz - a nós adeptos - almejar sempre mais e melhor. Reconheço, dessa forma, que, apesar de gostar de Jesualdo e de sempre o ter defendido, o seu percurso tem sido pautado por demasiadas derrotas, algumas delas bem dolorosas. Exceptuando a eliminação da Champions de 2006-07 aos pés do Chelsea (facto que devemos classificar como perfeitamente aceitável), a verdade é que os afastamentos da Taça de Portugal pelo Atlético e da Taça da Liga pelo Fátima, as perdas de uma Taça e duas Supertaças para o Sporting e a eliminação da Champions de 2007-08 pelo Schalke 04 nunca deverão ser admissíveis. Apesar de sabermos que a derrota é um resultado possível e que os adversários também terão os seus méritos, no FC Porto queremos ganhar sempre e não lidámos nada bem com repetidos desaires.

A minha visão é que para esta temporada não basta a Jesualdo Ferreira ganhar o campeonato e ultrapassar a fase de grupos da Champions. Além do obrigatório e incontornável Tetra, há que arrebatar, pelo menos, uma das taças internas e chegar mais longe na liga milionária que nas duas edições anteriores. A cobrança num clube como o nosso deve ser constante e os resultados já alcançados no passado não devem ser garantia de futuro. Quero com isto dizer que o Professor tem que continuar a provar diariamente que merece treinar o FC Porto, ele e qualquer outro que venha no futuro.

Para os mais distraídos, posso estar a parecer contraditório com o que disse no início do texto. Não estou! Admiro Jesualdo, mas isso não me impede de discordar dele variadas vezes. Simplesmente, recuso que se divida o mérito das vitórias e se concentre a responsabilidade das derrotas. Porque se pensarmos bem, há várias outras problemáticas no clube a merecer reflexão, que não estão directamente relacionadas com a equipa técnica e que podem potenciar a possibilidade de resultados menos bons. Refiro-me, por exemplo, à situação estranha de Ricardo Quaresma, que tem sido, a meu ver, bastante mal gerida pela SAD azul e branca; bem como a algumas contratações duvidosas por valores bastante discutíveis (acho que se gasta demasiado dinheiro em determinados jogadores), já para não falar na fixação exagerada no mercado sul-americano, algo que particularmente não me agrada.

De qualquer forma, confio na capacidade de todos os responsáveis portistas e creio que todos trabalham no sentido de fazer do FC Porto um clube cada vez maior. Apesar da derrota irritante em terras algarvias, continuo com a firme convicção de que temos uma grande equipa, somos o principal candidato ao título e podemos aspirar a algo mais que apenas a liga portuguesa. Vai ser preciso, porém, prová-lo dentro do campo.

A propósito (bem sei que é um assunto já muito discutido, mas o certo é que continua na ordem do dia), e já que falei de Quaresma, respondam lá sem rodeios: preferem a saída de Quaresma por uma excelente proposta ou a sua continuidade de dragão ao peito? E o que será uma excelente proposta? Eu sinceramente acho que a melhor solução seria a sua venda por um valor de cerca de 30 milhões de euros. Mas não posso deixar de reconhecer que se ele cá continuar ficarei muito feliz também. A grande questão que aqui se coloca é a sua motivação para permanecer, depois de ter dito que estava na hora de sair e após realizar uma pré-época tão atípica. Vender ao desbarato, nunca. Ter jogadores contrariados, mimados e mortinhos por partirem, também não. Uma situação deveras complexa, cada vez mais perto de estar resolvida.

21 agosto, 2008

Receios? Já vi o Porto ser Campeão 18 vezes. E tu?

Previsível. Houve um abanão no sábado passado na Casa do Dragão. A torre dos Clérigos ia caindo. E os adeptos Portistas desceram do céu ao inferno num ápice alucinante.

Questiona-se o que volta e meia até é questionável, e começo a falar mal da minha vida. Raios Partam o Sporting, mais o penteadinho assimétrico de risca ao meio. Aqueles gajos superam-se cada vez que sonham que irão confrontar-se connosco. Anda ali fetiche, só pode! E quantas vezes já vimos este filme? Graças a Deus, relativamente poucas. O que eu sei e já vi, foi o Porto ser campeão 18 vezes. E tenham lá paciência, permitam-me soletrar: d-e-z-o-i-t-o! Fora o resto.

Tudo bem, doeu. Temos o mau gosto de lhes dar essas pífias alegrias de vez em quando, mas, agora de cabecinha mais fria, quando começamos a dar o dito por não dito, uma pré-época que era mais ou menos boa por uma de todo fraca e mal reforçada, expliquem-me lá, como explicariam a uma criança de três, quatro anos que tenha o bom senso de vestir a camisola Portista.

Não dizes que o Porto é Bi-Tricampeão? É. Não está a ganhar sempre desde o ano em que eu nasci, e em 1º lugar da tabela? Está. E que mora naquela cidade um clube que não desiste, um orgulho que pode ser combatido, mas nunca derrotado? Sim. Então estás com medo, do quê?

O Sporting demonstrou no sábado passado, e mais uma vez, que é uma boa equipa para assapar, para brilharetes pontuais de 90 minutos, um peso-pesadote em provas de sprint quais Francis Obikwelos, e como tal aguentam-se, desde que a prova seja de 100 ou 200 metros. Como consequência, lá conquistam umas medalhas de Prata de vez em quando. Agora, eu quero é vê-los a competir em provas de longa distância, de resistência física e mental, onde não desfazendo, se exige estofo de campeões. É nestas que o FC Porto se sente a vontade. Quais Rosas Motas ou Fernandas Ribeiros, não fazem a coisa por menos que a medalha de Ouro. E é com estes trunfos que cada equipa se apresenta para mais uma época. Ao Paulo Bento quando lhe sai em sortes um jogo contra Jesualdo, seja para uma bisca dos nove (leia-se Taça) ou uma sueca (campeonato), a impressão que temos é que ao Bento até pode sair a «bisca seca» mas matreiro e com jeito, passa a ser ele a dar cartas, mais uma pontinha de sorte, e acaba sempre ganhando o jogo...

Impressionante ou não, Jesualdo vai ter que superar-se a sí e a equipa sabendo que nestes jogos não basta ser-se o Ás de trunfo. Convencer-se que noves-fora o clube perito em jogar com a bisca seca, há outro e de naipe vermelho que também quer ir a jogo nem que para isso tenha de mostrar suas habilidades em jogar à renuncia. O FC Porto tem decididamente de deixar de andar a fazer o papel de Joker do baralho, e esta questão é muito mais abrangente do que possa parecer lançada assim, qual trinta e um de boca. Quantos abanões mais se aguentarão na casa do Dragão? E a Champions, este ano estranhamente tão suada? Como é Mister Jesualdo? Ou isso... ou começo a suspeitar que no fim o people vai dizer que és carta fora do baralho...

Sabem, depois de ver o Porto perder no sábado, apeteceu-me ir repescar umas palavras que deixava por aqui numa caixa de comentários, faz dias.

Após o verão quente que passamos, com assaltos das papoilas saltitantes a champions, agora com uma imitação de inicio da época passada onde também perdemos a Super-Taça e como resposta a equipa deu oito vitórias seguidas, gosto de vez em vez nas dificuldades banais do dia a dia, de lembrar que sou Portista. E como tal, que temos estofo para essa gente toda! E assim sendo, o mínimo que exijo aos meus jogadores é que nesta época desportiva transportem naquelas camisolas a fúria que nos vai na alma. Que desportivamente abrasem quem surja na frente, que ao virar costas, exibam as golas da camisola, e por fim, que recordem ao Platini de que fibra é feito um campeão. E enquanto houver uma bola e relva para correr, que mostrem aos putos deste pais, como é bonita a dança do Dragão. Pois que coitados, esses têm de ser vacinados.

Triabraços, à Campeão!

20 agosto, 2008

Já no próximo Domingo

Poderá até passar pela cabeça de alguns que o FC Porto não estará no bom caminho.
Após uma pré-época com um resultado positivo há quem tenha até a ideia de que a equipa está a perder a identidade com a entrada de tantos jogadores.
Mas, enquanto uns se preocupam onde é que o nosso Presidente se senta e outros teimam em entender que o incomparável não se compara, o nosso momento será o da crítica. Crítica sim, mas construtiva.
É, para já, visível que está complicado em acertar com o substituto do Paulo Assunção e que os laterais, recém-chegados, notam ainda alguma falta de estaleca, cometendo alguns erros de palmatória.
Mas, com os diabos, a guerra só agora começou e apenas se perdeu uma batalha. Importante, eu sei, mas só isso.

E bem mais importante que partilhar os trilhos dos arautos da desgraça é reconhecer que os erros, na Super taça, foram demasiados. Que se tirem assim, as devidas ilações para a correcção desses mesmos erros e se parta para o assalto ao tetra.
A nós, como adeptos, não nos restará mais que exigir uma resposta adequada.
Já no próximo Domingo.

19 agosto, 2008

«Conta-me como foi»

Em Setembro de 1986 a minha recente paixão pelo FC Porto que «descobri» uns meses antes estava ainda apenas assente em cenários de magia absoluta. Os traços mais reais e concretos chegariam mais tarde (em Janeiro de 87) quando entrei nas Antas pela 1ª vez. No entanto a magia, aquele mundo perfeito tomou conta de mim, em absoluto, desde essa altura quando os meus 12 anos me faziam deitar e acordar a pensar nos golos do Gomes, nos malabarismos de Madjer, nas fintas do Futre, nas bombas do Celso e nas defesas de Mlynarczyck. Eram tempos dóceis que recordo com todo o prazer mas com tamanha nostalgia que quase me tolha o raciocínio. Na primeira época (86/87) em que dei por mim a devorar tudo quanto dizia respeito ao FC Porto, a chama do Dragão manteve-se acesa e bem forte até à noite memorável de 27 de Maio de 1987. Mas já lá vamos...

Tudo começou na Cidade onde resido desde os 4 anos, Vila do Conde, na 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus (Setembro 86) quando o FC Porto recebeu no Estádio do Rio Ave (obras nas Antas) o Rabat Ajax de Malta. Recordo o prazer infinito com que ouvi de rádio colado ao ouvido os 9 golos com que o Porto despachou os Malteses em mais uma exibição inspirada de Fernando Gomes. Na 2ª mão, só quando cheguei da escola, soube que o Porto tinha ganho 1-0 em Malta na tarde de uma quarta feira, mas recordo que o meu pai não me soube dizer o marcador do golo.

Na 2ª eliminatória a vida do FC Porto complicou-se com a derrota de 1-0 em território Checo diante do Vitkovice, jogo que ouvi sofridamente no meu rádio de pilhas enquanto regressava da escola. Na 2ª mão já nas Antas deitei-me cedo, rádio do quarto sintonizado no Quadrante Norte e voz de Gomes Amaro. André e Celso marcam 2 golos na 1ª parte. Os meus pés estavam transpirados com uma 2ª parte de nervos onde um golo sofrido poderia ser fatal mas Paulo Futre marca aos 82m e deixa-me ter um sono tranquilo e um acordar bem humorado.

Chegaram os quartos de final e com eles o Brondby de Schmeichel, na 1ª mão (nas Antas) o FC Porto pressionou todo o jogo mas só ao minuto 71 o Argelino Madjer conseguiu bater o gigante Dinamarquês. No meu quarto com a luz apagada um grito de revolta, até aí contida, fez-se ouvir numa noite fria que aqueceu subitamente nesse instante. Na 2ª mão o jogo deu na RTP e a coisa esteve muito tremida. Mlynarczyk fora batido na 1ª parte e o descalabro esteve próximo. Casagrande partiu a perna e entrou Juary. O rato atómico, aos 74 minutos, fugiu entre os defesas loiros e atirou a contar empatando o jogo a uma bola e decidindo aí a eliminatória. Tamanha alegria envolveu-me num abraço muito efusivo ao meu pai. Estávamos nas meias finais da mais importante competição de Clubes.

Chegava o gigante Russo Dinamo de Kiev com Tchanov, Belanov, Michaelichenko, Yakovenko... Nas Antas, jogo que segui via rádio, ganhamos 2-1 mas a exibição tinha sido prometedora, um golo de Futre com ressalto num defesa fez explodir o vulcão das Antas que teve nova ebulição minutos depois com um penalty de André após um Russo ter defendido com a mão uma cabeçada de Lima Pereira. Os Russos ficam com 10 mas marcam a acabar e as Antas silenciam-se tal como eu que desliguei o rádio nesse instante por não conseguir ouvir mais. Na 2ª mão a jogar na URSS os anti-Portistas cá do Burgo falavam em massacre e nessa tarde cheguei muito ansioso da escola. Recordo que o jogo deu na TV e o meu pai estranhou o suor que se notava no meu rosto. Mas o Porto cedo descansou os meus espíritos com um golo de Celso de livre, com a bola a bater na barreira e a enganar Tchanov. Logo depois Futre ganha um canto, Madjer bate largo e Gomes, o meu ídolo, ao 2º poste marca de cabeça. Os Russos incrédulos ainda reduziram mas estavam mais que eliminados e o Porto chegava pela 1ª vez à final da Taça dos Campeões Europeus.

Era ainda uma criança e não tive sequer noção da importância de tal facto. Chegamos a 27 de Maio de 1987 e nos dias anteriores a televisão trouxe várias reportagens dando conta do favoritismo esmagador dos Alemães do Bayern de Munique. Mas no coração desta criança a chama do Dragão estava pujante e esperançosa. Saio da Escola um pouco mais cedo porque a Professora de Francês admitira que aquele dia era especial. A ansiedade desta criança sobe para níveis assustadores mas quando os homens de azul e branco entram no relvado do Prater em Viena fico quase que anestesiado.

Um Porto de classe entra no Prater com um onze estudado ao milímetro por Artur Jorge que perdera recentemente, por lesão, Gomes e Lima Pereira. O Porto manda no jogo, mas os Alemães marcam um golo que sai de um lançamento lateral. Sozinho no quarto do meu pai (viu o jogo no café) desesperei com tamanha infelicidade. Na 2ª metade entra Juary e mais tarde Frasco com o Porto a arriscar tudo por tudo. Paulo Futre finta meia equipa Alemã e dá o golo a Madjer mas a bola atraiçoa-nos e não entra. Sozinho naquele quarto contenho o choro de desespero. As repetições que a TV nos traz deixam-me incrédulo com toda a classe da jogada de Futre e com toda a infelicidade no momento final. E chega o momento da vida de tantos Portistas. Frasco pega na bola de forma elegante e rápida, entrega na área a Juary que no meio dos gigantes consegue cruzar e aparece um Deus Argelino (Madjer) de costas a meter a bola nas redes de Pfaff com um calcanhar que correu o Mundo. Salto da cama aos gritos pelo corredor da minha casa e chamo o meu irmão que um pouco mais novo do que eu brincava com outros miúdos alheados daquele histórico jogo. Talvez tenha sido aí que a chama lhe tocou também e seja hoje tão adepto do Porto quanto eu. Juntos vimos as repetições e logo de seguida vemos Celso a lançar Madjer pela esquerda, uma finta estonteante e um centro perfeito para Juary encostar para o 2º golo. Que Mundo! Que magia, que emoções foram vividas, Juary ajoelha-se a rezar e eu imito o seu movimento. Choro de emoção. O meu irmão observa-me com estupefacção mas sorri com todo aquele cenário.

Acaba o jogo, ouvem-se na minha Rua buzinas de carros em festa, um camião de um vizinho enche-se de homens eufóricos de cachecol azul e branco e ruma à Invicta que já nessa altura devia estar em perfeita ebulição. As lágrimas escorrem-me pelo rosto. Estou feliz, volto à TV e vejo João Pinto a erguer o trofeu e a correr pelo Prater, de olhos brilhantes, vejo Pinto da Costa no relvado também eufórico e o Juary novamente a rezar. Ligo o rádio no Quadrante Norte e tento adormecer suspirando com toda aquela magia azul e branca... Terá sido obra Divina, certamente, mas foi mais que merecida toda esta epopeia com final feliz em terras Austríacas. Às vezes pego no DVD e revejo, deliciado, este jogo e volto a recordar todos aqueles momentos fantásticos. E vocês onde estavam? Contem-me como foi.

Um abraço,
Lucho.

18 agosto, 2008

Sir Bobby Robson

Está a morrer. Mais um cancro depois de outros que superou. Mesmo assim não perde aquele seu bonito sorriso e diz que sabe o que o espera mas que vai aproveitar a vida até ao seu último segundo. Um Senhor, um cavalheiro, um grande nome do futebol Europeu. Um nome que também figura na história do Futebol Clube do Porto.

"I have accepted what they have told me and I am determined to make the most of what time I have left, he told The Sun. I have been fortunate to survive this long. It is thanks to my doctors and their dedication. My condition is described as static and has not altered since my last bout of chemotherapy. They have arrested the growth of the tumours on my lungs and I have my next scan shortly. I am going to die sooner rather than later. But then everyone has to go sometime and I have enjoyed every minute. I don’t even think about it and my biggest problem today was unrelated, just old-fashioned laryngitis."

Em finais de 1993, Sousa Cintra depois de um desaire Europeu com uma equipa Austríaca demite Sir Robson com o Sporting em 1º no campeonato... Pinto da Costa não hesita, «despacha» um «finito» Tomislav Ivic e contrata Bobby Robson. O futebol do FC Porto ganhou outra vida, outra magia, os jogadores voltaram a sorrir. Os treinos nas Antas deixaram de ser cinzentos e ganharam cor. O FC Porto deixou de jogar com 4 trincos e Kostadinov isolado na frente. «passe precise» começou-se a ouvir bem alto, era o Mister a aconselhar os seus meninos. Aquela equipa que Ivic enchera de fantasmas ressuscitara e chega às meias finais da Liga dos Campeões Europeus caindo em Camp Nou a uma só mão. O Campeonato não se salvou (2º lugar) mas ganhou-se a Taça de Portugal batendo o Sporting na final para desespero de um arrependido Sousa Cintra que até no campeonato se espalhou ao comprido (3º lugar).


João Pinto ergueu a Taça sob uma «chuva» de garrafas e pedras arremessadas pelos alfacinhas elitistas que se gabam de um fair-play que aí ficou evidente... João Pinto não teve medo, nunca teve aliás, e Bobby Robson chegou a dizer que ele tinha 4 corações. O capitão desceu as bancadas de forma destemida e entregou o troféu a Robson que o ergueu mas não em vingança contra os Leões, sorriu, sorriu muito, mas sempre com o olhar na plateia azul e branca. Ele sabia o quanto gostavam dele e aqueles homens da Invicta eram agora as suas tropas, sempre prontas a defenderem um clube que todos, honestamente, têm que admitir ser especial. E nessa altura, emocionado, deixei cair uma lágrima, aquele Inglês era um Senhor de quem eu já me «apaixonara» enquanto seleccionador inglês quando lá jogava um jogador que me enchia as medidas, Gary Lineker.

Foi com toda a naturalidade que Robson venceu os 2 próximos campeonatos pelo FC Porto, em 94-95 no ano fatídico da morte do «seu menino» Rui Filipe e no ano seguinte 95-96, ficando assim ligado aos 2 primeiros títulos de um histórico PENTA. Aliás, no final da época 93-94 já se sentia que o FC Porto que Robson reerguera iria com tranquilidade dominar o futebol Nacional nos próximos tempos. O futebol que os seus meninos jogavam era delicioso, arrebatador, um show de bola que tantos sorrisos provocava em Sir Robson.

Mister Robson, acredite que não o deixaremos nunca cair no esquecimento. Sabemos que vai lutar, enquanto lhe for possível, contra essa terrível doença. Sempre foi um Campeão. Mas no dia que o inevitável suceder, saberá, por certo, que no nosso coração a sua vida será sempre eterna. O seu sorriso será sempre recordado.

Saudações Portistas,
Lucho.

17 agosto, 2008

Déja-vu

16 de Agosto de 2008
Supertaça Cândido de Oliveira 2008

Estádio do Algarve, em Faro
assistência: --- espectadores


árbitros: Carlos Xistra (AF Castelo Branco), José Braga e Mário Dionísio; André Gralha.

FC Porto: Helton; Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Benítez; Guarin (Candeias 70m), Raul Meireles e Lucho; Lisandro, Farias (Hulk 56m) e Rodriguez.
não utilizados: Nuno, Fucile, Rolando, Tomás Costa e Fernando.
treinador: Jesualdo Ferreira.

Sporting: Rui Patrício; Abel, Anderson Polga, Tonel e Caneira; João Moutinho «cap.», Rochemback, Romagnoli (Miguel Veloso 67m) e Izmailov; Yannick (Pereirinha 90m) e Derlei (Hélder Postiga 82m).
não utilizados: Tiago, Adrien, Grimi e Tiuí.
treinador: Paulo Bento.

disciplina: cartão amarelo para Anderson Polga (10 min), Benítez (29 min), Caneira (71 min), Lucho (90 min), Miguel Veloso (90 min) e Rodriguez (90 min).

golos: Yannick (45 e 58 min).

bLuE HOT: Lucho, Raul Meireles, Rodriguez e Candeias.
bLuE ICE: Sapunaru, Pedro Emanuel, Guarin e Farias.


E pronto. Começou a época, oficialmente. No tradicional jogo inaugural das “festividades”, a Supertaça foi passear para territórios sulistas, na turística zona algarvia. Aproveitando o “dolce faire niente” de grande parte da população portuguesa, os responsáveis federativos seguiram a fórmula da Taça da Liga, enchendo de um público entusiasta o recinto criado para o Euro-2004.

O Porto tinha contas a ajustar. Não era segredo para ninguém. O Sporting tornou-se, depois das conquistas da última Supertaça e da Taça de Portugal, uma espinha encravada na garganta. Sem sentimentos de vingança, que esses ficam a cargo de clubes de menor igualha, o que importava na noite de Sábado era só uma coisa. Vencer. E trazer a Taça. A pré-temporada prometia. Um Porto em crescendo, com reforços de qualidade, mostrando já alguns dos predicados que tornaram os azuis e brancos a equipa mais receada deste cantinho à beira mar plantado. Do outro lado, quase tudo permanecia imutável. Até mesmo o ridículo risco ao meio do treinador leonino. Um Sporting mais maduro, com um maior número de opções, depois das entradas do polivalente Caneira e do regressado Rochemback, e da deserção de Postiga, à procura da felicidade perdida. Um combate de titãs, entre as duas mais fortes equipas lusas, as únicas a merecer o privilégio de disputar a Liga dos Campeões.

No Porto apenas uma incógnita, depois do ensaio com a Lazio. Com o lugar do renegado Assunção entregue ao colombiano Guarín, e com o lado esquerdo da defesa a ficar com o sotaque das pampas, com Benitez a vencer a corrida pela titularidade, a interrogação que grassava na mente de todos era apenas uma. 4-3-3, apesar da gastroenterite de Mariano, ou o mais cauteloso 4-4-2? Se dependesse da minha opinião, o 4-3-3 é o esquema de eleição. Um esquema táctico já incorporado pela equipa, que parece uma máquina bem oleada, deslizando pelo relvado com movimentos fluidos, sincronizados e próximos da perfeição. Por isso, usei os meus dotes de telepatia. Durante 5 minutos, sentado no sofá, repeti mentalmente “4-3-3, 4-3-3, 4-3-3”.

Respirei aliviado, ao ver as camisolas azuis e brancas subirem ao relvado. O Porto não tinha hipotecado a sua identidade própria. Rodriguez, futebol feito de explosão e raça, encostado à esquerda. Lisandro, temível fazedor de golos, descaído para o flanco oposto, deixando lá na frente o compatriota Farías, à procura da “Tecla” certa para que a sinfonia soe perfeita. O árbitro apitou. As hostilidades estavam abertas. O espectáculo começou…

E começou ligado à corrente, com cada lance disputado em esforço, como se dele dependesse a salvação do Mundo. Um futebol eléctrico, jogado a 100 à hora, com os espaços vazios a serem uma miragem, num embate de contendores cujo fragor se fazia ouvir à distância.

Os 15 minutos iniciais mostraram, novamente, que o losango leonino é uma estratégia bem oleada, criando enormes dificuldades ao trio adversário. Meireles, Guarin e Lucho viviam em permanente sobressalto, com visíveis constrangimentos em controlarem aquela zona nevrálgica da batalha. Minutos agrestes, belicosos, com os defesas portistas a mostrarem alguma insegurança perante a mobilidade e velocidade de Derlei e Djálo. No meio-campo começava a impor-se Rochemback, qual general movimentando as suas tropas de forma estratégica. Ao futebol mais fluído do Sporting o Porto contrapunha uma dose extra de trabalho, com Lucho a assumir-se a voz de comando. Com direito a guarda-de-honra, El Comandante via Izmailov segui-lo em qualquer centímetro de terreno, qual sombra do argentino.

Reduzido à combatividade de Rodriguez e Lisandro, o Porto não existiu ofensivamente, na primeira metade. Abúlico, Farías movimentava-se na frente de ataque de forma descoordenada, lenta e pouco eficaz, sendo uma presa fácil para o último reduto da equipa de Paulo Bento.

Sem paragens no ritmo frenético, mercê da qualidade de passe de Lucho, o equilíbrio chegou ao Algarve. Atrasado, é certo, mas a tempo de permitir algum desafogo no colete-de-forças montado de forma subtil para emperrar a máquina de Jesualdo. A felicidade, no futebol, pode ser medida, ao contrário da vida real. Centímetros. Muitas vezes é isso que faz a diferença entre a euforia da vitória ou a frustração da derrota. No ano passado fomos abatidos por uma bomba de sotaque russo. Este ano, em zona similar do terreno, Lucho tentou a sua sorte. A bola, como se teleguiada pelo desejo de milhões de fiéis apaniguados, levava o selo de golo. Numa cruel partida do destino, esbarrou caprichosamente no poste, cerceando os intentos de comemoração que se formavam nas gargantas…

Destino que se encarregou, mesmo à beira do intervalo, de pregar nova e contundente partida. Ataque rápido verde-e-branco, um ressalto a retirar Bruno Alves do caminho do esférico, e Djálo a facturar, para gáudio da turba nas bancadas.

O intervalo, interregno de tempo propício à meditação, foi um convite ao desespero e exasperação. Pouco Porto, muito pouco, para uma pré-temporada que tinha prometido tanto. Uma defesa insegura, com Sapunaru a ser uma presa fácil para a velocidade e técnica de Izmailov, Benitez pouco afoito no apoio ao ataque e erros pouco habituais na marcação dos centrais. Suspirava-se por mais, mas Jesualdo optou pelo conservadorismo de sempre, sem proceder a qualquer alteração no onze inicial.

Os erros da 1ª parte transformaram-se em verdadeiros disparates, na segunda metade. Bruno Alves oferece o 2º golo a Djaló, que declina a oferta. Lucho procura, mais uma vez, remar contra a maré. Numa prodigiosa assistência, coloca a bola açucarada nos pés de Lisandro. O empate, à distância de um mísero pontapé, esbarra nas mãos de Rui Patrício. E depois, como se a lembrança de Bosingwa a cada minuto que passava não fosse já castigo suficiente, o lateral romeno que o substituiu resolve acabar com o jogo. Literalmente. Numa caldeirada de erros monumentais, travestiu-se de Pai Natal numa prenda antecipada, liquidando as aspirações azuis e brancas. E a partir daí um monumental deserto de ideais. Individualismo à solta, a emoção a toldar o normal racionalismo de uma equipa crente nas suas potencialidades e muita garra. Foi pouco.

Jesualdo tentou alterar o rumo dos acontecimentos, metendo Hulk e Candeias, mas foi tarde. Demasiado tarde. O Porto jogava não apenas contra um opositor de qualidade, mas também contra os Deuses da Fortuna, indispostos com o emblema do Dragão.

Aos 72 minutos, a derradeira oportunidade de recuperação. Bela incursão de Candeias, sempre muito activo e influente, com Caneira a cometer grande penalidade. Suprema ironia. O melhor jogador do Porto no pior momento da equipa. Lucho disparou, Rui Patrício defendeu. Acabou ali, na ponta das luvas do imberbe guarda-redes, qualquer veleidade de vitória. Déja-vu. O Professor levou mais uma lição de táctica. Um justo vencedor, num pesadelo que ameaça tornar-se crónico…

Arbitragem: os receios manifestados antes do início do encontro revelaram-se infundados. Irrepreensível tecnicamente, Xistra conduziu o jogo sem grandes protagonismos, concedendo alguma permissividade inicial no capítulo disciplinar, mas sabendo aplacar os ânimos mais belicosos com as admoestações da praxe. Bem no lance da grande penalidade, apagou os poucos fogos gerados pela frustração da derrota.

Melhor do Porto: Lucho. Penalizado pelo azar, foi o único a jogar perto do seu nível. Generoso na entrega, foi clarividente na procura dos espaços para lançar o contra-ataque. Conduziu as investidas atacantes, nunca se escondendo da partida. Poderia ter sido decisivo. Um pontapé magnífico esbarrou no poste, na 1ª metade. Falhou a hipótese de redenção, ao permitir a defesa na grande penalidade. Mesmo assim, claramente uns furos acima dos seus companheiros…

ps: Para a próxima, deixo os meus dotes de telepatia de lado. Com a 3ª final perdida, no espaço de 1 ano, para as mesmas cores, mais vale esquecermos o 4-3-3 ou o 4-4-2. Para a próxima, tentemos o velhinho “tudo ao molho…”

16 agosto, 2008

Rumo ao Sul…

Carlos Xistra, funcionário público de 34 anos, natural da Covilhã, árbitro de Futebol pela Associação de Castelo Branco, mostrou-se encantado pela confiança dada pelo Conselho de Arbitragem ao ver-se nomeado para o jogo da Supertaça agendado para as 20:45 de hoje.

Encantado, na verdadeira acepção da palavra, e mais não digo, até porque as palavras são do próprio, assim como as que passo a transcrever: “– Façam tudo para ser um jogo digno de campeões!”. E eu digo-te, sê coerente e profissional e terás o jogo que pediste. José Braga, de Portalegre e Mário Dionísio de Setúbal, serão os Juizes Assistentes e André Gralha de Santarém, o 4º árbitro.

Pergunto-me se haverá algum critério na escolha dos Estádios para estas finais… não deveria ser algo assim do género, como o estádio mais equidistante entre as cidades dos dois clubes finalistas? Seria justo, visto ser os adeptos das mesmas os mais interessados em marcar presença… será assim tão complicado verem isso? Enfim… não entendo.

Bem… a verdade é que seja onde for, contra quem for e com quem a arbitrar, nós vamos ganhar! Rimou.

Ainda não vos disse, mas gosto e muito dos novos reforços do Futebol Clube do Porto, o Cristian tem aquele quê de ter vindo de onde veio, mas quem sabe… e para o meu onze, aliei a experiência da equipa base com novas entradas.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Helton, Nuno.
Defesas: Benítez, Bruno Alves, Fucile, Lino, Pedro Emanuel, Rolando, Sapunaru.
Médios: Fernando, Guarin, Lucho, Raul Meireles, Tomás Costa.
Avançados: Candeias, Farías, Lisandro, Hulk, Rodríguez.


Uma bela exibição e muitos golos azuis e brancos é o que vos desejo,
Heliantia.