06 fevereiro, 2009

Balanço

Contava fazer um balanço do campeonato exactamente no final da primeira volta, mas a época de exames, a que se junta o horário normal de trabalho, têm-me retirado o pouco tempo livre que me resta, pelo que na semana passada não tive oportunidade de fazer o meu habitual post de sexta-feira. Assim, a análise ao trajecto do FC Porto na Liga Sagres 2008-09 chega agora, com uma jornada de atraso. Nunca é tarde quando o objectivo é debater e discutir o nosso clube. Escrevo ainda antes do Sporting-FC Porto para a Taça da Liga, até porque o meu propósito é resumir-me à carreira portista apenas na primeira liga.

Com 16 jornadas já realizadas, o FC Porto segue líder isolado da competição, com 34 pontos, mais 1 que o Benfica e mais 3 que o Sporting. Sem surpresa, dirão alguns, ou talvez não, a verdade é que o FC Porto, apesar de todas as dificuldades que tem encontrado ao longo da temporada, conseguiu chegar ao lugar que tem sido seu desde há largos anos. Por mais que a exigência dos adeptos azuis e brancos esteja sempre no máximo, para mim este é um feito de grande importância, que merece ser realçado e valorizado na correcta medida. Quem não se lembra das críticas ferozes ao treinador Jesualdo Ferreira, à SAD e à qualidade do plantel e dos cenários de catástrofe que foram traçados?

O FC Porto tem esta capacidade de se regenerar rapidamente. Após perder vários jogadores nucleares da sua estrutura, trilhou um caminho de desembaraçada reconstrução, incluindo vários novos recrutas e recolocando a 'máquina' a funcionar tão depressa quanto possível. Aqui, não há a possibilidade de se pedir um tempo sem resultados, pelo facto de se estar a formar uma equipa nova e a implementar novas ideias, novos processos, novos métodos. Enquanto que noutras paragens se começam novos ciclos todos os anos, com promessas de glórias longínquas e infinitas conquistas, aqui o ciclo é sempre o mesmo: VENCER!

Jesualdo Ferreira não é um treinador que gere consensos. Mais serão os portistas que o não apreciam que os que lhe reconhecem qualidade mais que suficiente para o comando técnico do FC Porto. Mas ninguém lhe pode retirar o mérito do trabalho competente que vem realizando. No começo da época, a realidade esteve bastante cinzenta para as nossas cores. A equipa perdera peças importantíssimas, os reforços mais relevantes tardaram em mostrar a razão de terem sido contratados, a mecânica colectiva não funcionava, as exibições deixavam muito a desejar e os resultados não eram de acordo com as pretensões do universo portista. Jesualdo manteve-se imune às vozes desagradadas e manteve-se fiel às suas convicções. O adepto comum apenas quer vitórias. Está-se borrifando para a dificuldade que é formar uma equipa nova, colocá-la a jogar futebol e obter resultados para ontem, no meio de uma pressão asfixiante e cultura de vitória constante.

O certo é que o FC Porto é hoje uma equipa que apresenta uma notória evolução em relação ao passado recente, já se nota mecanização e automatismo, princípios de jogo claramente definidos, uma ideia comum para a qual todos os jogadores contribuem e sabem o que devem fazer para que isso aconteça. Alguns pontos fracos (dificuldade em conseguir um jogo de posse de bola condizente com o estatuto do FC Porto, ineficácia na pressão ao portador da bola em várias alturas) continuam visíveis, mas os pontos fortes (boa organização defensiva, transições ofensivas supersónicas, maturidade competitiva), colocaram-nos na liderança da liga, que poderá sair reforçada no domingo, diante do Benfica. Os portistas devem sentir-se orgulhosos desta equipa. Mesmo numa temporada claramente de transição, consegue chegar à metade do campeonato em primeiro lugar, com um plantel mais fraco, a meu ver, que o da temporada transacta. Se é verdade que o onze dos 'dragões' é bastante forte - algo de que só agora se tem a certeza, pois no início as dúvidas eram muitas e vários jogadores foram postos em causa -, também não deixa de ser um facto indesmentível que as alternativas são escassas em quantidade e relativamente baixas em qualidade. Basta ver que os elementos do banco a que Jesualdo mais vezes recorreu foram Guarín e Mariano González.

Não obstante a liderança actual, o percurso foi árduo e acidentado. Em 16 jogos, alcançámos 10 vitórias - Belenenses (2-0, casa; 3-1, fora), P.Ferreira (2-0, casa), Sporting (2-1, fora), Guimarães (2-0, casa), E.Amadora (4-2, fora), Académica (2-1, casa), Setúbal (3-0, fora), Nacional (4-2, fora) e Braga (2-0, fora) -, mas também desperdiçámos a considerável marca de 14 pontos em 48 possíveis, resultantes de 2 derrotas - Leixões (2-3, casa) e Naval (0-1, fora) - e 4 empates - Benfica (1-1, fora), Rio Ave (0-0, fora), Marítimo (0-0, casa) e Trofense (0-0, casa). Por aqui se conclui facilmente que o calcanhar de Aquiles esteve nos jogos no Dragão, onde as equipas aparecem muito fechadas, não favorecendo o modelo de rápidas transições preconizado pelo Professor. A pressão de jogar perante uma massa adepta exigente, e descontente em vários momentos, também pode ter pesado no insuficiente rendimento caseiro da equipa.

Foram utilizados 23 jogadores, cujos minutos jogados por cada um revelam, de forma objectiva, o sentido das opções técnicas tomadas. Assim, Bruno Alves foi o único totalista, contabilizando um total de 1440 minutos (considerando apenas 90 minutos por partida). Seguem-se Rolando (1350), Lucho (1343), Lisandro (1336), Rodríguez (1292), Raúl Meireles (1265), Fernando (1210), Helton (1170), Fucile (1059), Hulk (951), Sapunaru (696), Tomás Costa (576), Mariano González (378), Pedro Emanuel (292), Nuno (270), Lino (266), Guarín (204), Benítez (197), Cissokho (180), Farías (160), Candeias (114), Tarik (84) e Pelé (20). Ventura, Stepanov, Bolatti, Rabiola e Diogo Viana não somaram qualquer minuto nesta Liga Sagres. Recorde-se que Lino, Pelé, Candeias e Bolatti já não estão no plantel, sendo que Andrés Madrid é o mais recente reforço, não tendo tido ainda tempo para se estrear na principal competição nacional, como é lógico. Estes dados remetem para os melhores jogadores e para o onze mais forte portista, mas não é possível, de todo, considerar que o plantel é vasto, equilibrado e homogéneo. Jesualdo não é grande adepto da rotatividade deliberada, mas deve dizer-se que este plantel também não permite uma situação desse tipo. O que houve foi, após um normal período de estudo dos recursos disponíveis e do teste de algumas escolhas, uma adaptação lesta às novas condições e um reajustamento de alguns princípios colectivos às características individuais. Por isso, a equipa apresenta melhorias bastante significativas.

No respeitante aos golos, a produção portista foi pobre, com 29 golos marcados, à média de 1,8 por jogo, mas mesmo assim chegou para ser o ataque mais concretizador de uma prova com um assinalável défice de golos. Neste particular, Rodríguez e Hulk foram os mais profícuos, com 6 tentos apontados, seguidos de Lisandro e Lucho com 5, Raúl Meireles e Bruno Alves com 2 e Mariano González, Guarín e Farías com 1. Apesar do número modesto de vezes que o FC Porto fez balançar as redes contrárias, importa destacar a qualidade excepcional de algumas das finalizações. Aliás, na bolsa dos melhores 5 golos do campeonato, escolhida pela Sporttv, convém lembrar que 3 deles são portistas: dois de Hulk (portentosos remates de fora da área contra Belenenses e E.Amadora) e um, o melhor golo da época, de Rodríguez (bicicleta estupenda defronte do Nacional). Em termos defensivos, o rendimento é aceitável: terceira melhor defesa, a par de Leixões e Benfica e atrás de Braga e Sporting, com 12 golos sofridos, à média de 0,75 por jogo.

Por fim, deixo aqui também uma achega relativamente ao número de espectadores, algo que deve estar presente nas preocupações de todos os que gostam deste espectáculo chamado futebol. O FC Porto registou nos seus jogos caseiros um total de 243 172 espectadores, o que significa uma média de 34 739 por cada um dos sete jogos disputados no Estádio do Dragão. É um número interessante, com tendência para subir na segunda volta, visto que receberemos, entre outros, Benfica, Sporting e Braga.

A Liga Sagres tem sido de fraca qualidade, será pacífico afirmá-lo, mas a competitividade está aí e promete continuar até ao final da temporada. Os grandes perdem cada vez mais pontos com os pequenos e há equipas a quererem fazer-se maiores. É positivo para o futebol nacional que tal suceda e o FC Porto deve responder a essa nova ordem com a competência e seriedade habituais. Nesta altura, a evolução que a equipa tem patenteado faz-me ter confiança no futuro e acreditar que o Tetra será uma realidade lá mais para a frente. Analisando com atenção o calendário portista e comparando-o com o dos nossos rivais directos, esse sentimento sai reforçado. Por todos os ataques que sofreu, sofre e continuará a sofrer por parte da invejosa concorrência, seria um título tão merecido quanto saboroso. Mas não se pode baixar a guarda, a luta vai continuar bem acesa. E domingo, é dia de batalha principal.

16 comentários:

  1. Bruno, análise exaustiva, não descurando nenhum pormenor, nestaq recordação de 15 jornadas intensas, que nos colocaram num carrocel de emoções, entre a frustração e a alegria intensa.

    É verdade que viramos à frente, tendo neste início de 2ª volta a oportunidade de defrontar os 2 rivais nacionais em casa, podendo aumentar a vantagem sobre ambos.

    Clubismos à parte, o Porto tem, apesar de alguns precalços, sido claramente a melhor equipa em prova, pese algumas lacunas no plantel assinaladas no ínicio de época.

    Como dizes, e bem, os Dragões têm uma capacidade regeneradora fantástica. Perdendo o pêndulo do meio-campo para o Atl. Madrid, foram capazes de descobrir, no seu vasto lote de atletas sob contrato, um substituto à altura. Fernando, apesar de alguma tibieza normal nestas andanças, tem vindo paulatinamente a ganhar o seu espaço, impondo-se no modelo de jogo de Jesualdo.

    Este Porto actual, rotinado no modelo de jogo preconizado pelo treinador, tornou-se letal ao jogar com espaços, em transições rápidas, espraiando melhor o seu futebol fora de portas, em confrontos de elevado grau de dificuldade.

    Um clube que, em Fevereiro, se pode gabar de poder vencer [quase] todas as competições onde está envolvido é obra. Claro favorito na Taça de Portugal, vigente campeão em título no campeonato, onde já mostrou que lutará até ao fim pela revalidação do ceptro nacional, pode fazer alguma mossa na Champions.

    Se o campeonato tem sido de uma pobreza franciscana, maculado por grosseiros erros de arbitragem, onde os portistas se assumem como uma das equipas mais prejudicadas, as assistências no Dragão mtram bem o grau de fidelização que o clube atingiu. Um público entusiastas, habituado a vencer, de forma quase incontinente e que, por isso, demonstra uma falta de paciência, em alguns momentos, penalizando o treinador.

    Jesualdo não é, nem nunca será, um homem de consensos. Tem, logicamente, para além da notável experîência, um estilo de jogo padronizado que não agrada a uma ampla maioria. Mas, neste equilíbrio precário nos pratos da balança, tem sido, espantosamente, o porta-voz oficioso dos Dragões, nos momentos de destempero, bradando sem pudor contra arbitragens manhosas, assumindo-se como um crítico de todo o processo que descambou na palhaçada do Apito Final. Dando o corpo às balas, num papel que nunca poderia ser protagonizado por ele, ganhou o respeito de muitos que comungam desta paixão.

    O Porto poderá, como disse acima, abrir um fosso generoso para os seus mais directos rivais. Começando, claro, com uma vitória no Domingo, passando depois por nova vitória caseira, na próxima recepção aos leões de Paulo Bento.

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  2. Não tenho grandes dúvidas. Se se pudesse reproduzir em laboratório as incidências de um jogo de futebol, com todas as suas condicionantes e vectores, o resultado do clássico de Domingo só seria um: vitória clara do Porto.

    Convenhamos: melhor equipa, melhor produção actual a nível de sistema de jogo, melhores valores individuais.

    Num ambiente asséptico, híbrido, a vitória seria sempre nossa. O problema, que coloca algumas eventuais reticências no resultado final, são os factores externos. A arbitragem [e não me agrada nada a escolha do geloso Proença], um abaixamento de forma imprevisível numa pedra base, a eterna roleta da sorte/azar [quem não se lembra do remate de Lisandro ao poste, na Luz, que daria o 0-2?].

    Em condições normais, sem influências externas, o Porto é claramente superior a uma equipa que vive amparada ciclicamente por uma imprensa ávida do regresso a um passado distante.

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  3. O balanço está perfeito, digo eu.

    Agora interessa passar o favoritismo do papel e demonstrar, em campo, de que tipo de aço é forjado o Dragão.
    Já no Domingo, com respeito pelo adversário e indiferença pelo homem do apito.

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  4. Balanço perfeito. Este título vai saber melhor do que nunca

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  5. Época 2008/09
    Treinador - Jesualdo Ferreira
    Jornada 16
    FC Porto - 10V 4E 2D 26GM 12GS 34P

    Época 2007/08
    Treinador - Jesualdo Ferreira
    Jornada 16
    FC Porto - 13V 2E 1D 28GM 5GS 41P

    Época 2006/07
    Treinador - Jesualdo Ferreira
    Jornada 16
    FC Porto - 13V 1E 2D 34GM 9GS 40P

    Época 2005/06
    Treinador - Co Adriense
    Jornada 16
    FC Porto - 11V 4E 1D 28GM 10GS 37P

    Época 2004/05
    Treinador - Victor Fernandez
    Jornada 16
    FC Porto - 9V 4E 3D 35GM 20GS 31P

    Época 2003/04
    Treinador - José Mourinho
    Jornada 16
    FC Porto - 13V 3E 0D 37GM 11GS 42P

    Época 2002/03
    Treinador - José Mourinho
    Jornada 16
    FC Porto - 13V 3E 0D 35GM 12GS 42P

    Analisando os números, verificamos que estamos a fazer a segunda pior época dos últimos 7 anos, para além de ser a menos concretizadora. Pior só a terrível época de 2004/05.

    Eu não estou satisfeito. Acho que se perderam pontos a mais. Não alinho na história da "equipa é nova, blá, blá, blá". Entendo que esta época foi mal preparada com as consequentes dificuldades. Não temos banco. Temos 8/9 jogadores de qualidade e toda época é alicerçada nesse núcleo duro. Os outros servem para fazer número e disputar taças indesejadas. A responsabilidade é de quem? O grande problema é que enquanto se entretêm a analisar a situação actual, os responsáveis do alto dos seus charutos passam impunes.

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  6. SOBRE PEDRO PROENÇA:

    Ainda será sócio?

    Ex-atleta do clube visitante, o árbitro deste Porto/Benfica, escreveu na sua ficha ser um assumido adepto desse mesmo clube, do qual julgo ainda ser sócio. No único jogo entre ambos que apitou, logo na 1ª falta de Fucile aos 2 (!!!) minutos amarelou o nosso lateral condicionando-o num jogo decisivo para os vermelhos (acabou num empate a 1 golo, época 2006/07, na Luz) e em que o golo encarnado que determinou o empate nasceu de um off-side. É também conhecido pelo muito gel que usa (com fixação forte) e pela adoração que tinha por Mourinho expulsando-o do banco em 3 jogos quando o Special One incomodava a imensa legião que agora o venera. É a última esperança dos 6 milhões de Portugueses, vivos ou já falecidos. Espero, sinceramente, que apite pela razão e não pelo coração.



    Publicada por calabote em 10:49 AM

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  7. Bruno Pinto, excelente análise... é o que se chama "um regresso em grande", carago!!!

    Tocas em vários pontos que aposto a grande maioria dos Portistas concordará nas linhas gerais do que aqui evidencias, podendo aqui ou acolá haver uma pequena e natural divergência.

    Penso que o «momento menos bom» já lá vai e que por esta altura, já encarrilhamos, não ainda em velocidade cruzeiro, mas para lá caminhamos a passos largos... o 1º passo para tal objectivo, tem que ser dado já este domingo em casa, trucidando sem apelo nem agravo, o opositor «invejoso, ridiculo e mediocre» que nos visita.

    O meu único receio é apenas um, o qual espero bem que este fds fique completamente arredado de novos episódios nos tempos futuros... o facto do jogo ser «caseiro» e as dificuldades acrescidas que temos tidos nestes últimos. Acredito que este domingo, vamos matar esta 'malapata'... com juros rectroactivos, sem dó nem piedade!!!

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  8. Bruno Pinto:

    Terminas o post da melhor forma:

    «Analisando com atenção o calendário portista e comparando-o com o dos nossos rivais directos, esse sentimento sai reforçado. Por todos os ataques que sofreu, sofre e continuará a sofrer por parte da invejosa concorrência, seria um título tão merecido quanto saboroso. Mas não se pode baixar a guarda, a luta vai continuar bem acesa. E domingo, é dia de batalha principal»

    Encham o Dragão, se fazem favor, todos juntos faremos a diferença.

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  9. Lido no blog do Vila Pouca

    dragaodoente.blogspot.com

    Confesso: gosto deles assim cheios de "tesão", eufóricos, optimistas, a ocuparem todos os espaços nas capas dos jornais... "Suazo acelera para o Dragão", diz o pasquim do Quim Oliveira, cada vez mais parecido com A Bola. O dono, um parolo centralista, que fuma charuto e joga golfe com gente "importante", já se esqueceu das origens e troca jornalistas com dezenas de anos na redacção do jornal O Jogo, no Porto, por Tadeias e afins, que não escondem, sempre que aparecem a escrever ou a comentar, o anti-portismo primário. E que dizer do silêncio ensurdecedor de Manuel Tavares, o director do jornal?
    No jornal do Benfica - leia-se A Bola -, é Aimar em grandes parangonas : "Quero sair líder do Dragão", enquanto na última página, o Freteiro Delgado esse paradigma do jornalismo faccioso, tendencioso, sectário e vermelho, tece grandes elogios à Taça da Liga. Pudera! -Viva o regresso às finais Benfica/Sporting que marcaram o tempo da outra senhora. Viva!
    Para não ficar atrás, o jornaleco da Cofina diz: "Vieira vai ao Dragão ver clássico", aqui desculpem, mas custa-me a acreditar que Rui Costa autorize. É meus amigos, eles andam de candeias às avessas e tudo porque Vieira tinha acertado com o Marítimo a vinda de Marcos já em Janeiro, por troca com Moretto, mas o director desportivo vetou a transferência, para grande desgosto de Vieira, que não se atreveu a contestar. E não se atreveu a contestar, porque sabe que não pode nem deve, sob pena de nas próximas eleições perder o poder, entrar em conflito com Rui Costa.
    Os ataques do Gabriel a Fernando Mãozinhas Seabra, não são inocentes. Aquilo para os lados da Luz promete e nós podemos dar uma ajuda. Mas no meio desta paródia vermelha, há um motivo de grande preocupação e ele chama-se Pedro Proença.

    Vejamos o seguinte:
    Nacional - F.C.Porto, árbitro Pedro Proença,
    F.C.Porto - Marítimo, árbitro Duarte Gomes,
    Belenenses - F.C.Porto, árbitro Duarte Gomes,
    F.C.Porto- Benfica, árbitro, Pedro Proença.
    Isto é: para 4 jogos importantíssimos na luta pelo 1º lugar, duas lindas parelhas lisboetas, com Pedro Proença, benfiquista confesso, a ser nomeado para um jogo que pode ser decisivo na discussão do título. Alguém imagina o que se diria, se fosse ao contrário e em vez de árbitros de Lisboa, fossem árbitros do Porto?
    Estamos atentos, muito atentos e não nos vamos inibir nunca, de clamar contra a vergonha, o despudor e a forma miserável, como o F.C.Porto é sistematicamente tratado, até por os Judas que se venderam por um prato de lentilhas.

    Eu ainda acrecento que no Rio Ave-Porto este geloso fez questão de fechar os olhos a uma mão evidente de 1 defesa do rio ave aos 82 minutos, penalty e 2 pontos roubados ao porto!

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  10. WWW.FCPORTO.PT

    06-02-2009 LABAREDAS
    Será desta?

    Momento alto da temporada, clássico, estádio cheio, espectáculo.
    Neste domingo todos os olhares desportivos vão estar centrados no Estádio do Dragão. Será desta que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional decide entregar o troféu de Campeão ao FC Porto?

    Após a leitura dos jornais dos últimos dias haveria muito para chamuscar, mas despertei com uma ideia em mente. Depois de muitas oportunidades desperdiçadas, o jogo de domingo apresenta-se como excelente oportunidade para a Liga depositar nas mãos do capitão dos Dragões o símbolo do esforço que valeu o Tricampeonato. De resto, dificilmente surgirá melhor momento, tendo em conta a queda para o mediatismo daquela entidade.

    Será desta? Os Portistas e o Labaredas esperam para ver.

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  11. Viva !

    Muitos Parabéns pelo teu texto.

    Caiu no bom momento. A palavra é mesmo balanço. Até o impremi e mostrei. É um trabalho muito sério que, quanto às estatísticas, te deve ter pesado.

    Concordo, praticamente, contudo, exceptuando :

    Eu acho que o Porto sofreu muitos golos nesta primeira volta . Demasiados. Isso é perigoso !

    Não creio que a Liga Portuguesa seja tão fraca quanto o escreves. O que ela não têm é contrato nos mídia europeus.

    Segundo o que vi, até agora,graças a este blog, há excelentes tecnicistas na liga 1.

    Eu acho que a Liga 1 Portuguesa em nada, absolutamente em nada, é inferior ,por exemplo, à Liga 1 Francesa.

    Mas também é verdade que há quem venha logo contratar os bons jogadores aos pequenos clubes, como também há tuberões que vêm buscar jogadores ao Porto.

    Repara ! Seria assunto de tese !

    Ficam aqui os Parabéns pelo teu texto !

    E Viva o Porto !

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  12. Calabote, vai uma aposta em quem vai sair para apitar a partida com o Sporting?

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  13. O Vítor Pereira anda a brincar com o fogo. Nomear Pedro Proença, para o clássico de Domingo e um risco tremendo e é-o porque nunca se sabe qual a forma como funciona o cérebro humano!
    Em Alvalade os dois Penalties foram, na minha humilde opinião, resultado do golo de Tarik e do amarelo a Postiga...Na cabecinha do Xistra começaram a ferver os receios de ser atacado por esses dois momentos, um em que a bola -segundo os outros- estava ainda em movimento quando foi endossada a Tarik, o outro em que Postiga -segundo os mesmos bovinos- não estava em off-side, nem tampouco tocou a bola com a mão!...Isto ferveu em chama acelerada, na panela daquela cabeça feita de complexos Centralistas e deu no que deu...Com 2-1 a cabeça -a panela de pressão- acalmou!...
    Tenho que Domingo a coisa pode arrancar para um lado qualquer!..Cuidado a quem estiver no Estádio, podem ser vítimas de um OVNI/Orbitt!...

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  14. Grande texto!

    Concordo com quase tudo, embora continue a preferir um treinador melhor para a equipa. Mas não sou cego e reconheço o trabalho meritório de Jesualdo Ferreira. E a hora é de apoiar, para sermos campeões no fim da época e eliminarmos o Atlético de Madrid, que está em crise e até mudou de treinador.

    A utilização dos jogadores reflecte bem a importância dos jogadores. Bruno Alves e Rolando têm formado uma dupla de centrais excelente. Depois, Rodríguez, Lisandro, Hulk e Lucho são os jogadores-chave desta equipa.

    Domingo vou ao Dragão, apelo a todos os portistas para irem ao estádio e fazer daquilo um inferno para os pardais. Espero que o Cebola facture e vá dedicar o golo aos No Name Gays e aos Parolos Vermelhos.

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  15. Estilhaço:

    Lucílio Baptista!

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  16. Pois Calabote.
    A música será a mesma só modificando, ligeiramente, a letra.
    Em vez do 'Chamem a Polícia' será 'Chamem o Lucílio'?

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