23 maio, 2015

MELANCOLIA.

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FC PORTO-penafiel, 2-0

Primeira Liga, 34ª jornada
Sexta-feira, 22 Maio 2015 - 20:30
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 16.009


Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: Bertino Miranda e Luís Marcelino.
4º Árbitro: Jorge Faustino.

FC PORTO: Helton, Danilo, Reyes, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Rúben Neves, Quintero, Quaresma, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Evandro (46' Casemiro), Herrera (68' Quintero), Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Aboubakar (55' Brahimi).
Treinador: Julen Lopetegui.

PENAFIEL: Coelho, Dani, Ustaritz, Pedro Ribeiro, Vítor Bruno, Ferreira, André Fontes, João Martins, Aldaír, Rabiola, Braga.
Suplentes: Tiago Rocha, Tiago Valente (46' Ustaritz), Tony (51' Dani), Bruninho (84' Ferreira), Nélson, Ezequiel, Mbala.
Treinador: Carlos Brito.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Aboubakar (81'), Danilo (90+2').
Disciplina: cartão amarelo a Casemiro (27'), Braga (30'), Pedro Ribeiro (77').

Não pude ver este jogo na íntegra. Para fazer a crónica precisei de rever o jogo em casa esta manhã. Mas desde o início pareceu-me estar a assistir a um filme melancólico e deveras desinteressante e entediante. Confesso que me entristece ver a actual equipa do FC Porto com os níveis de motivação bastante baixos. Os jogadores não parecem os jogadores que tiveram excelente performance durante algumas fases da época. Nem de perto, nem de longe.

O FC Porto denota um estado depressivo e termina a presente época de uma forma melancólica. As mensagens fortes em tarjas vindas dos topos do Estádio de ambas as claques, a semana de trabalho do grupo que foi aqui e acolá perturbada por adeptos à entrada do centro de treinos e a carreira negativa desta época em termos de títulos (zero – 3ª vez na era Pinto da Costa) afectaram e afectam o grupo de jogadores.

Empatar em casa com o último esteve para ser um cenário real e das bancadas vinham sinais de gelo, de sensação terrível de mal-estar. Até, vergonhosamente, o hino do clube foi assobiado. Inconcebível!!!

Aboubakar evitou o empate e Danilo sossegou com o 2-0, mas apenas nos últimos dez minutos da partida. Pelo meio, em uma ou duas ocasiões, o Penafiel esteve perto de marcar. Num jogo em que, para além da vitória obrigatória, interessava também que Jackson aumentasse a sua conta pessoal de golos no campeonato. Jackson teve apenas uma oportunidade para marcar num lance na 1ª parte. A corresponder ao centro de Quaresma, o colombiano rematou por cima da barra. Um lance em tudo idêntico ao golo que Jackson havia convertido frente ao Gil Vicente há duas jornadas atrás.

Na 1ª parte, registo ainda para uma perdida de Casemiro e uma oportunidade flagrante de Brahimi que, com a baliza escancarada, rematou por cima. O Penafiel, com o último lugar traçado e com o regresso à 2ª Liga, apresentou-se no Dragão completamente descontraído, sem nada a perder e aproveitou muito bem a inquietação e o ambiente pesado que vive o FC Porto.

Notas finais para Quintero e Brahimi que tiveram um jogo à imagem da época que realizaram, com destaque para a apatia e desaparecimento do argelino durante a época. Um jogador que tanto prometeu e tanto galvanizou as bancadas no início da época, transformou-se num jogador banalíssimo. Será que os rumores do interesse dos tubarões mexeu com o rapaz? Se foi isso, não vai longe. Por seu lado, Quintero poderá ter traçado o seu destino bem como dois ou três jogadores que pouco ou nada jogaram e quando lhes foi dada oportunidade não a agarraram com as duas mãos.

A equipa do FC Porto vai agora de férias. A massa associativa irá aguardar ansiosamente pelo defeso e pelo que poderá reservar a próxima época. Será uma época de muita pressão em que a tolerância será zero e vai ser preciso uma equipa forte psicologicamente. É imprescindível que os jogadores que formarem o plantel conheçam e tenham a consciência do peso da camisola do FC Porto e sejam merecedores de usarem no peito o emblema que ostenta o DRAGÃO.

Até para o ano.



DECLARAÇÕES

Lopetegui: “Poderíamos ter ganho de forma mais tranquila”

Caiu o pano sobre a temporada 2014/15 do FC Porto, com um triunfo caseiro sobre o Penafiel (2-0), na 34.ª e última jornada da Liga NOS. Julen Lopetegui reconheceu que este tipo de jogos são “emocionalmente difíceis devido às circunstâncias”, mas sublinhou a concretização do objectivo de terminar o campeonato “a vencer”, apesar de o FC Porto ter ficado a dever a si próprio um resultado mais amplo.

“Estes jogos são emocionalmente difíceis pelas circunstâncias, mas tínhamos de vencer e conseguimo-lo, acima de tudo por respeito ao clube. Falhámos várias oportunidades de golo e poderíamos ter ganho de forma mais tranquila, mas terminámos o campeonato a vencer e esse era o objectivo para este jogo. Relativamente às manifestações dos adeptos, respeito-as, pois têm o direito de o fazer. Tivemos um grande apoio esta época e queremos tê-lo outra vez na próxima. Vamos trabalhar para corresponder a esse apoio”, afirmou o técnico espanhol após o triunfo sobre os penafidelenses, já despromovidos à entrada para esta derradeira ronda.

Numa análise sucinta à primeira temporada no comando técnico dos Dragões, Julen Lopetegui destacou a evolução individual e colectiva e não esqueceu também as “coisas menos boas”, prometendo ainda mais trabalho para 2015/16. “É importante analisarmos onde começámos e onde estamos agora. Fizemos muitas coisas boas esta temporada, mas também fizemos coisas menos boas, que teremos de rectificar no futuro. Creio que fomos crescendo individual e colectivamente ao longo da época, mas temos de trabalhar ainda mais para sermos melhores na próxima”.

Agora que se aproximam as férias e o período do defeso, o técnico espanhol reconheceu que “haverá gente a sair e gente a entrar”, mas garantiu uma “equipa equilibrada e competitiva” para enfrentar os desafios que o futuro reserva. “Queremos continuar a crescer e a melhorar”, concluiu Julen Lopetegui.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

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