20 maio, 2013

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Paços de Ferreira 0-2 FC Porto

Liga 2012/13, 30.ª jornada
19 de Maio de 2013
Estádio da Capital do Móvel, em Paços de Ferreira.


Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa).
Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni Fernandes.
Quarto árbitro: Jorge Ferreira.

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Tony, Ricardo, Tiago Valente e Diogo Figueiras; André Leão, Luiz Carlos e Vítor; Manuel José (cap.), Poulsen e Josué.
Substituições: Poulsen por Cohene (24m), Manuel José por Christian (intervalo) e Vítor por Hurtado (74m).
Não utilizados: António Filipe, Caetano, Nuno Santos e Filipe Anunciação.
Treinador: Paulo Fonseca.

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: Defour por Castro (78m), James por Kelvin (82m) e Varela por Liedson (89m).
Não utilizados: Fabiano, Izmaylov, Abdoulaye e Sebá.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Lucho (23m, pen.) e Jackson (52m).

Cartões amarelos: Danilo (17m e 56m) e André Leão (78m).
Cartões vermelhos: Ricardo (22m) e Danilo (56m, por acumulação de amarelos).

É tarefa árdua descrever com palavras o que significou este título para o FC Porto e para as suas gentes. Em retrospectiva, tudo parece agora parece fazer sentido, quase como que saído de um guião típico de finais felizes. Afigura-se impossível, desculpem-me, fazer a crónica somente deste jogo. O jogo na Mata Real só faz sentido e só tem história se for contado o que está para trás, o que nos levou até aqui, o que foi acontecendo até este dia 19 de Maio, onde todas as decisões se concentraram em Paços de Ferreira.

A eliminação da Champions às mãos do Málaga (fruto de uma primeira mão muito perdulária) e os empates na Madeira e em Alvalade trouxeram um grande desânimo a toda a nação portista e alteraram o rumo do campeonato até então. Ficaram bem à vista, nessa altura, as difíceis condições com que Vítor Pereira se foi deparando ao longo de toda a temporada, fruto de um plantel curto e limitado, que teria obrigatoriamente que ser esticado ao máximo até ao final do campeonato. As críticas começaram, então, a cair como água da chuva. Sobre o treinador, sobre os jogadores, sobre os dirigentes. O James não recupera da lesão. Fala-se na saída atabalhoada do Hulk e da não contratação do Lima. Mas principalmente, não esqueçamos, o maior visado é o treinador.

Do outro lado da trincheira, pelo contrário, respirava-se confiança e saúde. Eles tinham as melhores opções, um banco de categoria, estavam em todas as frentes e jogavam o tal futebol-espectáculo. Nós tínhamos um ponta-de-lança e meio e eles tinham três ou quatro matadores, já para não falar nos extremos sempre em alta rotação e prontos a entrar. Nós, por cá, antes dos jogos frente ao Braga de José Peseiro, estávamos com a neura. Apreensivos, meio abatidos, pouco confiantes, sem a chama que nos caracteriza. Mas, bem lá no fundo, com a crença ainda viva, embora escondida, prestes a soltar-se cá para fora à primeira oportunidade. É nesse jogo, em casa, que se ouve falar pela primeira vez de um rapaz chamado Kelvin, de cabelo estranho, ar de moleque e corpo franzino. Faz dois golos ao cair do pano e conquista três pontos para o Dragão. Mais não faz do que alimentar a crença, reacender a chama, pôr-nos a acreditar no impossível.

Logo de seguida, novo desânimo. Perdemos a Final da Taça da Liga frente ao mesmo Braga, num jogo estranho, e a chama volta a enfraquecer, a confiança esvai-se e regressa a apreensão. Do lado contrário, o cortejo continua triunfal. Dispunham de um panzer todo-o-terreno a meio-campo e estavam na Final da Liga Europa e na Final da Taça de Portugal. Em suma: estavam galvanizados. E aplicavam a nota artística. Não importa que tenham ganho aos leões com uma grande “capelada” à mistura. Eles, aliás, não ganham. Eles atropelam os adversários. Eles trituram os oponentes. Eles são um rolo compressor.

Até que vão à Madeira e, após uma primeira parte atribulada, ganham o jogo com um golo na própria baliza já perto do final do jogo. Festejam como se já fossem campeões. Atónito, esfrego os olhos, belisco-me para crer no que estou a ver. Mas sim, é verdade. Ainda faltam três jogos e eles já fazem uma “rodinha” aos saltos e aos abraços. Erro crasso, penso. Isto costuma dar azar, concluo. Mas se calhar sou eu que sou doente pelo Porto e ainda acredito no impossível.

Afinal de contas, como ainda ter esperança? Quem será capaz de derrotar o mestre da táctica? Como vencer esta equipa trituradora? Haverá antídoto para esta máquina de jogar futebol? Os jornais e as televisões dizem que não, que eles são do melhor que há, que o médio deles vai sair por 40 milhões, o central por 20 milhões, que o nosso treinador não está à altura, que faltam soluções, que o Jackson está cansadíssimo, que o Liedson e o Izmailov foram más contratações, que muita coisa tem que ser repensada para os lados das Antas.

Chega a nossa vez de ir jogar à Madeira, à Choupana. Resolvemos o jogo na primeira parte e ficamos, no sofá, a aguardar pelo desfecho – mais que esperado – do jogo deles frente ao Estoril. A nossa crença vai crescendo à medida que os minutos para os 90 vão diminuindo. Será possível? É mesmo. O jogo acaba e parece que um terramoto varreu aquele estádio com problemas de iluminação. Olhares no vazio, silêncio sepulcral, caras franzidas, medo estampado na cara. Falar no que se passou depois é dispensável. Cada um viveu-o à sua maneira. O “ides sofrer como cães”, tão popularizado nos dias que anteciparam o clássico no Dragão, mais não foi do que chamá-los à realidade. Já sabemos que a doença de que padecem é terem de jogar futebol. Porque de resto, são os melhores do mundo. Mas, chatice das chatices, ainda são obrigados a ganhar jogos no relvado. Ainda são obrigados a jogar contra todas as equipas do campeonato, a duas voltas, durante 90 minutos. De resto, já se sabe, são os melhores do mundo. O problema é essa maldita teimosia de os obrigarem a jogar a bola. Ainda para mais, de os obrigarem a jogar depois da hora, nessa tal “novidade” que se chama descontos de tempo. Ai, se isto fosse como no antigamente!...

Diz o poeta Manuel Alegre, curiosamente adepto do clube do milhafre, que o 25 de Abril de 1974 foi o único dia da sua vida em que viu desconhecidos na rua a abraçarem-se, entre sorrisos e lágrimas. Manuel Alegre não é portista, pelo que não pôde verificar com os seus próprios olhos que não é bem assim. Também no dia 11 de Maio de 2013, desconhecidos se abraçaram, dentro de um estádio de futebol, mais concretamente ao minuto 92, celebrando aquela que foi a nossa revolução, o nosso grito de revolta perante todo o circo instalado de festas antecipadas e de reservas de festejos por antecedência. A alma e a mística portistas concentraram-se naquele momento no remate de pé esquerdo do miúdo Kelvin, na passada, de chofre, sem pedir permissão e sem dó nem piedade. Cruel, de facto.

Antes da última jornada, eles ainda vão a tempo de perder mais uma final europeia. Antes do jogo, os jornalistas e comentadores diziam que eram os favoritos. Favoritos? Contra o Chelsea campeão europeu?!, penso algo surpreendido. Sim, eram, porque tinham mais equipa e não apenas individualidades. Começam a todo o gás, porque eles não disputam jogos. Eles atropelam os adversários e são uma máquina tritutadora. No fim, voltam a perder o jogo aos 92 minutos. Cruel de novo, de facto. Começa o delírio colectivo. É o azar. É o número 92. É a maldição de um treinador de há 50 anos. É o Jesus que é pé frio. A desresponsabilização total. Não se referem aos festejos antecipados nem à falta de humildade. Mas lá está, tirando os descontos e o azar, são os melhores do mundo.

Entretanto, na Sexta, a equipa de andebol deles vem jogar ao Dragão Caixa. O Porto, para ser campeão nesse jogo, precisa de ganhar por três golos de diferença. Vencemos por 26 x 23 e somos PENTA. Aqui não há minuto 92, mas foi azar com certeza. Um em três. No Sábado, coincidência das coincidências, a equipa de hóquei em patins deles vem jogar ao Dragão Caixa. O Porto, se ganhar, é Ccampeão. Vencemos por 7 x 3 e, depois de um ano sem ganhar, resgatamos o título de Campeão Nacional. Em doze épocas, 11 títulos são azuis e brancos. Não há minuto 92, não há Jesus, não há maldição, não há descontos, mas foi azar outra vez. Dois em três.

Domingo. Chega a jornada final. Acordei cedo, sem bilhete. Seguindo o exemplo do meu clube, não deixo de acreditar. A esperança não morre. Ligo a dois amigos de infância, irmãos, ambos sem bilhete, e convenço-os a irmos a Paços de Ferreira receber a equipa e, quiçá, arranjar bilhetes para o jogo de todas as decisões. Não festejamos os bilhetes por antecedência, mas acreditamos que é possível. Chegamos cedo e entramos num café para refrescar as gargantas com um fino, como não podia deixar de ser. Vamos dar uma volta pelas imediações no estádio, à espera do impossível, a um preço decente. Até que pára um candongueiro mesmo à nossa frente e diz que tem três bilhetes para vender e que os tem que despachar. É o nosso momento Kelvin. Negócio fechado e três bilhetes para o título.

O FC Porto não foi jogar esta final a Paços de Ferreira. Foi ganhá-la. Conforme consta nos pergaminhos do clube. Lucho e Jackson selaram o título portista, entrando para a História como a terceira equipa em Portugal que termina um campeonato sem derrotas. Aliás, apenas a título de curiosidade, o TRI-Campeonato apenas tem uma derrota (em Barcelos) num percurso de 90 jogos, o que diz tudo sobre a hegemonia azul e branca dos últimos anos.

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta, lembram-se? Três em três.

PENTA (andebol). RESGATE (hóquei). TRI (futebol).

Despeço-me de todos, para férias de futebol, com uma frase do nosso grande treinador Vítor Pereira, obreiro maior deste saboroso título, prestando-lhe aqui a minha homenagem: “A sorte dá muito trabalho”.

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

VÍTOR PEREIRA:

Na sala de imprensa do Paços de Ferreira, Vítor Pereira surgiu acompanhado de toda a sua equipa técnica e pediu desde logo desculpa aos jornalistas, porque queria “falar pouco”. Para além de deixar agradecimentos a todos os que auxiliaram este percurso rumo ao “tri”, o técnico quis colocar os holofotes sobre os jogadores, que “trabalharam e acreditaram muito”.

Sentimento de tricampeão
“Vou falar pouco, mas é a vontade que tenho e quero é festejar com os nossos adeptos. Fundamentalmente, vou aproveitar para agradecer a esta equipa técnica maravilhosa, que me apoiou sempre e que merece tudo. Vou agradecer às nossas famílias, às famílias dos jogadores e de toda a gente que sofre connosco. Queria agradecer à administração, ao nosso presidente, ao clube e a toda a estrutura, a todos os que nos acompanharam neste momento e não estão aqui, porque não são visíveis, mas trabalharam muito para mais um título. Gostava de agradecer aos nossos adeptos e à massa associativa, pela crença, por nos apoiarem sempre e particularmente às nossas claques, que estiveram sempre connosco.”

Luzes sobre os jogadores
“Queria chegar ao final sem ter necessidade de falar de mim. Falem vocês, analisem, digam o que entenderem. Não sinto necessidade nenhuma de falar de mim. Sinto necessidade de falar dos meus jogadores, da minha grande equipa. Estes jogadores têm grande qualidade e é um privilégio trabalhar com eles, pela sua qualidade e carácter. São eles que hoje têm de ter as luzes sobre ele. Estes jogadores merecem, trabalharam muito e acreditaram muito.”

Méritos e deméritos
“Não consigo dizer agora até onde vai o nosso mérito e demérito dos outros. O que digo é que somos campeões com todo o mérito e merecemos o título.”



RESUMO DO JOGO

24 comentários:

  1. Campeões olé

    ResponderEliminar
  2. Grande analise feita por RAM.Não diria melhor.Somos PORTO.Invictos.Nobres.Parabéns e obrigado a todos que aqui colaboraram.Abraço especial ao autor desta crónica.Saudações portistas.Viva o PORTO.

    ResponderEliminar
  3. Post delicioso!!!!!!Traduz fielmente o que tivemos que aturar dos lampiões!!
    Venha o TETRA!!!!

    ResponderEliminar
  4. Para já: EXCELENTE!

    Abraço amigo.
    BIBÓ PORTO!

    ResponderEliminar
  5. O mérito de um Campeão e um Rio que não desagua no reconhecimento…
    Não é promiscuidade, nem se trata de relações devassas entre política e futebol, quando um Município abre as portas a uma instituição da cidade que, pelo que fez e faz, honra o burgo, as suas gentes, o país. Era o que mais faltava que, em nome de uma moralidade bacoca e por causa de imoralidade infundada, as entidades oficiais não pudessem valorizar e aplaudir quem o merece. Que é que se faz por essa Europa fora? Qual é a edilidade de uma pequena ou grande cidade que em Espanha, França, Alemanha e Itália não se compraz com um vencedor da terra? Só no Porto, por via de um Rio que nunca mais desagua…

    ResponderEliminar
  6. Bom dia pessoal , agora que ganhamos o tri , podemos respirar fundo e dizer ( que sorte tivemos este ano e o passado tb ), meu desejo e que este treinador va embora , o varela a mesma coisa , nao jogou nada duraante toda a epoca .

    Saudacoes Portistas a todos .

    BIBO PORTO CARAGO

    ResponderEliminar
  7. Ó Filipe, seria bom leres os posts mesmo até ao fim pois tens lá a tua resposta à tal de sorte que tu mencionas.

    “A sorte dá muito trabalho”.

    Ou se ñ entenderes fica tb. em PORTOguês curto e grosso.
    Bai dar banho ao cão!!!

    ResponderEliminar
  8. Grande post!!! Para o ano há mais. Ontem estive nos aliados e Dragão, mas gostava de mandar um grande abraço para os Dragões que ontem festejaram no Marquês de Pombal, se pudesse também lá festejava!

    Grande abraço para a Nação Portista.

    ResponderEliminar
  9. Este texto exprime perfeitamente as emoções vividas ao longo da época. Eles são os maiores do mundo e universo em todos os desportos, tem é o azar de ter de jogar contra nós. Temos pena.

    TRI!

    ResponderEliminar
  10. Olha a cabeça do lampião, continua a inchar;)

    ResponderEliminar
  11. Excelente post.
    Final de época maravilhoso ;)
    Próximo domingo, minuto 92, está escrito nas estrelas...

    ResponderEliminar
  12. O desprezo e a desvalorização por parte dos nossos rivais e imprensa aliada é o espelho perfeito do tamanho da nossa glória!

    O ódio que despertamos nessa gente é inversamente proporcional ao que somos...os melhores!

    Estou-me nas tintas para o que pensam do nosso FCP...interessa-me o que REALMENTE somos: UM EXEMPLO!!

    Excelente texto de retrospectiva, ao qual apenas acrescento um desejo sincero para a próxima época: QUE VP fique! Que lhe seja dado um plantel, pelo menos ao nível do de Villas-Boas! Que todos os portistas lhe saibam reconhecer os méritos e exagerar menos nos defeitos! Que se lembrem de que VP é UM DOS NOSSOS e que sente o clube no coração!...

    E...pode ser que venha o TETRA e que, num sonho LINDO, DISTANTE mas...POSSÍVEL, possamos todos ir à final da Champions do próximo ano, apenas é só (hehehe) por ser no nosso salão de festas preferido! Não digam que não era ÉPICO???!!!

    Parabéns a toda a equipa de futebol, andebol e hóquei pelo brio que demonstraram. Se no futebol, nem sempre foi como gostaria, no andebol e no hóquei...não tenho palavras!

    E parabéns ao clube, particularmente à direcção, que por vezes critiquei, não por bater por bater mas, sobretudo porque acredito que os adeptos devem sempre apontar e tentar corrigir o que está mal, pelo menos alertar para isso! Este clube vive de títulos...porque é EXIGENTE! Porque quer MAIS ganhar do que todos os outros!

    O meu último desejo para esta época é vencer a Taça de Portugal em andebol e hóquei e, sobretudo, a CHAMPIONS em Hóquei! É em nossa casa, já a merecemos há MUITO tempo e...TEMOS EQUIPA par isso!!!

    BIBÓ PORTO!

    ResponderEliminar
  13. 7º título de campeão nacional, o 3º consecutivo, o 7º em 8 anos…
    De facto, o ciclo hegemónico que muitas cabeças pensadoras, após o FC Porto falhar o penta-campeonato em 2010, julgaram estar a acabar-se, efetivamente não só não acabou como intensificou-se de uma forma esmagadora!

    O FC Porto nos últimos 3 anos tem sido a melhor equipa do campeonato português para qualquer pessoa minimamente seria e normal… Em 10/11 foi esmagadoramente superior a todas as outras… Em 11/12 e 12/13 foi mais forte o suficiente para acabar com mais pontos que todas as outras. Nesses 3 anos apenas perdeu um jogo… contra bruno paixao em Barcelos…

    E começa a ser muito embaraçoso para os nossos adversários arranjar desculpas para as vitórias do FC Porto campeonato após campeonato, época após época. Onde uns se acagaçam e falham rotundamente, o FC Porto resolve sempre a seu favor, diz sempre presente nos momentos decisivos.
    E mais do que tudo, o FC Porto foi novamente mais competente esta época. Foi melhor equipa, aquela que mais se assumiu nos momentos fundamentais, aquela que nunca fez anti-jogo (nunca vi VP a mandar um jogador deitar-se ao chão), aquela que melhor soube conjugar as vitórias contra os Moreirenses e Setubais e também os jogos mais difíceis, como contra o Braga e o slb…

    Ninguém conseguiu ganhar ao FC Porto neste campeonato. O FC Porto foi a melhor defesa, teve a 2ª melhor diferença de golos (56 contra 57) e foi a equipa mais regular do campeonato. Acabou com mais um ponto que o 2º classificado e isso bastou-lhe para ser campeão.

    Podemos estar aqui às voltas, podemos até (e haverão tantos anormais que o irão fazer nestes próximos dias) falar de arbitragens, da faltinha X ou Y, do fora-de-jogo C ou D… Mas é evidente que um campeonato destes, em que existiram 2 equipas e o resto praticamente foi paisagem, só poderia ser decidido nos duelos entre estas equipas. E nos duelos entre estas duas equipas o FC PORTO FOI MELHOR! No jogo do galinheiro, o FC Porto dominou e silenciou os 60.000 que se preparavam para festejar um aumento de vantagem na liderança. Não só não festejaram como viram um FC Porto melhor em campo, destemido e mais dominador. Nesse jogo foram vários os erros de arbitragem, todos eles contra o FC Porto.

    Finalmente, no jogo que praticamente decidiu o campeonato, o slb tinha oportunidade de acabar com o campeonato, vencendo no Dragão. Mas não, preferiu jogar à Gil Vicente, todo fechadinho, com o GR a fazer anti-jogo durante 90 minutos, com os lançamentos de linha lateral a demoraram uma eternidade e com vários, vários jogadores caídos a necessitarem de assistência medica. E foi um FC Porto a querer ganhar o jogo, é certo que por vezes sem muito discernimento, mas a única equipa a querer jogar, a querer ganhar e relançar o campeonato. E foi um FC Porto que venceu com um golo limpo dentro do tempo regulamentar e que ajoelhou jesus perante o treinador mais injustiçado da história do FC Porto. Digo-o agora sem qualquer tipo de provocação, nem qualquer tipo de “viram como eu tinha razão que sempre defendi o homem”… Digo-o porque na realidade foi isso que aconteceu…

    Sim estou muito contente, foi dos títulos mais saborosos em toda a minha vida pela sua dificuldade e por ter sido ganho a quem foi e da maneira que foi… Mas perdoem-me se sou desmancha-prazeres ou tenho mau feitio, nem tudo está mal quando se perde, nem tudo está bem quando se ganha… Passaram-se coisas ao longo destes últimos 2 anos que me desagradaram muito enquanto Portista… Atitudes, comportamentos que acho sinceramente que esta equipa e este treinador não mereciam… Porque esta equipa e este treinador foram bi-campeões, sem espinhas, com imenso trabalho e uma tenacidade a todos os níveis extraordinária… Seria bom que aqueles que insultaram a equipa nos momentos menos bons, pelo menos hoje tivessem algum decoro e colocassem a mão na consciência…

    ResponderEliminar
  14. Falta dizer que também tivemos o melhor marcador do campeonato e claramente o melhor ponta-de-lança da prova, um rapaz chamado Jackson…

    Falta também dizer que o FC Porto teve o melhor central do campeonato, um rapaz chamado Mangala…

    Falta dizer que o FC Porto teve o melhor centrocampista da prova, um rapaz chamado Moutinho…

    A todos os outros a minha sincera homenagem porque também fizeram um excelente trabalho… Que me perdoem os outros, mas destaco pela sua enorme qualidade, classe e importância na equipa, um rapaz chamado Lucho! Enorme jogador, enorme HOMEM!

    De referir também que nos últimos 3 anos, o slb não ganhou uma única vez ao FC Porto para o campeonato… A minha inteligência não permite compreender como é que ainda existem pessoas que ainda não perceberam porque é o que o slb não consegue ganhar campeonatos…. Caras criaturas, o slb não consegue ganhar ao FC Porto de modo nenhum… Há 3 anos que tenta, há 3 anos que não consegue…

    Para terminar deixo apenas uma mensagem aos anti-Portistas: continuem o vosso trabalho de anti-Portismo primário… Continuem a divulgar escutas à margem da lei de um processo judicial mais que resolvido… Continuem nos programas televisivos a espumar ódio contra o FC Porto… Continuem a fazer capas de jornais que tresandam a anti-Portismo… Continuem o vosso belíssimo trabalho, porque também graças a vocês as vitórias tem um sabor muito melhor! Obrigado a todos vocês!

    FC PORTO, SEMPRE!!!!!!!!

    ResponderEliminar
  15. AMO-TE PORTO! Mais nada...

    FaisKa26

    ResponderEliminar
  16. Num campeonato disputado ao sprint, só a cultura do F.C.Porto, um clube de resistentes e não de desistentes, permitiu este título tão saboroso. É esta cultura que temos de passar, constantemente, consolidar e não permitir que seja disvirtuada nunca, que nos tem distinguido. Fomos uns campeões invictos, justos, sem mácula. Três títulos nas principais modalidades que praticamos ao mais alto nível, em três dias dias seguidos, e de fortes emoções, distinguem-nos como um clube à parte no panorama do desporto português. O Porto é isto. Coitados de quem não perceber.

    Abraço

    ResponderEliminar
  17. Tri Campeões
    Tri Campeões
    Tri Campeões

    Sexta, sábado e Domingo sempre a festejar, não conheço outro clube igual.

    Parabéns ao FC Porto que encontrou o rumo no momento certo, Parabéns aos apoiantes que não desistiram, Parabéns ao nosso Treinador que consegue um grande feito no nosso clube.

    Meus amigos BiBOPorto Carago

    ResponderEliminar
  18. Sim, vencedor justo e sem mácula, contra tudo e contra todos.

    No entanto, não deixo de registar que a equipa teve uma quebra abrupta, incompreensível, que poderia ter sido fatal e mesmo fazendo uma ponta final de muita regularidade, nunca conseguiu exibir-se com o brilhantismo que chegou a entusiasmar.

    Ainda bem que conseguiram acreditar até ao fim, quando eu próprio já temia não ser possível, ainda por cima com as papoilas saltitantes a beneficiarem de Capeladas e Baptistadas.

    Somos Campeões e o resto são tretas:

    TRI TRI TRI


    Um abraço

    ResponderEliminar

  19. Boa Tarde AMIGOS

    Ontem fiz com outros amigos 500 Kms para assistir a mais uma alegria do nosso PORTO. Pessoalmente não quero saber se o PORTO jaga bonito se joga feio se é mais por aqui ou por ali. O que eu quero é que final de cada campeonato o FCPORTO esteja á frente de cada um dos adversarios nas varias modalidades. E este fim de semana que começou na sexta foi deveras sublime. Ganhamos o que tinhamos que ganhar ponto final somos Campeões somos melhores que os carneiros e afins. Por isso todos são os meus herois porque todos deram o seu contributo para a causa. Por isso digo e friso fORÇA PORTO UNIDOS VENCEREMOS SÓ UNIDOS PODEMOS VENCER
    276mqj

    ResponderEliminar
  20. Excelente post RAM. Parabéns

    ResponderEliminar
  21. Parabéns por este magnífico texto com alma !


    Abraço

    ResponderEliminar
  22. ISTO É SER PORTO.EM 4 JOGOS O "MESTRE DA TATICA" NAO GANHOU NEM 1 AO "TOLINHO" DO VITOR PEREIRA.SE SAIRES SAIS EM GRANDE,TENS O TEU NOME GRAVADO A OURO NA HISTORIA DO NOSSO GRANDE CLUBE.SOMOS UMA NAÇÃO

    ResponderEliminar

  23. @ Rodrigo

    quem escreve assim não é gago :D

    e votos de boas férias e bom descanso :D

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar
  24. Excelente texto.Descreve bem tudo o que se passou nesta época que acabou em beleza.O RAM já nos habituou a estas magnificas análises.Melhor seria impossivel.Este PORTO também dá azo a que tudo o que se diga sobressaia.Estou feliz por tão bela época e concordo inteiramente que Victor Pereira foi o obreiro deste campeonato.Estamos todos de parabéns.Viva O nosso grande clube.

    ResponderEliminar