26 agosto, 2011

SUPER DRAGÃO... ABRA(R)ÇA TAÇA!!!

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

“O Sucesso tem tudo a ver com atitude”
(Jimmy Dunne)

A vencer desde 1893! Este é o nosso Destino! Somos Porto!...Três frases soltas que espelham os intentos dos adeptos no Mónaco.

O Principado é concepção e sucessão inevitável da ordem natural das conquistas no Futebol, sobretudo para quem granjeia sucesso, prestígio e historial como os Dragões na Europa.

Como em qualquer outro jogo, a questão resume-se a ganhar, por muito que politicamente jogando as equipas comecem por criar códigos genéticos e identidades próprias compatíveis com objectivos de bom futebol.

Na sua significação máxima, uma Final é ainda mais um jogo de variáveis imensas onde cada segundo ganha dimensão exponencial, por muito intrínseca que seja a memoração táctica, a disciplina técnica ou a bipolaridade criativa/activa entre momentos de equilíbrio, passividade e/ou explosividade em passes rasgados que deliciam os olhos tal é a geometria dos seus desenhos.

Se toda esta prosaica escrita parece óbvia e concordante, não é menos verdade que tudo isto não é assim tão linear, pois a cada acção de jogo muda a ordem das prioridades, não devendo contudo mudar o objectivo final da contenda.

Antes de atacar e procurar a baliza adversária, falta sentir no Dragão o fluxo produtivo da mente, explorar a motivação, traçando linhas teóricas entre o que é viver no fio da navalha ao encontrar equipas que roçam a perfeição e a sensibilidade de manterem a predisposição para dinâmicas de intensidade, de coesão, ganhando antecipadamente enquadramento entre acção/reacção, captando elos charneira de abertura ao diálogo entre a lógica e o imprevisto.

Pensar no Barça é pensar no pior dos problemas em termos de Futebol, up-date Catalão de um processo de jogo refinado, autoritário em posse e de invisíveis pontos débeis quer em amplitude de movimentos ofensivos quer em dinâmicas de posicionamento defensivo.

Qualquer que seja o caminho, a multiplicação de passes leva perigo e deriva em golo. Percorra a bola centenas de calcetas hábeis, peça movimentos curtos, passes, tabelas, calcorreie por princípio o meio-campo ofensivo, ou a génese seja o eixo defensivo, a qualidade é de quilate abissal e só de acompanhar os traços e a ocupação dos espaços é de ficar com a língua de fora.

Raciocinar esta envolvente estrutura colectiva é como cogitar um Icebergue, onde Messi é só a ponta, referência ofensiva de posicionamento vagabundo, favorecendo ainda mais o carrossel futesalístico em que se torna o futebol Blaugrana.

Paradoxalmente os comandados de Pep Guardiola, jogam longe da área procurando a destabilização rival em rasgadas diagonais, que depois desaguam como enxurradas de finalizações dentro do rectângulo mais próximo da linha de golo.

Ao dogmático 4x3x3 de sintomatologia táctica livre, Busquets é âncora do corredor central, móvel, fixo, às vezes dois metros a frente, outras, três metros mais atrás é ele a delimitação e báscula entre sectores, mobilizando nas suas acções o redesenhar dos Culés para um engenhoso 3x4x1x2, com Villa e Pedrito a dar largura ao campo, originando os espaços nas costas da defesa, quando acompanhados os seus movimentos por parte dos centrais rivais.

Xavi é precisão, Iniesta um complemento mental da velocidade de pensar/executar o tik e taka, os laterais materializam o acessório, coordenando ritmos, incorporando velocidade em transição, optimizando a manutenção da posse de bola obrigando ao baixar de linhas por parte dos contendentes.

Com um rácio de aproveitamento cínico e desgastante, são-no ainda mais com a bola no pé, soltam-na com segurança exasperante na certeza, multiplicando incerteza nessa precisão, pois quem recebe o endosso mesmo que após 123 passes, sabe que quando esta chegar está perto o ambicionado golo.

Senão pudemos mudar o destino da índole do jogo que chega da cidade Condal, não mudemos a nossa atitude perante as adversidades. Após o que será o impacto emocional inicial, há que mostrar o rosto do Dragão, laterais responsáveis com mobilidade cuidada nos apoios ofensivos, encaixando verticalidade nas saídas e na capacidade de pressionar em linhas mais altas.

É comum a agressividade caminhar paralela com a competitividade, é certo que o tik e taka, promove face a árbitros menos conscientes, o toque e cai, blaugrana, ensombrando o tempo real de jogo. A serenidade e capacidade de retenção emocional, diluem certas não conformidades, resistindo o conjunto ao estremecimento de um apito desregrado em função de uma certa filosofia de jogo.

Apreensivos por culpa de um começo titubeante no que concerne ao esplendor exibicional, que não de resultados, a alma-mater deste Dragão enferma da chama que engoliu adversários na época transacta, a qualidade está lá, a posse, o passe, a raça e a vontade de chegar aos efeitos da transição apoiada, pensada e de equilíbrio entre a organização e a capacidade de pressionar como reacção efectiva à perda de bola.

A teia invisível que o trinómio força/raça/abnegação possa criar como primeiro obstáculo ao futebol rendilhado do Barça é apenas parte de uma solução tímida, o défice tético nas bolas paradas defensivas dos blaugrana pode ser outra estrada para o Olimpo, agravado até pelas ausências de Pique e Puyol.

A superação individual fará este Porto transpor as barreiras de um qualquer medo ou insegurança, auto estima, método e a tal coragem da geração da moda, são segredos artifícies das equipas que atingem dimensões de reconhecimento internacional. Liberdade para criar, investir e arriscar, as mãos de Hulk, Varela, Moutinho, Guarin ou de um nome menos público como Kléber, podem inspirar os azuis e brancos para mais um desígnio que não impossível, antes de começarmos a tentar.

Uma vez mais seremos a expressão futebolística de um País além fronteiras, o mérito expressa-se à luz de uma hegemonia que não deixa margem para laivos dúbios, rigor táctico, solidariedade, voluntarismo, sacrifício e superação nos erros próprios, tudo em função de um só repto…Ganhar!!!

Se o Barça é a perfeição... a imperfeição no Futebol, é só poder ganhar um! Hoje vamos ser Nós...



LISTA DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Bracali e Helton.
Defesas: Fucile, Maicon, Otamendi, Rolando e Sapunaru.
Médios: Belluschi, Defour, Fernando, Guarín, João Moutinho, Souza, Cristian Rodríguez e Djalma.
Avançados: Hulk, Kleber e Varela.

4 comentários:

  1. Boa noite amigos,

    Quem melhor que o Sr Armando Pinto, do Longara, para nos recordar o eloquente poema de Pedro Homem de Melo, que diz «Ninguém fale em perder! Ninguém recua… E a mocidade Invicta a cada abraço/ A si mais nos estreita. A Pátria é sua./ E, de hora a hora cresce o Baluarte!»

    Vamos acreditar, é difícil mas não impossível. Cabe aos nossos valorosos atletas, transcenderem-se, serem sérios e bravos e vencer.
    O Barcelona dispensa apresentações ... mas nós também.
    FC Porto e Barcelona são os maiores emblemas ibéricos, que após anos de ditadura, impuseram um domínio desportivo de forma natural, por serem mais competentes e guerreiros.

    Vai ser um grande jogo para desfrutar, e esperamos nós portistas, a conquista da segunda Supertaça Europeia da nossa história.

    Abraço e todos unidos venceremos.

    Paulo

    pronunciadodragao.blogspot.com

    ResponderEliminar
  2. caríssimas (os),

    hoje, independentemente do resultado final, seremos Porto! sempre!


    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs! ;)

    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar
  3. excelente análise, assim seja tb o comportamento dos que entrarem em campo mais logo! http://t.co/dZ8Fc3M

    ResponderEliminar
  4. Concentração, empenho, entreajuda, motivação, garra, sorte, PORTO! São os condimentos para ganhar à equipa que considero a melhor do Mundo a jogar este jogo, desde que me lembro de ver futebol! Superem-se para vencermos uma equipa estratósférica...mas não imbatível! Força Portoooooooo!

    ResponderEliminar