20 novembro, 2007

19 novembro, 2007

Jogadores violentos…

Sendo originário de um meio em que proliferam adeptos de outras cores futebolísticas que não o azul e branco, sempre me habituei a ouvir críticas, mais ou menos intensas, sobre o estilo de jogo habitualmente aguerrido do FC Porto… Desde cedo, a forma abnegada e esforçada com que os jogadores do FC Porto enfrentavam cada jogo era classificada com os mais diversos adjectivos… era o Paulinho Santos que com as suas entradas violentas punha em risco a integridade física dos adversários… era o Fernando Couto que com o seu jogo violento, não fazia outra coisa senão ir às pernas dos adversários… era o Jorge Costa que utilizava todos os meios que estavam ao seu alcance para impedir que os avançados passassem… enfim, todos esses argumentos eu ouvia com a maior das surpresas, percebendo que a inveja face ao nosso clube aumentava proporcionalmente ao número de vitórias do mesmo…

Face a todos esses argumentos acima enunciados, apetece-me sugerir uma reflexão: faça-se uma análise estatística em que se enumere as lesões que os jogadores do FC Porto provocaram, ao longo destes anos, nos seus adversários e depois faça-se uma análise comparativa com os demais clubes… uma análise de quantos jogadores do FC Porto (e restantes clubes...) lesionaram outros por 5 meses… quantos jogadores do FC Porto (e restantes clubes…) agrediram árbitros com murros na zona abdominal… quantos treinadores do FC Porto (e restantes clubes…) agrediram outros jogadores com murros na zona facial….

Depois de fazer essa análise comparativa, então que se tire as conclusões acerca de quais os clubes que “fornecem” mais jogadores violentos e malcriados. Acho que o resultado não vai ser muito animador para muitos, que durante anos e anos criticavam os jogadores do FC Porto por… serem violentos…

A juntar a isto tudo, não poderia deixar de referir uma entrada animalesca, brutal, vergonhosa, … (poderia aqui enumerar mais 3000 adjectivos com conotação negativa) que assistimos na última jornada da liga dos Campeões… um lance que valeu 6 jogos ao infractor… claro está, mais uma vez levantaram-se as habituais vozes a desculpabilizar a “besta” que tinha feito aquela entrada… ah, e ainda disseram que 6 jogos tinha sido uma punição demasiado grave e excessiva… palavras para quê!

18 novembro, 2007

Rescaldo e Prognósticos

Ainda enlevada pelo belíssimo golo do Tarik, é com certa tranquilidade que passo pelos resultados menos positivos da 10ª jornada e consequente estado de euforia dos nossos jornais desportivos para gáudio daqueles que vão receber no início de Dezembro uma belíssima lição de futebol.

A maior parte dos adeptos, está aborrecido com o empate tirado a 5 minutos do fim, com o frango do Helton (Helton, desculpa-me) e com a infantilidade do Stepanov... outros ainda criticam as declarações do Bosingwa, que não foram de todo correctas, mas é a opinião dele e ninguém gosta de ser alvo de críticas, muito menos quando não concorda com as mesmas.

Irão ser estas duas semanas sem campeonato suficientes para acalmar os ânimos e regressarmos à nossa viagem em ritmo de cruzeiro rumo à conquista de mais um título?

Espero que sim, mas mais do que isso, espero que os nossos jogadores, ao serviço das várias Selecções Nacionais, não se lesionem.

Muito sinceramente, estas paragens no campeonato não me agradam mesmo nada. Não só porque a Selecção pouco me diz, e o responsável é o próprio seleccionador nacional devido às atitudes menos correctas que teve para com o FC Porto, mas também porque os jogadores não seleccionados perdem o ritmo de jogo.

Os jogos que se avizinham não são fáceis, mas acredito que vamos quebrar o recorde do Vitória de Setúbal, e presentea-los com a primeira derrota da época (deles, entenda-se).

Para o jogo com o Liverpool, apesar de partirmos com uma vantagem confortável, espero sinceramente que o Jesualdo se deixe de caldos e cautelas e entre em campo para ganhar.

Quanto ao jogo do início de Dezembro que se preparem os adeptos do SLB, pois vão ter aquilo que já acima referi: uma lição de futebol. Na certeza de uma vitória que nos devolverá a traquilidade da diferença de pontos.

Saudações Azuis e Brancas da,
Heliantia.

17 novembro, 2007

Os jogadores

Pois bem, hoje deu-me para falar sobre jogadores.Tinha muitos assuntos para abordar, mas cada vez vejo mais coisas e situações que me fazem pensar no estado actual do nosso futebol e dos seus maiores protagonistas.


Cada vez que falo com alguém (e sobre este aspecto tenho falado com muitas pessoas) tenho chegado á conclusão que as coisas já não são como antigamente. É verdade que tudo muda e evolui, o mal é que algumas vezes é para melhor, mas outras nem por isso.

Sendo sincero não me lembro de um simples caso de amor à camisola, é verdade que sou relativamente novo, não estou a dizer que não os haja, mas se os há, eu pura e simplesmente não os encontro. Cada vez mais se vêem jogadores a trocarem os clubes que os lançaram, ou mesmo os clubes pelos quais torciam desde pequenos, devido a questões monetárias. Não estou a dizer que o dinheiro não seja importante, porque é, mas será que em Portugal se ganha assim tão mal (futebolísticamente falando)?

Hoje em dia só ouvimos falar que x jogador vai para aqui para ganhar mais, jogador y vai para acolá, e coisas do género. Penso que não só no futebol, mas na sociedade em geral, o amor e a lealdade são vencidas pelo dinheiro aos pontos (sei que ao dizer isto posso parecer um sonhador, mas não se preocupem que bem sei da importância do dinheiro nas vidas de todos, mas será que vale sempre a pena trocar aquilo que nos ama e acarinha a troco de mais algum na conta ao fim do mês?).

Depois há também a simples questão do agradecimento dos jogadores a quem sempre os apoia. A quem os põe no tecto (sendo que muitas vezes também são postos no subterrâneo). Tantas vezes que os adeptos estão lá a apoiar e basta-lhes uma simples vitória para ficarem pagos. E quando as vitórias não surgem? Será que a culpa é dos adeptos? Será que custa assim tanto no final do jogo ir agradecer pelo apoio dado?

Sei que perder custa, e que a azia de não ganhar nos transforma, mas pedir um pouco de gratidão por quem abdicou de muito para estar lá a vê-los é pedir demais? No passado domingo fui à Amadora, grande parte do topo estava ocupado por adeptos nortenhos (não que queira fazer descriminição entre adeptos nortenhos ou sulistas, mas garante-vos que ir de Fafe à Amadora em camioneta não é assim muito agradável). Mas chegado o fim do jogo, grande parte dos jogadores nem à bancada foram saudar os adeptos que de tão longe tinham ido (para ver aquela triste figura), nem para eles próprios receberem palavras animadoras (ou por vezes não, há todo o tipo de adeptos), de quem se sujeita a muito por amor ao Clube. Pelo menos a mim estranhou-me, e foi algo que nunca sequer me passou muito pela cabeça.

Hoje não tenho mais que vos dizer, só de realçar o facto que sou adepto do Porto, e não do jogador a, b ou c... só lhes peço que lutem e que façam o seu melhor enquanto jogarem por nós.

Um abraço,
Teixeira

16 novembro, 2007

Arbitragem em Portugal

De facto a arbitragem em Portugal é um tema bastante polémico mas é bom relembrar algumas coisas que por vezes se vão esquecendo, não da nossa parte, é claro, mas de muita gente que tem a memória muito curta.

Desde que me lembro da minha existência de minha grande paixão pelo FC Porto, sempre ouvi as galinhas e os lagartos insinuarem que o FC Porto ganhava os jogos à custa dos árbitros e que o nosso Presidente fazia negócios obscuros com os mesmos para poder ganhar os jogos.

Como é óbvio, durante alguns anos nunca me interessei pelo assunto, interessava-me sim que a minha equipa ganhasse. Hoje em dia não penso da mesma forma até porque estou muito mais atenta a certas e determinadas coisas que rodeiam o mundo do futebol.

Fico realmente indignada quando oiço e vejo, mais uma vez, na comunicação social, assuntos relacionados entre arbitragem e FC Porto. Não digo que em alguns jogos o FC Porto fosse beneficiado de alguma forma e até mesmo ter ganho um ou outro jogo de uma forma um pouco mais incorrecta, mas por outro lado pergunto: "qual foi a equipa de futebol no mundo que nunca foi “ajudada” pela arbitragem?" Nenhuma!

Em Portugal, porque é que apenas apontam o dedo ao FC Porto e nunca aos outros clubes, sobretudo quando outros clubes são claramente beneficiados pela arbitragem? Só este ano, no início do campeonato, tivemos casos claríssimos que beneficiaram as galinhas e nunca ninguém disse nada. Falo apenas de agora porque se fosse a falar do passado não haveria espaço no blogue para descrever tantos casos.

Mas mais ridículo ainda é um árbitro na Taça da Liga fazer com que as galinhas ganhassem e depois admitir o erro em público. Será que isto não é corrupção no futebol? Será que jogos em que os períodos de descontos vão para lá dos 4 minutos não fazem parte de um esquema de corrupção? Não consigo entender porque é que isto só acontece nos jogos com as galinhas! Estranho, não?

Foras de jogos mal marcados, faltas inexistentes, faltas que não são marcadas, tempo de descontos exagerados… são tantas as falhas que existem na arbitragem em Portugal que é demais! Havendo injustiças destas, deixa de haver espectáculo nos relvados.

Ano passado, jogo FC Porto vs Galinhas, lesão de Anderson, será que aquela entrada não era para cartão vermelho? Mmmmm, pensando bem provavelmente a falta foi do Anderson! Porque a galinha que fez a falta continuou a jogar e nem sequer foi punido! Mas enfim é o FC Porto que compra os árbitros.

O FC Porto só ganha jogos nacionais e internacionais porque compra todos os árbitros, nem sequer é porque joga bem, nem tem bons jogadores, nem nada disso! O FC Porto tem tanto dinheiro que até comprou o árbitro que nos sagrou campeões mundiais! Ou foi porque tínhamos uma excelente equipa e jogadores soberbos? Se perguntarmos às galinhas ou aos lagartos a resposta é sempre: “compraram os árbitros”! Piada é claro! É só dor de cotovelo…

Mas a realidade é esta, e infelizmente, se o FC Porto ganha e bem, a culpa é do árbitro... se existe um erro qualquer da parte do árbitro, o Pinto da Costa já comprou o árbitro. Tudo se resume a isto, e a comunicação social lá está para pôr mais achas na fogueira!

Quando as coisas são ao contrário, são as outras equipas a ganharem e o FC Porto a ser prejudicado, é porque o FC Porto não vale nada, não sabe jogar, não tem jogadores de jeito, etc etc etc…

Enfim meus amigos, é apenas um desabafo em relação às injustiças dentro de campo.

Até para a semana.

Saudações Azuis e Brancas da,
Sodani.

Parabéns 'puto' Dragão...


Dia 16 de Novembro de 2003, um frio de rachar… era finalmente chegado o grande dia porque todos os Portistas ansiavam há muito - a inauguração do novo Estádio do Dragão.

Perante 52.000 almas Portistas, comigo incluido, era hora de celebrar e festejar este momento mágico e sublime. Com esta obra monumental e imponente, mostramos ao ‘mundo’ o espirito do ser Portista, de sermos diferentes e de sermos únicos em Portugal… e arredores.

Este Estádio do Dragão é tão só mais uma manifestação da força do «Dragão» e do FC Porto no inicio do século XXI.

Feliz 4º Aniversário 'puto'!!

15 novembro, 2007

Análises...

1 - Começo com uma premissa que me parece polémica. No ante-penúltimo “Nortada”, Miguel Sousa Tavares disparou, a certa altura: "Liedson e Quaresma são os únicos grandes jogadores que restam na Liga portuguesa".

É visível, já a algum tempo, que MST é uma sombra do cronista cáustico, sobranceiro e contundente de outrora. A polémica, q.b., continua presente, mas o articulista tem usado agora uma espécie de punhos de renda, mais parecendo um espadachim cheio de regras de etiqueta, do que o franco-atirador do passado, disparando sem dó nem piedade nos estereótipos que pululam por este futebol luso.

Desmistificando a ideia inicial, o futebol tuga tem, ainda, o prazer de ver jogar Lisandro e Lucho, dois argentinos que semanalmente nos trazem os passos do tango, em bailados coreografados, com o doce sabor das especiarias de além-mar. Opiniões…

2 - O final da semana passada foi marcado pela notícia de castigos aplicados sumariamente, pela Comissão de Arbitragem, a 6 árbitros. Passando os olhos pelos nomes, era fácil constatar que os dois últimos juízes envolvidos em jogos do Porto apareciam nessa lista, uma espécie de punição em praça pública, só faltando a lapidação, à moda muçulmana. Dei por mim a pensar que as “pobres” alminhas devem ter tido exibições medíocres, motivadoras das punições. E tiveram. Erros grosseiros, escalpelizados na imprensa dita séria, favorecendo o Porto, apontam-se dois. Golo de Lisandro, contra o Leixões, após toque com a mão, e o golo de Postiga, num claro fora-de-jogo. O reverso da medalha, nas mesmas exibições, ficou mais uma vez por contar. Uma mão cheia de asneiras, prejudicando os Dragões, com penaltys por marcar, golos mal invalidados, sem que o contraditório da imprensa os focasse, com a mesma mediatização. Curioso [para não lhe chamar outra coisa] é que apenas agora Vítor Pereira e os seus pares tenham decidido punir os prevaricadores. Um campeonato marcado por constantes adulterações de resultados, jornada após jornada, mas agora é que lhes deu o prurido. Parece o ressuscitamento dos processos sumaríssimos, que curiosamente também só viam azul e branco à frente. Eles bem que tentam, de todas as formas…

3 - Numa análise aos rivais, agora que está decorrido um terço da maior prova do País, sentimos todos uma incómoda sensação de dejá-vu, como se fosse impossível a regeneração dos personagens que teimam em utilizar tácticas de guerrilha. A Sul, nada de novo. Em 10 jornadas em que os juízes foram, na grande maioria, os protagonistas, as bandas de Alvalade lá vão, monotonamente, abanando os “fantasmas” dos erros arbitrais, auto-vitimizando-se na praça pública, como Cristos flagelados. A realidade, eternamente escamoteada, continua bem oculta, como se os dirigentes do Sporting fossem personagens de um qualquer seriado televisivo, varrendo o lixo para debaixo dos tapetes, criando um cenário esterilizado, mas artificial. Sem pudores, valorizam o que lhes é benéfico, agudizando erros pontuais dos homens do apito. Venceram uma prova oficial com um erro grosseiro [este, pelos vistos, não foi suficiente para que o seu autor fosse punido], vão-se mantendo na corrida às restantes provas nacionais com o beneplácito do seu goleador, que camufla as insuficiências de um plantel parco em qualidade, e onde a sagacidade de Carlos Freitas, na descoberta de “talentos”, se vê na utilidade de Purovic e afins…

4 - Cruzando a 2ª circular, o vizinho de cores mais vivas continua à luta com as questões metafísicas. Camacho descobriu, pouco tempo depois de aterrar em Portugal, o porquê da ausência de vitórias no clube “mais grande” do Mundo. E era simples, a conclusão. “A bola não entra”, afirma a versão espanhola de Jaime Pacheco, repetindo isso até à exaustão, como se fosse uma verdade inquestionável. Não tarda e, como li algures, ainda vamos ter a famigerada Maria José Morgado a investigar as bolas usadas na Superliga…

Enquanto essa investigação não começa, assistiu-se ao fim dos encarnados na Taça da Liga. Verdade seja dita que, desde a 1ª eliminatória, o Benfica parecia um nado-morto, mantido artificialmente ligado à vida pela pressurosa prestação dos homens do apito, injectando soro e vitaminas quando o fim parecia próprio. O moribundo, agarrado desesperadamente à vida, aproveitou as benesses na Amadora, quase resistindo a novo episódio traumático em Setúbal, tão diligente foi o juiz da partida. Felizmente, os comandados de Carvalhal superaram-se e desligaram a máquina. Aqui entra a onomatopeia. Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Paz à sua alma…

5 - O momento mais empolgante da temporada, narrado pela rádio:

“Tarik Sektioui passa por dois, avança rápido…”
“Grande finta de Tarik, isola-se… pode fazer o golo…”
“Finta o guarda-redes… vai ser golo…”
“Gooolooooooo do Porto… grande jogada do marroquino…”
“É nosso o golo, é nosso o mérito no Estádio do Dragão…”



E agora imaginem-se em viagem, sentados numa anónima cadeira de um superlotado comboio. A ansiedade corroendo o estômago, mas o ar sereno, alisando a postura, contrapondo-se ao nervosismo. E depois isto. A cavalgada. O aumento de excitação na voz do locutor. O meu corpo a soerguer-se, inconscientemente, da cadeira. O coração a bombear com força exagerada. Depois, as mais preciosas palavras para um adepto sequioso. "Gooooloooo do Porto". E os olhares dos passageiros, mirando-me entre o desconfiado [juro que vi uma velhinha a benzer-se] e o divertido. Que importa se me acham um extra-terrestre ou um louco fugido de um asilo? Foi golo, e um dos mais belos que já vi. Merecia ser comemorado convenientemente. E foi!

ps - Sim, também existe o reverso da medalha. A incredulidade com que se assiste, num calmo serão de Domingo, à sobranceria e displicência que esbanjam dois pontos na Amadora. Por momentos parecia que tinha mergulhado numa realidade alternativa e que nada daquilo estava a acontecer. Mas estava, para mal dos meus pecados. Sempre me custou imenso perder [e aquele resultado, para mim, é uma derrota], mas quando é assim, desta forma, fico a pensar quão injusto é o destino. Foi terrível a noite que se seguiu, com o cérebro incapaz de desligar dos penosos momentos, parecendo uma cassete de vídeo estragada, repisando os mesmos lances. Há dias em que me apetecia mesmo só gostar de golfe. Assim como assim, parece-me um desporto terrivelmente chato e inócuo, mas o meu sistema nervoso e cardíaco só iria agradecer a escolha...

14 novembro, 2007

Palavras e silêncios

O FC Porto tem sucesso na Europa.
Mas para o conseguir abriu os horizontes, formou talentos e vendeu-os bem. É uma boa forma de trabalhar.

Erwin Staudt (presidente do Estugarda) no maisfutebol

Palavras como estas não foram as primeiras e seguro que não serão as últimas.
Ou, melhor ainda, não há duas sem três.

Na senda de Lennart Johansson e muito recentemente Eric Gerets, chegou a vez do elogio de alguém com aquela mentalidade reputada de muito rigorosa e respeitadora dos compromissos assumidos. E embora as palavras da segunda crónica sejam apreciativas só em termos desportivos as outras duas (ou serão ambas as três?), não escondem o sentimento na apreciação do enorme valor e pujança da instituição.
Nada mal, mesmo nada mal como projecção de um clube que alguns, cada vez menos mas alguns, mais incautos e ávidos de inveja, teimam em apelidar de regional.

Escreveu-se, ainda há poucos dias e na primeira pessoa, que era costume dizer que não via a árvore mas sim a floresta. Foneticamente até que soa bem mas a verdadeira questão será a dimensão da própria floresta.
Para uns o Pinhal de Leiria, regional, é já enorme. Para outros, a imensidão da Floresta Amazónica, mundial, cabe num simples quintal.
Talvez seja até necessário, aos primeiros, que alguém de fora e imune ao estado a que isto chegou consiga ter uma visão mais clara e independente do sucesso dos segundos.
Será este mesmo sucesso da regionalização ou, quiçá, da falta dela?
Ou não será elementar que se queira descobrir, e porque não seguir, os porquês de uma carreira Nacional arrebatadora e uma presença além fronteiras de assinalar?

E para que não existam dúvidas sobre tais palavras que se termine como se começou:

No extremo ocidental da Europa e parafraseando o grande Camões, onde a terra dá lugar ao mar, nas movimentadas margem do Rio Douro, Jorge Pinto da Costa conseguiu construir uma potência do futebol europeu, o FC do Porto.

Como complemento e ainda no rescaldo do resultado na Reboleira (onde a bola jogada com a cabeça, às vezes dá grande penalidade), dois pontos a reter:

1. As palavras do Bosingwa no pós jogo.
De louvar a opinião própria e até a própria liberdade de expressão mas não apraz utilidade alguma a crítica na praça pública, o minar da organização de dentro para fora. Se há algo a esclarecer que se faça dentro do balneário. A ver vamos se foi ingenuidade ou falta dela.

2. A visita do Presidente ao balneário.
Não terá sido para tomar banho.
Aqui, aparentemente imperou o bom senso, o contrário do ponto anterior.
É que muitas das vezes é preferível e necessário saber escutar o silêncio.

Agora são duas semanas sem bola.
Voltamos no dia 25 com um Setúbal ao seu melhor nível.
Espera-se que até lá renasça, do silêncio, raça e atavio.

Nem que seja necessário pôr a equipa a dar voltas à parada.

Saudações,
Estilhaço.

Os trabalhos de Jesualdo Ferreira

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

FC Porto só tem seis jogadores de indiscutível valor.

Tudo bem esmiuçado, o FC Porto tem apenas seis jogadores de indiscutível valor, num plantel de 27 elementos. São eles os laterais Bosingwa e Fucile, o central Bruno Alves, o trinco Paulo Assunção e os avançados Lisandro e Ricardo Quaresma.

1 - Com toda a sinceridade, digo que tenho a melhor impressão sobre o trabalho de Jesualdo Ferreira à frente do FC Porto. Sei que há muitos, portistas e não portistas, que não partilham desta opinião e que vêem no treinador do FC Porto alguém incapaz do «golpe de asa» que é susceptível de levar equipas medianas a mais altos voos. Talvez o seja, talvez não. Mas a verdade é que, com as condições que tem tido à disposição, acho difícil alguém ter feito melhor do que ele, tanto na época passada, como este ano.

Este ano, Jesualdo Ferreira perdeu, sem sorte, a final da Supertaça para o Sporting; perdeu, sem glória e por culpa exclusiva dos jogadores, a Taça da Liga; mas marcha à frente do campeonato, com uma diferença confortável para o Sporting e uma diferença para o Benfica que não reflecte o abismo de categoria existente entre ambas as equipes; e tem o FC Porto praticamente qualificado para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, com boas hipóteses de terminar o grupo em primeiro lugar. Acho que era difícil fazer melhor com um plantel completamente desequilibrado, como já o era no ano passado e este ano ainda mais, com as saídas de Pepe e Anderson e a contratação de uma legião de jogadores de segunda categoria.

Tudo bem esmiuçado, o FC Porto tem apenas seis jogadores de indiscutível valor, num plantel de 27 elementos. São eles os laterais Bosingwa e Fucile, o central Bruno Alves (incrível recuperação de Jesualdo Ferreira), o trinco Paulo Assunção e os avançados Lisandro e Ricardo Quaresma. Depois, há Lucho Gonzalez, um jogador de indiscutível categoria, mas que só produz um jogo em cada quatro e com destaque para os jogos europeus, onde é elemento preponderante. E tem mais uns fogachos do também incrivelmente recuperado Tarik Sektioui e as suspeitas de génio ocasionalmente deixadas em campo por Leandro Lima — em quem Jesualdo, todavia, parece fazer pouca fé. O resto, tudo o resto, são jogadores banais ou menos do que isso.

Jesualdo tem vários problemas urgentes a resolver e, na minha modesta opinião de treinador de bancada, as soluções passam por:

— obter da SAD a contratação, já no mercado de Inverno, de três jogadores, que sejam verdadeiros reforços e não mais umas quantas oportunidades de negócios escusos: um central de categoria para jogar ao lado de Bruno Alves e livrar-nos desse susto do Stepanov, responsável directo por quatro golos sofridos nos últimos quatro jogos — contra o Marselha, duas vezes, contra o Belenenses e contra o Estrela da Amadora. Talvez um dia o Stepanov venha a ser um jogador aceitável, mas para já é apenas um central à deriva em todos os lances importantes, sistematicamente batido no jogo aéreo, sem noção do tempo de entrada às jogadas e com uma tendência suicida para atrasos ao guarda-redes demasiado curtos; um médio de ataque (ou dois, no caso de continuar a não apostar no Leandrinho); e um ponta-de-lança de raiz e de cultura, que, não desfazendo no Lisandro, não é o caso dele;

— forçar o Helton a horas extraordinárias (se possível sobre orientação do Vítor Baía), até ele perceber que um guarda-redes com 1,90 de altura não pode ser um cata-vento no jogo aéreo, ficando preso aos postes quando devia sair e saindo, e em falso, quando não deve. Viu-se uma vez mais, contra o Estrela da Amadora, que ele não faz a mais pequena noção do que seja dominar o espaço aéreo da sua área. E um guarda-redes que não domina o jogo aéreo e que se enerva a jogar com os pés, pode fazer defesas extraordinárias, mas nunca será um grande guarda-redes.

— forçar também o Raul Meireles a horas extraordinárias, de modo a conseguir acertar na baliza mais do que uma vez em cada dez remates, e já que gosta de gozar da fama, a meu ver absolutamente injustificada, de «rematador de meia distância»;

— estar muito atento aos jogadores que o FC Porto tem emprestados pelos quatro cantos, a quem paga ordenados para os ver brilhar pelos adversários e de que, seguramente, alguns deles valem bem mais do que as pretensas vedetas contratadas no último «defeso».

Jesualdo pode dizer, e não deixa de ter razão, que a forma incrível como o FC Porto deixou fugir uma vitória tranquila sobre o Estrela, nos cinco minutos finais, se deveu ao facto de a equipa ter adormecido sobre a vantagem de dois golos, a meio da segunda parte. Mas a verdade, verdadinha, é que a impossível recuperação do Estrela não encontra justificação no agigantar do adversário nem no adormecimento dos portistas, mas apenas se tornou possível por dois erros crassos individuais da autoria de «suspeitos habituais». E, contra isso, de nada vale o génio do Quaresma ou o esforço do Lisandro e a jogada sumptuosa que ambos contruíram e que se concluiu com um remate ao poste que podia e merecia ter dado o 3-0 e pôr a equipa definitivamente ao abrigo das traições da retaguarda.

2 - Muito se escreveu sobre o lance do Binya contra o Celtic e que lhe mereceu o vermelho directo. A entrada do camaronês foi uma autêntica bestialidade e, a meu ver, não colhem as desculpas de que se trata de um jogador ainda imaturo — aliás, já tem 24 anos de idade e alguns seis ou sete de profissional. Acontece que quem vê jogar o Binya na Liga portuguesa, sabe que esse lance de Glasgow não aconteceu por acaso, mas antes reflecte a sua forma de interpretar o futebol. Aqui, ele vem usando e abusando do mesmo estilo, só que com a impunidade que faz com que os jogadores da nossa Liga imaginem que, lá fora, os árbitros são igualmente condescendentes. Não são: nem sequer os árbitros portugueses, que por cá consentem o que na Europa não se atrevem a consentir.

Anteontem na Luz, o Benfica viu sair lesionado o Cardozo, depois de uma entrada violenta de Ricardo Silva — outro jogador useiro e vezeiro nesse tipo de jogo. E, na Amadora, o árbitro deixou em campo, sem sequer lhe mostrar um amarelo, o Anselmo, depois de ele ter entrado a pontapé ao corpo do Helton, quando já não tinha hipótese alguma de disputar a bola. Parece que o exemplo do katsouranis, no ano passado, arrumando o Anderson por quatro meses, perante a complacência de Lucílio Baptista, não serviu de motivo de reflexão para ninguém.

É claro que esta cultura da cacetada impune tem solução: basta querê-la. Basta que a Comissão Disciplinar passe a punir seriamente os caceteiros, que a Comissão de Arbitragem passe a punir os árbitros condescendentes e que os treinadores passem a ensinar aos seus comandados que futebol é uma coisa, cacetada é outra. Foi isso que se esqueceram de explicar ao Binya.

3 - O golo de Tarik Sektioui contra o Marselha, a bem da promoção do futebol, deveria passar a integrar todos os genéricos dos programas sobre futebol, a ser passado nas escolas todas do país e em todos os centros de formação onde há miúdos que sonham vir um dia a ser grandes jogadores deste maravilhoso jogo.

# jornal “A BOLA” de 2007.11.13
# origem: "Futebolar"

13 novembro, 2007

Hexacampeão aumenta vantagem pontual sobre os perseguidores

Na hora a que vos escrevo o meu ânimo não é o melhor. Aqueles terríveis 5 minutos finais da Amadora deixaram-me com uma azia incontrolável. Há que honrar a camisola até ao último segundo, como fizeram frente ao Marselha, e isso desta vez não aconteceu. Ainda por cima só daqui a duas semanas é que temos o campeonato de volta. Aumentamos para 8 a diferença sobre o Sporting mas o Benfica aproximou-se e está a 4 pontos do bicampeão. Preparem-se para duas semanas de notícias que procurarão, de todas as formas e feitios, endeusar o nosso rival... E os nossos craques ainda tiveram direito a 2 dias de folga!!! Inaceitável...

Quanto às modalidades, no andebol o FCPorto se vencer o jogo de amanhã frente ao Águas Santas (Santo Tirso, 21h) alcançará o ABC no 1º posto, ficando ambos à frente de Madeira, Benfica, Sporting e Belenenses. Esta jornada que será a última da 1ª volta permite aos 3 primeiros classificados ficarem isentos da 1ª eliminatória da Taça da Liga. No basquetebol os Dragões ainda sem o plantel completo voltaram a vencer e seguem no comando (tal como a Ovarense) ainda sem qualquer derrota. No hóquei, depois do empate emocionante diante do Benfica já referenciado no post de quinta feira, os Dragões aumentaram o avanço pontual sobre o 2º classificado de 1 para 3 pontos, tendo ainda um jogo a menos, depois de uma jornada em que ganharam em casa da Oliveirense, seu principal perseguidor até então.

Depois de ter assistido ao vivo aos jogos de andebol e basquetebol do fim de semana passado e de ter estado também em Fânzeres na última 4ª feira a ver o hóquei, deparei-me com um fim de semana essencialmente televisivo assistindo pela RTP2 aos jogos do FC Porto em hóquei e basquetebol, em duas jornadas vitoriosas para as nossas cores. E já agora deixem-me dizer que sábado espreitei a Sporttv por alguns segundos (último set) e ainda vi o Espinho derrotar o Benfica no voleibol (2-3 em pleno Pavilhão da Luz).

Basquetebol: FC Porto volta a vencer e não descola da Ovarense
1º Ovarense (100%, 4 jgs), 2º FC Porto (100%, 4 jgs), 3º CAB (50%, 4 jgs)

Neste fim de semana o FCPorto somou a 4ª vitória (em 4 jogos) no campeonato e segue no comando a par da Ovarense. Esta jornada disputada em «formato concentrado» no Distrito da Guarda (Trancoso) teve o seu jogo final na tarde de domingo (que segui via RTP2) com as equipas do Lusitânia e do FC Porto. Os Dragões, ainda sem o substituto do TJ mas com Terrel a jogar mais tempo e a demonstrar força e valor no jogo próximo do cesto, levaram a melhor numa partida que não foi nada fácil. Os Açorianos venciam ao intervalo por 34-30 mas os 2 últimos períodos tiveram um FC Porto mais determinado (venceu por 7 e depois por 6) e com o jogo exterior finalmente a aparecer (Marçal e Cunha). Toree Morris voltou a demonstrar todo o seu potencial enquanto Gentry esteve mais apagado desta vez numa partida em que Nuno Marçal com 23 pontos foi o melhor marcador da equipa. O FCPorto venceu por 75-66 e continua imparável no comando da LCB. No próximo fim de semana segue-se a visita ao Restelo (Domingo, 17h, RTP2).

Andebol: FC Porto escorrega mas ainda vai a tempo de alcançar o líder
1º ABC (25 pts, 10 jgs), 2º FC Porto (22 pts, 9 jgs), 3º Benfica (21 pts, 9 jgs)

Nesta jornada o ABC empatou nos Açores mas o FC Porto não fez melhor e perdeu na Luz por 30-26 num desafio em que a equipa não se encontrou voltando a falhar defensivamente enquanto no ataque houve perdidas inaceitáveis para jogadores de grande nível como os que o FCPorto dispõe. A vencer por 12-9 a 8 minutos do final da 1ª parte a equipa bloqueou e ao intervalo já perdia por 15-13. Na 2ª metade ainda chegaram aos 16-16 mas a defesa não se encontrava e o adversário chegou a estar a vencer por 26-20. Com este resultado o FCPorto precisa agora de ganhar amanhã ao Águas Santas (21h em S.Tirso) para alcançar o ABC na liderança da tabela no final da 1º volta (ABC folga na próxima ronda). Neste encontro Ricardo Moreira (8) e Eduardo Filipe (7) foram os melhores marcadores da equipa. O ABC depois desta jornada já está apurado para as meias finais da Taça da Liga enquanto o FCPorto tem todas as condições de conseguir o apuramento para os quartos de final, objectivo que Belenenses, Madeira ou Benfica (estes 2 últimos defrontam-se amanhã) tentarão também alcançar por via do 3º lugar. Quem ficar abaixo do 3º lugar tem que jogar os oitavos de final da Taça da Liga, situação a que está desde já obrigado o Sporting que ontem perdeu 24-21 no Restelo. No próximo sábado (16h em Santo Tirso) o FC Porto joga a 1ª mão dos 8ºs de final da Taça das Taças recebendo os Franceses do Paris Handball. No dia 25 de Novembro joga-se a segunda mão (16h de França no Pavilhão Pierre de Coubertin), jogo em que espero ter a análise do nosso colega «Portomaravilha».

Hóquei: FC Porto triunfa na casa do 2º classificado e aumenta avanço
1º FC Porto (20 pts, 8 jgs), 2º Benfica (17 pts, 9 jgs), 3º Oliveirense (16 pts, 8 jgs)

Depois do 6-6 diante do Benfica, já destacado no post de quinta feira (aqui), os Dragões deslocaram-se a Oliveira de Azeméis e venceram por 5-2 em jogo a que assisti via TV. No entanto esta partida não começou bem para os Portistas que se viram a perder por 2-0 logo no início do desafio. Um penalty convertido por Ventura devolveu o ânimo aos Dragões que logo no início da 2ª metade passaram para a frente com dois excelentes golos de Pedro Moreira e André Azevedo. A Oliveirense reagiu mas o FCPorto foi sempre dono do jogo e André Azevedo voltou a marcar após jogada inteligente de Reinaldo Ventura. O «nosso» Jorge Silva fechou o marcador com um golo oportuno e confirmando assim uma vitória importante para o FCPorto na casa do 2º classificado que assim ficou a 4 pontos dos Dragões. Em 2º está agora o Benfica a 3 pontos dos Portistas mas este avanço deverá ser de 6 pontos quando o FCPorto fizer o jogo em atraso. Neste jogo Emanuel Garcia foi expulso e deverá apanhar pelo menos um jogo de castigo tal como Filipe Santos por acumulação de azuis. O próximo jogo do Porto no campeonato deve ser adiado para dia 21 (Porto-Alenquer) já que no sábado há a deslocação a Itália (Prato) para a Liga Europeia, desafio que se iniciará às 18h de Itália (RAI Sport) e que o FC Porto terá que ganhar.

Treinador da Semana: Alberto Babo
Jogador da Semana: André Azevedo

Para técnico da semana, escolho Alberto Babo pela 4ª vitória no campeonato de basquetebol num percurso ainda imaculado mesmo com limitações evidentes no plantel, principalmente nas posições 1 e 2 ... e para jogador da semana, a escolha recai em André Azevedo (na foto) pela excelente exibição diante do Benfica (2 golos) a que se seguiu mais um jogo bem conseguido do nosso hoquista diante da Oliveirense (mais 2 golos) sendo este um jogador ainda em fase de adaptação mas que se está a revelar uma evidente mais valia neste plantel do hexacampeão. A propósito, bastou uma equipa vir empatar a Fânzeres para alguma imprensa logo vir dizer que o nosso domínio iria acabar. Três dias depois o hexacampeão aumentou o seu avanço pontual... Quem diria... Acho que hoje fico por aqui, esta azia que não passa...

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.

11 novembro, 2007

Sem comentários…

competição: bwin LIGA 2007/08, 10ª jornada
data: 11.11.2007
local: Estádio da Reboleira, Amadora
assistência: ???? espectadores
fc porto: Helton; Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves, Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles (Kazmierczak 87m), Lucho Gonzalez (Bolatti 69m); Sektioui (Adriano 76m), Quaresma e Lisandro Lopez.
golos: Lisandro (24m), Raul Meireles (50m), Maurício (86) e Mateus (90m)

Que me desculpem todos os nossos leitores, mas hoje, não há conversa para ninguém… estou de tal forma revoltado e possesso, que se for colocar na escrita tudo aquilo que me vai na alma, vou ter que ser muito, mas mesmo muito malcriado para a nossa equipa. Exactamente por este estado de espírito, abstenho-me de comentários, publicando apenas as palavras no final do jogo pelo nosso treinador, que quanto a mim, dizem tudo!!! As minhas desculpas a todos.

Ahhh, só mais uma coisinha, vou estar atento, muito atento nos próximos dias, às palavras que vão ser debitadas por alguns relativamente ao hoje sucedido, não aceitando que menos que "continuarem a dizer que ahh e tal, é preciso ter calma, o treinador isto, os jogadores aquilo, estamos a ganhar, já temos 8 vitórias consecutivas e vamos a caminho de um record,…". Como disse, vou estar muito atento, muito mesmo!


Jesualdo Ferreira sintetizou o empate portista na Reboleira (2-2) da seguinte forma: "Há duas faces: o Porto até à marcação do segundo golo - a equipa jogou bem, controlou o jogo, com um futebol atractivo e simultaneamente muito seguro - e uma equipa que depois do 2-0 saiu do jogo. É inadmissível que tenhamos feito isso hoje."

"É uma lição que vamos aprender. Debaixo de pressão esta equipa é uma, com menos pressão é outra. Empatámos por nosso demérito porque saímos deste jogo e não podemos fazê-lo nunca. Estes minutos finais são inaceitáveis para uma equipa como o FC Porto", finalizou Jesualdo à reportagem da Sport TV.

azul + : Quaresma (VIPortista), Lucho e para as 'sábias' palavras de Jesualdo Ferreira no final do jogo, que não dizendo tudo, explicam tudo.

azul - : Hélton aos cucos, Stepanov mais uma vez a facilitar onde não deve (e já começam a ser vezes a mais), o encurtar de semana para semana do balão de oxigénio que permitia um passeio ate à glória final, e para os momentos do jogo a que o treinador se refere, tendo mostrado um amadorismo a todos os níveis inadmissivel… mereciam todos um bom par de estalos, essa é que é essa!

arbitragem: João Ferreira (Setúbal), pouco ou nada a acrescentar, senão, uma entrada a roçar a violência de Wagnão já na 2ª parte sobre Quaresma que não mereceu mais do que um ‘simples’ amarelo.

















Amadora aí vamos nós

Após uma excelente vitória sobre o Marselha que nos deu a liderança para a Champions League, nada melhor que um jogo na Amadora para mostrar que o nosso bom momento não é passageiro.

O último jogo para o campeonato não correu como era desejado, mas desta vez espera-se uma equipa com mais garra, mais confiança e sobretudo uma equipa que mostre ao adversário quem manda em campo. É verdade que a Amadora não nos traz boas recordações, mas este ano sinto que vamos ter uma vitória esclarecedora.

Neste jogo não podemos dar descanso à defesa Estrelista, e muito menos podemos dar esperança a qualquer outro adversário, pois novo deslize iria dar um acréscimo de motivação enorme às restantes equipas.

Caso fosse eu apostaria em Hélton na baliza, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves (caso esteja operacional, caso contrário apostava em João Paulo), Fucile na esquerda, Paulo Assunção à frente dos centrais, um meio campo formado por Raúl Meireles e Kazmierczak, e uma frente de ataque com Quaresma de um lado, Tarik do outro e no meio Lisandro.

Vamos a eles que só nos contentamos com os 3 pontos.

Um abraço,
Teixeira

ps - Sim, aposto no Kaz... não sei se está com ritmo ou não, mas gostei de vê-lo ao serviço do Boavista, gostei de vê-lo quando entrou para a Supertaça e gostava de ver aquilo de que é capaz.

10 novembro, 2007

Duas visões “Stéphanoises” de Postiga !

Viva!

A entrevista que segue, a dois ferrenhos assinantes (sócios) do Saint Etienne, não foi fácil. É que andam zangados. E andam zangados por questões tácticas quanto ao Saint Etienne. E eu no meio e o meu Porto aqui tão perto! Ao menos mostram que não é só no rugby que se pensam estratégias. Isto é, não é só no rugby que há pensamento!

Queria, em primeiro lugar, agradecer quer ao Jean Marc, quer ao Henri, por terem aceitado apresentar a sua identidade a este blog... e, é, claro, a sua confiança neste blog.

Henri Linard está aposentado. Foi jogador de futebol. Jogou na terceira divisão como amador. Depois, foi treinador de jovens em organismos mais que refereciandos pela Federação Francesa de Futebol. E, tudo isto, na região de Saint Etienne e, mais tarde, nos subúrbios de Paris. Para poder conjugar o futebol com a realidade, foi “Stor” de Francês e responsável de rede informática dum liceu.

Jean Marc Truffault é professor de matemática no ensino superior.

Ambos percorrem milhares de quilómetros todos os fins de semana vestidos de verde.

Henri e Jean Marc amam o Saint Etienne e o futebol porque sabem que foi o Saint Etienne que, neste país, levantou o futebol. A carreira europeia do Saint Etienne na década setenta apelou a miudagem para o futebol, destruindo, em parte, a imagem do rugby. E, desde então, nasceram Platini e... Zidane!

Mas, como dizem os meus colegas Gaúchos do Rio Grande do Sul: Voltemos à Vaca Fria!

Eu vi o jogar o Postiga no Saint–Etienne. Mas acho que não posso ser objectivo. Sempre o vi como um ex-jogador do Porto. Melhor dar, pois, a palavra a dois adeptos do Sainté! Eles pensam em termos de colectivo. E o futebol é um jogo colectivo.


Vejamos: Henri Linard (HL), Jean Marc Truffault (JM)



Quais são, para ti, as qualidades de Postiga?

HL
: Postiga tem uma boa técnica de base aliada a uma certa malícia (nos limites do espertalhão, o que acabou por se voltar contra ele aquando da sua passagem pelo “Sainté”). É um jogador hábil nos pequenos perímetros que adivinha bem as jogadas, mas...

JM: É um jogador com muita técnica. Penso que é muito elegante na sua maneira de jogar.

Quais são, para ti, os defeitos de Postiga?

HL: Mas “voilà” não é um atleta. Ora o futebol é um desporto de contacto em que se não tens um mínimo de qualidades atléticas (velocidade de execução nos gestos técnicos, resistência para aguentar 90 mn, força para ganhar os duelos, extensão para o jogo aéreo, etc.) é melhor ires jogar à “pétanque”.

JM: Penso que tem tendência em mergulhar em demasia. Confunde a piscina com o relvado. Como professor de matemática, posso aceitar que uma bola no poste é falta de sorte. Mas não duas ou três. Matematicamente, já não é falta de sorte, mas sim falta de concentração.

Porque é que não conseguiu no Sainté?

HL:Não conseguiu no Sainté (nem no Tottenham, aliás) porque é um jogador médio que está demasiadamente cotado. Para mim, é o Le Tallec do futebol Português. Uma coisa é ser brilhante nos júniores outra é de confirmar isso no Top. Terás compreendido que, na altura, só tinha um receio, vê-lo ficar no Sainté. No tempo bendito em que era treinador, tinha um certo número de critérios de avaliação para os jogadores em função do lugar ocupado ou a ocupar (muito importante de nunca encerrar, bloquear, inibir um jogador jovem num lugar determinado). Fiquei muito feliz de ver, há 3 ou 4 anos, num canal um documentário no qual tiveram a excelente ideia de perguntar a Wenger, Ferguson, Lippi e Capello só para falar dos mais conhecidos (na altura) o que procuravam num avançado centro. E todos tinham a mesma resposta: a velocidade, a velocidade, sempre a velocidade. A velocidade de análise e de apreciação em certas situações, a velocidade de execução dos gestos técnicos (amortecer, dominar, rotação, passe, remate, corrida, etc ) aliada a uma boa pujança atlética para ir ao contacto das defesas adversas e ganhar os duelos (relva e ar). Repara nos grandes avançados actuais (Etoo, Drogba, Henry, Cristiano Ronaldo, Torrés, ...): eles fazem a diferença graças a este casamento entre a velocidade-técnica-força. A altura também não é um obstáculo se és um atleta com velocidade e uma boa técnica (Pelé, G.Muller, Puskas, Papin, Carlos Tevez...).

JM: Penso que há que ter em conta a mudança do treinador. A falta de estabilidade no Sainté. Por outro lado, estava em concorrência com o Piquionne (que foi vendido ao Mónaco).

Pensas que Postiga poderia ocupar outro lugar ?

HL: Como já te disse, Postiga tem uma boa base técnica e sabe advinhar as jogadas. Penso que poderia ser um centro campista útil. As capacidades físicas não são as mesmas. Mas para um jogador já habituado a um esquema, mudar de lugar pede muita abnegação e humildade. Mas não é impossível. Repara no exemplo de Janvion. Quando chega a Sainté, começa como extremo ou ala na direita. Mas teve a força de se adaptar ao lugar de defesa direito. Foi internacional nesta posição e ficou na história do futebol Francês como um dos melhores defesas direitos de sempre.

JM: Sim, poderia jogar em "neuf et demi" (nove e meio). Vocês Portugueses como não são bons em matemática eu explico (rssss!): um centro campista "neuf et demi" é um centro campista adiantado. Estou a brincar, é claro. Mas o que é o certo. Se o Porto joga contra o Lyon na Liga Europeia, todos nós seremos pelo Porto.
Obs: Le Tallec é um jovem formado no Havre. Jogou na Seleção de Esperanças de França... foi para o Liverpool! E, desde aí, nunca mais foi quem foi!

Obs: La Pétenque: jogo tipicamente do sul da França que é quase igual à malha.

Obs: terminus: Merci à toi Henri ; Merci à toi Jean Marc.

E Viva o Porto !

09 novembro, 2007

Comunicação Social em Portugal

Já tem sido comentado por diversas vezes, sobretudo neste blog, que a comunicação social em Portugal, principalmente os nossos três jornais desportivos, é parcial no que respeita às suas capas e aos seus comentários.

Desde que me lembre como gente e apreciadora de futebol, sempre tive noção de que aquilo que ouvia e lia sobre futebol nem sempre era verdade, e muitas vezes até era manipulado.

Sendo licenciada em Ciências da Comunicação, aprendi que um jornalista (comunicação social) deveria ser o mais objectivo e o mais imparcial possível.

O que reparo, desde sempre, é que os jornais não são imparciais, até muito pelo contrário, sempre que têm alguma coisa para apontar aos azuis-e-brancos, lá estão eles com os gravadores, holofotes e objectivas em riste!

Ora se um órgão de comunicação social tem de ser objectivo e imparcial, porque é que as noticias são todas manipuladas? Não é compreensível. Temos o exemplo da passada 4ª feira, dia 07 de Novembro.

O FC Porto tinha vencido (e bem!) os franceses do Marselha na noite anterior para a 4ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo até com esse resultado, passado automaticamente para o 1º lugar no Grupo A. As galinhas, tinham perdido (e muito bem!).

E como foram as capas dos jornais nesse dia? Sim, eu sei que as capas são diferentes para o Norte e para o Sul, mas no Sul também existem bons e muitos portistas que gostam de ver noticias relevantes sobre o seu clube. Passo a citá-los:

A Bola (que por milagre põe em destaque uma notícia relativa ao FC Porto) com “Magia do Magrebe”

O Jogo com “Alá!”

Record (que para mim foi a melhor de todas, ironicamente, é claro!) com "Cartão vermelho". Ao lado, uma pequenina fotografia do Tarik a dizer “corrida de 50 metros para o golo”.

Agora pergunto eu: como é que é possível uma equipa portuguesa ganhar um jogo europeu, liderar o seu grupo e não ser notícia de principal destaque nos nossos jornais desportivos? Supostamente, o jornal Record também deveria ter feito uma manchete com a grande vitória do FC Porto, certo? Mas não!

Como disse anteriormente, estudei jornalismo na faculdade e outra das coisas que aprendi foi que as desgraças e as tragédias fazem notícia, e quanto mais perto elas acontecerem (entidades próximas), maior relevância terão. E foi ai que se fez luz! Claro que para vender jornais, só colocando tragédias ou desgraças em 1ª página é que de poderá vender alguma coisa. Estarei certa, ou estarei errada? Deixo ao vosso critério.

Estará a comunicação social de tal modo viciada e manipulada que façam apenas referências a certos e determinados clubes (manipuladas por eles, é claro!), ou será que a aversão ao nosso Presidente, Jorne Nuno Pinto da Costa é assim tão grande que acabam a englobar o FC Porto no seu todo, recusando-se a falarem nas cores azuis-e-brancas? Mais uma perguntinha que deixo ao vosso critério.

Saudações azuis e brancas e até para a semana,
Sodani.

Utiliza os nossos 'exclusivos' no teu blog

e ainda

A pedido de muitas famílias portistas, continuamos a disponibilizar os códigos HTML dos 'exclusivos' do blog BiBó PoRtO, carago!! para que todos os interessados, enquanto administradores ou até colaboradores noutros blog's alusivos ao universo FC Porto, possam disponibizá-los no lay-out do vosso blog.

Caso estejas interessado em obter os códigos HTML dos nossos exclusivos "[Contra-Dossier] O apito Bermelho", e também o "Ele, o Presidente", para os disponibilizarem nos vossos espaços, bastará que nos contactem via email blogdoblueboy@gmail.com, que rapidamente responderemos com o envio pela mesma via dos respectivos códigos HTML.

08 novembro, 2007

Roubos de igreja

Já por aqui foi abordada a vida do Mestre, o precursor dos treinadores modernos. José Maria Pedroto era uma personalidade marcante, uma daquelas que faz a expressão de “ama-se ou odeia-se” ganhar vida própria.

Confesso que na altura, petiz, frequentador da escola primária numa aldeia insignificante, tinha outras preocupações mais mundanas, do que ligar ao futebol indígena: jogar à bola no pátio da escola, levantar a saia a miúdas desprevenidas, surripiar berlindes aos tísicos miúdos de idades inferiores. O futebol era algo a que eu ligava pontualmente, de tempos a tempos, quando via o meu pai mais inquieto ou num daqueles estados de alma habitualmente associados a um qualquer portista na década de 70: frustração, apatia ou mera resignação…

Pedroto foi por isso, não só para a geração de sofredores portistas, mas para todos os outros, uma pedrada no charco. Longe do estereótipo do treinador de então, clamava alto e bom som, na imprensa habitualmente subserviente a outros interesses, por justiça. Não cedia a ameaças, pressões ou coacções de qualquer género. Com a emoção, bastas vezes, a sobrepor-se à razão, Pedroto batia-se por um futebol mais limpo [tinha dado jeito na altura uma Morgadinha], em que o nome do vencedor ficasse suspenso, conhecido apenas pelos resultados encontrados dentro do rectângulo mágico, e não por antecipação, quase por decreto, com os do costume a dividirem irmamente os títulos.

Uma expressão houve que me ficou, para sempre, gravada de forma indelével na memória. “Roubos de igreja”. Era assim, sem papas na língua, que Pedroto colocava os nomes aos “bois”. Sem falinhas mansas, sem se preocupar com o politicamente correcto, expunha na praça pública os atentados à verdade desportiva, em que a vítima era o clube do Norte, achincalhado como se de um parente pobre se tratasse.

Atente-se no pormenor: “roubos de igreja”. Poderá lá haver coisa pior? Mais execrável do que assaltar uma velhinha indefesa à porta de casa, ou delapidar o erário público num qualquer assalto a uma repartição estatal, o cúmulo da maldade, aquilo que me impressionou, na analogia encontrada pelo Zé do Boné, era existir alguém que chegasse tão longe, na sua ânsia de perpetuação do sistema, capaz de roubar uma igreja. E Pedroto sabia do que falava, ele que como jogador e mais tarde treinador, sentiu na pele o escamotear da verdade desportiva…

Um bom exemplo desses “roubos de igreja” aconteceu no fatídico ano de 1980. O Porto, depois de um longo jejum de 19 anos, vencera vorazmente os campeonatos de 1977/78 e 1978/79. Os adeptos portistas, habituados a tempos mais frugais, viam-se assim enlevados no Olimpo dos deuses. Vitórias atrás de vitórias, sofridas é certo, mas feitas de determinação, do “antes quebrar que torcer”. Aqueles gritos, ano após ano presos nas gargantas, soltaram-se numa torrente de emoções. Comemorava-se o que se vencia e sonhava-se com conquistas futuras. Como por exemplo aquele sonho que acalentava os fiéis da causa portista: o TRI!

O primeiro tri da história do clube esteve tão perto. Não como uma miragem, que se afasta à medida que nos aproximamos, como se brincasse com os sentimentos. Não. Esteve ali à mão, palpável, quase a coroar uma geração de jogadores excepcionais. Eles bem mereciam. Depois de um campeonato intenso, duro, sofrido, com Pedroto a insurgir-se amiúde contra crassos erros de arbitragem, chegou-se à penúltima jornada. O Porto, um mísero ponto atrás do Sporting, depositava fundadas esperanças na deslocação destes ao reduto vimaranense. 6º classificado, o Vitória já então era temível, a jogar perante os seus apaniguados. E o jogo parecia correr de feição aos azuis e brancos, espectadores atentos das peripécias que decorriam no relvado. O empate teimava em manter-se no marcador, resultado suficiente para o Porto se alcandorar ao posto cimeiro da classificação. Até que, rezam as crónicas, num estilo intempestivo, fazendo lembrar um qualquer avançado com codícia pelo golo, Manaca marcou, perto do fim, o golo que valeu o título aos leões. O estranho é que Manaca era jogador…do Guimarães. E ex-jogador leonino.

O que avolumou as suspeitas de favorecimento ilícito, acentuadas ainda mais depois de uma cena de pugilato, já nos balneários vimaranenses, entre o autor do auto-golo e um seu colega de equipa, Tozé, com este a acusá-lo de se ter “vendido”. Ficam as palavras finais de Pedroto, apostrofando o novo campeão: “Falhámos o tri pelo auto-golo do Manaca e pelo penalty sonegado em Alvalade, na nossa derrota”. A leitura dos jornais da época dá total razão ao Zé do Boné. Nessa derrota em Alvalade, o penalty não marcado favorável aos Dragões custou bem mais do que a imediata derrota. Como se viu no final…

Não poderia finalizar sem mencionar um daqueles casos que comprovam claramente o que o Porto sempre teve que combater, para poder vencer um troféu. Logo após o jejum de 19 anos, com o Porto ainda a saborear a conquista do campeonato, jogou-se a final da Taça de Portugal. Os contendores: Porto x Sporting.

A final ficou marcada pelo penalty polémico, favorável aos leões, convertido por Menezes e que empatou o jogo. Como o resultado teimou, até final, nos mesmos números, foi necessário disputar a finalíssima. Oito dias depois, o troféu cobiçado caiu nas garras dos leões, mas por caminhos espúrios. O 2-1 final, ferido de legalidade, pelo golo irregular leonino, motivou este comentário lacónico de Seninho, o autor do golo portista, no final: “O árbitro entregou a Taça ao Sporting”. E não é que foi mesmo verdade?

24 horas depois, um dos episódios mais rocambolescos do futebol luso. O árbitro dessa finalíssima, Mário Luís de seu nome, foi convidado por João Rocha, presidente leonino, a embarcar junto da comitiva sportinguista na digressão destes à China.

A pouca vergonha, como se constata, era feita de forma despudorada, às claras. Mário Luís, como prémio pela exibição na final, não foi esquecido pelos vencedores. Também, é justo dizê-lo, não se livrou do epíteto que lhe colocaram, apropriadamente. Ficou conhecido, desde aí, pelo “Chinês”. E não é que a expressão “roubo de igreja” ganha toda a legitimidade?

hóquei: FC Porto, 6 - SL Benfica, 6

Estive ontem em Fânzeres onde encontrei um pavilhão que foi enchendo aos poucos ficando muito perto da sua lotação máxima num intenso e caloroso apoio ao FC Porto.

Antes do início da partida tive o prazer de conhecer o nosso fiel leitor e comentador Jorge Aragão, o antilamp do fórum do Portal dos Dragões e também o Tiago/Tripeiro (do blog magicoporto) e aguardei pela chegada do meu colega de bancada, Estilhaço. Depois entramos no pavilhão e sentimos desde logo a enorme força transmitida pelas bancadas para dentro do rinque.

O jogo teve uma 1ª parte em que o Benfica ganhou vantagem (1-3) mas sem fazer muito por isso uma vez que 2 dos golos foram algo fortuitos. No FC Porto, o mais esclarecido foi Reinaldo Ventura autor dos 2 primeiros golos azuis e autor do passe mágico para André Azevedo empatar o jogo a 3 golos no início da 2ª metade. O mesmo Reinaldo isolado falhou o 4-3 e logo na resposta Tó Silva (4 golos) voltou a dar vantagem aos encarnados num golo completamente injusto e fortuito depois da bola bater na tabela final. O 5º golo encarnado deixou no ar a hipótese da 1ª derrota Portista (o Benfica já tem duas), mas um belo golo de André Azevedo devolveu a esperança aos adeptos Portistas. Quando Tó Silva fez o 4-6 a poucos minutos do fim o desalento tomou conta de alguns adeptos mas não dos nossos valentes jogadores. Uma reacção estupenda cheia de força e crença levou-nos quase ao céu. Jorge Silva fez o 5º golo à boca da baliza e virou-se para a bancada a dedicar o seu golo, se calhar aos membros do BiBo PoRtO, carago!!, a quem muito simpaticamente, concedeu uma entrevista. Mas faltava pouco carago... a 12 segundos do fim, o jovem Pedro Moreira (na foto) pegou na bola desde a defesa e fez explodir o pavilhão. É verdade, o nosso Pedro seguiu até perto da área e num grande remate (dos melhores golos a que assisti nos últimos tempos) fez o empate final a 6 golos deixando o Lucho completamente eufórico. Os lampiões ficaram de rastos!!! Isto não se faz, carago.

No domingo, no andebol, ganhamos a 9 segundos do fim e agora empatamos um jogo que parecia perdido a 12 segundos do final da partida, não têm piedade do meu pobre coração... Os hexacampeões são assim, nunca desistem e esse é o lema de quem veste aquela camisola. Parabéns pela reacção. A noite não foi perfeita mas o final foi muito saboroso. E continuamos em 1º lugar com mais um ponto que a Oliveirense, mais 2 que o Portosantense e mais 3 que o Benfica que poderão até ser 6 pois o FCP tem menos um jogo que o seu rival de Lisboa. E digo-vos uma coisa, é um orgulho ser adepto deste clube!

Um abraço do,
Lucho.

07 novembro, 2007

De calibre europeu… com um momento de sonho!


competição: Liga Campeões 2007/08, grupo A, 4ª jd
data: 06.11.2007
local: Estádio do Dragão, Porto
assistência: 42.217 espectadores
fc porto: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Stepanov, Fucile; Raul Meireles (Bolatti, 68m), Paulo Assunção, Marek Cech (Postiga, 58m); Tarik (Mariano Gonzalez, 87m), Quaresma e Lisandro Lopez
golos: Tarik (27m), Niang (47m), Lisandro (78m)

Efectivamente, foi um daqueles jogos em que se notou quem tem ritmo europeu e quem não o tem… pelos motivos óbvios, o FC Porto tem-no e com isso conseguiu chegar a uma vitória muito difícil e complicada por 2-1, quando na verdade, as perspectivas lá dentro do rectângulo verde não eram as mais agradáveis e simpáticas para quem assistia «in-loco« ou pela TV.

Com este resultado, ficamos muito, muito perto de conseguir o apuramento para os 1/8 final da Liga dos Campeões, e com uma excelente perspectiva de até o conseguir com a obtenção do 1º lugar do grupo, o que à partida, e com a presença do todo-poderoso (economicamente) Liverpool no grupo, concerteza nem o melhor dos optimistas o imaginaria.

O FC Porto entrou em campo com Marek Cech no onze inicial, em detrimento de Lucho que estava impedido fisicamente de nele participar, não tendo sequer sido convocado. Mesmo agora, e depois de uma péssima exibição no jogo, não diria que seria a minha opção, mas seria concerteza a opção natural do Prof. Jesualdo Ferreira, até por consequência de anteriores testes neste esquema.

Para quem imaginava (eu imaginava!) uma entrada em grande no jogo por parte do FC Porto, quer por jogar perante os seus adeptos, quer porque com uma vitória passaria a ser automaticamente o 1º classificado do grupo ao fim da 4ª jornada, enganou-se redondamente e o que se viu, foi um muito melhor jogo e circulação de bola por parte dos marselheses, principalmente a meio-campo, onde dominavam e mandavam a seu belo prazer... impensável antes do jogo se iniciar.

O FC Porto com o passar do tempo, e mesmo jogando um (já habitual) jogo mastigado e sonolento, foi aos poucos conseguindo soltar-se das amarras onde se via envolvido pelo meio-campo adversário. Eis quando aos 27 minutos de jogo, o marroquino Tarik (como eu senti por ele este momento, carago!) recebe a bola no meio-campo, passa um primeiro adversário e quando se vê defronte de outros 2 defesas, os únicos até à baliza, arrisca a sua jogada favorita e deixa literalmente pregados ao relvado os dois adversários, passando pelo meio deles, indo encontrar um desamparado guarda-redes que mais não pode fazer do que ser ultrapassado também ele pelo marroquino e obter um golo de sonho, um golo de uma vida, um golo para a história… f-a-n-t-á-s-t-i-c-o!!! Estávamos a ganhar 1-0.

Até ao final do jogo, fomos assistindo a um ligeiro crescimento do FC Porto, não permitindo já nesta altura as mesmas veleidades aos marselheses, mas onde mesmo assim, o futebol praticado continuava a ser pobre e muito pouco apelativo... até que chegou o intervalo.

Para os segundos 45 minutos, novamente esperava-se um controle do domínio do jogo por parte do FC Porto, procurando jogar então com outra classe e categoria que não tinha conseguido na 1ª parte, quando, eis senão, dá-se o golo do empate logo no 2º minuto da 2ª parte, aos 47 minutos, aparecendo Niang (mais uma vez; já no jogo em Marselha tinha acontecido o mesmo) a antecipar-se a Stepanov, cabeceando a bola para o fundo das redes à guarda de Hélton que pouco ou nada podia fazer… estava feito o empate a 1-1.

Nesta altura, começou a pairar no ar o fantasma de novo empate caseiro, até porque apesar das mexidas operadas entretanto pelo Prof. Jesualdo Ferreira, com as entradas de Hélder Postiga e Bolatti para os lugares de Marek Cech e Raul Meireles respectivamente, mesmo com nítidas melhorias no jogo praticado, o futebol continuava a ser pouco, muito pouco prático e com as já habituais, insistentes e irritantes tentativas de Quaresma em fazer tudo sozinho, o que em 95% dos casos e no actual momento de forma deste que anda na fronteira entre o fraco e pobre, estão vetadas ao insucesso, quando o mais fácil, seria efectivamente jogar simples… e para a equipa!

Quando se aproximava o final do jogo e o FC Porto já por esta altura a dominar completamente o ritmo e a condução do jogo, Quaresma (sempre o mesmo, é verdade!), em mais uma das suas tentativas de finta e refinta e volta a fintar, estávamos nos 78 minutos, consegue cruzar (finalmente!) a bola com conta, peso e medida para a cabeça de Lisandro que no interior da área adversária, faz o 2-1 para o FC Porto e leva as bancadas ao rubro e à loucura total.

Até ao apito final do árbitro alemão, continuamos a ver o FC Porto a ‘controlar’ o jogo, não voltando a permitir aos marselheses quaisquer oportunidade para sequer se aproximar da baliza defendida por Hélton.

O final do jogo chegou com a vitória por 2-1, permitindo a ascensão do FC Porto ao 1º lugar do grupo com 8 pontos obtidos em 4 jogos, ultrapassando os franceses do Marselha que se mantiveram com os 7 pontos que traziam da anterior jornada. No outro jogo do grupo, assistiu-se ao renascimento e relançamento do Liverpool para as contas finais do grupo, recebendo e vencendo os turcos do Besiktas por 8-0, fazendo desta forma 4 pontos. Os turcos, mantiveram-se com os mesmos 3 pontos.

azul + : Tarik e Lisandro (man’s of the match), Paulo Assunção, Raul Meireles, Bolatti e Mariano González (sobretudo, pela garra que trouxe ao meio campo num momento delicado do jogo, nunca virando a cara à luta e sempre disputando as bolas… assim, sim! assim, gosto!)

azul - : 1ª parte, Quaresma (que não pode ser jogador de um único momento!), Bosingwa e Fucile muito nervosos ao longo do jogo e Marek Cech parecendo completamente perdido em campo.

arbitragem: Wolfgang Stark (Alemanha), muitas dúvidas no lance do derrube a Quaresma na grande área adversária ainda na 1ª parte em que nitidamente parece rasteirado pelo adversário (para mim, grande penalidade por marcar) e para alguma complacência com os marselheses no que toca a critérios disciplinares… para depois em cima do final do jogo, amarelar Hélton e Fucile, os únicos em toda a partida. Enfim, critérios que ninguém entende.