19 novembro, 2007

Jogadores violentos…

Sendo originário de um meio em que proliferam adeptos de outras cores futebolísticas que não o azul e branco, sempre me habituei a ouvir críticas, mais ou menos intensas, sobre o estilo de jogo habitualmente aguerrido do FC Porto… Desde cedo, a forma abnegada e esforçada com que os jogadores do FC Porto enfrentavam cada jogo era classificada com os mais diversos adjectivos… era o Paulinho Santos que com as suas entradas violentas punha em risco a integridade física dos adversários… era o Fernando Couto que com o seu jogo violento, não fazia outra coisa senão ir às pernas dos adversários… era o Jorge Costa que utilizava todos os meios que estavam ao seu alcance para impedir que os avançados passassem… enfim, todos esses argumentos eu ouvia com a maior das surpresas, percebendo que a inveja face ao nosso clube aumentava proporcionalmente ao número de vitórias do mesmo…

Face a todos esses argumentos acima enunciados, apetece-me sugerir uma reflexão: faça-se uma análise estatística em que se enumere as lesões que os jogadores do FC Porto provocaram, ao longo destes anos, nos seus adversários e depois faça-se uma análise comparativa com os demais clubes… uma análise de quantos jogadores do FC Porto (e restantes clubes...) lesionaram outros por 5 meses… quantos jogadores do FC Porto (e restantes clubes…) agrediram árbitros com murros na zona abdominal… quantos treinadores do FC Porto (e restantes clubes…) agrediram outros jogadores com murros na zona facial….

Depois de fazer essa análise comparativa, então que se tire as conclusões acerca de quais os clubes que “fornecem” mais jogadores violentos e malcriados. Acho que o resultado não vai ser muito animador para muitos, que durante anos e anos criticavam os jogadores do FC Porto por… serem violentos…

A juntar a isto tudo, não poderia deixar de referir uma entrada animalesca, brutal, vergonhosa, … (poderia aqui enumerar mais 3000 adjectivos com conotação negativa) que assistimos na última jornada da liga dos Campeões… um lance que valeu 6 jogos ao infractor… claro está, mais uma vez levantaram-se as habituais vozes a desculpabilizar a “besta” que tinha feito aquela entrada… ah, e ainda disseram que 6 jogos tinha sido uma punição demasiado grave e excessiva… palavras para quê!

7 comentários:

  1. E foram 6 jogos, porque a decisão partiu da UEFA e no seguimento de um jogo para a Liga dos Campeões. Se o mesmo tivesse ocorrido no nosso campeonato, nem castigado era :(
    Basta lembrar a agressão do Grego (não me lembro do nome dele) ao nosso ex-Anderson...

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  2. Os nossos tem a fama de serem violentos.
    Tirando os mimos do Paulinho com o joão vieira pinto, não me lembro de nenhum dos jogadores do Porto terem colocado no estaleiro de longa duração outro colega de profissão.
    Agora Binya, katsouranis,petit e quejandos ... que dizer???
    E é bom que sirva de lição este castigo para bom exemplo no nosso campeonato.

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  3. Estamos todos mais que habituados a ouvir os 'rídiculos e invejosos' a referir-se aos 'nossos' sempre de uma forma pejurativa, como que fossemos os maus da fita.

    Por mim, bem que podem continuar a 'ladrar alto e em bom som', pq há muito que não lhes ligo puto nenhum, tamanha é a desonestidade mental desses palermas.

    Basta atentar na 'lavagem' que tentou ser feita nos últimos dias ao caso Binya na imprensa 'sulista'... quem como eu o vê a jogar, repara de imediato na excessiva agressividade, intimidação e maldade com que disputa cada bola, cada lance... que só não é expulso em todos os jogos, porque equipa da 'côr do regime', caso contrário, era um ver se te avias... seria engraçado vê-lo equipado de tricolor, tal como era previsto no inicio da época: não havia jogo em que chegasse ao fim; como não é o caso, está tudo bem e os jogos para esse têm sempre 90 minutos, cada um.

    Fosse um jogador do FC Porto a fazer aquilo e nem sequer conseguiria imaginar o que se diria, o que se faria, o que se comentaria... como não foi, tá tudo bem na 'república das bananas'... ups, na 'república dos bananas ao sul'.

    aKeLe aBrAçO,
    http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

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  4. Boas,

    A análise comparativa já foi feita pela UEFA:)
    Por azar do Bynia a entrada "normal" foi efectuada nas provas europeias e, como está bom de ver, a UEFA não costuma pactuar com actos de violência tão explícita. Espantoso é o branqueamento k a comunicação social pretende fazer do preto de cabeleira loura. Só falta dizer k isto é uma cabala. Pu** k os pariu!

    O Anderson teve foi um azar tremendo, por o jogo ser para as competições internas. Fosse na UEFA e o Katsouranis teria levado o castigo merecido. Assim, continuou impávido e sereno a pavonear-se pelos campos fora, como se nada tivesse acontecido.

    Nem será preciso recuar muito tempo, mas o Paulinho Santos, o F.Couto e o J.Costa são anjinhos, à beira do Toni, um dos k, enquanto jogou no Benfica, viveu em total impunidade. Que o diga o portista Marco Aurélio, com uma fractura na perna provocada por essa ave rara...

    O tempo avança, mas neste charco k é o futebol português, continua tudo na mesma...

    Abraço,

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  5. Sem pretender branquear as entradas (à margem das leis) protagonizadas por jogadores do F.C.PORTO , digo :


    - Aquela entrada do Bynia foi brutal e desumana !

    Se o Bynia fosse jogador do meu clube , eu era o 1º a pedir a sua irradiação .

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  6. Viva !

    Hà algo que me admira e que aqui não foi referenciado.

    O maior caceteiro de sempre foi Coluna. Em 1966, no Campeonato do Mundo, ele partiu uma perna ao Pelé. Depois foi fácil a Portugal ganhar ao Brasil.

    Onde jogava o Coluna ? No Benfica ?

    Para quem aprecia e ama o futebol, para quem tem antigamente, é um acto, ato sem cérebro que não se pode esquecer.

    Haverá uma diferença entre o atentado contra o Pelé e o atentado contra o Anderson ?

    Para quem sabe recordar !

    E Viva o Porto !

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  7. Alcide Freire no OJOGO:

    Em Portugal, já se sabe, partir a perna a um adversário não custa nem um cartão amarelo. Imagine-se a surpresa quando se sabe que para a UEFA basta a intenção para que a um cartão vermelho se juntem seis jogos de suspensão. A Europa tarda em aprender connosco.

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