26 março, 2013

Manto Azul e Branco - 1969-1970 a 1974-1975 – Mais uma questão de detalhe

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Equipamento idêntico ao de 1967-68 com uma alteração na manga da camisola: inversão das cores no debruado; o azul está mais perto do cotovelo (na manga curta) ou da mão (na manga comprida). Foram usados, por vezes, calções com azul de tonalidade igual ao da camisola e outras vezes com azul de tonalidade mais clara.

Uma equipa da época 1969-70.
Em cima, da esq. para a dir.: Aníbal, Sucena, Pavão, Vieira Nunes, Valdemar e Gualter;
Em baixo: Lisboa, Rubens Salim, Custódio Pinto, Rolando e Nóbrega.

Pavão – Fernando Pascoal das Neves, um jogador de enorme talento. "Pavão" lhe começaram a chamar nos jogos de rua, em Chaves, por fintar de braços abertos em jeito de pavão. Era ainda juvenil quando veio para o FC Porto pela mão do “mestre” Artur Baeta que viu nele qualidades irrefutáveis. Depressa confirmou ser um predestinado, detentor de excelente técnica e invulgar capacidade táctica que o definiam como um genuíno estratego do futebol moderno. José Pedroto fez dele o motor da equipa, a estrela da companhia.

A genialidade e a postura de Pavão em campo seduziram o Manchester United que, no início do ano de 1973, envidou todos esforços para o contratar e lhe dar a posição de Bobby Charlton. Mas a auspiciosa carreira do flaviense viria a ser abruptamente interrompida. Pavão faleceu, tragicamente, durante um jogo nas Antas em 16 Dez.1973.

Parte do plantel de 1970-71 já com o treinador António Teixeira que substituiu Tommy Docherty após a 25.ª jornada do Campeonato. Apesar do sensacional 4-0 ao Benfica, nas Antas, o FC Porto, não foi além do 3.º lugar a 4 pontos do campeão.

Em cima, a partir da esquerda: Vítor Hugo (massagista), Rui, Vieira Nunes, Rolando, Valdemar, Armando Manhiça, Pavão, Gualter, Armando e António Teixeira (treinador); Em baixo: Abel, Lemos, Custódio Pinto, Bené, Nóbrega e Chico Gordo.

Lemos, um bom avançado que militou nas fileiras do Clube. Na tarde de 31 Jan.1971, memorável tarde, o nome de Lemos soou alto e soou longe, pela rádio; marcou, nas Antas, os 4 golos da vitória do FC Porto sobre o Benfica de Eusébio e Companhia! A proeza igualou a de Carlos Nunes que, 35 anos antes, havia marcado 4 ao rival Sporting.

Em cima (esq. p/dta.): Rolando, Rodolfo, Guedes, Tibi, Ronaldo e Cubillas; em baixo: Abel, Oliveira, Celso, Bené e Nóbrega.

Cubillas – Teófilo Cubillas, um dos melhores, senão o melhor jogador estrangeiro que actuou em Portugal. O peruano era um médio ofensivo dotado de uma técnica extraordinária, potência, mudança de ritmo, habilidade para o remate e uma grande capacidade goleadora. Os seus livres de média e longa distância foram famosos pela precisão com que os executava. Soberbo em qualidade técnica, irradiava simpatia. Passeou a sua classe pelos estádios portugueses. Que pena não se ter podido ver Pavão e Cubillas jogar juntos!

Era um modelo de disciplina e aprumo. Chegou a "capitão" do FC Porto onde fez 118 jogos (oficiais e particulares) e apontou 72 golos (108, 65 em jogos oficiais). Para médio é um registo extraordinário! Aliás a FIFA considera que é o médio com mais golos da história do futebol, com 268 em 469 jogos.

Flávio, ponta-de-lança e "craque" ao bom estilo brasileiro. Em Agosto de 1971 foi, com brado, apresentado nas Antas. Manteve a fama de "matador", marcando mais de 70 golos em quatro épocas. É, com Pelé e Romário, um dos futebolistas brasileiros que atingiram e ultrapassaram a marca de 1.000 golos.

Alfredo Murça, um excelente defesa-esquerdo que alinhou em todas as posições da defensiva portista. Destacava-se pelo bom posicionamento e poder de antecipação. Fez parte de um dos mais consistentes e eficazes “quartetos defensivos” do futebol português: Gabriel, Simões, Freitas e Murça.

Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos

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