10 maio, 2009

Match-Point azul... energia do Tetra!!!

Depois de meses a fio a trocar a bola, num ping-pong de passes curtos, mesclado de transições e variações de flancos explosivas, obrigando a maioria, se não a totalidade dos seus rivais, sobre um qualquer relvado a vascular, acantonarem-se e aglutinarem-se sobre as imediações da sua área com o único propósito de evitarem o TETRA, o Dragão serviu-se na Madeira para fechar o Campeonato.

Três são os pontos que nos separam do objectivo máximo da época, três as partidas que restam para cumprir tal desígnio, deixando bem patente as dificuldades que os adversários têm para no mínimo levar as decisões da Liga para algo que se assemelhe ao tie-break, dando assim um ar de equilíbrio que há muito sabemos não existir em terras lusas.

E o Challenger até nem começou bem. Os azuis e brancos deixaram que os break-point se sucedessem até ao break intermédio no usual título de Campeão de Inverno. Por essa altura, foram muitas as bolas golpeadas com direcção aos postes ao invés de beijarem a net (rede), mas o Dragão não permitiria muitos mais passing-shots. Em Kiev, um smash de Lucho foi a pedra de toque para sucedâneos winners até ao acumular de inúmeros set-points.

Domingo, o jogo do título começa zero a zero, mas na contagem dos pontos para os directos adversários, há muito que o Dragão leva vantagem tipo 40-0, faltando apenas um ace para fechar com eficácia mais um Championship.

Ainda que nos meandros do ténis, exista quem tenha na parede o seu adversário menos cotado, domingo, no anfiteatro azul e branco, os Dragões não jogam sozinhos e o rival até se afigura obstáculo coriáceo e bem apetrechado, capaz de nos travar os intentos e festejos.

Jesualdo considera os alvinegros opositor ideal, não por uma questão de menosprezo, mas por considerar que o contendor desperta nos seus pupilos um quadro de premissas capazes de os fazerem entrar em campo mais concentrados e abstraídos do clima de romaria envolvente.

Em boa verdade, Nacional rima com friozinho na espinha, facilmente me assolam o espírito, as goleadas impostas pelo emblema do clube insular no Dragão, nas últimas épocas.

Manuel Machado não foi autor de tais proezas, mas o desempenho técnico e táctico da sua equipa este ano, não deixa adivinhar facilidades, num onze que não deve fugir muito ao escalonado na pretérita jornada, assente numa estratégia de defender bem, onde privilegiará depois as transições rápidas e a capacidade goleadora de Nené.

Não será surpresa na estratégia do técnico Nacionalista, a normal linha de 3 defesas, onde os laterais terão a dupla missão de enriquecer não só a capacidade de bloqueio no meio campo, mas também conferir uma arrumação nas laterais quando em momento defensivo, sem nunca descurarem as incursões ofensivas, onde Alonso é peça influente, sendo um dos melhores assistentes da Liga.

Se aguentarem o choque inicial, o jogo eleva-se para o patamar mais querido dos insulares, aonde ali, o 3x1x4x2 de Machado vai viver dos naturais e competentes movimentos de contra-ataque, onde Mateus e Ruben Michael, são a par de Luís Alberto, as pedras basilares no esquema furtivo de engodo pelas redes contrárias.

No outro lado da contenda, o Dragão das últimas jornadas, por entre a ânsia, remoído pelo normal nervosismo de quem tem o TETRA ao fundo da Alameda, mas ainda longe de se poder enfarpelar em trajes de gala, um onze batalhador, consciente e concentrado na sua missão de com o seu futebol ligar à corrente as mais de 50 mil vozes, para em uníssono se ouvir outra vez, “Campeões, Campeões, nós somos Campeões!!!!”.

Se ano após ano, as quinas de Campeão nos envaidecem e são tradição, dei comigo a pensar que também tem sido apanágio do marketing Portista, adaptar um tema da música ligeira Portuguesa, como corolário dos sucessos azuis e brancos no campeonato. Eles foram “Os Filhos do Dragão”, “Esta Vida de Dragão” ou “É só um pouco mais de Azul”.

Assim tomei a liberdade de alvitrar, contrariamente à minha habitual participação neste espaço, não sobre as competências técnico/tácticas dos Dragões para a partida deste Domingo, mas sobre a música que poderia servir de pano de fundo a época do TETRA… “Espelho de Água”, canção que dá voz à campanha da EDP.

“Olhos bem abertos, percorro a passagem
E guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem
Um manto imenso de água, um pingo move o mundo,
Corrente forte exacta, de um azul quase profundo,

Um sopro de ar, faz girar, o mundo melhor,
Raio de sol, luz maior, para te entregar,
O espelho nunca mente, fiel como ninguém,
Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais alguém,

Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, em parte, de ser parte, de um mundo melhor,
Eu sei, que gestos banais, parecem pouco, mas talvez sejam fundamentais
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal…”


Okey, acusem-me de ser sentimentalista, mas há nesta letra muitas passagens que me transportam para silogismos demonstrativos da energia e espírito que as nossas cores emanam em cada um de nós.

A mesma energia que nos acompanha e faz vencer desde 1893!!!

LISTA DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Hélton e Nuno.
Defesas: Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Fucile, Rolando, Stepanov e Cissokho.
Médios: Raul Meireles. Andrés Madrid, Fernando e Tomás Costa.
Avançados: Rodríguez, Mariano, Hulk, Lisandro e Farías.

9 comentários:

  1. Num certo dia de Maio, do ano da graça do Senhor de 2009, Rui Costa "Jesus" discursava perante uma grande multidão de fiéis benfiquistas que enchiam por completo o Estádio da Luz. Havia cerca de 65.000 pessoas e mais uns largos milhares se encontravam fora do estádio. Todos estavam muito atentos e interessados a ouvir Rui Costa "Jesus".

    Ao lado direito de Rui Costa "Jesus", encontrava-se ajoelhado, num acto de extrema adoração, Patric, o mais recente discípulo, que repetia emocionado constantemente para quem o quisesse ouvir: «Estar com Rui Costa "Jesus" é como estar com Deus. É como estar com Deus. É o nosso Messias que veio para nos salvar.»

    A três jornadas do fim do campeonato, uma vez mais, O Benfica estava já afastado do título. Os onze pontos que distavam de um tal clube do Norte - que teimava em não deixar de ganhar campeonatos consecutivos - já pareciam uma distância intransponível. Mais uma época em sofrimento. Uma mísera taça da cerveja ganha com a ajuda do grande amigo Lucílio não era o suficiente para aquecer aqueles corações frios e sofridos. O campeonato era o cálice desejado. O Santo Graal. A taça pela qual todos suspiravam. O seboso taberneiro da Liga, sempre prestativo, se encarregaria de a depositar, com pompa e circunstância, em mãos benfiquistas. Mas não. Esse clube do Norte não o permitiria, uma vez mais. Raios partam esse clube que se atrevia a desafiar o maior clube do mundo. Raios partam esse clube que conseguia ter sempre equipas melhores do que as famosas equipas maravilha prometidas no ínicio de cada época. Um sentimento de revolta e indignação se apoderava de todas aquelas pessoas. Não conseguiam perceber como tal era possível. Por isso, buscavam uma ansiosamente uma palavra do salvador, o Messias. Apenas queriam algo que os confortasse. Uma esperança.

    A certa altura, o céu começou a escurecer, estava a ficar de noite e a aproximar-se a hora do jantar, mas parecia que ninguém queria sair daquele lugar. Então os discípulos de Rui Costa "Jesus" começaram a ficar preocupados, aquelas pessoas precisavam comer... Aproximaram-se de Rui Costa "Jesus" e David Luiz falou-lhe ao ouvido: «Senhor, já é tarde e este lugar é um deserto. Diz a estas pessoas que se vão embora para que comprem alguma coisa para comer.» Rui Costa "Jesus" disse-lhes: «É chegado o momento. Vou matar a "fome" a estas pessoas. Vou dar-lhes o que eles mais querem. Vou dar-lhes a esperança que ainda é possível ganhar o campeonato.» David Luiz replicou: «Mas como, Senhor? Como? Estamos a onze pontos. É impossível.» Rui Costa "Jesus" ergueu os olhos para o céu e respondeu: «Neste clube nada é impossível. Vamos fazer as coisas por outro lado, uma vez mais. É chegado o momento.» Luisão aproximou-se de Rui Costa "Jesus" e disse: «Senhor, está aqui um garoto que tem cinco pães e dois peixinhos.» Rui Costa "Jesus" ordenou: «Tragam cá esse lanche e digam a todos que se sentem.» Todos se sentaram, obedecendo religiosamente. Rui Costa "Jesus" elevou os cinco pães e dois peixinhos para o céu e disse: «É chegado o momento. Que estes cinco pães e dois peixes se transformem em mais sete pontos para a nossa classificação da Liga Sagres.» O Estádio da Luz entrou em erupção. Uma alegria nunca vista por aquelas bandas. Todos festejavam como se não houvesse amanhã. Como se o Eusébio regressasse no meio da neblina e fizesse o golo de bicicleta mais espectacular do mundo. Um êxtase colectivo, há muito tempo guardado, que precisava de ser libertado.

    Afinal, ainda era possível. A esperança, em todo seu esplendor, estendia a passadeira vermelha para a conquista do campeonato. Ninguém cuidou de saber que o Benfica ainda não era primeiro classificado com mais aqueles sete pontos, mas isso não era importante. A fé voltara. A esperança. Algo maravilhoso aconteceu naquele estádio. Ficará guardado para sempre em suas memórias.

    David Luiz correu para a sala de imprensa para anunciar a boa nova: «O nosso objectivo maior é ser campeão. Sabemos que é difícil. Enquanto houver oportunidades. Ainda faltam três jogos e tudo é possível.»

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  2. Espero festejar e para isso, o F.C.Porto não pode desperdiçar o primeiro match-point.

    Um abraço

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  3. Jorge Penta da Silva10 maio, 2009

    Boas ...
    Vou vestir o jersey e sair para a
    rua.Que sensação única que é ser-se
    Tripeiro de nascença e Portista do
    coração ... PORTO PORTO PORTO ÉS A
    NOSSA GLÓRIA DAI-NOS NESTE DIA MAIS
    UMA ALEGRIA MAIS UMA VITÓRIA ......

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  4. Comenta-se por ai, que hoje o FC Porto tem cerca de seis milhões de adeptos inesperados.

    Será possível?

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  5. Sinceramente adorava poder gritar convosco hoje pelo nosso FCP, adorava poder estar no estádio a torcer pelo Tetra e fazer depois barulho pelas ruas! Estou longe,muito. Sendo assim resta-me amanha enfeitar a minha carrinha com o nosso cachecol, junto ao galhardete que lá anda desde sempre!

    Boa sorte para nós..!!!

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  6. Viva !

    Que grande texto !

    Espero poder ver o Porto ! Ver o Porto ganhar !

    E Viva o Porto !

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  7. Hóquei
    Gaybotas 3 x 4 F C PORTO
    Ganhamos !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Abraço

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  8. Por razões que não interessam agora descrever, não posso hoje deslocar-me ao palco dos nossos “notabeis” da actualidade, mas muito embora tenha a sportv em casa, vou assistir a mais uma vitória do FCPORTO, no café do mais disfarçado”benfa” cá da terra, e ele e mais uns tantos a torcerem pelo Nacional da Madeira. É um gozo do caraças, ouvir as bocas do costume, que não sendo dirigidas a mim directamente, (a minha postura e a minha idade concedem-me esse estatuto), confirmam a azia de quem esta a milhas das nossas qualidades. Evidentemente que depois de mais esta vitória e a respectiva conquista do TETRA, cá voltarei para soltar mais umas labaredas de DRAGÃO.

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