01 dezembro, 2008

No Dragão… Praxis da Vitória!!!

Depois de trilhado o caminho dos oitavos na Champions, é tempo de calcorrear a estrada do Tetra.

Por entre a dicotomia do “nem tão maus antes, nem tão bons agora”, avessos às críticas, mas pouco dados ao em “bicos de pés”, muito por culpa dos prematuros e súbitos elogios, o Dragão prepara nova batalha agora a contar para o objectivo nº1 da época... a Liga Sagres.

Sem exacerbadas loas aos méritos, os azuis e brancos, não sei se assentes no novo manual, que promete ser cartilha de muitas mais vitórias, têm-se paulatinamente aproximado de patamares mais consentâneos com as insígnias de campeão que ostentam.

Esta 2ª feira, os comandados do professor Jesualdo, vêem-se abraços com os estudantes de Domingos Paciência, os briosos academistas prometem entrar em campo com pensamento exclusivo nos três pontos.

O técnico da Briosa, forjado como jogador no clube que agora enfrenta, para além de não confundir a razão dos resultados, com as cores do coração, reconhece a hercúlea tarefa que significa a visita ao anfiteatro portista. Para além do momento positivo que os Dragões atravessam, o jovem técnico academista enfrenta ainda o estigma de mais de 30 anos de histórico de confrontos, em que a equipa de Coimbra nunca ousou derrotar o Fc Porto intra muros.

Domingos vai lançado o seu canto de sereia ao Dragão, se o vício de ganhar lhe está impregnado no corpo, aos seus jogadores exige a mesma vontade de ganhar, sabe que a sua Académica convive entre a fase de reconstrução e a de assimilação de processos, mas não rejeita fazer deste confronto um ponto de partida para outros voos.

Sem vencer a seis partidas, derrotados pelas gayvotas em pleno Cidade de Coimbra, (onde não perdiam a quase um ano), sabem como uma vitória no palco azul e branco os pode catapultar na tabela classificativa, é sabido como estes embates fazem surtir performances de superação pessoal nas equipas que nos visitam, até por isso não estranho que ideias como atitude e muita disponibilidade surjam por entre o discurso do técnico dos do Mondego.

Tacticamente acéfalos de um pensador de jogo, variam os esquemas tácticos consoante os opositores, sempre assentes numa linha de quatro defesas, que tem feito da sua consistência um baluarte defensivo, como atestam os poucos golos sofridos, contudo a estrutura flui depois ao sabor da capacidade e rapidez das transições, onde Lito e Sougou são os ciclistas apontados as balizas adversárias, embora a pouca efectividade seja visível e espelhada na fraca eficácia, (apenas 4 golos marcados).

Peskovic é o único que parece ter lugar garantido num onze onde se perspectivam mudanças em todos os outros sectores da equipa, mas onde o esquema deverá passar a semelhança do observado na época passada pelo 4x1x3x2, onde Garcês, Orlando, Pavlovic e Nuno Piloto serão alguns dos intérpretes.

Com o tetra em vista, Académica é pois o degrau que o FC Porto tem de subir com vista a não perder o contacto com o topo da liga.

Na ressaca do sucesso europeu a constatação de que os azuis e brancos são por ora uma equipa a viver um período menos conturbado, onde os laivos de estratégia cavam sulcos profundos de maior auto-confiança, onde surgem com maior efectividade os momentos de inspiração, existem ainda dúvidas nos portistas quanto a irrepreensibilidade das acções defensivas.

Na ordem do dia e em paralelo com a melhoria do futebol azul, estão a mecânica/dinâmica das transições ofensivas. Com Lucho de regresso aos eleitos, ganha pois particular relevância a incorporação do mesmo nesses momentos do jogo. O capítulo do equilíbrio táctico, da ocupação de espaços defensivos ganha expressão na cultura táctica que “el comandante” acrescenta ao modelo organizacional de jogo portista.

A geometria do centro nevrálgico azul ainda que ostente uma cada vez maior consistência entre sectores, esta longe ainda da máxima capacidade de tornar o campo largo e comprido quando em posse de bola, e de ao invés contrapor com o encurtar do campo quando o adversário toma as rédeas da partida.

Frente a briosa, Jesualdo não conta com Pelé nem com Tarik, Fucile apesar de convocado é dúvida até a hora do jogo, pelo que pela enésima vez teremos um Onze com mexidas.

Confesso que a divulgação dos eleitos para a partida com os estudantes me deixa apreensivo sobretudo a ausência do marroquino. Se existe concordância entre factos e factores, não deixa de ser verdade que o Porto desta época apresenta um deficit de caudal ofensivo pelas alas, depois de Istambul ter provado uma vez mais que Rodriguez, esta longe de se afirmar como um extremo puro, sendo apesar de tudo uma opção válida para um desenho estrutural de um meio campo com capacidade de ter bola e roubar espaços, partindo em seguida no encalço do ultimo reduto adversário.

O jogo do Dragão tem entre outras nuances, a incerteza de saber como vai Jesualdo mesclar no onze Hulk, Lucho, Lisandro e Tomy, sendo certo que para este desafio o manual a ler não pode ser o mesmo que esteve na génese da vitória da Champions. Até por isso tinha o jogador magrebino como uma forte opção para irromper nas linhas defensivas academistas.

Vou cometer a ousadia de antever que o desafio frente aos estudantes deve fazer regressar os Dragões ao modelo puro e tradicional do 4x3x3 de antigamente, uma vez mais espremidos na ocupação de espaços, onde nem todos os artífices vestidos de azul se sentem confortáveis no desempenho das tarefas.

Mais que os conceitos da técnico/táctica que o jogo da tarde de 2º feira encerra, permitam-me que junte ao sumo do jogo um factor extra com o qual há que passar a contar em alguns jogos... o estado do tempo!!!

De facto a chuva intensa, o frio gélido e as nortadas que causticam o território Português, são um handicap com influência na forma como as equipas explanam o seu futebol, terrenos pesados, muita água no relvado obstam ao bom futebol e favorecem equipas com menores recursos individuais mas fortes na capacidade de luta e de entreajuda entre sectores.

Invernia aparte, acredito que com maior ou menor dificuldade este obstáculo será ultrapassado, a ideia passa por manter incólume o registo último de vitórias, perpetuar o estado anímico de forma a fomentar nos rivais o sentimento depressivo causado por vexames recentes, só um Porto forte ciente das suas capacidades e mais-valias, agilizando vontade e resultados podem contribuir para que se vá diluindo o folclore que vemos grassar na comunicação social, reduzindo transversalmente a escombros a diferença pontual para o lugar que é nosso por direito.

LISTA DE CONVOCADOS:
Guarda-redes: Helton e Nuno
Defesas: Fucile, Bruno Alves, Rolando , Lino, Sapunaru e Stepanov.
Médios: Fernando, Guarin, Lucho, Raul Meireles e Tomás Costa.
Avançados: Farías, Hulk, Lisandro, Mariano e Rodríguez.


# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal

7 comentários:

  1. Postzinho agradável,Bruno,inspira a necessaria confiança!Com line-up e tudo... Pois HÁ ! HÁ QUE GANHAR!
    Com Praxis ou relva pesada HAVERÁ
    que sair com os 3 PONTINHOS NA ARCA

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  2. Hoje é mesmo para ganhar. Tal como daqui a uma semana. E depois dessa. E depois...

    O atraso pontual a isso obriga, colocando uma pressão adicional sob o conjunto de Jesualdo, agora atravessando um periodo de maior acalmia de resultados e exibicional.

    Os indices anímicos em alta, neste regresso sempre saudado a casa, para defrontar a Académica de Domingos.

    A entrada de Lucho, já se sabe, orbigará a uma mexida no onze apresentado na Turquia, que tão boa conta tinha dado de si.

    Com o casamento entre Hulk e Lisandro cada vez mais sólido, também acho que o esquema táctico andará pelo que apresentas.

    Vamos lá a coleccionar mais 3 pontos, please!

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  3. João Salvador Rocha01 dezembro, 2008

    Pois é, hoje uma vitória exige-se!
    Este é daqueles jogos que para mim é sempre uma incógnita! Os estudantes sao daquelas equipas que, ou se avizinha um jogo deficil em que a bola não quer entrar, ou então dá goleada quando se abrem todos, é preciso é entrar a 1ª.
    Vêm da terra da teoria, mas visitam a pátria da prática.. Numas e outras cidades a teoria é muito (ah e tal, temos o melhor plantel dos ultimos 10 anos, ah e tal, já tamos nos 8ºs da champions, mas levamos 5 batatas)..Mas no Porto meus amigos, é que mora a prática. Pensamos em ser campeoes, e Somos. Prova disso é já irmos em busca de outro Tetra.

    Quanto sao onze apenas tirava sapunaru e poria lá o Tommy, pois tb desempenha bem aquela funçao. (Qual é que não faz bem?!!? até à baliza se deve safar).
    Na frente jogaria com o Lisandro na esquerda e rodriguez na direita, exactamente tb por isso, rodriguez com a sua rapidez apoiaria a lateral direita na ajuda a Tommy, já que Lisandro do lado esquerdo sabe que Fucile chega para as encomendas. Já chega ao Lisandro vir ao meio procurar e iniciar jogo.
    Estou com boas prespectivas para logo,penso que a vitória nao nos escapará.

    Força Porto Allez

    Hasta

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  4. Bruno Sousa:

    Mais uma vez, e porque já não existem adjectivos para qualificar estes teus «livros de instruções», dizer apenas que OBRIGADO por todos estes teus fantásticos textos.

    Por fim, referir que mais do que tácticas, jogadores ou sistemas, o que importa hoje é GANHAR e manter a veia (b)itoriosa dos últimos jogos... não há tempo a perder!

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  5. Tem q ser, vitória mais q obrigatória. Hulk, Lisandro e Rodriguez um trio fantástico e q com + rotinas promete aterrorizAR as defesas contrárias.

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  6. o verdadeiro HULK "azul" o LIXA e o CEBOLA vao cantar uma serenata estudantil hoje..

    o campeonato portugues, para mim nao me convem, nao me convem...
    somos grandes demais pa jogar em portugal...

    a taça de portugal, para mim nao me convem, nao me convem...
    somos grandes demais pa jogar em portugal...

    ai ai ai ai, somos os maiores em portugal, ninguem nos faz frente , nem os marrokinos do sul...

    ai ai ai ai , e mais kualker coisa k eu nao me lembro agora...

    abc ate ja

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  7. que que eu disse?????????????????



    cebola, lixa e o incrivel hulk iam cantar musicas academicas...

    e assim foi.. grande jogo desse trio atacante....

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