26 dezembro, 2008

Falemos dos Nossos Heróis...

Época de festividades, futebol luso parado, escasseiam os temas sobre os quais escrever. Proponho então algo diferente para esta semana. E se todos pensássemos no onze portista que mais nos marcou e partilhássemos com toda a gente aqui no blog? Jogadores que deixaram a sua marca de dragão ao peito e que permanecem no nosso imaginário. Aqueles que, quando pensámos na suprema história do FC Porto, nos vêm naturalmente à cabeça. Parece-me bem!

Pela minha parte, falarei apenas dos jogadores que vi realmente jogar, sensivelmente a partir do começo da década de 90. Pelo que, lamentavelmente, nomes como Hernâni, Cubillas, Pavão, Oliveira, Frasco, Madjer, Futre, Gomes, Sousa, Mlynarczyk, Geraldão e tantos outros que pontificaram no clube numa fase anterior, não serão mencionados, mas apenas por não os ter visto actuar, a não ser através de gravações. Por outro lado, a minha selecção será efectuada, não necessariamente pela qualidade, mas sobretudo pela admiração nutrida por cada um deles. Jogadores actuais também estarão à consideração.

Na baliza, o incontornável Vítor Baía. Melhor guarda-redes português de todos os tempos, futebolista mais titulado do planeta ainda hoje, um atleta de excepção, com uma carreira verdadeiramente impressionante, que só um sargentão com a mania que é ditador impediu que fosse ainda mais rica. Apenas o polaco Mlynarczyk pode rivalizar com ele enquanto melhor guardião da história do clube. Eu fico-me com Baía, um homem que simboliza a classe e elegância dentro e fora do campo.

Como lateral-direito, destaco o tridente composto por João Pinto, Paulo Ferreira e Bosingwa. João Pinto é o eterno capitão e continua a ser um dos nossos maiores símbolos, sendo detentor de um palmarés magnífico e tendo estado presente nos grandes triunfos da década de 80. Paulo Ferreira foi o titular na equipa de José Mourinho que encantou a Europa, patenteando sempre um rendimento elevadíssimo e levando mesmo o agora treinador do Inter a considerá-lo o então melhor lateral-direito do mundo. Desde que partiu, nunca mais foi o mesmo. A minha escolha recai em Bosingwa. Actualmente titular indiscutível do poderoso Chelsea, é um dos melhores mundiais na sua posição e enquanto cá esteve foi uma autêntica máquina a carburar pela faixa direita. Na minha opinião, não houve melhor que ele.

No lado oposto do sector mais recuado, Nuno Valente. Numa posição onde tradicionalmente a qualidade não abunda, julgo que o antigo internacional português foi o melhor. Ganhou inúmeros títulos nacionais e internacionais, jogou sempre ao mais alto nível enquanto foi um dos nossos e merece a minha admiração. Outros dois que sempre me agradaram e que gostava de destacar foram Esquerdinha e Fernando Mendes.

Os centrais sempre constituíram historicamente uma das principais forças do clube. A escolha é complicada pela abundância de jogadores de nível mundial que passaram ou ainda estão no FC Porto. Ainda assim, do meu ponto de vista, Aloísio e Ricardo Carvalho estão num patamar superior aos demais. O primeiro foi internacional brasileiro e era a classe em forma de jogador de futebol. Central absolutamente soberbo, jogou épocas a fio sempre com um desempenho irrepreensível e tornou-se num dos transportadores da apregoada mística portista. O segundo continua a ser um dos mais categorizados centrais do futebol mundial. Forma com Terry no Chelsea uma das melhores duplas e, em termos de classe, inteligência e eficiência, é semelhante a Aloísio. Ganhou tudo no FC Porto, tendo inclusivé sido nomeado para a melhor equipa da Champions de 2003-04, que aliás conquistou. Só a categoria deste duo, explica a exclusão de jogadores como Fernando Couto, Jorge Costa, Jorge Andrade, Pepe ou Bruno Alves, todos eles centrais reconhecidos internacionalmente.

Para médio-defensivo a escolha também não se me afigurou fácil, pela quantidade de grandes intérpretes que por aqui desfilaram. Desde o guerreiro André ao fenomenal Paulo Assunção, passando por Doriva, Paredes, Costinha e Pedro Mendes, todos, com distintas características, me encheram as medidas e contribuíram para muitos sucessos e alegrias. Um nome, porém, se destacou: Emerson. Era uma verdadeira força da natureza, um poderoso carregador de piano, que roubava bolas de modo inigualável e saía a jogar com critério. Orientado por Bobby Robson, foi o melhor 'trinco' que me lembro de ver no FC Porto.

Na posição 8, entre os médios defensivo e ofensivo, não precisei de pensar muito para chegar a Lucho González, o nosso actual maestro e melhor jogador. Um centrocampista de elite, que faz da inteligência e da forma como interpreta o jogo colectivo as suas grandes virtudes. Quando está na plenitude das suas capacidades, exibe uma qualidade fora-de-série para o nível do futebol nacional e é decisivo para o bom funcionamento do conjunto portista. Maniche aparece logo a seguir. Realizou duas épocas maravilhosas no clube (a terceira já não foi tão boa), venceu tudo o que havia para vencer e continua a ser, quanto a mim, um dos melhores médios de transição do mundo.

Deco. "É o número 10, finta com os dois pés, é melhor que o Pelé, é o Deco allez allez". É o melhor jogador que alguma vez vi actuar de dragão ao peito. O verdadeiro fantasista, criador de jogo, pensador do futebol ofensivo, vedeta maior da equipa que arrebatou a Taça UEFA e Liga dos Campeões em épocas consecutivas. Foi eleito o melhor médio-ofensivo da Champions de 2003-04, brilhou no FC Porto como nenhum outro, protagonizando sublimes lances de génio, continuou a fazê-lo no Barcelona e, hoje em dia, é um dos principais destaques do Chelsea e da Selecção Nacional. Uma estrela à escala planetária. Mágico! Timofte, Zahovic e Alenitchev também continuarão a fazer parte das minhas melhores recordações.

Como extremo-direito, houve alguns nomes que me marcaram, não só pela sua qualidade individual, mas também pelo que deram ao clube. Jaime Magalhães, Edmilson, Sérgio Conceição e Quaresma fazem parte desse lote. Mas o meu preferido sempre foi Capucho, o eterno incompreendido, amado por uns e odiado por outros, ou quiçá, amado e odiado pelos mesmos, dependendo dos dias... Não se esforçava por aí além, não raras vezes parecia distante do jogo, mas com a bola nos pés era uma delícia, um dos últimos poetas do nosso futebol. Era o homem dos grandes golos, de execução primorosa, ao alcance somente dos predestinados.

Drulovic surge na ala esquerda. Marcou muitos e bons golos mas notabilizou-se sobretudo como magnífico assistente. Produziu infinitas jogadas extraordinárias, dando de bandeja golos atrás de golos ao ponta-de-lança de serviço. Foi um dos melhores canhotos que já passaram pelos nossos relvados. A trivela era a sua imagem de marca. Merece estar nos melhores de sempre do clube. O supersónico brasileiro Artur e o goleador Derlei, que com Mourinho jogava descaído para a esquerda, também nunca serão olvidados por mim.

Avançados de extrema categoria foi coisa que nunca nos faltou. O insuperável Jardel, goleador por excelência, com marcas incríveis e que nunca se escondia nos jogos decisivos, é o dono do lugar central do ataque. Foi um autêntico predador de área, o seu faro pelo golo era algo fora do normal. Foi com a camisola do FC Porto que se converteu num dos melhores pontas-de-lança do mundo e num dos melhores goleadores da história do futebol português. Está no meu coração e foi com mágoa que o vi acabar para o futebol (de alto nível) no Sporting. Para mim, será sempre o Super-Mário. Outros avançados que merecem figurar no 'Hall of Fame' azul e branco são Kostadinov - foi o melhor enquanto cá esteve -, Domingos, McCarthy e Lisandro, o nosso presente bombardeiro.

No banco, como não poderia deixar de ser, José Mourinho. A forma como saiu do clube não apaga o trabalho excepcional enquanto esteve aos comandos do navio. Realizou duas épocas inolvidáveis, ganhando títulos impensáveis, e aqui se começou a perfilar como o melhor treinador de futebol do planeta. Diga-se o que se disser, como ele não há nenhum. É o melhor. Falam-me de José Maria Pedroto como outro mago do treino e da liderança, mas esse infelizmente não tive oportunidade de conhecer. O inglês Bobby Robson também me deixou imensas saudades, pela forma intensa como vivia o jogo e pelo futebol espectacular que pôs a equipa a praticar, ganhando títulos.

São estes os meus heróis, desde que me tornei adepto de futebol e seguidor do mágico Futebol Clube do Porto. Digam agora de vossa justiça. Boas Festas a todos!

17 comentários:

  1. Só Campeões Europeus:
    1-Vitor Baía
    2-João Pinto
    3-Inácio
    4-Ricardo Carvalho
    5-Jorge Costa
    6-André
    7-Madger
    8-Jaime Magalhães
    9-Fernando Gomes
    10-Deco
    11-Futre
    Tr-J.Mourinho

    Muitos outros poderiam entrar, mas só com os que foram Campeões Europeus este é o meu 11 ideal.

    Boas Entradas!!!

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  2. Bruno, para depois de mais uma época festiva, escolheste um bom tema para discussão e passar o tempo até que a bola volte a rolar no relvado.

    Respondendo então ao teu apelo, aqui vai o meu 11 ideal do FC Porto, desde que me conheço:

    1- Vítor Baia
    2- João Pinto
    3- Fernando Mendes
    4- Aloisio
    5- Jorge Costa
    6- Paulinho Santos
    7- Sérgio Conceição
    8- Lucho
    9- Jardel
    10- Deco
    11- Futre
    Tr- Bobby Robson

    (apostei claramente em jogadores que transportaram desde sempre a raça e a mística do que é "ser jogador à FC Porto")

    Muitos outros ficaram de fora (Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Pepe, Bosingwa, Rui Filipe, André, Madjer, Capucho, Kostadinov, Drulovic, Gomes, Emerson, etc etc), mas como só podia escolher 11, prontos, tinham que ser mesmo só esses.

    aKeLe aBrAçO e continuação de Boas Festas para todos vocês.

    Até já...

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  3. Difícil... Muito difícil ...
    Mas cá vai, com uma ou outra alternativa pelo meio.

    1 - Vítor Baía ( Américo )
    2 - J. Pinto
    3 - Ricardo Carvalho
    4 - Aloísio
    5 - Branco / Inácio
    6 - Pavão
    7 - André
    8 - Seninho / Conceição / Magalhães
    9 - Gomes / Jardel
    10 - Cubillas / Deco / Oliveira
    11 - Futre / Drulo
    E tantos outros ...
    Domingos, Kosta, Quim, Sousa, Custódio Pinto, Frasco, Geraldão, Nóbrega..............

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  4. Eh, pá ... O Madjer, claro... e treinador:
    Mourinho e Bobby Robson

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  5. Fazer duas equipas é difícil quanto mais uma...deixo o meu plantel de trinta jogadores:
    Guarda-redes,
    V.Baía, Américo e J.Mlynarczyk
    Defesas,
    J.Pinto, P.Ferreira, F.Couto, J.Costa, Aloísio, R.Carvalho, Rolando, Inácio e Branco.
    Médios,
    J.Magalhães, Lucho, Pavão, Cubillas, Frasco, Deco, André, Sousa, Zhaovic, R.Barros.
    Avançados,
    Madjer, Gomes, Oliveira, Lisandro, Futre, Jardel, Drulovic, Domingos.
    E ainda ficam tantos craques de fora!...

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  6. Muito boa ideia.

    Felizmente o Porto tem-nos dado imensos grandes jogadores, dos melhores do mundo. Escolher 11 de entre tantos craques não é tarefa fácil. Dos que vi, arrisco em:

    Baía, João Pinto, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Paulinho Santos, André, Deco, Zahovic, Drulovic, Madjer, Jardel. O treinador é José Mourinho.

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  7. Jorge da Silva26 dezembro, 2008

    Bom tema.Se o nosso FCPORTO é,hoje
    em dia,uma das melhores equipas do
    Mundo,deve-o a todos os atletas que
    envergaram a camisola azul e branca
    -----------------------------------
    Muito dificil escolha.Cá vai:

    1 - Vitor Baia
    2 - João Pinto
    3 - Inácio
    4 - Fernando Couto
    5 - Jorge Costa
    6 - Rodolfo (cap.)
    7 - André
    8 - Madjer
    9 - Gomes
    10- Futre
    11- Rui Barros
    12- Mly
    13- Branco
    14- Celso
    15- Jaime Magalhães
    16- Jardel

    Mister : Mestre José Maria Pedroto
    -----------------------------------

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  8. Uma nota: o meu Rolando não é o actual central do F.C.Porto, mas o Rolando, o loiro central de década de sessenta, início de setenta.
    Tiago, põe a cabeça a funcionar e não comas queijo a mais.
    Um abraço

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  9. Bruno,

    Sem dúvida, mais um belo artigo, onde perpassa essa imensa saudade de vultos que tantos nos ajudaram a crescer.

    Nomes incontornáveis, todos eles com desempenhos brilhantes, mesmo que a subjectividade inerente à escolha esteja presente.

    Eu, por mim, que os vi a todos jogar, destaco mais 3 para esse imenso rol: Branco, fabuloso defesa-esqerdo, o mElhor que vi no FCP.

    Madjer e Futre, virtuosos como poucos (Futre chegou a ficar em 2º, na eleição do France Football, como futebolista do ano, atrás de Gullit), com uma capacidade técnica invejável.

    Enfim, grato o clube que tem referências destas!

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  10. O MEU ONZE:

    VITOR BAIA

    JOÃO PINTO

    BRANCO

    GERALDÃO

    CELSO

    ANDRÉ

    DECO

    LUCHO

    MADJER

    GOMES

    FUTRE

    TR: ARTUR JORGE

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  11. Difícil, mas esta é a minha

    1 - Vítor Baía ( Zé Beto)
    2 - J. Pinto
    3 - Ricardo Carvalho
    4 - Aloísio
    5 - Branco / Murça
    6 - Rodolfo
    7 - Cubillas
    8 - Seninho / Conceição / Magalhães
    9 - Gomes / Jardel
    10 - Deco / Oliveira
    11 - Futre / Drulovic/Kostadinov

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  12. Muito difícil mas cá vai:

    1- V Baía
    2- J Pinto
    3- Branco
    4- Aloísio
    5- J Costa
    6- Paulinho Santos
    7- S Conceição
    8- Madjer
    9- Lisandro
    10- Deco
    11- Futre

    Tr - Mourinho

    Menção honrosa para:
    Mly, R Carvalho, F Couto, André, J Magalhães, Domingos, Jardel, Timofte, Kostadinov, Drulovic, Capucho, Zahovic, Lucho, F Gomes, Inácio e mais alguns que neste momento me escapam...

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  13. Retira da abola:

    Equipa ideal do L’Equipe:
    Guarda-redes: Ilker Casillas (Real Madrid).
    Defesas: Daniel Alves (Barcelona), Nemanja Vidic, Rio Ferdinand e Patrice Evra (Man. United).
    Médios: Xavi (Barcelona), Steven Gerrard (Liverpool), Leonel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Man. United).
    Avançados: Zlatan Ibrahimovic (Inter) e Fernando Torres (Liverpool).

    Equipa ideal dos leitores:
    Guarda-redes: Ilker Casillas (Real Madrid).
    Defesas: Sérgio Ramos (Real Madrid), John Terry (Chelsea), Rio Ferdinand (Man. United) e Philip Lahm (Bayern).
    Médios: Steven Gerrard (Liverpool), Daniel Alves (Barcelona), Franck Ribery (Bayern) e Kaká (Milan).
    Avançados: Cristiano Ronaldo (Man. United) e Leonel Messi (Barcelona).

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  14. Viva !

    É muito difícil escolher !

    Apreciei teres citado o Emerson.

    Bruno acho que não somos da mesma geração. E ainda bem que geração após geração continuem a existir grandes jogadores no Porto.

    Por exemplo, eu gostei de jogadores como Américo, Rolando, Nóbrega... O Festas que parece que caiu na gaveta do esquecimento. E há tantos. O Freitas, defesa central, apelidado 115 na altura.

    Para mim, escolheria o onze ganhador e vencedor em Viena.

    Acho que é esta vitória que faz o elo entre a tua geração e a minha.

    No âmbito desta escolha, destacaria dois homens. Mas estando sempre consciente que o futebol é muito mais que onze jogadores. Desde o roupeiro, passando pelo massagista ...

    Foram dois homens que projectaram o Porto além do Futebol. Foram dois homens que fizeram tocar e ouvir a palavra Porto e futebol em círculos que não prestavam atenção ao futebol.

    Artur Jorge ! O primeiro treinador europeu a ter um curso universitário! Graças a este, muita gente, por estas terras, deixou de ter vergonha de ler o "L'Equipe".

    Madjer ! Não só o seu golo fica para história. Como também é o primeiro jogador Africano a conquistar uma Taça dos Campeões Europeus, graças ao Porto.

    Não vou entrar aqui na história da Africa desse momento, para realçar a importância do golo do Madjer para o continente Africano, e, em especial, do Magreb. Caso contrário, o Blue Boy põe o meu pescoço outra vez a andar à roda !

    E Viva o Porto !

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  15. Eu estiver a pensar num 11 dos melhores que já passaram pelo mágico Porto mas para mim é impossível. E eu que comecei a acompanhar o Porto mais ou menos a partir de 1993/94 não consigo escolher 11 porque época após época passaram jogadores que deixaram a sua marca no clube à sua maneira e que jamais merecem ser preteridos em vez de outros.

    É díficil escolher os melhores dos melhores quando se está a escolher numa equipa de CAMPEÕES!

    p.s.: Que me perdoem Bobby Robson e António Oliveira e todos os outros treinadores que marcaram a história do clube mas o Mourinho é um treinador absolutamente inigualável. Por alguma coisa é considerado de uma forma mais ou menos concensual o melhor treinador do mundo... Sem dúvida o melhor treinador que alguma vez esteve ao serviço do Porto, sem qualquer desprimor por todos os outros que venceram títulos importantes no Porto.

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  16. Realmente, escolher um onze para o Porto é tremendamente difícil mesmo para quem "só" acompanha, verdadeiramente o clube à cerca de 35 anos e já só vi de passagem aquele que muitos me dizem como o melhor futebolista que alguma vez passou no Porto: Teófilo Cubillas.
    No entanto aqui vai a minha:

    Vitor Baía (futebolista com mais títulos conquistados)
    João Pinto (que raça)
    Ricardo Carvalho
    Aloísio (dupla que raramente fazia faltas)
    Branco (que falta faz hoje e que livres ele marcava ou o Inácio)
    Rodolfo (Porto acima de tudo ma podiam ser o André ou oPaulinho Santos)
    Lucho Gonzalez (não o deste ano)
    Deco (o mágico)
    Madjer (que calcanhar)
    Jardel
    Futre

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  17. Rogério Paulo Almeida27 dezembro, 2008

    Acompanho o F. C. Porto desde 1984 e torna-se difícil escolher um "onze" pois são tantos os jogadores de qualidade que passaram pelo nosso Clube. Optarei por um conjunto mais alargado baseado num critério de qualidade/tempo de permanência. Aqui vai por ordem temporal...

    TREIN.: Bobby Robson e José Mourinho.

    G.R.: Mlynarczyk, Vítor Baía e Helton.

    LAT.DTO.: João Pinto, Paulo Ferreira e Bosingwa.

    LAT.ESQ.: Branco.

    CENTRAIS: Aloísio, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Pepe e Bruno Alves.

    MÉD.CENTRO: André, Paulinho, Emerson, Doriva, Costinha e Paulo Assunção.

    MÉD.INTERMÉDIO: Maniche e Lucho González.

    MÉD.OFENSIVO/CRIATIVO: Frasco, Semedo, Rui Barros, Timofte*, Zahóvic, Deco e Alenitchev.

    AVANÇADO: Gomes, Madjer*, Domingos, Kostadinov, Jardel, Mc Carthy, Derlei* e Lisandro.

    EXT.DTO.: Jaime Magalhães, Sérgio Conceição, Capucho e Quaresma.

    EXT.ESQ.: Futre e Drulovic.

    * Embora não inseridos como tal, tanto Timofte, Madjer como Derlei poderiam ter sido considerados nesta lista como "extremos".


    Casos particulares:

    Na minha opinião tanto Casagrande como Mielcarsky tinham potencial suficiente para serem também considerados, no entanto as graves lesões sofridas não o permitiram.

    Geraldão com boas possibilidades de integrar esta lista, no entanto, a sua atitude para com o F. C. Porto ao assinar com o Benfica ainda a época de 1990/91 estava a meio deitou por terra a conquista desse título. Um caso muito grave na época e nada comparável com Paulo Assunção.

    Lamentável o falecimento prematuro do nosso Rui Filipe que o impediu de atingir o seu auge. Na minha opinião, se tal tragédia não tivesse sucedido, poderia perfeitamente fazer parte, de pleno direito, deste lote de "consagrados".

    Dois jogadores que chegaram, se assim se pode dizer, em "má" altura ao F. C. Porto... Diego e Luís Fabiano. Principalmente Luís Fabiano. Na minha opinião, este seria um indiscutível num contexto mais favorável.

    E claro, o nosso menino Anderson... com apenas pouco mais de meia época em alto rendimento ao serviço de nossas cores. Tão pouco para um tão fenomenal jogador. Uma pena, uma lástima.

    E uma palavra de apreço para um dos nossos grandes capitães... Pedro Emanuel.

    Fazendo futurologia... acredito que os próximos a entrarem nesta lista de consagrados possam ser Cristián Rodríguez e, sobretudo, o nosso incrível Hulk.

    Talvez optasse como "onze":

    VÍTOR BAÍA
    BOSINGWA (João Pinto)
    ALOÍSIO (Jorge Costa)
    RICARDO CARVALHO (Pepe)
    BRANCO
    EMERSON (André)
    MANICHE (Lucho González)
    DECO
    JARDEL (Mc Carthy, Lisandro)
    FUTRE
    MADJER

    JOSÉ MOURINHO

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