06 maio, 2014

OFICIAL - Lopetegui é o novo treinador do FC Porto

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06/05/2014

Julen Lopetegui é o novo treinador do FC Porto. Tem 47 anos e é natural de Asteasu, Guipúzcoa, no País Basco, em Espanha. Apresenta no currículo, enquanto treinador, um título de Campeão da Europa de Sub-21 (2013) e de Campeão da Europa de Sub-19 (2012) pelas selecções jovens de Espanha (onde esteve entre 2010 e 2013) e conta com passagens pelo Rayo Vallecano, na Segunda Liga espanhola (2003/2004) e pelo Real Madrid Castilla (2008/09).

​Como jogador, actuou como guarda-redes e passou pela Real Sociedad, Real Madrid Castilla, Las Palmas, Real Madrid, Logroñes, Barcelona e, por fim, Rayo Vallecano, onde terminou a carreira. Conquistou, enquanto futebolista, uma Taça das Taças (pelo Barcelona, em 1996/97), um Campeonato espanhol (ao serviço do Real Madrid, em 1988/89), uma Taça do Rei (Barcelona, 1996/97) e quatro Supertaças espanholas (1989, 1990, 1994 e 1996, ao serviço de Real Madrid e de Barcelona).

Na sua passagem pelo Barcelona foi treinado por Bobby Robson (cujo adjunto era José Mourinho) e foi companheiro de equipa de Vítor Baía.

fonte: fcporto.pt



Lopetegui: “Queremos ser protagonistas em todas as competições”

​Julen Lopetegui foi apresentado, esta terça-feira, como o novo treinador do FC Porto. O técnico espanhol, de 47 anos, foi anunciado como o sucessor de Luís Castro pelo presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa, em conferência de imprensa realizada no Auditório José Maria Pedroto, no Estádio do Dragão, e disse que “é um prazer, um orgulho, uma responsabilidade enorme e um desafio enorme ser parte da história” do clube.

​Na presença da direcção e da administração do FC Porto, o treinador basco começou por pedir desculpa por não falar em português e revelou a sua satisfação por fazer parte do clube: “É um prazer e uma honra. Vou fazer parte da história deste grande clube e confesso que gostava de conseguir acompanhar metade da energia demonstrada pelo presidente. Gostava de agradecer e demonstrar todo o meu respeito por Luís Castro, que fez um trabalho magnífico, bem como ao Rui Barros, a toda a estrutura e referir que, a partir de agora, sou um mais adepto do FC Porto e que somos Porto”.

Julen Lopetegui acrescentou que a sua prioridade é “analisar muitas das coisas que se passaram este ano” e só depois tomar decisões: “Temos uma ideia de jogo que queremos implementar, uma filosofia, mas entendendo o contexto e o tipo de jogador que vamos encontrar. Sobretudo, queremos ter o esforço e compromisso de todos, principalmente dos jogadores, para sermos protagonistas em todas as competições e em todos os jogos que realizarmos”.

O técnico nascido no País Basco disse ainda que, em termos pessoais, era “um prazer, um orgulho, uma responsabilidade enorme e um desafio enorme ser parte da história” do FC Porto e, não fazendo promessas, fez ver os ingredientes do caminho que pretende trilhar: “Vamos ter energia, ambição, força, e quero agradecer as palavras do presidente, do Antero Henrique e de terem confiado na minha pessoa. Vamos trabalhar no duro para dar alegrias aos adeptos e voltar a ser uma equipa vencedora”.

Nesta primeira conferência de imprensa, Lopetegui fez eco das palavras de Jorge Nuno Pinto da Costa - “É melhor perder de vez em quando do que ganhar de vez em quando” – e mostrou-se sintonizado com a história e filosofia do clube: “Este clube está acostumado a ganhar e vamos tratar de fazer tudo para voltar a ganhar. O passado do FC Porto é glorioso e vamos aproveitar o passado, a força, para passar essa responsabilidade a todos e dar continuidade a essa história. Queremos criar uma equipa sólida, compacta, com uma filosofia de jogo completa, que iremos, pouco a pouco, implementar”.

Não querendo falar já da reforços e dispensas – “ainda há um jogo no sábado” -, o treinador quer potenciar o “talento dos jogadores” para que esteja ao serviço da equipa: “Se a equipa funciona, o talento sai valorizado. Também o treinador e os jogadores saem valorizados. O FC Porto sempre vendeu e comprou bem e estou seguro que assim vai continuar”.

Chegado a um clube depois de estar a trabalhar nas selecções de Espanha, onde teve “uma experiência enriquecedora”, Lopetegui fez ainda uma curta análise ao seu conhecimento do campeonato em que se vai estrear: “O meu trabalho é conhecer rapidamente o campeonato português, que até é um campeonato de que gosto. Tem equipas fantásticas, com bons treinadores e excelentes jogadores, pelo que conheço a liga e vou acompanhando. Vamos tentar construir a nossa história e o passado pode ajudar-nos a construir o presente e o futuro”.

A equipa técnica de Julen Lopetegui será composta pelos assistentes Juan Carlos Martínez, Julian Calero, Rui Barros e Juan Carlos Arevalo (treinador de guarda-redes).



Pinto da Costa: Lopetegui “foi a primeira, a segunda e a terceira escolha”

​Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, apresentou o novo treinador do FC Porto, Julen Lopetegui, como alguém em quem ele próprio e a administração da SAD depositam “a máxima confiança” para levar novamente o clube a atingir o êxito. O presidente aproveitou para agradecer o trabalho de Luís Castro à frente do clube e disse que Lopetegui “era a primeira, a segunda e a terceira opção” para as próximas três épocas.

​“É com todo o prazer que vos apresento o novo treinador, que creio que não precisará de apresentações devido à sua carreira vitoriosa em Espanha e em quem depositamos a máxima confiança. Daí o facto de termos feito um contrato de três anos, porque queremos construir uma equipa sólida e que nos dê garantias de voltarmos a ser o que temos sido. Queremos continuar a perder de vez em quando e não a ganhar de vez em quando. Lopetegui apresenta-se aqui hoje com a sua equipa técnica, da qual fará parte Rui Barros, um homem da casa que todos conhecem”.

Jorge Nuno Pinto da Costa não esqueceu o actual treinador dos azuis e brancos nesta conferência de imprensa: “Queria ter uma palavra para com Luís Castro. Volta ao seu lugar depois de, interinamente, ter a posição que teve com coragem e sacrifício que poucos aceitariam, e vai ser um colaborador directo como treinador da equipa B, onde já fez um excelente trabalho. Deixo-lhe aqui o meu obrigado. Tinha muita consideração por si e hoje tenho ainda mais pelo espirito de sacrifício, coragem e dignidade com que abraçou o projecto”.

O presidente do clube foi claro no apoio a Julen Lopetegui nesta apresentação do treinador: “Temos aqui toda a administração e direcção do FC Porto, numa demostração inequívoca de coesão e de que estamos unidos para enfrentar o futuro. O mister já terá visto que temos muita gente hostil ao FC Porto e naturalmente isso, para nós, não é um obstáculo, é um estímulo. Uma das razões pelas quais me proponho a este desafio é que me põem como moribundo e estão, na verdade, a colocar-me um desafio que quero abraçar, com um espírito como se fosse iniciar novos 32 anos à frente do FC Porto”.

O presidente do FC Porto dirigiu ainda algumas palavras aos que “são pagos para dizer mal”: “Espero que vivam muitos anos e que possam continuar a ter necessidade de nos combater e de terminar vários ciclos, como já fizeram muitas vezes. Estamos aqui todos, técnicos e dirigentes, para mais este desafio, com uma grande vontade de vencer e grande entusiasmo e é isso, mister, que prometemos e que esperamos de si”, afirmou, olhando para Julen Lopetegui.

Em jeito de balanço da época que agora termina, o presidente foi sucinto: “O que falhou esta época foi não ganhar como é costume – esse é que foi o falhanço. Quando se ganha, ganham todos; quando não se ganha, não se ganha por todos e cada um teve a sua responsabilidade”. Assumindo a sua admiração pelo futebol espanhol – “três das quatro equipas finalistas das duas provas europeias desta época são espanholas” -, Jorge Nuno Pinto da Costa aproveitou para dar a conhecer o currículo do novo técnico e que o espanhol foi a sua única opção: “Não é por acaso que a Espanha, com este treinador, venceu dois anos seguidos títulos europeus de Sub-19 e Sub-20 e é, para mim, a melhor liga do mundo. Por isso recaiu em Lopetegui a minha escolha. Quando o contactei disse-lhe que era a primeira, a segunda e a terceira opção, e não lhe dei margem para recusar. Definido o perfil do treinador e os objectivos, tive duas situações para fechar: garantir o novo treinador e ter Luís Castro no FC Porto B”.

Desvalorizando o facto de ser um treinador estrangeiro, porque “o futebol é universal e o FC Porto, comigo, já teve êxitos internacionais com treinadores portugueses e também com treinadores estrangeiros (Fernández, Ivic) e tive outros treinadores estrangeiros que deixaram grandes marcas (Robson)”, Pinto da Costa disse ter sentido empatia com o treinador desde o primeiro momento: “Tivemos vários encontros, em que nos identificámos e nos quais ele próprio me disse o que pretendia para o futebol da equipa e fiz a minha escolha. O importante é que ele tem de se enquadrar nos nossos desejos e ambição, e com a nossa marca”.

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